Larry Taylor brilha na Panela e Mogi derrota Paschoalotto Bauru na Liga das Américas

rentranca-LDA2016(Direto da Panela) A última rodada do grupo E da Liga das Américas será de calculadora na mão. Até o Malvin, que acumula duas derrotas, tem chances. Tudo porque o Paschoalotto Bauru perdeu para o Mogi das Cruzes, por 75 a 66. Falemos das contas mais abaixo. Antes, aplausos para Larry Taylor. O Alienígena sentiu-se mesmo em casa e passeou em quadra. Ele foi o cestinha da partida e ainda contribuiu com três rebotes e quatro roubos de bola. Já o Dragão tomou decisões erradas na execução de seu jogo, cometeu 17 violações e precisará evitar esses equívocos para vencer o Quimsa na última rodada (neste domingo, às 20h), se quiser avançar.

BOLA QUICANDO
Mogi foi dominante desde o início. De cara, abriu 10 a 1, com sete pontos de Larry. A contusão de Guilherme Filipin — que travou as costas, a cena assustou, mas não preocupa — poderia sugerir a queda de rendimento do time, mas seguiram mordendo cada bola. Triplos de Jé e Day mantiveram o Dragão no retrovisor: 16 a 13.

No segundo período, o banco bauruense entrou bem e comandou a virada no placar. Paulinho Boracini, guardou duas de fora, roubou bola, Wesley e Léo Meindl também fizeram suas bolinhas e o Paschoalotto conseguiu ir para o intervalo em vantagem (35 a 36), após parcial de 19 a 23.

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A partida recomeçou como começou, com Larry aprontando. E com Tyrone absoluto no garrafão. Roberdei manteve Bauru na parada com três bolas de três, Murilo entrou bem, mas a noite era mesmo mogiana. Lucas Mariano trabalhou bem dentro (cravada) e fora (triplo), enquanto Alex Garcia errou uma enterrada, desperdiçou um ataque e ficou bravo. Fração da turma do Alienígena (23 a 19, somando 58 a 55), que voltou a liderar para não perder mais.

Os cinco primeiros minutos do último quarto foram de poupar o fôlego das estrelas. Ricardo, Hett e Alex sentados de um lado, Larry do outro.Paulinho errou três vezes e o placar praticamente não se mexeu nesse tempo… A torcida também não estava numa noite inspirada. Na hora H, empolgou-se com um tocaço de Wesley em Shamell, na bola de três de Day que manteve o time vivo, e só. Quando Larry guardou três pontos a 1min05 do fim e abriu 13 pontos, muita gente levantou e foi embora… O minuto final passou rápido, nada de falta pra amarrar o cronômetro. Resignado, o Dragão despediu-se de uma noite ruim perdendo por 75 a 66, após parcial de 17 a 11.

Os amigos Larry e Ricardo: o Alienígena riu por último.
Os amigos Larry e Ricardo: o Alienígena riu por último.

DOEU
O ala Guilherme Filipin deitou na quadra e não levantou mais. Saiu de maca, aplaudido, com as costas travadas. Perguntei se foi só um susto. “Nem tanto, travou feio mesmo!”, disse ao Canhota, garantindo não ter condições de jogo para a terceira rodada.

GOTEIRAS
O último período já não estava favorável e o teto da Panela aprontou de novo. Goteiras quebraram o ritmo da partida e queimaram o filme de Bauru mais uma vez. Enquanto isso, a Arena municipal segue sendo apenas um belo projeto no papel.

