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Bauru 1 x 3 São José

Acabou. A chance de título era real, o Itabom/Bauru sobrou na primeira fase do Campeonato Paulista, mas a verdade é que São José jogou muito mais no playoff. Mesmo no jogo 2, sua única derrota, só cochilou no último quarto.

Com o tempo – e com os tantos dias pela frente até a estreia no NBB 4 – dá para repercutir melhor essa eliminação, retirar lições dela. Por ora, transcrevo a entrevista importante (e emocionada) de Guerrinha ao Jornada Esportiva – iniciada por Chico José e brilhantemente complementada pelo Rafael Antônio. Aliás, nunca é demais elogiar o Rafa e a Cris, que vão onde o Bauru Basket (e o esporte bauruense) estiver. E revelando talentos. O repórter João Paulo Benini mandou bem à beira da quadra, Arthur Sales debutou nos comentários – essa molecada se mexe ainda na universidade, procura oportunidades de aprendizado.

A seguir, a entrevista de Guerrinha após São José 83 x 78 Bauru, ao Jornada Esportiva:

O primeiro jogo
“A grande falha foi perder o primeiro jogo em Bauru. Alguns deslizes custam caro. Nosso time não sobra diante dos adversários. É tudo no coração, nos detalhes. Aquela derrota deu uma vida para São José, que estavam sem Murilo e Fúlvio.”

Pedido de desculpas
“Mesmo com as dificuldades, nós tentamos. Eu, pessoalmente, peço desculpas ao nosso torcedor, que sonhou tanto. Nossa vontade era chegar à final, mas às vezes o rendimento não chega e fiquei sem recursos táticos no último quarto. Por isso, de coração peço desculpas ao torcedor de Bauru. Nós temos nossos planos, Deus tem os dele, e Deus sabe muito mais do que a gente. A gente criou, com méritos, essa expectativa no torcedor. Mas campeonato é uma coisa, playoff é outra. Tem que ter mais maturidade e alguns jogadores nossos sentiram, não têm maturidade de ser protagonistas. Isso não é desculpa. São José foi melhor, seus jogadores renderam mais.”

Perder de pé
“Tem que saber perder, reconhecer o adversário. E perdemos lutando. Pelas circunstâncias de rendimento individual, eles tiveram mérito. Apesar de estar frustrado e ver o sacrifício da nossa diretoria, o importante é que estamos vivos, com dignidade. Não estamos felizes, gostaríamos de estar nessa final. Mas vamos continuar lutando, com personalidade.”

Balanço da campanha
“Este ano, já terminamos em primeiro lugar na classificação, e o campeonato em terceiro. Demos um passinho a mais. Se conseguirmos mais recursos, podemos disputar a final ano que vem.”

Trio de jovens aprovado
“O Gui já se consolidou como reserva imediato, o Luquinha mostrou personalidade, o André agora vai assumir mais um papel.”

NBB 4
“Para o NBB, temos nossas limitações financeiras, não é choradeira. Vamos liberar o Mosso e, com o dinheiro dele, trouxemos o Nathan. Se o Gaúcho estiver dentro da nossa realidade financeira, ele continua. Se ele receber proposta melhor e quiser sair… O NBB é muito difícil, muito duro, mas acho que vamos ter um tempo. E vamos nos preparar, fazer de tudo pra entrar no NBB sem desgaste – infelizmente gostaríamos de ter esse desgaste, estar na final… Se o Nathan der certo, continua. Se não der, trazemos outro jogador estrangeiro com esse recurso.”

Bauru 1 x 2 São José

Não consegui assistir ao jogo 3 do playoff na ESPN Brasil, limitando-me ao relato competente do Rafa Antonio, do Jornada Esportiva. Fica difícil, portanto, opinar sobre o rendimento do time, apenas a óbvia constatação do apagão defensivo no segundo tempo e do histórico exagero nos chutes de três – o aproveitamento do Itabom/Bauru nesse fundamento é ótimo, temos bons arremessadores, mas tem hora que é melhor ir na boa, na bandeja, de dois em dois, de grão em grão…

Acredito na raça dos guerreiros para fazerem um bom jogo 4, independentemente de vencerem ou não, para saírem de quadra cheios de brio. A vitória resgataria o ânimo dos até então favoritos ao título. Uma possível derrota, espero, não abale o time, que tem tudo para fazer um NBB4 inesquecível – projeto entre os quatro primeiros, ainda mais se Nathan Thomas se encaixar.

