Todo o conteúdo sobre Papo de Futebol

Coluna da semana: Noroeste forte e o adeus da Luso

Foi um sábado de dúvida. Bauru Basket e Noroeste jogando quase no mesmo horário. Escolhi me despedir da Luso e perdi o jogão no Alfredão. Mas não me arrependi. Tem muito mais Alfredão pela frente e, de preferência, com Velicka no meio-campo. A seguir, texto publicado na edição de 5 de março de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

Velicka te dá asas!

Era o jogo-chave. O termômetro da capacidade do Noroeste nessa Série A-2. Receber o líder do campeonato – mesmo em má fase – e se impor no Alfredão foi a senha para o torcedor, definitivamente, acreditar no retorno à elite. O Alvirrubro está reconquistando sua torcida, jogando com garra e amor. Sim, o hino cabe aqui. Foi vitória máscula, de bater no peito e dizer que time grande no campeonato, de camisa (vermelha!) de peso, é o Norusca.

A torcida fez sua parte cantando sem parar debaixo de chuva, além de socorrer um dos seus que passou mal em jogo tão palpitante. Nicolas segue brilhante no gol, França não para de correr, Boka desencantou na hora certa. Mas esse jogo tem um protagonista.

Estivesse Nelson Rodrigues por aqui, não titubearia em eleger Velicka seu “personagem da semana”. Foi enorme a expectativa por sua escalação no meio-campo às vésperas do confronto. Cada vez mais apagado na improvisada lateral-esquerda, por 11 rodadas respeitou e atendeu ao pedido do treinador, foi disciplinado ao avançar pouco, deu carrinho, não reclamou. E por 11 rodadas acumulou o desejo de estar perto do gol. Na primeira oportunidade atuando onde sabe, dois gols na conta do canhotinho. E o Red Bull conheceu o verdadeiro potencial do Noroeste, com Velicka e Leandro Oliveira articulando juntos.

E tome dor de cabeça, das boas, para Amauri Knevitz, pois  Romarinho e Diego também têm condições de estar entre os titulares. A coluna já sugeriu experimentar Juninho na lateral-direita, já que ele tem velocidade e não pode sair, pois seu chute forte é um dos trunfos da equipe – e Everton Garroni pode resguardar suas investidas. Veja se fica bom assim: Nicolas; Juninho, Thiago Jr, Marcelinho e Alexandre; Garroni, França, Velicka e Leandro Oliveira; Romarinho e Diego.

É sabido que Knevitz gosta de ter um homem de área, foi assim também em 2010, com Zé Carlos. Mas o Norusca tem um passado recente glorioso com dois atacantes de velocidade, nos tempos de Paulo Comelli, como Leandrinho e Vandinho (em 2007), sempre com uma dupla de meias a servi-los – na ocasião, Bebê e Edno. De qualquer forma, opções de centroavante não faltam (Boka, Roberto e Nena) quando uma situação de jogo exigir essa referência.

Papo de basquete
A vitória tranquila no último sábado sobre Araraquara serviu para mostrar que o pivô Andrezão amadureceu. Alex Passilongo também teve oportunidade de ter mais minutos em quadra. Já Mosso, em mau momento, não entrou no jogo. “Assim como o Alex não entrou no jogo passado. Foi uma opção minha. Aqui não é amor e caridade, tem que entrar e jogar bem. Se André e Alex entraram bem, pra que tirá-los para pôr o Mosso? Que espere a vez dele, já teve sua chance. Todos tiveram sua chance, não poderão reclamar no final da temporada”, explicou Guerrinha, taxativo.

Tchau, Luso
Agora foi. O Bauru Basket se despediu do ginásio da Luso, a maior casa de espetáculos da cidade nos últimos anos. Os shows de Larry Taylor continuarão a partir de agora na Panela de Pressão. Que a Semel entenda a importância desse time e não crie empecilhos para o trabalho dos guerreiros. Por enquanto, tudo certo: o presidente Joaquim Figueiredo tem a chave do local e livre acesso. As cadeiras cativas, inclusive, estão sendo comercializadas. Para os três dias da Liga das Américas, o valor é de R$ 90 – arquibancada a R$ 60.

Estrelas bauruenses
Para o evento Jogo das Estrelas do próximo final de semana, Bauru está muito bem representado. Guerrinha será o treinador do time NBB Brasil, Larry e Jeff, titulares do NBB Mundo. Fischer está calibradíssimo para buscar o tricampeonato do desafio de três pontos – postou vídeo no Facebook em que acertou 38 arremessos seguidos! E Gui foi escolhido para concorrer nas enterradas. Antes da festa, o Itabom/Bauru tem partida importantíssima contra Franca, lá no Pedrocão.

Atualizado: Larry Taylor irá participar do Desafio de Habilidades.

Coluna da semana: Noroeste voltando aos trilhos?

Texto (publicado na edição de 5 de dezembro de 2011 no jornal BOM DIA BAURU) fala sobre o reinício dos trabalhos no Noroeste, mas questiona sobre a incerteza nas eleições que se aproximam. Também comenta o título corintiano e o momento do Bauru Basket. Boa leitura!

Fevereiro de 2012

Já não era sem tempo! O Noroeste, com bastante atraso, vai começar sua preparação para a Séria A-2 do ano que vem. E concretizou-se a desconfiança de que o diretor Beto Souza, que há pouco pediu para sair, retornaria. Entre aspas consultor, ele continuará dando as cartas no Alfredão, apenas baseado em São Paulo, enquanto João Gonçalves, novo gerente de futebol, encara o dia a dia por aqui, no melhor estilo vidraça. Se foi uma estratégia de Beto para melhorar sua imagem com a torcida, não funcionou ― mesmo tendo realmente melhorado a estrutura noroestina em alguns pontos, sobretudo as categorias de base, ele não agrada a galera alvirrubra.