GUERRINHA
Larry na quadra, Guerrinha na plateia. A dupla mexeu com as emoções de muita gente nessa noite. O ex-treinador voltou à Panela pela primeira vez desde sua demissão, em outubro passado. Horas antes, havia revelado ao repórter Guilherme Giavoni, do GloboEsporte.com, que encabeçará o projeto de retorno do Corinthians ao basquete. Toquei uma ideia com Jorge Guerra, que você pode ouvir abaixo:

ABRE ASPAS
Falei com Ricardo Fischer, no calor pós-jogo, eu e ele ainda sem refletir sobre a matemática:

 

O técnico Demétrius avaliou o revés:

 

FAZENDO AS CONTAS
O Mogi encara o Malvin às 17h45 na Panela e vitória por qualquer placar o coloca no final Four da #LDA2016. O Quimsa, que venceu fácil o Malvin na segunda rodada (75 a 56), precisa apenas bater Bauru para sair da Sem Limites como líder da chave. Já o Dragão precisará vencer os argentinos por seis ou mais pontos de diferença — menos do que isso, dá Quimsa. A conta é feita pelo saldo de cestas dos jogos entre os times empatados: Bauru hoje tem -9 e o Quimsa +2. Se o Malvin ganhar do Mogi, bastará a Bauru uma vitória simples. Se o Malvin ganhar e o Quimsa ganhar, dependendo dos placares até o time uruguaio pode passar. Enfim, rodada imperdível!

NUMERALHA
Day: 15 pontos, 1 rebotinho
Alex: 11 pontos, 4 rebotes, 4 assistências
Ricardo: 10 pontos, 6 rebotes, 8 assistências
Jefferson: 8 pontos, 5 rebotes
Hettsheimeir: 6 pontos, 7 rebotes
Paulinho: 6 pontos, 3 rebotes
Wesley: 4 pontos, 2 rebotes
Meindl: 4 pontos
Murilo: 2 pontos, 3 rebotes

Abaixo, os melhores momentos da partida:

Perto de decisão, Noroeste recebe Guerrinha para palestra

retranca-bezinhaNa tarde desta quarta-feira, o técnico Guerrinha fez o mesmo trajeto dos últimos anos: estacionou seu carro no Complexo Damião Garcia. O destino, entretanto, foi alguns metros abaixo da Panela. Convidado pelo técnico Vitor Hugo, ele palestrou para o elenco do Esporte Clube Noroeste, que têm o jogo do ano no próximo domingo (25/out), às 10h, contra o Fernandópolis.

Ele contou sua trajetória do esporte, que soma exatos 40 anos como jogador e treinador. Cheia de vitórias, como disse aos jovens jogadores, só porque trabalhou muito. “O envolvimento com o Noroeste hoje tem que estar em primeiro lugar. Entrar em campo, domingo, focado e com garra, mas respeitando o adversário”, frisou Jorge Guerra.

“O lado psicológico neste momento de decisão é muito importante. O Guerrinha falou da dedicação dele pra conquistar o seu espaço. A palestra trouxe mais segurança para os meninos, pois ele falou que eles têm que procurar entrar tranquilos”, disse o técnico Vitor Hugo.

“Ter um incentivo de um cara tão vitorioso faz bem, dá um ânimo a mais. Ele passou muita tranquilidade pra nós”, comentou o lateral Ian.

“Vixe, gostei demais! Nessas horas é sempre bom ouvir uma palestra de um cara que tem um conhecimento muito grande. Conversou bastante com o grupo, falando da importância da decisão que temos domingo. Agora cabe a nós jogadores colocar em prática”, falou o artilheiro Hygor Silva.

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Banca do Adilson, rua 13 de Maio, quadra 3, Centro

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Foto: Malavolta Jr/Esporte Clube Noroeste

Demétrius, novo treinador do Paschoalotto Bauru: “Sou movido a desafios”

demetrius-bauru-2Pronto, a página virou. Na manhã desta quarta, o novo técnico do Paschoalotto Bauru, Demétrius Ferracciú, foi apresentado, concedeu entrevista coletiva e já comandou treinamento no ginásio Panela de Pressão. Bem articulado, de fala segura, o ex-armador de 42 anos mostrou-se ciente do desafio que assumiu e motivadíssimo a encará-lo. Obviamente, houve perguntas sobre o desligamento de Guerrinha, que Rodrigo Paschoalotto e Vitinho Jacob responderam com a franqueza desejada (leia mais abaixo) e que não se lê em breves comunicados oficiais — por isso precisavam ser feitas.