Bauru 1 x 1 São José

Foram dois dias de muita correria, mas também de muito entusiasmo por fazer intensa cobertura presencial como correspondente do Basketeria. Como não consegui pingar posts aqui comentando, deixo os links do material que produzi. Aliás, vale aqui um sincero elogio: a dupla Guilherme Tadeu e Alfredo Lauria, do Basketeria, é muito profissional. É de iniciativas como a deles que basquete brasileiro precisa, pois tem um público fiel que busca informações apuradas.

Textos:

Pré-jogo 1 Larry está focado no São José, mas avisa: ‘Depois, vou no consulado com o Vanderlei’

Jogo 1 Com cronômetro zerado, São José vence Bauru e inicia semi na frente

Pré-jogo 2 Duelo de irmãos marca o segundo confronto entre Bauru e São José

Jogo 2 Bauru deslancha no último quarto e empata série com São José

Bauru 0 x 1 São José

Foram só três pontos de diferença – e na última bola. Mas o Itabom/Bauru jogou mal, como você pode conferir no relato completo do jogo, em reportagem que fiz para o site Basketeria, clicando aqui.

Nesta quinta, tem mais.

Guerreiros contra o câncer

Douglas Nunes e o uniforme engajado

Toda vez que o Itabom/Bauru divulga suas ações sociais, costuma usar a frase de que esse time é um barato. Neste sábado, divulgou mais um cestaço: abraçou a causa do câncer de mama e, neste outubro rosa, vai jogar com a cor símbolo da campanha nas semifinais contra São José.

“A Itabom sempre desenvolveu ações de apoio a luta contra o câncer de mama e resolvemos trazer para o basquete essa dinâmica que acreditamos colaborar com a conscientização e demonstrar o nosso respeito com a causa. O uniforme rosa é uma das ferramentas que decidimos usar para representar que estamos juntos nesta luta”, disse a diretora de marketing do Itabom/Bauru, Juliana Poli, em comunicado à imprensa. No jogo de abertura do playoff semifinal, o grupo Amigas do Peito de Bauru será presenteado com o uniforme.

O Bauru Basket também divulgou a venda antecipada de ingressos, na loja Claro (quadra 8 da Getúlio), a partir das 9h30 de terça-feira, dia 25 – venda limitada a quatro ingressos por pessoa. Preços: R$10 (meia), R$ 20 (inteira) e R$40,00 (cadeira).

Bauru 2 x 0 Mogi

Foco. Sangue nos olhos. Ser guerreiro por 40 minutos. Foi isso que se viu na segunda partida dos playoffs quartas-de-final do Paulista, no ginásio da Luso. O Itabom/Bauru deu um banho de bola em Mogi, sobretudo defensivo, para cravar inapeláveis 108 x 74 (lanche do Bob’s!) e deixar no passado a displicência do primeiro jogo (101 a 90). Para não dizer perfeiro, o quinteto reserva cochilou no final do último quarto, mas nada que comprometesse o espetáculo. Esse revezamento, aliás, foi a melhor notícia da noite. Larry atuou apenas 26 minutos, todos que entraram em quadra pontuaram e Mogi leva para casa a lição de que precisará de sua torcida e de muita superação para evitar o provável 3 a 0.

Em breves tópicos, um a um, como foi o desempenho dos guerreiros no jogo 2 (de 17/10):

LARRY (13 pontos, 4 rebotes, 8 assistências): mesmo de freio de mão puxado, em ritmo de treino, consegue números expressivos. Importantíssimo ter sido poupado.

GAÚCHO (7 pontos, 4 rebotes, 4 assitências): não repetiu a inspiração da véspera (33 pontos, sete bolas de três), mas deu sua honesta contribuição, sem firulas.

