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Entrevista com Larry Taylor, convocado para defender o Brasil na Olimpíada

 

Todo mundo já sabia, afinal, a própria Confederação Brasileira de Basquete quem cuidou de sua naturalização. Mas isso não tira a graça do anúncio oficial da convocação de Larry Taylor para a Olimpíada de Londres. Aliás, como os outros, ele ainda está sujeito a um corte, mas é muito difícil.

Estive com Larry ontem e ele não parecia nervoso por causa da lista de Magnano. Curioso, ansioso, um pouco. Escaldado, o Alienígena dizia que só botaria fé com o anúncio feito, jurando que não houve um contato prévio nos últimos dias. A seguir, um resumo do nosso papo, que reconta a história desde que veio a ideia da naturalização.

O processo
“O Guerrinha e o Vanderlei vieram comentar comigo e gostei da ideia. Perguntei o que eu teria que fazer e já providenciei os papéis. Depois foi esperar até a prova na Polícia Federal. Só precisei copiar um texto, foi tranquilo.”

Colegas de Seleção
“Quando estive com eles, ano passado, me surpreendi porque todos me trataram muito bem, fui bem acolhido. Varejão e Splitter brincavam comigo, falando em inglês, muitos eu já conhecia de enfrentar e foi legal conhecê-los como colegas de time.” Até o Marcelinho Machado?, brinco: “Ele é um cara legal. A torcida de Bauru vaia, xinga, porque ele joga muito. Se fosse do lado de cá… Quem não ia querer o Marcelinho no seu time?”

Marcelinho Huertas
“Tive um bom relacionamento com ele no período de treinos para o Pré-Olímpico, mas não tive oportunidade de treinar junto, pois ele estava sendo poupado enquanto estive lá. Mas sei que vou aprender muito com ele, é um grande jogador e que está numa grande fase.”

O corte em 2011
“Na concentração, o Vanderlei [Mazuchinni, diretor de seleções] me chamou para ir ao quarto do Magnano e me avisaram que não ia dar tempo de naturalizar. Aí, o Magnano disse para eu não desanimar e que contava comigo no futuro. E me coloquei à disposição para ficar treinando mais alguns dias. Liguei para o Guerrinha e disse que o que aprenderia ali com grandes jogadores iria acrescentar muito para minhas atuações por Bauru.”

Habituar-se à reserva
“Estou à disposição do Magnano para o que ele precisar. Posição um ou dois, ficar na reserva, quantos minutos for preciso. O que eu quero é ajudar o time, ajudar o Brasil.”

Magnano
“Ele é um treinador vencedor e enquanto estive com ele me empenhei muito nos treinos. Tem um estilo diferente do Guerrinha, aliás, sempre procurei aprender algo diferente com cada treinador com quem trabalhei.”

Parabéns ao Larry, ao basquete de Bauru. Fica a torcida para que tudo dê certo na preparação e ele esteja com a camisa da Seleção em Londres!

Antes de se apresentar, no dia 10 de junho, o Alienígena aterrissa em Chicago nos próximos dias para rever a família.

Ah! Os convocados:
Armadores: Marcelinho Huertas (Barcelona-ESP), Larry Taylor (Bauru) e Raulzinho (Lagun Aro-ESP).
Alas: Alex Garcia (Brasília), Marcelinho Machado (Flamengo), Marquinhos (Pinheiros) e Leandrinho Barbosa (Indiana Pacers-EUA).
Alas-pivôs: Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers-EUA) e Guilherme Giovannoni (Brasília).
Pivôs: Nenê Hilário (Washington Wizards-EUA), Tiago Splitter (San Antonio Spurs-EUA), Rafael Hettsheimer (CAI Zaragoza-ESP) e Caio Torres (Flamengo).
Convidados para treinar: Ricardo Fischer (São José) e Ronald (Brasília)

OUTRA GRANDE NOTÍCIA! Ricardo Fischer, pretendido pelo Paschoalotto/Bauru, irá se desenvolver bastante nesse período como “ouvinte” ao lado das feras da Seleção. Mas… essa visibilidade pode estimular São José a abrir o bolso para segurá-lo ou mesmo chamar a atenção de outros times.

