O retorno de Larry Taylor: “Prioridade zero”

Quando entrevistei o presidente Beto Fornazari, no dia 21 de maio, perguntei sobre o interesse por Larry Taylor. O Alienígena, entretanto, estava em disputa das #finaisNBB por Mogi (derrotado neste sábado pelo Paulistano, campeão) e guardei as aspas. Terminado o NBB, segue a resposta do dirigente sobre o eterno camisa 4 bauruense:

Larry é um sonho de todos, meu também. O Larry é para mim a prioridade zero. Se perguntarem quem eu quero contratar, quero o Larry. Não vou esconder isso de ninguém. Sempre foi, não queria que ele fosse embora. Ele foi porque pediu. Eu vejo o Larry jogar por Mogi e fico feliz e triste ao mesmo tempo. Está feliz lá, Mogi renovou com o patrocinador, acho difícil o Guerrinha liberar. Não fazemos plano pelo Larry, mas pode ter certeza de que, se ele der uma brecha e houver uma situação que a gente consiga viabilizar a volta, vamos fazer. Daí a falar que o Beto está assediando, não… É que para ele a porta está aberta. Gostaríamos muito que ele voltasse. A torcida de Mogi deve idolatrá-lo também e a gente entende isso.”

 

Foto: João Pires/LNB

Larry Taylor brilha na Panela e Mogi derrota Paschoalotto Bauru na Liga das Américas

rentranca-LDA2016(Direto da Panela) A última rodada do grupo E da Liga das Américas será de calculadora na mão. Até o Malvin, que acumula duas derrotas, tem chances. Tudo porque o Paschoalotto Bauru perdeu para o Mogi das Cruzes, por 75 a 66. Falemos das contas mais abaixo. Antes, aplausos para Larry Taylor. O Alienígena sentiu-se mesmo em casa e passeou em quadra. Ele foi o cestinha da partida e ainda contribuiu com três rebotes e quatro roubos de bola. Já o Dragão tomou decisões erradas na execução de seu jogo, cometeu 17 violações e precisará evitar esses equívocos para vencer o Quimsa na última rodada (neste domingo, às 20h), se quiser avançar.

BOLA QUICANDO
Mogi foi dominante desde o início. De cara, abriu 10 a 1, com sete pontos de Larry. A contusão de Guilherme Filipin — que travou as costas, a cena assustou, mas não preocupa — poderia sugerir a queda de rendimento do time, mas seguiram mordendo cada bola. Triplos de Jé e Day mantiveram o Dragão no retrovisor: 16 a 13.

No segundo período, o banco bauruense entrou bem e comandou a virada no placar. Paulinho Boracini, guardou duas de fora, roubou bola, Wesley e Léo Meindl também fizeram suas bolinhas e o Paschoalotto conseguiu ir para o intervalo em vantagem (35 a 36), após parcial de 19 a 23.

É rapidinho! Clique aqui
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A partida recomeçou como começou, com Larry aprontando. E com Tyrone absoluto no garrafão. Roberdei manteve Bauru na parada com três bolas de três, Murilo entrou bem, mas a noite era mesmo mogiana. Lucas Mariano trabalhou bem dentro (cravada) e fora (triplo), enquanto Alex Garcia errou uma enterrada, desperdiçou um ataque e ficou bravo. Fração da turma do Alienígena (23 a 19, somando 58 a 55), que voltou a liderar para não perder mais.

Os cinco primeiros minutos do último quarto foram de poupar o fôlego das estrelas. Ricardo, Hett e Alex sentados de um lado, Larry do outro.Paulinho errou três vezes e o placar praticamente não se mexeu nesse tempo… A torcida também não estava numa noite inspirada. Na hora H, empolgou-se com um tocaço de Wesley em Shamell, na bola de três de Day que manteve o time vivo, e só. Quando Larry guardou três pontos a 1min05 do fim e abriu 13 pontos, muita gente levantou e foi embora… O minuto final passou rápido, nada de falta pra amarrar o cronômetro. Resignado, o Dragão despediu-se de uma noite ruim perdendo por 75 a 66, após parcial de 17 a 11.

Os amigos Larry e Ricardo: o Alienígena riu por último.
Os amigos Larry e Ricardo: o Alienígena riu por último.