GUI (14 pontos, 3 rebotes, 2 tocos): ficou praticamente todo o segundo e terceiro quartos em quadra, sempre como um carrapato, uma vitalidade incrível. Já é o sexto homem de Guerrinha e vai deitar na molecada na Liga de Desenvolvimento Olímpico, pode anotar.

LUQUINHA (5 pontos, 5 rebotes, 17 minutos em quadra): depois de uma fase de classificação irregular, cresceu na hora certa, aproveitou a oportunidade e também vai para a LDO com boa perspectiva de brilhar, sendo o armador principal do time sub-21.

PILAR (9 pontos, 4 rebotes): com pouco mais de 14 minutos em quadra, depois de ser poupado no sábado, fez o suficiente para sentir-se confiante em relação à lesão.

DOUGLAS (9 pontos, 3 rebotes): ainda não é sombra do jogador que encheu os olhos da crônica esportiva no NBB3, mas a tendência é crescer à medida que a decisão do Paulista chegar – pois, marrento que é, gosta de jogo pegado.

FISCHER (27 pontos, 71% em bolas de três, 4 assistências, 2 bolas roubadas): até aqui, faz um campeonato fantástico, com o chute cada vez mais calibrado e boa participação defensiva em relação à temporada anterior.

ALEX (6 pontos): tem entrado pouco e foi bom pegar confiança numa bela cravada, ainda mais depois de errar uma cesta debaixo do aro. O espantoso é, com seu tamanhão, zerar em rebotes. Além disso, fez três faltas em três minutos.

MOSSO (5 pontos, 3 rebotes): jogou todo o quarto período, o que foi bom para quem não vinha atuando. Antes tido por mim como um jogador seguro, ontem cometeu três violações. Não vive bom momento.

ANDREZÃO (2 pontos, 1 toco): ficou 11 minutos em quadra, deu bela cravada e recuperou uma bola fantástica, em toco que a arbitragem considerou falta. Tido pelo site Basketeria como a maior promessa sub-21 para a LDO, vai com moral para São Sebastião do Paraíso.

JEFF (11 pontos, 7 rebotes): outro titular que pode jogar na maciota, fazendo seus habituais jumps certeiros.

E GUERRINHA, em entrevista ao Canhota 10, resume a noite: “Continuamos jogando com intensidade, independentemente de quem estava na quadra. A equipe está muito bem, trabalhou muito consciente na defesa. O time jogou sério do começo ao fim e fizemos um revezamento bom. Temos que jogar como se estivesse zero a zero o tempo todo. Temos que fazer o que foi treinado e estabelecido o tempo todo.”

No próximo post, nesta terça (18/10) não perca:

Entrevista do Canhota 10 com Hudson Previdello, treinador do Itabom/Bauru na Liga de Desenvolvimento Olímpico.

 

LÍDER!

Itabom/Bauru vence Rio Claro, garante primeiro lugar do Grupo A e vantagem nos playoffs

Até agora, vem dando tudo certo, conforme o planejado. O Itabom/Bauru cravou a primeira posição da chave A ao vencer neste sábado (1/10) o Rio Claro, fora de casa, por 91 a 81. Mesmo se perder para Franca, na próxima quinta, não pode mais ser ultrapassado por Limeira, por causa do confronto direto. E melhor: se vencer os francanos em São Sebastião do Paraíso-MG – Pedrocão em reforma -, garante o primeiro lugar geral e a vantagem de jogar três partidas em casa nos playoffs até a final! Se já não seria um espanto ganhar de Franca na terra do sapato masculino, em quadra neutra, então…

E já começam as projeções para os playoffs. Paulistano ou Mogi deve ser o adversário das quartas. Passando, os guerreiros provavelmente encararão Pinheiros ou Franca, ficando Limeira ou São José como possível adversário numa final.

Voltando ao jogo: Larry é o novamente o principal pontuador do time. Ele, que desde o NBB 3 vinha diminuindo sua média – dando mais espaço a Fischer e Jeff na definição, principalmente -, está com fome de cesta. Foram 21 pontos. E Jeff Agba segue anotando duplo-duplo! Dessa vez, 16 pontos e 12 rebotes. O camisa 42 vem provando que valeu a pena lutar por seu retorno. Novamente Mosso, Alex Passilongo e Andrezão não entraram em quadra. Andrezão terá a Liga de Desenvolvimento Olímpico pela frente, Mosso é regular, mas Alex ainda não emplacou… Não duvido que pelo menos um deles saia antes do NBB 4. Mas é cedo para especular isso, pois Gui já esquentou muito banco e hoje está aí, cada vez mais participativo.