 

Brasil x Gana: Mano Menezes pressionado

Treinador precisa de bom resultado para se afirmar

Texto de Fernando BH originalmente publicano do jornal Mais Notícia, de Ituiutaba-MG (edição 93)

Paciência com treinador de clube todo mundo sabe: não resiste a três derrotas. Na Seleção Brasileira, porém, a sobrevida é maior por causa do projeto de quatro anos e até mesmo porque as partidas são espaçadas. Enquanto uma torcida arma a guilhotina após ver seu time perder seguidamente em questão de dias, com a Amarelinha há um respiro entre um insucesso e outro. Portanto, nunca é demais recordar: Mano Menezes contabiliza derrotas nos principais amistosos que disputou até agora: Argentina, França e Alemanha. Sem contar a desclassificação precoce na Copa América. Fosse a CBF um clube de futebol, o ex-treinador corintiano já estaria com a baixa na carteira de trabalho. Entretanto, quando assumiu o comando, havia um recado claro do presidente Ricardo Teixeira: o foco é renovar o time para 2014, nem que isso custe resultados negativos no percurso. É nesse discurso em que Mano se apoia.

As caras novas realmente tomaram conta do Escrete (termo em desuso, mas imortalizado por Nelson Rodrigues): Thiago Silva, Ganso, Neymar e Pato são presença cativa nas convocações — estes, os acertos. Mano erra ao insistir em Lucas Leiva, em detrimento de Hernanes. Até pouco tempo, errava em manter André Santos com a camisa 6 — tomara que finalmente se entenda com Marcelo, disparado o melhor lateral-esquerdo.

Outro ponto marcante dos chamados do treinador são os (poucos) remanescentes da última Copa: Júlio César, Maicon, Daniel Alves, Lúcio, Ramires e Robinho. Atletas que acredita terem condições físicas para 2014, o que inclui Kaká, de quem tem esperado o momento ideal para convocar. O que falta no meia do Real Madrid, hoje, sobra em Ronaldinho, a novidade da última lista: boa condição física, motivação e apoio popular. Mano, aliás, sabe bem como jogar com a galera, escalar o “time do povo”.

Apesar das garantias de Teixeira, o comandante da Seleção está pressionado e tem uma Olimpíada pela frente — a obsessão pelo ouro já derrubou Vanderlei Luxemburgo, em 2000. Pressionado a ponto de resgatar Ronaldinho; a ponto de queimar Ganso no último jogo, contra a Alemanha. A margem de erro de Mano Menezes queimou quase toda a gordura. Contra Gana, adversário do amistoso dia 5 de setembro, engana-se quem pensa ser alvo fácil para fortalecer o Brasil — eles foram os melhores africanos do último Mundial. Então, perder ou empatar em Londres (a nova capital do futebol brasileiro…) não será nenhum absurdo, mas motivo suficiente para a que a guilhotina volte à pauta.

Guerrinha e Barbosa avaliam Brasil no Pré-olímpico

Treinadores comentam o trabalho de Rubén Magnano

Huertas, principal jogador brasileiro: pressão de 16 anos de espera. Foto de José Jiménéz/Fiba Americas

O Brasil terminou a primeira fase do Pré-olímpico das Américas em segundo de sua chave. Nesta segunda (5/9), começa a segunda fase e a Seleção precisa terminar em segundo ou terceiro lugar para não cruzar com a favorita Argentina, pois o duelo da semifinal é o que decide a vaga em Londres-2012. Para falar um pouco da situação brasileira na competição e como tem jogado, o Canhota 10 falou com dois treinadores que têm vasto currículo a serviço do Brasil. Guerrinha, do Itabom/Bauru (ex-armador e ex-auxiliar técnico da Seleção), e Antonio Carlos Barbosa, do Ourinhos (ex-treinador da Seleção feminina), comentaram o trabalho de Rubén Magnano.