A grande interrogação no Norusca, entretanto, segue viva. O que ocorrerá em fevereiro de 2012, quando haverá eleição? Damião se colocará à disposição para mais um mandato? Se isso acontecer, o Conselho Deliberativo elegerá apenas um nome e o que está por trás dele (seus filhos e seu dinheiro), pois é sabido que o mecenas alvirrubro não tem condições físicas de cumprir seu papel de presidente.

Nenhum filho de Damião cumpre os requisitos do estatudo do clube para se candidatar. Mas, se for desejo da família Garcia continuar apoiando o Norusca, pode fazer isso via Kalunga, a patrocinadora master. Afinal, é de lá quem vem toda a grana ― inclusive a recente remessa que acertou os salários atrasados dos funcionários. E assim abrem caminho para um novo nove no comando.

Está na hora de o Conselho Deliberativo sair da inércia e movimentar a política do clube, afinal, Damião não é eterno. A partir do que os interlocutores do presidente anunciarem a respeito de fevereiro, que os conselheiros se mexam.

Novo velho técnico
Nada como um dia após o outro, deve estar pensando Amauri Knevitz. Quando perdeu jogos seguidos na Série A-2 de 2010, foi malhado, como é todo treinador sem resultados consistentes pela torcida e pela crônica. Quando Luciano Dias caiu no desgosto de todos, colocaram na conta de Amauri a montagem do elenco do acesso para tirar os méritos daquele que terminou o trabalho ― na verdade, ambos foram importantes. De volta ao Alfredão, vejamos até quando vai a paciência com Knevitz, que tem o desafio de montar um time competitivo em menos de 50 dias.

Valeu, Bira
Nos últimos anos, os goleiros noroestinos sempre foram muito elogiados. Fabiano Paredão, Fernando Vizzoto, André Luis, Yuri e principalmente Nicolas, terceiro goleiro no Paulistão que foi muito bem na Copa Paulista: a lista de sucesso do preparador de goleiros Bira é grande. Demitido, ele não faz mais parte da comissão noroestina. “Só tenho a agradecer as demonstrações de carinho de todos e a solidariedade. Meu trabalho não foi levado em consideração, realmente não sei qual foi o motivo que levaram o Honda [supervisor de futebol] a me dispensar. Os números são incontestáveis nesses quase seis anos de clube, todos os goleiros com quem trabalhei se destacaram”, disse à coluna.

Timão campeão
O penta corintiano começou a ser desenhado na derrota para o Tolima, na pré-Libertadores. O Paulistão foi um treino de luxo e o time entrou tinindo no Brasileirão, acumulando pontos naquela sequência de vitórias incrível no início da competição. A gordura foi tanta que, mesmo jogando abaixo da crítica em boa parte do segundo turno, o Corinthians soube administrar sua caminhada para o título. Festeje, corintiano!

Papo de basquete
O Itabom/Bauru cumpriu seu objetivo no Rio de Janeiro ― trazer uma vitória (sobre o Tijuca) dos dois jogos lá. A meta só não foi contemplada com total êxito porque a diferença de pontos na derrota para o Flamengo (15) é grande para ser tirada no jogo do segundo turno, caso os dois empatem no fim da fase de classificação e seja preciso decidir no confronto direto. O ala Nathan Thomas teve fraco desempenho lá e tem apenas mais quatro jogos para convencer Guerrinha a continuar no time.

Coluna da semana: o fim de 2011 para o Noroeste

Texto publicado na edição de 31 de outubro de 2011 no JORNAL BOM DIA BAURU
(antes da definição do playoff do Bauru Basket)

FECHADO PARA BALANÇO

Pronto. Acabou 2011 para o Noroeste. Hora de juntar os cacos e iniciar, de fato, o planejamento para a Série A-2 ano que vem. Nunca gostei do termo laboratório, muito usado em outros tempos pelos lados da Vila Pacífico – e que não foi o caso desta Copa Paulista. Montou-se um time, a princípio, para ser lapidado para 2012 e, com isso, apostar em poucos e pontuais reforços. Isto é, o Noroeste entrou na Copinha para disputar o título, pelo menos no discurso, que foi abandonado logo após a eliminação.

No início da tarde de ontem, após a goleada sofrida em Jundiaí, o treinador Jorge Saran disse ao microfone da webrádio Jornada Esportiva que tinha elenco limitado, que o time chegou onde podia. Compreendo que assumir essa realidade durante a competição seria desastroso, mas o técnico não precisava mascarar tanto sua fala nas últimas semanas. Para quem não se recorda, Saran falava em uma equipe que chegaria voando no final da competição e tinindo no ano que vem. Agora, citou a necessidade de contratar, no mínimo, 15 reforços! Se antes vestiu a camisa, não expondo seus atletas, agora perdeu a credibilidade, expondo suas deficiências técnicas. Pior: com sua permanência em risco, resolveu jogar merda no ventilador.

Em seu depoimento ao repórter João Paulo Benini, Saran colocou em xeque a saúde financeira do Noroeste e a continuidade do presidente Damião Garcia – assuntos que deverão pautar esta semana de ressaca. A diretoria chegou a admitir atrasos de pagamentos neste semestre e não é de hoje que Damião saiu de cena, delegando poderes aos Betos (Garcia, seu filho, e Souza, diretor executivo).