DOEU
O ala Guilherme Filipin deitou na quadra e não levantou mais. Saiu de maca, aplaudido, com as costas travadas. Perguntei se foi só um susto. “Nem tanto, travou feio mesmo!”, disse ao Canhota, garantindo não ter condições de jogo para a terceira rodada.

GOTEIRAS
O último período já não estava favorável e o teto da Panela aprontou de novo. Goteiras quebraram o ritmo da partida e queimaram o filme de Bauru mais uma vez. Enquanto isso, a Arena municipal segue sendo apenas um belo projeto no papel.

GUERRINHA
Larry na quadra, Guerrinha na plateia. A dupla mexeu com as emoções de muita gente nessa noite. O ex-treinador voltou à Panela pela primeira vez desde sua demissão, em outubro passado. Horas antes, havia revelado ao repórter Guilherme Giavoni, do GloboEsporte.com, que encabeçará o projeto de retorno do Corinthians ao basquete. Toquei uma ideia com Jorge Guerra, que você pode ouvir abaixo:

ABRE ASPAS
Falei com Ricardo Fischer, no calor pós-jogo, eu e ele ainda sem refletir sobre a matemática:

 

O técnico Demétrius avaliou o revés:

 

FAZENDO AS CONTAS
O Mogi encara o Malvin às 17h45 na Panela e vitória por qualquer placar o coloca no final Four da #LDA2016. O Quimsa, que venceu fácil o Malvin na segunda rodada (75 a 56), precisa apenas bater Bauru para sair da Sem Limites como líder da chave. Já o Dragão precisará vencer os argentinos por seis ou mais pontos de diferença — menos do que isso, dá Quimsa. A conta é feita pelo saldo de cestas dos jogos entre os times empatados: Bauru hoje tem -9 e o Quimsa +2. Se o Malvin ganhar do Mogi, bastará a Bauru uma vitória simples. Se o Malvin ganhar e o Quimsa ganhar, dependendo dos placares até o time uruguaio pode passar. Enfim, rodada imperdível!

NUMERALHA
Day: 15 pontos, 1 rebotinho
Alex: 11 pontos, 4 rebotes, 4 assistências
Ricardo: 10 pontos, 6 rebotes, 8 assistências
Jefferson: 8 pontos, 5 rebotes
Hettsheimeir: 6 pontos, 7 rebotes
Paulinho: 6 pontos, 3 rebotes
Wesley: 4 pontos, 2 rebotes
Meindl: 4 pontos
Murilo: 2 pontos, 3 rebotes

Abaixo, os melhores momentos da partida:

Paschoalotto Bauru vence Mogi de Larry, o imortalizado

retranca-NBB(Direto da Panela) Quando conversei com Larry Taylor quando ele saiu do Bauru Basket, em junho, ele avisou que ia chorar quando voltasse à Panela. E chorou. Pudera: além da emoção natural de retornar ao palco que o consagrou, uma surpresa no intervalo, a eternização de sua camisa 4. Ninguém mais a vestirá, a não ser que ele volte a defender a Cidade Sem Limites.

Por mais importante que tenha sido a vitória do Paschoalotto Bauru sobre Mogi (90 a 74), a sétima em oito jogos, nada foi mais relevante do que esse reencontro. O do cara que ralou, roeu o osso, conquistou uma cidade com seu carisma e seu profissionalismo. A diretoria do Dragão merece aplausos por valorizar o maior ídolo da história do basquete bauruense. Sim, o maior, não há discussão sobre isso. Vanderlei, Josuel e Fernando Fischer certamente concordam.

Depois de alguns dias preciosos de lacuna no calendário e muito treinamento, os guerreiros voltam à quadra na próxima sexta (11/dez), de novo na Panela, contra o São José, campeão paulista.

O adversário deverá ser mais difícil, porque Mogi se tornou um rascunho do que era e poderia ser. Depois de perder a final do estadual no Hugão, ver o técnico Paco sair e cair na Sul-Americana (vencida por Brasília nesta mesma noite), a equipe de Larry definhou. Não ameaçou o galope bauruense no placar e está com nervos à flor da pele (o experiente Filipin perdeu a boa com o jovem Lersh, seu colega).

Enfim, mais uma. Mas só tinha olhos para Larry, confesso. Unanimidade não se vê todo dia. Não há ninguém que não goste dele! Ele merece cada reverência. Falei com ele ao fim do jogo, também com o técnico Demétrius, além do treinador da Seleção Brasileira, Rubén Magnano, que acompanhou a partida in loco.