Seguem os principais pontos da coletiva com Demétrius, que afirmou ter pedido o agendamento de dois amistosos de preparação antes da estreia no NBB, dia 2 de novembro, contra o Flamengo:

Ligação para Guerrinha
Eu liguei para ele, porque sempre quando foi campeão eu liguei para das os parabéns; sempre que perdeu, liguei para dar um apoio. Nós temos um relacionamento de muito respeito, sinceridade e lealdade. Joguei junto com ele em Franca. Então, liguei  para dar meu apoio, mesmo sabendo que meu nome estava envolvido em ser o substituto. Ele sabe que eu não tenho nada a ver com isso — eu estava empregado —, sabe da minha índole e do meu caráter. Então fiquei muito tranquilo em conversar com ele, dar uma força. Porque, queira ou não, ele está chateado, num momento mais triste e a minha intenção foi dar esse apoio, pela consideração e respeito que tenho por ele.”

De BH para Bauru
É um desafio na minha carreira. Sou movido a isso. Minha vida inteira foi assim, como jogador e como técnico. Eu poderia ficar numa zona de conforto, mas quando a gente tem desafio a gente cresce.”

Passado na Sem Limites
Facilitou bastante, pela maneira que sempre fui recebido quando vinha jogar aqui. Essa história nas categorias de base, o carinho que sempre tive com as pessoas facilitou sim, me senti muito mais à vontade de tomar a decisão.”

Pressão
Faz parte do nosso dia a dia, sempre vamos ter e temos que saber lidar. Esse jogo contra o Flamengo [estreia no NBB] é importantíssimo, mas também não é um jogo que, perdeu, tudo vai desabar. Não é um jogo de vida ou morte, achar que está tudo errado. Precisamos ter tempo nesse trabalho, nosso foco é a competição, jogo a jogo. Queremos ser campeões.”

Planejamento na temporada regular do NBB
Brigar pelo G-2, diretamente com o Flamengo, para ter vantagem nos playoffs até o final. Mas, pela qualidade da nossa equipe, podemos ganhar em qualquer lugar. O importante é estar focado no dia a dia, pois não se resume no jogo.”

demetrius-coletiva-2Estilo de trabalho
Vou começar a colocar minha filosofia, a maneira como eu trabalho. Tem bastante coisa diferente do que Bauru já fazia e vou tentar colocar já a minha cara para o time ir se adaptando. Sei que tem pouco tempo, não vou colocar tudo ainda, mas boas situações já serão colocadas. Dentro do que acredito, vou colocar situações que, com certeza, vamos ter muitas opções táticas, uma diversidade grande quando tivermos dificuldades em um jogo. O objetivo é ter conversas, parte tática. Não tenho uma receita, é muito do feeling do dia a dia, sentir que jogador precisa de uma conversa, um estímulo, uma cobrança. Como fui jogador, eu sei o que o jogador sente quando o técnico vai conversar com ele e da maneira que vai conversar.”

Assimilação do grupo
É um desafio, mas pela categoria e pelo nível dos jogadores, com experiência de Seleção, onde também tem que ser rápido colocar o sistema tático, já sabemos que eles se adaptam rápido ao que você quer. A execução é que mais difícil saber o momento certo, mas com o tempo vamos fazer direitinho.”

Defesa forte
O Alex é um dos maiores defensores do mundo. Quando ia jogar contra ele, sempre pensava ‘Pô, vou ter essa cara colado o tempo inteiro em cima de mim’… Mas a defesa não consiste em apenas um jogador, o importante é o que ele contagia e os outros precisam estar atentos e pegar o gosto de querer defender, porque a gente vê hoje, no basquete, que a maior dificuldade é jogar cinco contra cinco. E para evitar isso tem que defender e chegar em transição, em contra-ataque. É o segundo ano consecutivo que minha equipe tem a melhor defesa do campeonato e vou colocar essa filosofia aqui porque, pelo nível dos jogadores, se conseguirmos defender bem, nossas chances aumentam bastante.”

Categorias de base
Já conheço alguns jogadores e a estrutura. Claro que agora o foco principal é o adulto. Mas com o Hudson e o Germano [assistentes técnicos] vamos avaliar. Já fui técnico da Seleção sub-17, 18, 19 e venho acompanhando essa geração. Isso facilita. A gente sabe do potencial e da característica de alguns e o importante é que estejam prontos para qualquer situação que aparecer no adulto. Assim que tiver a oportunidade, com certeza vamos aproveitar.”