AS DIFICULDADES
“O Pré-Olímpico é a competição mais difícil, pelo lado emocional, porque existe uma pressão em cima de todos. É que não dá muita chance de erro. O que define é uma situação de momento, uma bola que cai, um erro de lance livre. É bem cirúrgico mesmo, no detalhe. Nesse campeonato, o importante não é jogar bem, é vencer.”

“A disputa é bem equilibrada, de difícil prognóstico. A pressão é igual para todos. Agora, um atleta que faz parte de uma seleção nacional, que disputa um Pré-olímpico, se não conseguir administrar essa pressão, então não tem mesmo que se classificar.”

RUBÉN MAGNANO
“Com o currículo que tem, o Magnano conseguiu barrar a imprensa e blindar o time. Ele conseguiu deixar a imprensa fora, que criticava tanto o trabalho dos treinadores brasileiros. Não puderam assistir a treinos. A imprensa não pode interferir em nada, não opinou.”

“O maior problema do técnico brasileiro é a própria imprensa, que desmoraliza, deprecia, ridiculariza os nossos técnicos, poupando quase sempre os jogadores pelos resultados. Algumas vezes, sem condições para tal, queremos transformar em realidade nossos sonhos, que às vezes estão em um patamar bem acima do que podemos. Aí sobra para o técnico brasileiro. O Magnano está tendo moral com a imprensa especializada. Sempre se agrega valores, mas não o vejo como salvador da pátria.”

O TIME
“O time brasileiro não está melhor com o Magnano. Mas ele trouxe, sim, alguns valores. Passou valores defensivos, muito em função da ausência dos jogadores da NBA. Não melhorou tecnicamente, mas o espírito de Seleção, com atletas que estão ali porque querem. A circunstância ajudou o Magnano a criar esse espírito na equipe. A defesa melhorou, mas o ataque piorou. O revezamento está sendo melhor para a defesa funcionar, mas como o brasileiro não tem a cultura do revezamento, não consegue definir as jogadas lá no ataque se estiver pouco tempo em quadra.”

“Falam que o Brail melhorou sua defesa. Não vejo melhora tática, vejo mais disposição, mais empenho. Se buscarmos os resultados do Brasil nas últimas competições antes do Magnano, vamos ver que a média de pontos sofridos pouco ou nada mudou. Ofensivamente, houve uma melhor rotação de bola, em alguns momentos, mas de resto pouco mudou.”

CHAMARIA NENÊ E LEANDRINHO PARA A OLIMPÍADA?
“Se fosse o técnico da Seleção, não chamaria. Trabalharia com a garra e os valores desse pessoal que nunca deixou de comparecer, jogadores de muito caráter e que sempre estiveram à disposição.”

“Tem que analisar caso a caso, os reais motivos para não atenderem a convocação. Sou contra a vitória a qualquer preço, devemos presevar a disciplina e os objetivos do grupo.”

O Canhota 10 aproveitou para perguntar ao bauruense Barbosa como está seu momento no time de Ourinhos, pentacampeão brasileiro de basquete feminino (2004 a 2008) e vice nas duas últimas edições: “O momento é gratificante, gosto de desafios e de renovar objetivos. E Ourinhos surgiu em um momento muito imporante para mim, pessoalmente. Conseguimos, com uma equipe que não estava realizando um bom campeonato, chegar a uma final. Este ano, com a manutenção de todas as jogadores do ano anterior – mais a Kelly, já com reforços da Silva Gustavo e da Camila – e com mais tempo para um trabalho individualizado, em que preparação física e técnica (fundamentos) estão sendo priorizados, com certeza estaremos em condições de disputar o título da Liga Nacional”, contou Barbosa.

Brasil fora da Copa América

Pato erra na cara de Villar. Foto de Rafael Ribeiro/CBF

A eliminação

Por Arthur Sales

Antes de repercutir a eliminação precoce da Seleção, vale ressaltar que este é um espaço para a discussão do futebol, por isso ele é tratado como prioridade. Porém, é importante atentar que alguns sentimentos que ecoam Brasil afora como revolta e vergonha são descabidos, há no país motivos de verdade para se revoltar e se envergonhar.