O clube deverá se mexer nos próximos dias para dar respostas rápidas ao torcedor. Tem sido assim na gestão Beto Souza – o que em outras ocasiões resultou em precipitação, por exemplo, ao contratar jogadores desempregados. Não há nada de bom, hoje, solto no mercado. O máximo que dá para fazer é apalavrar contratos. Então, torcedor alvirrubro, pelo bem no Norusca, não cobre reforços agora. Só a partir do final de novembro é que as prateleiras terão pé de obra qualificada.

O que dá para fazer de imediato é definir a comissão técnica e planejar cada passo da próxima temporada. O perfil de treinador que o Noroeste precisa está muito claro: algum “rei do acesso”, com currículo forte no interior. Um nome de consenso, que cause impacto positivo na crônica e nos torcedores. Se a diretoria errar na escolha, o clima ruim só irá piorar.

Semestre de colheita
Não foi um semestre perdido. Finalmente a base do Noroeste foi valorizada, muitos jovens entraram em campo pelo time principal, inclusive mandando experientes para a reserva. Mizael, Magrão, França, Vitor Hugo e Mariano são os principais nomes dessa safra. Mas é bom olhar com carinho para todo o elenco sub-20, que se despediu do Campeonato Paulista com elogiável campanha. O plantel de 2012 deveria ser formado por pelo menos metade desses garotos, com um ou outro conseguindo ser titular e o banco todo preenchido por eles. Além de economizar com salários, o time ganha em comprometimento, pela identificação (e gratidão) desses meninos com a centenária camisa alvirrubra, que lhes dá a oportunidade de correr atrás de seus sonhos.

Futuro sombrio
Não é a falta de dinheiro de Damião Garcia que me causa arrepios, caso ele se afaste definitivamente do Noroeste. O problema está em um Conselho Deliberativo pouco atuante, de raras e esvaziadas reuniões, que se limita a aprovar contas e mudar o nome do complexo esportivo – em quóruns inferiores a 50% de seu quadro. Uma instituição sem forças políticas não se sustenta.

Papo de basquete
Na tarde desta segunda se define a vida do Itabom/Bauru no Paulista. Entre torcedores, a sensação é a de um campeonato absolutamente “conquistável” que parece estar escorrendo entre os dedos. Alguns apagões defensivos e o exagero em chutes de três são os pontos negativos do time que podem resultar em uma eliminação precoce. Mas há outras tantas virtudes para acreditar numa virada sobre São José.

Coluna da semana: a derrota do Noroeste e o “acerto” de Nathan Thomas com o Bauru Basket

Texto publicado na edição de 24 de outubro de 2011 no jornal BOM DIA BAURU

FALTAM DOIS JOGOS

Muito já se falou desse controverso segundo semestre do Noroeste. Laboratório, uso da base e daí por diante… Todo ano é a mesma coisa. “Semestre perdido” é a expressão recorrente, aquela muleta de discurso tratada pela coluna na semana anterior. No mundo ideal, o time que disputará a Série A-2 de 2012 já deveria estar pronto e entrosado. Mas a realidade não é tão generosa assim. Nem com o clube bauruense, nem com ninguém. Cada metade de temporada tem vida própria. Somente planejamento e continuidade refletem resultados de uma competição para outra. E até que o Noroeste já colhe frutos de suas categorias de base – reativadas há cerca de um ano – que deverão encorpar o grupo ano que vem.

Vamos combinar assim: o Alvirrubro tem dois jogos para decidir sua permanência na Copa Paulista. Esse é o foco. Deixemos a roupa suja para outra hora.

Apatia
No sábado, na derrota para a Ferroviária, o Norusca se arrastou em campo em rede nacional. Praticamente não incomodou a defesa grená. Altair, que alterna lampejos de armador cerebral com sumiços em campo, foi pouco produtivo. Sem Anderson Cavalo, não se viu um noroestino marcando presença na área – nem quando Vitor Hugo entrou no segundo tempo. O volante França novamente se desdobrou, enquanto Tiago Ulisses não é nem sombra daquele marcador voluntarioso que chamou a atenção no Paulistão. Já o jovem goleiro Léo assumiu a fogueira em sua estreia no profissional e não comprometeu. E o meia Lucas ainda não justificou o oba-oba lançado sobre ele – uma espécie de “Neymar da Vila Pacífico”.

Não cola
Mais uma vez, o treinador Jorge Saran usou a justificativa da juventude da equipe. A média de idade de alvirrubros que estiveram em campo foi de 22 anos – contra 26 do time de Araraquara. Engraçado é que, na Copinha do ano passado, o clube bauruense tinha um elenco mais velho e atribuía seus insucessos à correria da molecada dos adversários. A grande vantagem de quadrangulares decisivos é que todo jogo “vale seis pontos”, isto é, sempre há confronto direto entre postulantes a vaga. Apesar de estar na lanterna do grupo, com três pontos, o Noroeste ainda está vivo.

Papo de basquete
Com início arrasador – duas vitórias por “cestadas” – na Liga de Desenvolvimento Olímpico (o NBB sub-21), o Itabom/Bauru já virou sensação do grupo B da competição, que classificará três equipes para o hexagonal final, que já tem Flamengo, Franca e Paulistano classificados. O ala Gui, sobrando fisicamente, tem ficado mais de 30 minutos em quadra, mesmo sem haver essa necessidade – lembrando que Luquinha e Ferrugem se machucaram na estreia. Entre os jogadores do Regatas de Campinas (clube que fez parceria com o Bauru Basket), o ala Weliton roubou 15 bolas na partida de ontem, contra a Liga Sorocabana (106 a 48), e ainda foi o cestinha do jogo (20 pontos). Olho nele, Guerrinha!

