Após bela vitória sobre Mogi, Dema segura empolgação

Bauru x Mogi, 1 de agosto de 2018

Foi o roteiro perfeito para comemorar os 122 anos da Cidade Sem Limites. Ginásio Panela de Pressão cheio, o retorno de Larry Taylor, ações de entretenimento — o Dunk está mais performático — e, principalmente, a vitória folgada do Sendi/Bauru Basket sobre o Mogi das Cruzes por 81 a 57. Pouco conclusiva para um início de temporada, ainda mais diante de um adversário remontado, com pré-temporada menor e desfalcado. Mesmo assim, animador.

Perguntei ao técnico Demétrius Ferracciú se poderíamos considerar que já “deu liga” no time, pela forma com que o elenco vibrava junto a cada jogada, mas ele foi categórico em conter a euforia:

— É muito cedo para falar que deu liga… O entrosamento a gente vai ganhando. O mais importante é todo mundo estar entendendo seu papel, sua função. Pegamos um time desfalcado, isso dificultou para eles e nós os respeitamos demais, por isso tivemos essa grande vitória. Todo mundo se doou ao máximo no setor defensivo. Conseguimos revezar bastante, que todo mundo tivesse volume de jogo e tempo de quadra. Precisamos deixar o grupo bem homogêneo fisicamente — avaliou Dema.

Lucão em casa

Antes adversário — sobretudo nos tempos de Franca — e alvo de vaias e provocações, Lucas Mariano foi aplaudido por sua bela atuação (cestinha do jogo com 23 pontos) e muito procurado no pós-jogo para fotos. Conversei com o camisa 28 sobre esse novo momento e o entendimento com o grupo:

— Quanto mais pegam no seu pé, é porque é um bom jogador. Estou feliz por trabalhar aqui agora e honrar a camisa de Bauru, com muita raça, muita vontade. A sintonia do grupo está muito boa, o clima é bom dentro e fora de quadra. Temos muito para crescer juntos e chegar longe — comentou Lucão.

Sobre ontem à tarde

Vale destacar uma cena, singela, da tarde de ontem. Era a primeira vez que Larry Taylor, com a camisa do Dragão, enfrentava Guerrinha. Quando era anunciado, nome a nome, o elenco bauruense antes do Hino Nacional, Jorge Guerra aplaudiu o anúncio de Larry. Ao final da partida, abraçaram-se. Por mais que haja rancores que turvam algumas vistas, o respeito mútuo de dois personagens históricos é cristalino.

Na telinha

Abaixo, o compacto da partida (no canal da TVC Bauru no YouTube, com narração do Rafael Antonio e reportagem do Lucas Rocha, pela Jovem Pan News Bauru)

Numeralha

Lucão: 23 pontos, 9 rebotes
Jé: 13 pontos, 8 rebotes, 4 assistências
Enzo: 12 pontos, 9 rebotes, 2 roubos
Alienígena: 12 pontos, 5 rebotes
Cauê: 7 pontos, 3 rebotes, 4 assistências
Gustavo: 5 pontos, 3 rebotes, 3 roubos
Marcão: 5 pontos, 3 rebotes

 

Foto: Victor Lira/Bauru Basket

Larry reencontra torcida do Bauru e enfrenta Guerrinha: “Foi difícil me despedir dele”

Larry Taylor

retranca-bauru-basketHoje é dia de festa. 1 de agosto. Aniversário de Bauru (122 anos). Dia de um bauruense ilustre — afinal, sua versão brasileira “nasceu” aqui — voltar a vestir a camisa do Dragão. A sua camisa, número 4, só dele. Para esse momento (a partir das 18h, contra o Mogi das Cruzes), o ginásio Panela de Pressão estará cheio . Os ingressos das arquibancadas se esgotaram — parabéns à diretoria pela iniciativa do preço popular. Todos querem ver o novo elenco de perto, mas, sobretudo, querem ver LARRY TAYLOR novamente em ação pelo Bauru Basket. Falei com o Alienígena sobre seu retorno, seu entusiasmo e também como foi a despedida de seu ‘pai’, Guerrinha, com quem esteve nos últimos anos em Mogi — e tantos outros na Cidade Sem Limites — e que hoje será oponente.