 

demetrius-coletiva
PARA FINALIZAR…
… o assunto demissão e seus desdobramentos, seguem os posicionamentos de Vitinho Jacob e Rodrigo Paschoalotto.

“A gente precisava de um algo novo para o NBB. Entendemos, pensando pra frente, que precisávamos de uma mudança, um novo sistema de jogo. Foi muito difícil essa decisão, até pelo histórico do Guerrinha como pessoa, como participante de toda a estrutura e pelos resultados conquistados por ele. Mas a decisão do comitê foi que, para os futuros compromissos, precisávamos de uma mudança de estratégia no comando da equipe”, disse Vitinho, diretor técnico do Dragão.

Com sua habitual franqueza, Rodrigo aproveitou para pulverizar as desconfianças. “A Paschoalotto não vai sair do basquete. Pode sair daqui três anos? O país está em crise. Mas nossa vontade não é sair. O salário não está atrasado. Desmanche? O Larry saiu porque quis. Queria mais minutos, e quem poderia dar mais minutos era o técnico. O Gui precisa de mais rodagem e acho que um dia ele volta pra Bauru. As reposições foram à altura. Não tem jogador saindo, a espinha dorsal do time tem contrato de dois, três anos ainda. Pode sair? Se pagar multa, para a gente repor à altura. Agora temos é que unir forças para o Bauru Basket continuar ser campeão. Agora tem que ter energia boa, todo mundo que gosta do Bauru Basket. Vamos apoiar a equipe, não vamos desfocar. Técnicos vão e vêm, jogadores vão e vêm. O que fica é a instituição”.

O presidente do patrocinador máster também comentou a troca do comando do time. “Seria muito mais cômodo se não fizésssemos nada. Poderíamos ter uma boa campanha, até ser campeões, mas acho que, do jeito que estava, o caminho não era de vitórias. Não quisemos ficar na zona de conforto, queremos testar algo novo para melhorar. Fazer mudanças não é desprestigiar quem estava, mas é buscar algo melhor. E não significa que o outro era pior. É testar algo novo. E a decisão é do comitê gestor, não é de A ou B, quem disse sim ou não. O Guerrinha foi importantíssimo. Ao lado do Demétrius, ele é um dos melhores técnicos do Brasil. Não estamos discutindo qualidade. Talvez sem ele não haveria basquete em Bauru. O que a gente discute é que queremos oxigenar, o que só vamos ter mudando. É um risco? Como tudo na vida. Tinha muita coisa interna que ninguém acompanhava. Mas agora não é hora de caça às bruxas. Poderíamos ser campeões do NBB com o Guerrinha? Poderíamos. Como acho que vamos ser com o Demétrius”, finalizou.

 

Foto do topo: Caio Casagrande/Bauru Basket

A obsessão do Bauru pelo NBB e a demissão de Guerrinha

A demissão de Guerrinha ainda ferve nas redes sociais. Não é para menos, trata-se de uma história de oito anos (contando só a segunda passagem), do único treinador a comandar uma mesma equipe nas sete edições do Novo Basquete Brasil. Além de ser atual vice-campeão intercontinental e brasileiro, campeão das Américas e sul-americano, bi paulista, blá, blá…

A maioria, perplexa, chateou-se, questionou os motivos apresentados e evocou a relação umbilical de Jorge Guerra com o projeto. Também há, em menor número — mas vozes igualmente relevantes —, aqueles que não aprovavam o trabalho do treinador e celebraram a mudança. Por isso o assunto insiste desde a última sexta-feira. Ainda porque a perplexidade alcançou também a mídia especializada, como ilustra este texto de hoje do Bala na Cesta.