Enquanto o futuro está garantido, o presente é a semifinal do Paulista. Abrir 2 a 0 sobre São José nos jogos em casa é primordial. Gui, Luquinha e o assistente Hudson Previdello (que treina o sub-21) voltam de São Sebastião do Paraíso para reforçar o time.

Papo de basquete 2
Segundo o site Basketeria, o norte-americano Nathan Thomas assinou com o Bauru Basket um contrato de dois meses para ser experimentado em condições de jogo, no início do NBB 4. A posição oficial da diretoria, entretanto, é de que o ala continua em fase de testes – o que o próprio jogador confirmou à coluna. O diretor financeiro Eder Poli afirmou que é preciso levantar recursos para a contratação, se houver o aval de Guerrinha. O certo é que o carismático gringo já caiu no gosto da galera.

Atualizado: apesar de todas as pistas de que Nathan deve defender o Bauru Basket no início do NBB 4, o Canhota 10 tomou o cuidado de ouvir o lado oficial da história, que não confirmou o acerto.

Uma coisa de cada vez: agora é a Copa Paulista

Coluna da semana fala de mito noroestino
Publicada na edição de 17 de outubro de 2011 no jornal BOM DIA BAURU

Entre fatos e mitos

O Noroeste chega em seu momento decisivo no semestre: se perder para a Ferroviária no próximo sábado, a classificação para a terceira fase da Copa Paulista ficará comprometida. Com apenas mais um jogo a fazer em casa, contra o Ituano, o time terá que mostrar superação como visitante e provar que a atual fase invicta (12 partidas) serve mais do que discurso. Tudo isso é fato, a situação alvirrubra na competição, o que há para conquistar ainda em 2011. Claro que refletirá na montagem do elenco para a Série A-2 do ano que vem, mas muitos mitos são criados pensando no próximo campeonato.

Equivocadamente se fala que a Copinha serve de preparação para a temporada seguinte. É uma conversa alimentada há anos entre torcedores, crônica esportiva e até mesmo dentro do próprio clube. Ora, é sabido que o elenco se modificará e nem a permanência do técnico Jorge Saran é garantida. No máximo, vale para observar peças e separar o joio do trigo.

O maior dos mitos é achar que o clube está perdendo tempo agora porque o time não está pronto a três meses de sua principal competição. Nenhuma equipe está, em nenhuma divisão! Todos estão pensando no desafio atual, seja ele Brasileirão, Série D ou Copa Paulista (ou Taça Minas, Copa Espírito Santo, Pernambuco, etc). Exigir contratações agora é achar refugos à deriva no mercado do futebol. Os bons estão empregados, correndo atrás da bola.

Para os afoitos, um lembrete: o Noroeste se antecipou bastante nas contratações ano passado, começou cedo a preparação para o Paulistão, certo? Trouxe um monte de jogadores dispensandos por seus clubes ou que pediram rescisão por não estarem sendo aproveitados durante 2010. A lista é grande: Cris (Grêmio Prudente), Francis (Bragantino), Da Silva (Sport), Vandinho (Ceará), Márcio Gabriel (Atlético-GO), Matheus (São Caetano), Gleidson (Duque de Caxias) e Thiago Marin (Náutico). Repito: jogadores dispensandos por seus clubes ou que pediram rescisão por não estarem sendo aproveitados. E mais: com muitos rebaixamentos no currículo. Alguém aí quer repetir o erro? Porque agora, em outubro, só há refugo procurando emprego.

Então, hora de pensar na Copa Paulista como competição, lutar nesses três próximos jogos pela classificação e ganhar mais tempo para observar quem fica – e, principalmente, dar mais experiência aos jovens. Essa é a preocupação atual, uma coisa de cada vez. Essa contagem regressiva para janeiro é um mito, um clichê, uma muleta de discurso.

Garimpo
O que dá para fazer agora, no máximo, é alguém pegar a estrada para observar jogadores com perfil raçudo, com certa qualidade técnica, disciplina e que suportem vaias, porque ninguém espera uma campanha maravilhosa em 2012, sem percalços. Muitos deles estão no Norte-Nordeste, mas é preciso vê-los de perto. Indicação de boca ou de DVD não cola mais.

Debaixo d’água
Não dá para culpar a chuva e o campo pesado pelo empate sem gols com a Ferroviária no último sábado. O ambiente era igual para ambos e, mesmo aos trancos e poças, a bola chegou perto do gol. Houve boas chances desperdiçadas, o Norusca quase recebeu merecido castigo no final e colocou mais dois pontos perdidos na conta. Pior: saiu debaixo de vaias e o zagueiro Marcelinho, mesmo a cerca de cem metros de distância, ouviu e respondeu a provocação de um noroestino. Capitão do time, ele já foi conversar com torcedores em outro recente protesto.

Papo de basquete
Enquanto o Itabom/Bauru vai construindo sua caminhada rumo à final do Campeonato Paulista, já é possível ver sinais da reforma do ginásio Panela de Pressão. Ainda bem.

Novo Canhota 10
O Canhota10.com inicia nova fase nesta semana, com formato mais simples que prioriza a agilidade nas postagens. E continua com o mesmo propósito: levar opinião recheada de informações para o leitor. Conto com sua visita.