Voltando à Seleção, é evidente que o jogo contra o Paraguai foi bom, o Brasil dominou a partida, criou oportunidades, faltou o gol. É o que sempre vem faltando. O principal defeito da Seleção vem sendo a escassez de gols. Primeiro o motivo era a falta de conjunto, entrosamento, afinal era o início do trabalho. Na Copa América a razão foi outra. As chances foram criadas e não foram aproveitadas.

Nos dois primeiros jogos, a impressão que o time passou foi de querer enfeitar demais, de estar pecando pela vaidade. Contra o Equador, já pudemos ver uma equipe em ação. Veio o resultado e a classificação. A diferença entre o jogo de quinta e o derradeiro é que a ineficácia na hora da finalização voltou, mas, ao contrário das duas primeiras partidas, o motivo pareceu ser outro. Não foi por falta de seriedade que a bola não entrou, o que faltou foi competência.

A dúvida que fica é se a causa dessa incompetência foi a falta de experiência na Seleção ou se simplesmente a qualidade técnica não é das mais altas. Os dois caminhos têm seus argumentos. Neymar, Ganso e Pato, começaram agora a trilhar seu caminho com a camisa amarela, isso com certeza tem seu peso. Robinho, Fred e Ramires já têm Copa do Mundo no currículo, já chegaram ao ápice do desenvolvimento como jogadores e não ocupam lugar de destaque no futebol mundial, como outrora Ronaldo, Rivaldo, Roberto Carlos ocuparam. São ótimos jogadores, mas do segundo escalão no mundo da bola.

Porém, apesar de não contar com nomes de grandeza maior, a Seleção é competitiva e mostrou evolução na competição, não é hora de jogar todo trabalho no ralo. Muitos defeitos foram evidenciados, alguns corrigidos. É assim que se monta uma equipe, errando, reconhecendo erros e melhorando.

Arthur Sales é estudante do segundo ano de Jornalismo da Unesp/Bauru e edita o blog Doente 91

Diário do Larry Taylor (11): fora do Pré-olímpico

Alienígena conta como foi o dia da triste notícia: não jogará com a Seleção este ano

Todo mundo sabia que isso poderia acontecer, o próprio Larry, mesmo assim fui pego de surpresa e fiquei muito triste com a notícia de que a naturalização dele não sairá a tempo de disputar o Pré-olímpico. Mas bacana a postura dele de querer ajudar o grupo. Em contrapartida, o Itabom/Bauru vive fase final de pré-temporada e pode voltar a contar com sua estrela. Sobre seu retorno, falei com Guerrinha (leia aqui). Ao Larry, os brasileiros amantes do basquete, mesmo os que não concordam com um estrangeiro na Seleção, fica o reconhecimento por seu entusiasmo.

[author] [author_image timthumb='on']http://www.canhota10.com/wp-content/uploads/2011/06/LARRY.jpg[/author_image] [author_info]“Hoje a gente teve folga de manhã. Quase meio-dia, o técnico Rúben me chamou para conversar com ele e o Vanderlei. E aí recebi a notícia de que eu não vou conseguir ajudar a Seleção este ano. Estou fora agora. Eles falaram que não vai dar tempo para me naturalizar antes do Pré-olímpico. Mas Rúben perguntou se eu quero ajudar o time nos treinos, ainda mais porque tem jogadores machucados. E eu falei para ele que eu vou ajudar de qualquer jeito. Então, treinei normalmente à tarde com o time. No começo do treino, o técnico falou para o time o que está acontecendo comigo. Agora, esou no meu quarto descansando. Não sei quanto tempo mais vou ficar aqui, mas estou feliz por ter essa experiência com a Seleção. Abraços!!![/author_info] [/author]

Larry Taylor é norte-americano de Chicago, jogador do Itabom/Bauru Basketball Team e está prestes a se tornar brasileiro – porque bauruense ele já é. Diariamente, o armador relata sua rotina na Seleção Brasileira, em depoimento exclusivo ao Canhota 10

Diário do Larry Taylor (10)