Muitos acreditam que essa abordagem que proponho, de suposto viés negativo para o clube, já não cabe mais depois da página virada — o próprio Guerrinha, defensor ferrenho da Associação, reclamaria deste texto… [rs] Mas é a reflexão da crônica esportiva que tem ajudado a diminuir o tamanho dessa interrogação. Porque não é apenas a troca de uma peça no tabuleiro. Foi a troca DA peça. E, sem exagero, foi a criatura se desfazendo do criador. Por isso tamanha comoção. Se tecnicamente está certo ou errado, é outra discussão, só o tempo dirá, mas o comitê gestor sabia o tamanho da bronca dessa decisão. E quem lida com esporte tem que saber que mexe com emoções, reações (positivas e negativas).

Pronto, só molhei o bico até agora, vamos lá. A minha tese (opinião, percepção, dedução embasada) é a de que a obsessão pela conquista do NBB 8 derrubou Guerrinha. Se o elenco precisava de uma revigorada, novos ares, motivação — como disse o diretor técnico Vitinho Jacob ao JC —, significa que não se acreditava que o agora ex-treinador teria condições de levar esse time ao título, que está engasgado após a derrota para o Flamengo em Marília. E tem que ser nesta temporada. O próprio Rodrigo Paschoalotto (presidente do patrocinador máster) disse ao Canhota 10, em agosto, que o pico é agora: “Nosso ápice é nesta temporada. Talvez a de 2016/2017 seja menor do que a de 2014/2015. (…) Temos que ser campeões brasileiros”.

Por que a necessidade do chacoalhão? Porque é claro que havia desgastes entre ele e o elenco. Em maior ou menor grau, só os personagens podem afirmar, mas havia. Suficientes para “tirar o gás” do time, pelo jeito. Igualmente Jorge Guerra não era unanimidade entre diretores. E aqui entra outro elemento que saltou aos olhos, não tem jeito — até pela repercussão da velha guarda do Luso, no Facebook. Com a chegada de Demétrius, amigo de infância de boa parte de membros da diretoria, acabou acontecendo uma “purificação” do Bauru Basket. Saiu uma figura onipresente, praticamente a personificação do Dragão, entrou outra que será mais um e entre os seus. Carisma fracionado, bastidores mais amenos.

A pressão, entretanto, continua. A obsessão está aí.

Nessa quarta (21/out), Demétrius será apresentado, a página será virada. Tem que ser acolhido, apoiado. Vitorioso desde os tempos de jogador, cara com bagagem de Seleção, conhece e respeita a trajetória de seu antecessor e entende o ambiente que o aguarda. E também o tamanho do desafio que assumiu.

 

Foto: Divulgação Fiba Américas

Detalhes separam Demétrius do Paschoalotto Bauru; Guerrinha pode fazer caminho inverso

Mera burocracia adia o anúncio de Demétrius Ferracciú, 42 anos, como novo treinador do Paschoalotto Bauru. Segundo reportagem de Ivan Drummond, do Estado de Minas, publicada no portal Superesportes, o técnico já apalavrou sua saída do Minas Tênis Clube, logo após conquistar o Campeonato Mineiro. Em Bauru, a TV Tem cravou a informação em seu noticiário nesta segunda — aliás, foi o primeiro veículo a citar Demétrius, credite-se.

O Canhota 10 entrou em contato com o clube minastenista. “Existe a conversa, mas ainda não está confirmada a saída dele do Minas. Há uma reunião marcada para o fim desta tarde, onde será definido o futuro do treinador”, disse a assessoria de comunicação. A assessoria do Dragão igualmente respondeu que as partes estão em negociação.

Tudo dentro do script, o anúncio é questão de tempo.

Demétrius chega credenciado pelo bom trabalho à frente do Minas no NBB7 (quinto lugar na temporada regular, mas surpreendido nas quartas pelo Macaé), por ser o comandante da Seleção Brasileira sub-19 e um dos assistentes de Rubén Magnano na principal.

GUERRINHA NO MINAS?
O ex-treinador do Dragão tem ótimo relacionamento com a diretoria do clube mineiro, já havia sido sondado há cerca de três temporadas e reconhecidamente sabe tirar leite de pedra de elencos modestos. Surge como favorito para a vaga.

 

Imagem do topo: arte sobre foto de divulgação/LNB