Coluna da semana: Alfredaço, não!

Noroeste só precisa vencer XV de Jaú em casa para se classificar. Derrota seria um vexame

Texto publicado na edição de 26 setembro de 2011 no jornal Bom Dia Bauru

Alfredaço, não

Nem a boa (e invicta) campanha do Noroeste no segundo turno da primeira fase da Copa Paulista garantiu tranquilidade. Por mais que vencer na última rodada o XV de Jaú, em Bauru, pareça uma certeza, a pressão para evitar uma vexaminosa derrota (e possível desclassificação) para o lanterna é grande. Guardadas as proporções, pegando carona no termo “Maracanazzo”(derrota do Brasil na final da Copa de 1950), isso seria um senhor Alfredaço. Bata na madeira.

E o que era uma desconfiança, a de que Jorge Saran não está garantido no comando em 2012, virou uma certeza, após ouvir o próprio treinador do Noroeste ao microfone de Jota Martins (87FM/Jornada Esportiva), após o empate de ontem contra o Penapolense. Sua meta é entregar à diretoria, ao final da participação na Copinha, resultados consistentes e uma avaliação do elenco. A partir daí, os Betos (Garcia e Souza) decidem.

Exemplo cruzmaltino

Dá uma preguiça essa conversa de que time que já tem vaga garantida na Libertadores desacelera no Campeonato Brasileiro… Jogador profissional tem que dar o máximo pela vitória sempre e, principalmente, gostar de troféu. Como os cruzeirenses, que não se contentaram apenas com a Copa do Brasil, em 2003, e fecharam um ano mágico arrebentando no primeiro Brasileirão de pontos corridos. Em 2007, também vencedor do mata-mata nacional e com vaga assegurada para o torneio continental, o Flu terminou no G-4, o que “inspirou” o treinador Renato Gaúcho, no ano seguinte, a dizer que seu time “brincaria no Brasileirão” caso vencesse a Libertadores — e perdeu. Ninguém pode brincar na maior competição do nosso futebol. E o Vasco está provando isso: que o campeonato não serve somente para dar vaga. Vale para colocar o título de melhor do país na estante, caramba!

Por isso, acho que o Santos tem que insistir em sua arrancada, não pode tirar o pé quando dezembro se aproximar. Irá contribuir ainda mais para essa emocionante reta final. No discurso do treinador Muricy Ramalho, esse é o objetivo, mas muitos desconfiam que logo entrará em cena o famoso “foco” na disputa no Japão. Ora, entre a última rodada do Brasileiro e a estreia no Mundial serão dez dias, tempo suficiente para viajar, descansar e treinar, considerando o calendário atual.

Por conta desse raciocínio de mirar o planeta, o Internacional, campeão da América, terminou o Brasileirão em segundo em 2006. Não é difícil deduzir que, em algum momento, o time relaxou e permitiu que o São Paulo disparasse. Quando acordou (uma sequência de sete vitórias e um empate entre as rodadas 28 e 35), já era tarde. Ok, o Colorado venceu o poderoso Barcelona depois, mas continua na fila de um título brasileiro, que não ganha desde que nasci, em 1979!

Convocações

Com um ou outro nome discutível — normal, em se tratando de Seleção Brasileira —, Mano Menezes fez boa chamada para a decisão do Superclássico das Américas (dia 28, em Belém, lista só de quem atua no país) e os amistosos contra Costa Rica (dia 7 de outubro) e México (11). Celebro a convocação de Borges, mas lamento a ausência de Arouca, o melhor volante brasileiro, aqui ou lá fora.

Já nos relacionados para os jogos das datas Fifa — ignoradas na tabela do Brasileirão, como já foi discutido aqui —, fica difícil saber como seria o time ideal de Mano, pois se limitou (ainda bem!) a chamar apenas um jogador por time local, deixando gente boa de fora. Aos que chiaram que não há corintianos na segunda lista, convenhamos: melhores que Ralf e Paulinho há muitos volantes por aí… Além de Arouca, o são-paulino Wellington, por exemplo.

A volta de Hernanes também chamou atenção, principalmente por Mano Menezes ter a humildade de mudar de ideia. Antes, o convocava como volante, agora o relacionou como meia, da mesma forma que atua na Lazio. Por fim, o treinador foi coerente ao deixar Lúcio de fora — quer apostar mais em David Luiz e não precisa chamar o capitão pra ficar no banco de reservas.

Noroeste vence Rio Preto e encosta no G-4

Formação mais experiente dominou a partida; Saran busca time ideal

Texto publicado na edição de 29 de agosto de 2011 do jornal BOM DIA BAURU

Procurando o time ideal

Tem gente que diz que futebol é simples, não tem segredo. Bota a bola no chão, toca direitinho e o gol sai. Mas como é difícil fazer esse beabá! E não existe fórmula. É o decorrer das rodadas que forja um time vencedor, testando a paciência dos torcedores nesse trajeto. Veja o Noroeste, ainda longe da excelência: há um clamor pela escalação dos garotos, que têm resolvido em algumas partidas, mas na vitória do último sábado (2 a 0 sobre o Rio Preto), a experiência prevaleceu. Um time titular com média de 24 anos de idade se impôs no primeiro tempo, construiu o resultado e cozinhou o jogo no segundo, já com um atleta a menos em campo.