Gringo-brasuca não se deu bem no bolão do jogo do Brasil

[author] [author_image timthumb='on']http://www.canhota10.com/wp-content/uploads/2011/06/LARRY.jpg[/author_image] [author_info]“Quarta-feira [13/7], já estamos no meio da semana… Acordei hoje bem descansado e pronto. Fui à academia e depois à quadra, de manhã. Na quadra, a gente fez muitos exercícios de correr e arremessar, junto. Isso sempre é bom porque ajuda a simular o jogo. Descansei à tarde e voltamos para o treino de novo. O treino da tarde foi muito tático, aprendemos algumas posições de defesa com o técnico. Depois, voltamos para o hotel. Hoje teve jogo do Brasil, no futebol. Eu e outros jogadores fazemos bolão nos dias dos jogos, mas não ganhei hoje, não. Apostei 3 a 1 para Brasil, com o primeiro gol do Robinho. Não tive sorte, mas vou ganhar o próximo (hahaha). Até mais.[/author_info] [/author]

Larry Taylor é norte-americano de Chicago, jogador do Itabom/Bauru Basketball Team e está prestes a se tornar brasileiro – porque bauruense ele já é. Diariamente, o armador relata sua rotina na Seleção Brasileira, em depoimento exclusivo ao Canhota 10

O Larry é de Bauru

A charge foi publicada domingo no diário Lance!, justamente o dia que não o leio. Mas chegou em minhas mãos pelo próprio GUSTAVO DUARTE, esse gênio do traço e bauruense sem limites. Uma linda homenagem ao nosso gringo-brasuca Larry Taylor e, claro, a camisa do Norusca, paixão do Gustavo, também representada. Provavelmente ele homenageou dois bauruenses na charge, mas confesso não conhecê-los. Você sabe quem é?

Classificação e tabela do Brasileirão 2011

Carregando tabela de Central Brasileirão…

Tabela gerada por Central Brasileirão

A primeira convocação de Mano decifrada

Comecemos pelo fim: encerrada a entrevista coletiva de apresentação do novo treinador da Seleção Brasileira, Mano Menezes, seguida de sua primeira convocação, o assessor de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, chutou o balde. Fez piada com o clima ameno do evento, em clara referência a seu desafeto, Dunga, que diminuiu seus poderes com vetos a entrevistas e rispidez com os jornalistas, quando era o técnico. Agora, o esquema é outro. O diplomático Mano esbanjou simpatia ao mesmo tempo em que não foi econômico em suas respostas. Falou até demais, citando o “futebol feio” de 1994 e a linha de três zagueiros em 2002 antes de avisar que deverá usar o esquema 4-2-3-1 e, na medida do possível, jogar bonito.

A frase principal do novo treinador na extensa coletiva, entretanto, foi “A fila anda”, que tem inúmeros significados. E anda mesmo: dos 24 convocados (um deles, Hernanes ou Sandro, será cortado, dependendo de quem se classificar para a final da Libertadores), somente quatro foram à África do Sul. Chamou sete atletas com idade olímpica e outros tantos que terão menos de 30 anos em 2014. Renovação imediata, mas, nem de longe, um time definitivo. Julio Cesar, Maicon, Kaká e Nilmar ainda merecem vestir a Amarelinha.

Mano ainda teve a boa sacada de convocar jogadores com chances de atuarem por outros países: Ederson (França), Rafael e David Luiz (esses dois já bastante cogitados para defender Portugal). Chega de papo e vamos à lista, com perfil e comentários.

VICTOR (Grêmio)
goleiro • 27 anos • 1,93m • 84kg
Campeão da Copa das Confederações, ficou fora da lista de Dunga para o Mundial por causa de uma dívida de gratidão do treinador com Doni. É considerado (e premiado) há duas temporadas o melhor goleiro em atividade no Brasil.

JEFFERSON (Botafogo)
goleiro • 27 anos • 1,88m • 80kg
Campeão mundial sub-20 e vencedor do Troféu Armando Nogueira (prêmio do GloboEsporte.com) de melhor goleiro do Brasileirão 2009, ainda oscila momentos brilhantes com falhas típicas da sina botafoguense debaixo das traves. Havia opções melhores, como Fábio.