Quando é que você decidiu voltar? Como foi esse contato e como encara essa nova oportunidade de defender a cidade onde você ‘nasceu’ no Brasil?
Eu sempre quis voltar para Bauru, a cidade onde comecei a jogar no Brasil. Quando acabou o campeonato [NBB 10], os caras entraram em contato comigo — Beto, Joaquim, Vitinho, Dema… Marcamos uma reunião e estávamos com a mesma vontade. Foi o momento certo de retornar para casa. Dei minha palavra a eles e hoje estou aqui.”

E como foi avisar ao seu ‘pai’ Guerrinha sobre sua saída?
Foi difícil. Porque o Guerrinha não foi só meu técnico. Temos um relacionamento muito bom, tanto que as pessoas brincam que ele é meu pai. Nossa relação é especial, foi difícil me despedir dele, mas eu falei que era minha vontade voltar, ele entendeu. Conversamos de boa e isso não vai atrapalhar em nada nossa amizade.”

Na última temporada, você esteve muito acima, técnica e fisicamente, da anterior. Foi um desafio pessoal, uma resposta? E é esse alto nível que podemos esperar aqui em Bauru?
Eu queria fazer uma temporada melhor, era meu décimo NBB e nunca fui campeão. Isso ficava todo dia na minha cabeça, ‘quero ser campeão’. Desde o Paulista, comecei a treinar mais e de forma diferente, mudei minha dieta… Acabamos batendo na porta, mas não aconteceu. Eu vejo toda a força que fiz nos treinos e valeu a pena. Vou continuar no mesmo caminho e fazer o possível para ser campeão.”

Como foi a primeira visita de seu filho Joshua ao Brasil? Imagino o tamanho da sua felicidade por ele conhecer o seu mundo…
Ele ficou comigo aqui duas semanas. Ficou viciado em paçoquita! Toda noite ficava jogando videogame comigo comendo paçoquita e tomando aquela bebida de Nescau [tipo Toddynho]. Ele também gostou bastante de ir a churrascarias. E conseguimos ir a Brotas, foi minha primeira vez lá também, muito bacana. Fui levá-lo de volta aos Estados Unidos e já estou sentindo falta dele, de quando eu chegava do treino e ficávamos conversando, jogando videogame — estou bravo porque a última vez que jogamos ele ganhou e não tive revanche! Mas ele gostou bastante e fiquei muito feliz.”

 

Foto: Victor Lira/Bauru Basket

Entrevista 10, edição 2: Luis Faustini, o Garrincha, secretário de esportes de Bauru

Entrevista 10 - edição 2 - Garrincha

Depois da boa repercussão da estreia, com Paula Pequeno, o ENTREVISTA 10 trouxe para sua segunda edição um diálogo com o poder público. Luis Francisco Faustini, o Garrincha, secretário de esportes de Bauru, falou sobre os perrengues da pasta, desabafou e agradeceu o empenho dos servidores da Semel (Secretaria Municipal de Esporte e Lazer).

A pauta foi conduzida num tom descontraído, como sempre vai ser, independentemente do convidado — mesmo num assunto espinhoso, como a política. Aliás, o prefeito Clodoaldo Gazzetta também deveria estar na bancada. Convidado insistentemente por duas semanas, deixou a possibilidade no ar até os 45 do segundo tempo, mas não veio. Prefeito, ainda será um prazer recebê-lo, ok?

Na produtiva conversa com Garrincha, os aparelhos públicos, futebol amador, ginásio Panela de Pressão, o episódio das inscrições dos Jogos Regionais de 2017 e lembranças dos tempos em que ele era o gestor do futsal da FIB. Vale a pena conferir, logo abaixo — lembrando que o ENTREVISTA 10 é reprisado durante toda a semana na grade do canal 14 da NET (confira mais abaixo dias e horários).