ABRE ASPAS

Fala, Larry:

 

Demétrius comenta o momento do time e fala sobre o merecimento de Larry:

 

Rubén Magnano fala de sua visita, do trabalho de seu auxiliar Demétrius e de seu relacionamento com Larry após o pedido de dispensa do gringo-brasuca:

 

NUMERALHA
Hett: 22 pontos, 10 rebotes
Alex: 17 pontos, 8 rebotes, 4 assistências
Jé: 16 pontos, 9 rebotes, 3 assistências, 3 roubos de bola
Meindl: 13 pontos, 2 rebotes
Ricardo: 9 pontos, 9 assistências
Day: 9 pontos, 5 rebotes
Sena: 3 pontos, 5 rebotes
Paulinho: 1 ponto, 2 assistências

 

Foto: Caio Casagrande/Bauru Basket

Liga das Américas, Diário do Larry (3): de olho no Corinthians

(Na Colômbia, vendo o Timão vencer colombianos) O terceiro dia de trabalhos do Paschoalotto Bauru em Tunja foi de diferentes reações. Alguns jogadores sentiram mais, outros menos, conforme destacou o médico Luciano Camargo no diário de bordo publicado no site oficial do time (parte 3, aqui). O material oficial também conta que o fisioterapeuta Rogério Lourenço tem atuado bastante para amenizar dores musculares, já que os guerreiros, além da altitude, têm enfrentado um friozinho de 13 graus.

Entre os que já se sentem melhor no terceiro dia está nosso “correspondente” Larry Taylor, que desta vez falou pouco, já que estava preocupado em acompanhar seu Corinthians estreando na Libertadores — justamente contra um time colombiano. O Timão venceu o Once Caldas por 4 a 0, em São Paulo, no jogo de ida da fase preliminar do torneio. Fala, Alienígena:

“O treino de hoje foi bem forte, fizemos uma hora de quadra com coletivo e jogadas. Senti um pouco de cansaço, mas menos do que o esperado, isso mostra que o corpo está se adaptando. Na TV, vi o Corinthians fazer quatro no Once Caldas, mas tive que ver o jogo em linguagem espanhola. Foi engraçado…”

 

Fotos de Henrique Costa/Bauru Basket. Abaixo, registro de passeio da comissão técnica pelas ruas de Tunja.

“Gostei da cidade, notei que a história através da arquitetura foi muito bem preservada. O povo colombiano também é muito amável", comentou Guerrinha
“Gostei da cidade, notei que a história através da arquitetura foi muito bem preservada. O povo colombiano também é muito amável”, comentou Guerrinha

Liga das Américas, Diário do Larry (2): treino forte, game e caldo com arroz

(Alienígena, direto de Tunja, Colômbia) A passagem do Paschoalotto Bauru Basket  pela Colômbia, para disputar o grupo D da Liga das Américas, já vai ganhando uma rotina boa. Entre treinos já puxados, à medida em que vão se adaptando à altitude, os guerreiros driblam o tempo no videogame ou com sessões de cinema, como conta nosso “correspondente”, o ídolo de outro mundo. Dia 2, por Larry Taylor:

“O dia hoje começou com um treino mais pesado. Foram 30 minutos de coletivo, mas gostei do resultado, não senti tanto o cansaço que senti no primeiro dia. Mas aproveitei bastante meu PS 4. Trouxe o videogame para matar umas horinhas e hoje o dia foi de duelos. O pessoal gosta de jogar, mas no Fifa sou o melhor. Como eu sempre ganho, nunca passo o controle. Estou brincando, gosto da movimentação no meu quarto, a gente fica conversando, dando risada, isso faz bem para o clima do time. Combinamos de assistir um filme depois do treino. A comida aqui também está muito boa, eles servem caldo em todas as refeições por causa do frio e incrementei o caldo com arroz, ficou muito bom.”

 

Fotos: Henrique Costa/Bauru Basket, incluindo as abaixo, de bastidores da viagem, que o assessor de imprensa da equipe está contando no site oficial. Leia clicando aqui.

Após problema no veículo que levava elenco, a turma pegou um busão
Após problema no veículo que levava elenco, a turma pegou um busão
Guerrinha recorreu à máscara de oxigênio para combater efeito da altitude
Guerrinha recorreu à máscara de oxigênio para combater efeito da altitude