RENAN (Avaí)
goleiro • 19 anos • 1,92m • 83kg
Começou o ano como terceiro goleiro, ganhou espaço no Estadual e, com a chegada de Antônio Lopes, tomou a posição de titular de Zé Carlos. Está invicto jogando como profissional. Grande surpresa da lista, é uma aposta olímpica.

DANIEL ALVES (Barcelona-ESP)
lateral-direito • 27 anos •1,73m • 64kg
Terminou a Copa como titular, mas jogando na meia, e ficou devendo. Terá 31 anos em 2014, mas tem bom preparo físico, a exemplo de Maicon (terá quase 33). Melhor jogar na lateral mesmo. Merece crédito.

RAFAEL (Manchester United-ING)
lateral-direito • 20 anos • 1,73m • 67kg
Garoto prodígio de Xerém ao lado de seu irmão gêmeo Fábio (lateral-esquerdo que também joga no Manchester), ganhou espaço rapidamente no time inglês, mas foi bastante criticado na eliminação do time na última Champions. Joga do jeito que Mano quer – lateral na linha de quatro.

THIAGO SILVA* (Milan-ITA)
zagueiro • 25 anos • 1,83m • 79kg
Com moral no Milan e já sondado por Real Madrid e Barcelona, não tem o apelido de Monstro à toa. É vigoroso, tem chute potente, cabeceia bem. Foi um dos principais jogadores do Flu na Libertadores 2008. Chegou a vez dele.

DAVID LUIZ* (Benfica-POR)
zagueiro • 23 anos • 1,88m • 84kg

Atual campeão português e ídolo dos Encarnados, é assediado no mercado europeu – o Benfica não vende por menos de 50 milhões de euros! Canhoto, também atua na lateral. Sua atuação pelo Brasil é uma das mais esperadas.

RÉVER (Atlético Mineiro)
zagueiro • 25 anos • 1,92 • 84kg
Ainda nem estreou com a camisa do Galo, mas Mano conhece bem seu estilo de jogo, de muita presença dentro da área, na defesa e no ataque. Não se adaptou ao futebol alemão, ficando menos de seis meses no Wolfsburg. Incógnita.

HENRIQUE (Racing Santander-ESP)
zagueiro • 23 anos • 1,87m • 89kg
Quarto-zagueiro que fez excelente Paulistão em 2008 pelo Palmeiras. Ainda não teve oportunidade no Barcelona, que renovou seu empréstimo com o Racing, pelo qual atuou 22 vezes na última temporada. Bom nome.

MARCELO* (Real Madrid-ESP)
lateral-esquerdo • 22 anos • 1,71m • 73kg
Melhor jogador do Brasil na Olimpíada de Pequim, paira a dúvida sobre não ter continuado no grupo de Dunga. Fator extracampo? Treinador novo, vida nova, e ele é o melhor nome para a posição.

ANDRÉ SANTOS (Fenerbahçe)
lateral-esquerdo • 27 anos • 1,80m • 82kg
Campeão da Copa das Confederações como titular, além de não ter sido brilhante, perdeu espaço por escândalos fora do gramado. Mas Mano o conhece bem e saberá extrair seu melhor. Entretanto, não deverá durar até a lista de 2014.

SANDRO (Internacional)
volante • 21 anos • 1,87m • 75kg
Integrante da lista de espera de Dunga para a Copa, deverá ter muitas chances com o novo treinador, que afirmou na coletiva gosta de volantes habilidosos. Bom marcador, chega à frente com qualidade. Nome fortíssimo para a próxima Copa.

LUCAS (Liverpool-ING)
volante • 23 anos • 1,79m • 73kg
Atleta de confiança de Mano, desde os cascudos tempos do Grêmio na Série B. É o menos habilidoso dos volantes convocados, mas nem por isso maltrata a bola. Forte na marcação, a experiência no futebol europeu pesa a seu favor.