O momento é de comemorar a liderança, mas o jogo contra Franca é fundamental no caminho do título, pois em casa Bauru é quase imbatível e garantir três jogos na Luso (ou Panela) nos playoffs é indício de festa pela frente. Mas vamos degrau por degrau.

Imagens do show dos Guerreiros

Cliques da vitória de 85 a 58 de Bauru sobre Limeira

Fotos de Sergio Domingues/HDR Photo/Bauru Basket

Larry versus Benite: o garoto promissor recebeu uma aula de basquete do Alienígena

 

Quando o gringo-brasuca infiltrava, só cabia aos adversários assitir o desfecho: redinha

 

Fischer: o cestinha de Bauru no campeonato guarda mais dois pontos

Gaúcho: quatro pontos e três rebotes defensivos em 12 minutos de quadra

Dá-lhe, Larry! Alienígena já é o segundo mais eficiente do Paulista. Por enquanto...

Fora o baile

Com show de Larry, Itabom/Bauru arrasa Limeira e assume a liderança de sua chave no Paulista

Minha pequena Ana, no colo da mamãe Dani, batendo palminha segurando o ingresso que valeu um lanche do Bob's. Ela, como todos os torcedores, se divertiu no jogo

Direto da Luso

Vareio de bola. Passeio. Goleada – ou melhor, cestada, melhor ainda, “cestaiada”, para bom mineiro. Valeu cada centavo do ingresso a vitória do Itabom/Bauru sobre a Winner/Limeira, nesta noite de domingo (25/9). Depois de um primeiro tempo muito truncado – a ponto de o segundo quarto terminar com míseros 11 a 5 -, os guerreiros deslancharam na metade final da partida e levaram a galera ao delírio. Afinal, impor 27 pontos de diferença ao atual campeão paulista e até então líder da chave A foi para aplaudir de pé.

Contra o colega de Seleção, Benite, Larry Taylor gastou todo o seu repertório. Foi quase perfeito nos chutes de três (4 de 5) e suas infiltrações desnortearam a defesa adversária. Numa delas, finalizou colocando efeito na bola, para deixar incrédulos os terráqueos dentro e fora da quadra. Fechou o jogo com 28 pontos, seis rebotes e sete assistências.

Fischer segue com a mão calibrada e é bom vê-lo ajudar o jogo a fluir, não apenas ser um finalizador. Roubou uma bola fantástica no último quarto, deu quatro assitências e, como sempre, foi o regente da torcida.

Jeff fechou o duelo com um duplo-duplo (13 pontos, 15 rebotes) e consolidou sua posição de melhor aproveitamento do Paulista em chutes do perímetro – nesta noite, ótimos 71%. Já Pilar, o maior dos guerreiros, xodó da galera, só não foi o craque do jogo porque é deste planeta… Também chegou ao duplo-duplo (13 pontos, 13 rebotes) e abriu aquele sorrisão ao atender cada fã que foi abraçá-lo após o show.

Destoante no quinteto, apenas Douglas. Parecia desligado, não acompanhava o ritmo dos colegas. Na entrevista pós-jogo, o técnico Guerrinha até estranhou meu questionamento, depois de um jogaço do time bauruense. Mas a preocupação é com o que vem pela frente. Foi apenas uma noite infeliz ou o camisa 13 ainda sente a falta de ritmo pós-contusão? E longe de mim querer bancar o psicólogo, mas será que o pivô não sentiu a ausência de seu nome na lista de Magnano para o Pan-Americano? Enfim, Douglas tem bola e personalidade suficientes para ainda arrebentar neste Paulista. Como disse o treinador: “Imagine se ele tivesse jogado bem?”. Limeira teria perdido o rumo de casa… Guerrinha ainda comentou que os adversários jogaram muito abertos e com uma formação de baixa estatura, o que também comprometeu o estilo de jogo de Douglas.