Dos 11 que foram a campo, apenas quatro são formados formados pelo Norusca e nenhum deles do atual elenco sub-20. Nas substituições, entraram mais três frutos da base. Isso não quer dizer que o treinador Jorge Saran encontrou o tempero perfeito. Está quase: Mizael entrou bem na lateral-direita, a zaga se comporta melhor sem Cris e, como era esperado, Tales deu qualidade ao meio-campo. Resta acertar o setor ofensivo, pois falta melhorar armação – o meia Altair tem mais gols do que assistências no campeonato e o centroavante do time, Anderson Cavalo, ainda não balançou as redes. Na evolução dos reforços Da Silva e Daniel Grando – que se encaixaram bem, mas falta entrosamento e ritmo de jogo –, mora a esperança de o quarteto da frente deslanchar.

Nessa procura por eficiência, pelo time ideal, é importante seguir adiante na Copa Paulista. E a rodada ajudou. A vitória sobre o Rio Preto, concorrente direto, deixou-o mais longe, a quatro pontos do Noroeste, quinto colocado. E como o Penapolense (quarto) apenas empatou com o laterna XV de Jaú, a distância para o G-4 é de apenas dois pontos.

Cautela pode
Ganhando de 2 a 0 e com um jogador a menos desde o fim do primeiro tempo, era de se esperar que Jorge Saran deixasse o time um pouco mais cauteloso, para garantir os três pontos. Iniciou a etapa final, porém, ainda com dois atacantes e só mais tarde deixou o jovem Vitor Hugo isolado na frente. Treinador é cobrado, de forma equivocada, a ser sempre ofensivo. Contra os rio-pretenses, ok, o time era fraco, não ameaçou e o Noroeste poderia perseguir melhor saldo de gols. Mas haverá partidas que exigirão prudência maior, pois o resultado é mais importante do que o espetáculo e, quando ele já está construído, deve ser mantido.

Mais uma noroestina
Levei minha filha Ana, de dois anos e meio, pela primeira vez ao Alfredo de Castilho. Assim que avistou o gramado, disse “Que lindo, papai!”, encantada pela imagem inédita para seus olhinhos. Durante o jogo, ocupou-se mais com sua boneca e devorou dois picolés. Ela, que chama tanto futebol quanto basquete de “gol” e diz que é palmeirense, já bateu palmas com a torcida no ginásio da Luso e, à sua maneira, gosta do ambiente esportivo. Se o Noroeste vive uma crise de identidade e viu nascer poucos torcedores nas últimas décadas, pelo menos nesse sábado mais uma sementinha alvirrubra foi semeada.

O calor rendeu
Além dos dois picolés da pequena Ana, o sêo Célio vendeu outros 68, faturando R$ 70 durante Noroeste x Rio Preto. Bom número, considerando a concorrência com pipocas e amendoins e o pequeno público no Alfredão – 244 pagantes, além de credenciados, familiares de jogadores e de 93 crianças da Escola Estadual Stela Machado (ação do projeto Primeira Pele). A média de público do Norusca como mandante é de 268 torcedores.

Papo de basquete
Perder de Limeira fora de casa não é nenhuma catástrofe. Problema foi o Itabom/Bauru sofrer apagão no segundo tempo. Contra um adversário qualificado, os erros ficaram evidentes: excesso de violações e a volta da “Larry dependência”. Muito trabalho para Guerrinha acertar o time durante a semana: o Bauru Basket recebe Franca no próximo dia 4, jogo termômetro das pretensões da equipe no Campeonato Paulista

Derrota para o Penapolense: que fase!

Coluna da semana aborda o mau futebol do Noroeste na Copa Paulista

Texto publicado na edição de 15 de agosto de 2011 no jornal Bom Dia Bauru

Que fase, Norusca!

Há duas semanas eu associava eficiência no futebol à incessante busca pelo gol. Hoje, parece piada, mas eu estava falando do Noroeste, que fora bastante ofensivo contra Inter de Bebedouro, Linense e no primeiro tempo contra a Santacruzense. De lá pra cá, a rede não balançou mais… Os laterais/alas não vão ao fundo, não existe troca de passes entre meio e ataque, a bola não chega no centroavante. Não por acaso, todas as chances de gol do Norusca na derrota para o Penapolense, no último sábado, foram em chutes de fora da área.

O que me causou espanto foi a demora de Jorge Saran em mexer no time. Não variou o posicionamento dos jogadores para adaptar-se ao adversário. O Alvirrubro insistiu no erro até o fim. E amargou sua terceira derrota na competição. Se cair na primeira fase da Copa Paulista, não haverá outra palavra senão vexame. Em letras garrafais.

Justificar as más atuações pela juventude do time? Não, não pode. O Alvirrubro está (corretamente) apostando na molecada, aproveitando os jogadores formados em suas categorias de base. Mas eles não estão sozinhos. Estivesse o time sub-20 representando o clube na Copinha, vá lá. Mas há gente rodada mesclando a formação em campo. Tanto que a média de idade da escalação titular da última partida foi de 23 anos. E mais: dos cinco criados na base que começaram jogando, apenas Vitor Hugo é do atual elenco inferior. Os demais já compunham a equipe principal. Mais? Sete titulares são remanescentes do Paulistão deste ano. Não se pode falar em nervosismo para, com todo o respeito, enfrentar o Penapolense numa Copa Paulista.

Tem que ter paciência com os garotos? Claro. Mas vale puxão de orelhas para contribuir com seu crescimento. Tanto Vitor Hugo quanto Mariano são fominhas e, pior, não acertam um drible.