HERNANES (São Paulo)
volante • 24 anos • 1,80m • 76kg
Há algum tempo um dos melhores meio-campistas do Brasil, tem bola para ser titular – como volante mesmo, onde sempre rendeu mais e como Mano o definiu na convocação. Há expectativa de deixar o São Paulo ainda nesta janela.

JUCILEI (Corinthians)
volante • 22 anos • 1,85m • 76kg
Estava na lista de selecionáveis do Timão apontada pelo Canhota 10, ao lado de Elias (o jornalista Vitor Birner revelou em seu site que o treinador não se dá bem com ele – por isso a ausência?) e Dentinho. Mas com a ressalva “ainda não”…

RAMIRES* (Benfica)
meia • 23 anos • 1,80m • 73kg
Único da lista em que Mano leu duas posições: “meia, volante”. Gostaria de vê-lo ao lado de Hernanes como volante. É possível, mas também pode ser o homem pelo lado direito no “3″ do 4-2-3-1. O certo é que tem que ser titular.

GANSO* (Santos)
meia • 20 anos • 1,84 • 73kg
Diferenciado, magistral. O treinador fez sua parte, chamando o craque mais aclamado dos últimos meses. Chegou a hora de Paulo Henrique Ganso corresponder a tamanha expectativa. Mas que não o julguem por uma partida.

EDERSON (Lyon-FRA)
meia • 24 anos • 1,81m • 74kg
Em setembro de 2009, disse ao Trivela que a Seleção era sua meta. Revelado no futebol gaúcho, foi campeão mundial sub-17 em 2003. No Lyon há duas temporadas, soma 11 gols em 93 jogos – três deles nos últimos três amistosos de preparação. A conferir.

CARLOS EDUARDO (Hoffenheim-ALE)
meia • 23 anos • 1,71m • 70kg
Nunca entendi o apreço de Dunga por esse meia habilidoso, que ainda não estourou, exilado que está em seu pacato clube. Mas Mano o conhece bem epoderá explorá-lo mais. Diego, da Juventus, seria melhor opção – sua hora chegará.

ALEXANDRE PATO* (Milan-ITA)
atacante • 20 anos • 1,79m • 71kg
Apesar de ser um jogador de velocidade, reúne as características necessárias para jogar de centroavante: boa colocação, finalização fria e precisa, ótimo cabeceio. A temporada irregular o tirou da Copa, mas agora será difícil tirá-lo do time.

ROBINHO (Santos)
atacante • 26 anos • 1,72m • 66kg
Seu chilique contra a Holanda poderia tê-lo queimado, mas tem bola e idade suficiente para seguir na Seleção. Já parte como a referência para ambientar a molecada na concentração – que maneire, então, nas brincadeiras bestas.

NEYMAR (Santos)
atacante • 18 anos • 1,73m • 60kg
Precisa baixar a bola marqueteira para merecer a confiança de Mano. O entrosamento com os colegas do Santos ajudará bastante nesse início. A exemplo de Ganso, tem a oportunidade de consolidar sua fama de jogador diferenciado.

DIEGO TARDELLI (Atlético Mineiro)
atacante • 25 anos • 1,79, • 72kg
Depois da frustração de ficar fora da lista da Copa, volta à Seleção por sua regularidade – leia-se, gols – com a camisa atleticana. Merece a lembrança pelo momento e depende dele seguir no grupo. Será o novo Fabuloso?

ANDRÉ (Santos)
atacante • 19 anos • 1,84m • 77kg
Em mau momento nos seus últimos jogos pelo Peixe, chega pelo ‘conjunto da obra’ do quarteto ofensivo alvinegro e, claro, como aposta olímpica. Ainda é inconstante e sua vaga deveria ser de Fred, não estivesse contundido.

O asterisco (*) indica os jogadores sugeridos pelo Canhota 10 para 2014, na seção ‘Times imaginários’. Time titular para o próximo amistoso? Poderá ser Victor; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Lucas, Ramires e Ganso; Robinho, Neymar e Pato.

Imagens dos jogadores reproduzidas dos sites oficiais de seus respectivos clubes (Réver ainda no Wolfsburg); foto de destaque da home: Márcia Feitosa/Vipcomm