Como era de se esperar, o revezamento foi menor, em duelos chave é comum os titulares ficarem mais tempo na quadra. Mas foi interessantíssimo ver Gui como sexto-homem. Foram 20 minutos em quadra, apenas três pontos, mas um importante trabalho defensivo, o que tem sido cada vez mais seu ponto forte.  Aleo permitiu que Larry descansasse um pouco e Gaúcho também deu sua contribuição. Luquinha vem perdendo espaço, mas terá seu momento de amadurecer na Liga de Desenvolvimento Olímpico.

Quanto aos grandalhões que chegaram nesta temporada, senti falta de ver Mosso em quadra. Ele sempre faz um arroz com feijão benfeito, com chute seguro e alguns rebotes, e não é um jogador para ser maturado no banco, como é o caso de Alex e Andrezão. De qualquer forma, Guerrinha sabe que pode contar com ele.

Enfim, o time esteve perto da perfeição e mostrou que brigar pelo título paulista é uma realidade. Um confronto lá na frente com Pinheiros, para medir forças, já é bastante esperado. E, apesar do passeio desta noite, é bom respeitar Limeira, equipe raçuda que contou com Benite apenas pela segunda vez. O jogador ainda vai dar o que falar como armador desse time.

“Treinamos muito para chegar nesse nível, o time está bastante motivado e a defesa funcionou muito bem. Prova disso é que o placar deles foi baixo. Marcar 85 pontos está dentro da nossa média, mas sofrer apenas 58 de Limeira mostrou a força da nossa defesa hoje. Foi um passo importantíssimo para terminarmos em primeiro do grupo”, avaliou Guerrinha.

Para fechar a primeira fase, Bauru enfrenta dois jogos fora, contra Rio Claro (1/10) e Franca (8/10). Os 24 pontos de diferença na vitória sobre Franca no primeiro turno dão tranquilidade para uma suposta derrota com menor diferença, o que será importante na classificação. Mas pelo que o time tem jogado, vencer lá não será coisa de outro mundo. Afinal, há um Alienígena por aqui…

Itabom/Bauru bate Franca de “cestada”

Time de guerreiros fecha primeiro turno em segundo de seu grupo

Bábby fez 24 pontos, mas nosso grandão Jeff levou a melhor

Quando um time de futebol vence por grande diferença de gols, como se sabe, usa-se o termo goleada. E no basquete, pode usar “cestada”? Em Minas, certamente se tornaria “cestaiada”! Foi o que aconteceu na noite desse domingo (4/9) em que o Itabom/Bauru venceu Franca, no ginásio da Luso, por 93 a 69. Quase teve lanche de graça pra galera, mas ninguém saiu frustrado por isso. A vitória convincente foi uma resposta ao tropeço em Limeira – que, aliás, foi surpreendida por Araraquara.

Pelo regulamento, Limeira termina o primeiro turno como líder da chave A, pelo confronto direto. Notícia da Federação Paulista, porém, cita Bauru como primeiro. Enfim, ambos têm seis vitórias e uma derrota e sete partidas decivias pela frente para definir seus posicionamentos para o playoff.

A partida começou pegada, com Bábby dominando o garrafão de um lado, e Fischer mandando bola pra redinha, do outro. O camisa 14, aliás, está com o calibre cada vez mais apurado e, quase sempre, tem sido o cestinha das partidas. Nesta, foram estupendos 28 pontos. Depois de um grande primeiro quarto, Franca foi dominada pelos guerreiros, que tiraram a diferença e a aumentaram nos períodos seguintes.Larry ficou 37 minutos na quadra e anotou mais um duplo-duplo (13 pontos, 12 rebotes, além de seis assitências). Jeff Agba também conseguiu esse feito, com dez pontos e 11 rebotes. E Pilar quase chegou lá, faltaram dois rebotes (17 pontos e oito rebotes) – camisa 11 é aclamado pela torcida cada vez que é substituído, por sua habitual raça.