Interrogações no DM
Ninguém entende o que se passa no departamento médico noroestino. Giovanni contundiu o joelho e o tempo se arrastou até que finalmente realizasse cirurgia. O atacante Adilson está de molho há quase 20 dias, desde que sofreu mal-estar em campo. É correta a prudência do time em não colocá-lo para jogar enquanto não tiver um check-up completo em mãos; o que espanta é a demora. O mesmo vale para o atacante Renam, cujo tratamento no tornozelo é uma incógnita. O zagueiro Bruno Lopes, o volante Tiago Ulisses e o meia Felipe Barreto engrossam a lista de lesionados.

Com que roupa?
Depois de longos cinco anos, se a memória não me trai, o Noroeste voltou a jogar no Alfredão com seu tradicional uniforme: camisa vermelha, calção branca e meia vermelha. Isso foi na última quarta, contra o Oeste. No jogo seguinte, porém, voltou a vestimenta branca, marca registrada da era Damião Garcia. Mais um elemento para caracterizar a perda de identificação do clube.

Agora vai?
Para fazer o título de capitalização ‘É Gol’ decolar, a empresa de marketingo esportivo DirectRio irá intensificar ações no Interior – tanto que já estampa a loteria na manga da camisa noroestina. O fracasso do Timemania, contudo, está aí para provar que os clubes de futebol não estão com essa bola toda nas lotéricas. Torço para que dê certo e traga dinheiro para o Noroeste, tanto que já comprei cartela – R$ 3 dos R$ 954 arrecadados pelo Alvirrubro até agora saíram do meu bolso.

Tranquilo
Autor de dois gols sobre o Figueirense ontem, o centroavante Deivid contou à coluna que não se preocupou quando o Flamengo foi atrás de outro atacante – tentou Kleber Gladiador e Ariel e trouxe Jael. “É normal procurar outros atletas, ainda mais quando o objetivo do time é brigar pelo título em um campeonato tão longo e difícil como o Brasileirão. Estou tranquilo, porque sempre joga quem estiver melhor”, disse o camisa 9.

Estive no Alfredão no último sábado, mas não pude publicar relato/análise – o que, de certa forma, esta coluna contempla. Abaixo, como de hábito, ficha do jogo (reproduzida do parceiro BOM DIA)

Noroeste perde para Catanduvense. E o laboratório?

Termo controverso é tema da coluna da semana. Texto publicado na edição de 8 de agosto de 2011 do jornal Bom Dia Bauru

O controverso laboratório

As últimas participações do Noroeste na Copa Paulista foram marcadas pela palavra laboratório. Com o segundo semestre de orçamento reduzido, a solução sempre foi contratar jogadores de pouca expressão com a missão de mostrar serviçoe cavar uma vaga no Paulista, no ano seguinte. E nunca deu certo.

O laboratório comprometeu os resultados na competição. Desde o título de 2005, só fiascos: caiu na primeira fase em 2007 e 2009 e na segunda em 2008 e 2010 – não disputou em 2006. Também não surtiu efeito como formador de elenco. Do inesquecível elenco de 2006, apenas oito eram campeões da Copinha no ano anterior – e só dois titulares absolutos, Bonfim e Luciano Bebê. Nesta temporada, curiosamente, cinco bons remanescentes: Yuri, Giovanni (o único que não rendeu tanto na A-1, mas de sabido talento), França, Gustavo Henrique e Diego Oliveira. De qualquer forma, o time caiu. Então, não deu certo. Talvez algum deles rendagrana ao clube, sobretudo o atacante Diego. Mas, por enquanto, estamos no talvez.

Onde quero chegar com esse raciocínio? Sem essa de laboratório. Tem de jogar a Copa Paulista para ganhar. O garimpo é natural, independemente de vitória ou derrota. Mesmo em 2011, com a inédita preocupação de dar espaço a vários garotos da base, o foco tem de ser a taça. Até porque o discurso da diretoria e do treinador Jorge Saran, até o momento, é de que este é o time que irá disputar a próxima Série A-2, reforçado por uma meia dúzia de jogadores. Então, moçada, se é o que temos, trabalhem muito, comam grama, acertem-se nos trilhos. Noroeste coadjuvante de Copinha, tomando sufoco de Inter de Bebedouro, temendo Penapolense… Não dá mais!

Meninos em Catanduva
Se jogador rodado oscila boas e más atuações, imagine um garoto. Felipe Barreto, bem contra a Santacruzense, foi mal no último sábado, na derrota para o Catanduvense. Mariano também passou batido e Dwann entrou na fogueira. Por isso, é preciso cautela: pedir quase o sub-20 todo como titulares e achar que o Norusca vai arrebentar, não é assim que funciona. Mesmo que a pressão sobre os meninos seja menor, paciência de alvirrubro tem pavio curto.

Para não perder o hábito de arquivar as fichas das partidas do Norusca!

Papo de basquete
Bacana o reencontro da torcida com o Itabom/Bauru, apesar de os guerreiros terem vencido na estreia com o freio de mão puxado. Quem estava sorrindo à toa era o sêo Paulo, pai do ala Gaúcho, que voltou para casa. Concorda que o filho evoluiu nesse período fora da Sem Limites e cravou: “Ele está pronto”.

Angústia
Fico apavorado de pensar como será a Copa do Mundo de 2014 com nossos precários aeroportos. Em viagem recente ao Rio de Janeiro, no exato dia do sorteio para as Eliminatórias, flagrei como está saturado o estacionamento do aeroporto do Galeão (foto) – e olha que o Santos Dumont só seria fechado à tarde, por causa do evento. Carros parados em todos os canteiros! Na garagem coberta, tudo igual: a turma fazia baliza sobre a guia, entre um pilar e outro. Voltei na segunda – uma segunda qualquer, feriado só em Bauru – e tomei aquele chá de cadeira: voo cancelado e quatro horas de espera até o próximo. Brasil-sil-sil!