Apoio cultural ao ENTREVISTA 10

Empresas que quiserem patrocinar a atração terão espaço durante a exibição (logomarca, slogan e contato), em banner no rodapé da tela. O investimento mensal é bem convidativo e o nível da conversa promete um bom valor agregado. Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail fernandobh@canhota10.com ou pelo telefone (14) 99115.1360 (inclusive WhatsApp).

Dias e horários das reapresentações do ENTREVISTA 10 no canal 14 da NET:

Terça: 19h
Quarta: 10h
Quinta: 1h e 16h
Sexta: 6h, 21h
Sábado: 12h
Domingo: 7h e 22h
Segunda: 7h

O ENTREVISTA 10 é uma parceria do CANHOTA 10 com a TV FIB

No lucro, Sendi Bauru volta a atuar na Panela pelo NBB

Bauru estreia na Panela no NBB 10

Desde que Alex Garcia e companhia se despediram do Campeonato Paulista 2017 (imagem acima, da derrota para Franca no jogo 4 da semifinal), o Sendi Bauru Basket não atuava em sua casa, o ginásio Panela de Pressão. Cumprida a suspensão de quatro partidas (pelo episódio do jogo 2 da final contra o Paulistano), o Dragão volta à caverna. Recebe nesta segunda (8/jan), às 20h, o Vitória, oitavo colocado.

Durante a longa ausência, foram onze partidas fora de Bauru. Diante disso, a campanha forasteira foi bem-sucedida: sete vitórias, 63% de aproveitamento e sexta posição. É de se esperar que, a partir de agora, o time entre de vez na briga pelo G-4 — de olho, sobretudo, numa queda de produção do Pinheiros.

Considerando as partidas da suspensão, o aproveitamento foi de 75% — apenas uma derrota, mas que derrota… Vitórias sobre Paulistano (no Paulistano!!!), Campo Mourão (em Lençóis Paulista) e Minas (São Carlos). A atropelada do Flamengo ligou o alerta sobre os problemas defensivos — Bauru é apenas a nona melhor defesa do campeonato até aqui, com 76 pontos sofridos por jogo. Pode melhorar muito nesse quesito.



Outro problema do Dragão até aqui: a tabela foi ingrata, com seis jogos seguidos como visitante. Trouxe três importantes vitórias (uma delas contra o então líder Pinheiros). Derrotas ok para Franca e Mogi e mesmo para o Caxias, que tem 83% de aproveitamento em casa.

Diante de tudo isso, essa campanha “off-Bauru” pode ser considerada um baita lucro. Chegou a hora de a equipe matar as saudades da Panela, do público local e provar que pode fazer ainda melhor do que fez até aqui.

Números na Panela

Na campanha do título (NBB 9), o Bauru Basket atuou 22 vezes na Panela. Curiosamente, com um aproveitamento ruim (quinze vitórias, 68%) se comparado ao do vice do NBB 8, com apenas uma derrota em dezoito partidas. No Paulista 2017, foram sete vitórias em onze jogos em casa (63%). Tem que melhorar isso aí.

 

Foto: Victor Lira/Bauru Basket

Rodada 1 do grupo D da Liga das Américas: Bauru vence

Eu gostaria de postar o habitual show de imagens, opinar bastante sobre tudo o que vi de bom (os brilhos nos olhos de muita gente, o nó na garganta de Guerrinha, o abatimento de Larry que se transformou em apoio, o jogaço entre Quimsa e Brasília, etc…) e de ruim (certa desorganização, as gambiarras da reforma, a politicagem*) na Panela de Pressão. Mas o corpo pede descanso. E a prioridade era atender ao Basketeria.

Portanto, corra lá e confira os textos da cobertura da primeira rodada. Foi gratificante, uma experiência e tanto. Basta clicar nos placaesr dos jogos, abaixo.

Brasília 108 x 99 Quimsa

Bauru 94 x 60 Leones

Até!!!

(*Sobre a politicagem: a torcida ensaiou uma grande vaia para o secretário de esportes, Batata, mas o animador do evento percebeu e logo o colocou  escorado no prefeito Rodrigo, de notória popularidade. Todos somos gratos pela Panela, mas ela foi maquiada no jeitinho, na gambiarra, depois de muita demora, e ainda querem confente? Não!)