A certa altura do segundo tempo, Fischer roubou bola e quase enterrou. Deu risada da situação, olhando para os colegas de banco, mas Guerrinha seguiu sério. Na jogada seguinte, foi a vez de Gaúcho recuperar a bola, mas fez firula e, claro, levou bronca. Mais tarde, porém, fez linda jogada individual e foi elogiado pelo treinador.

Outro grande destaque da partida foi Gui, que finalmente correspondeu às expectativas, pois espera-se dele uma temporada mais madura, com a oportunidade de ficar mais tempo em quadra. Muito bem defensivamente – “Ele deu uma nova energia ao time”, disse Guerrinha -, o camisa 9 ficou 18 minutos em quadra e ajudou bastante no revezamento. O mesmo vale para Mosso, cada vez mais importante em quadra. Gaúcho e seus 13 pontos também contribuiu com o rodízio.

A seguir, trechos de algumas entrevistas concedidas ao Canhota 10 ao final da partida, inclusive do presidente da Liga Nacional de Basquete, Kouros Monadjemi. Mais abaixo, fotos do confronto (de Sergio Domingues/HDR Photo).

PILAR
Ídolo da torcida:Eu tenho essa energia. Dou tudo de mim na quadra, não gosto de perder, gosto do confronto, me atiro na bola. Temos uma torcida guerreira, a Fúria, então a gente se reconhece.”
Fazendo ioga: “É bom fazer ioga, conhecer. Comecei há pouco tempo, não dá pra falar ainda que está dando resultado. Mas é um trabalho de relaxamento, o Guerrinha que teve essa ideia [de fazer ioga]. A preocupação dele é que eu entro muito afoito e acabo fazendo muitas faltas. A ioga vem me ajudar mais paciência e concentração.”

GUERRINHA
Ausência contra Santos (resposta ao Gustavo Longo, do BOM DIA): “Segue o mesmo esquema e é bom o time trabalhar essa autodefesa, ficar sem o técnico. E o Hudson [Previdello, auxiliar] tem capacidade e está muito integrado com o time. Vai ser uma vitória importantíssima.”
• Como a vitória se construiu: “Franca estava jogando bem, fez 26 pontos no primeiro quarto. Nós é que os tiramos da zona de conforto. Não foi simplesmente Bauru jogou bem e Franca mal. É que nós tiramos Franca do jogo no próprio jogo.”
• Relaxamento e firula: “No basquete, as coisas erradas se paga à vista. Perdeu essa bola, deixamos de fazer dois pontos e levamos cinco, isto é, foram sete pontos em menos de um minuto. E a diferença pra gente é importantíssima, do saldo de cestas no confronto, no caso de um empate.
Andrezão em quadra: “Nós revezamos de acordo com a necessidade. Geralmente, os técnicos colocam o jogador quando está ganhando, colocam para a torcida. Nós colocamos em situação real de jogo. Quando precisa, põe, pois cada jogador é uma ferramenta do técnico. Tem dia que não precisa, não sua. Outros tem mais recursos e ficam muito tempo na quadra, como o Larry e o Fischer.”

KOUROS MONADJEMI, presidente da LNB
A força de Bauru: “Bauru não precisa de apresentações, tem muita tradição. Desde que me entendo por gente, Bauru prestigia o basquete, é um centro poderoso. Hoje assistimos um espetáculo, fruto de um trabalho do Guerrinha, que provou que uma equipe de basquete se faz com o tempo. Formá-la e caminhar com ela. E aí está o fruto. Uma equpe que pode chegar à decisão do Paulista e também do NBB.”
NBB 4: “Acredito que teremos 16 ou 17 equipes. Há 18 equipes tentando, mas há critérios que devem ser mantidos. Estamos aguardando, demos prazo até dia 15 e, se Deus quiser, a maioria das equipes vai complementar o que está faltando. Teremos um belo espetáculo no NBB4, que será bem superior ao NBB3. Temos equipes muito fortes, muitas de São Paulo. Quem é que pode dizer quem será o campeão?”
Pré-olímpico: “Vamos levar nosso apoio e torcer para que o Brasil volte com a classificação, que é muito importante.”

Larry briga no garrafão: 12 rebotes

 

Entre broncas e elogios, Gaúcho foi importante

 

Pilar: incansável guerreiro