Flagrante: o saturado estacionamento do aeroporto do Galeão. Foto de Fernando BH

As duas notas abaixo não foram publicadas na edição impressa por questão de espaço (a foto do Galeão). Ainda bem que o digital não tem limite!

Homem de fé
O meia Altair, há duas partidas fora, acredita em seu retorno na próxima quarta, contra o Oeste. Contou à coluna, ao final da missa, estar recuperado de contusão na coxa esquerda.

Vai começar
Expectativa para o próximo dia 11, quando serão abertos os envelopes da licitação da reforma do ginásio Panela de Pressão. Tomara que a empresa vencedora seja correta e faça bom serviço dentro do prazo. Imagine o Bauru/Basket jogando as finais do Paulista em sua velha casa!

Foto na home de Thiago Navarro/ECN

Saran: “Noroeste não é hotel”

Coluna publicada na edição de 11 de julho de 2011 do jornal Bom Dia Bauru

Aqui é trabalho!

A frase “Aqui é trabalho, meu filho!” ficou famosa com Muricy Ramalho, treinador atual campeão do Brasil e da América, mas serve muito para Jorge Saran, comandante do Noroeste. Simples e comprometido, o técnico falou à coluna após a vitória no último jogo-treino do Alvirrubro (2 a 0 sobre o São Carlos, sábado passado) antes de estrear na Copa Paulista. Deixou claro que, com ele, disciplina é tudo. “Se perder treino, aqui, está fora! Já sabem. Eu digo para os jogadores: o melhor amigo de um atleta profissional é o colchão dele. É a cama! Treina e descansa, treina e descansa. Quem tem família, preocupe-se com sua família. Os que moram no alojamento, sabem que o horário é rígido. Aqui, se sair do horário, está fora! Eu não quero saber quem é, está fora. Aqui não é hotel”, sentenciou.

Saran joga duro porque, com a estrada que tem, sabe que é no detalhe que um atleta alcança o sucesso, por isso, deve estar sempre pronto. E em tom de desabafo, comparou a caminhada da molecada com a de quem a orienta. “Os jogadores sabem que é um chutinho e estão ricos. Esses que estão na Europa: um chute que deram e a vida está sossegada. Nós, não. Treinador, preparador físico, treinador de goleiro, nós trabalhamos dez, 15anos para nos mantermos, essa é a verdade. Eu trabalho há 35 anos, como jogador e treinador, e não comprei minha casa ainda. Porque meu trabalho é muito honesto.”

Se depender de Saran, o Noroeste não vai deixar os adversários respirarem na Copinha, que começa dia 17 para o clube, contra o Rio Preto. “O time tem que ter a cara do treinador. Quando eu era jogador, ia para dentro dos caras, não parava de correr enquanto o jogo não acabava”, avisa. De fato, o  Noroeste ocupou todos os espaços, o São Carlos não ameaçou o gol alvirrubro.

Linhas de quatro
Este espaço já contou que o treinador pretendia escalar o 4-4-2 com as famosas duas linhas de quatro. Mas eu estava pagando pra ver. E vi. Os volantes França e Marcelinho no meio, Renam aberto na direita, Altair na esquerda. Um desenho tático nítido, de atletas obedientes. Na frente, Anderson Cavalo e Adilson trocavam de lado. O Norusca chutou pouco a gol, é verdade, mas construiu a vitória com folga e vai mais confiante para a estreia.

O provável time titular para começar a Copa Paulista: Yuri; Betinho, Cris, Bruno Lopes e Gustavo Henrique; França, Marcelinho, Renam e Altair; Adilson e Anderson Cavalo. Tiago Ulisses, recuperado fisicamente, pode aparecer, pelo bom histórico, mas a dupla de volantes está entrosada.

Impressões
O quarto-zagueiro Bruno Lopes chegou chegando, já é dono da posição. O meia-atacante Renam foi bem, armou a jogada do primeiro gol, de Anderson Cavalo. Altair, mal no Paulistão, está mesmo a fim de jogo agora. Já o meia-atacante Da Silva, do futebol paraibano e em fase de testes no clube, fez o segundo gol e pode ter garantido seu espaço no elenco. Agora, vai entender: como é que o lateral-esquerdo Gustavo Henrique foi reserva durante quase toda a campanha do Paulistão? É inexplicável. O jogador chega bem à linha de fundo e não vacila na marcação. Gleidson, emprestado ao Paraná, volta em 2012. Tomara que para ficar no banco.

Decepção
Para uma manhã de sábado bem agradável, esperava mais público no Alfredão para ver o jogo-treino. Famílias, criançada correndo, batucada… Nada disso. O Esporte Clube Noroeste precisa mesmo resgatar e formar seu público. Montou acampamento para oferecer pacotes de ingressos – a ótimo preço, aliás –, e pouco deve ter vendido. Uma pena.

Primeira vela
O Canhota10.com completou um ano no ar e já acumula vitórias. Entre elas, a parceria de conteúdo com o portal da Rede BOM DIA, esta coluna e muita interação com os internautas. Fui mais longe do que imaginava, mantive o pique e colhi bons frutos. Hoje, está no ar, com exclusividade, o “Diário do Larry”. O armador do Bauru Basket relata diariamente ao site sua rotina na seleção brasileira.