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Coluna da semana: Noroeste, Copa Paulista e o novo Bauru Basket

Começando a falar da Copa Paulista e, claro, repercutindo as (boas) novidades do basquete. Texto publicado na ediçnao de 14 de maio de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

Copa Paulista pra quê?

De uma vez por todas: qual é a função da Copa Paulista no calendário do Noroeste? Agora que a gestão alvirruba está revitalizada, chegou a hora de refletir bastante. Afinal, vamos dar bagagem para os jovens ou contratar jogadores que serão testados para a montagem do elenco de 2013? É bom lembrar que a segunda opção nunca deu certo. Em ambas, não há pretensão de título.

Em 2011, o Norusca contratou, entre outros, o zagueiro Bruno Lopes, o meia-atacante Da Silva e os atacantes Renam, Daniel Grando e Anderson Cavalo – além de insistir no zagueiro Cris, no volante Tiago Ulisses e no meia Altair. Somente Daniel Grando ficou para a Série A-2 e foi um fiasco. Se fizer a mesma lista para os anos anteriores, o aproveitamento será o mesmo: baixíssimo.

Por enquanto, veio o jovem goleiro Walter, do XV de Jaú, com passagem pelo futebol paranaense – e provavelmente conhecido pelo técnico Amauri Knevitz. Que venham apostas jovens e pontuais. Nomes rodados, somente os comprovadamente úteis, como um Luciano Gigante.

O vice-presidente João Paulo Garcia falou em manutenção da base para formar-se uma espinha visando 2013. Mas já saíram Marcelinho e Everton Garroni – e outros deverão seguir rumo às divisões inferiores do Campeonato Brasileiro. Aí é que está: manter quem foi reserva (como Hélio, Kasado, Bruno Oliveira ou Roberto, entre outros), compensa? Melhor dar bagagem para a molecada. Pensar em Bira (que já renovou), Nicolas, Thiago Jr, Velicka, Leandro Oliveira e Diego, ok. Não muito mais do que isso, entre os que não foram gerados pelo clube. Entre os prata-da-casa, chegou a hora da verdade para Mizael, Giovanni Juninho – além de boa vitrine para Romarinho. E momento ideal para lançar como titulares, sem medo: o zagueiro Ruggieri, o lateral-esquerdo Pedro e o meia Nathan . Laboratório, só se for com jovens. O contrário disso é retrocesso.

Papo de basquete
Desde que o frigorífico Itabom anunciou sua saída do projeto Bauru Basket, sinceramente não temi que a cidade perdesse seu time de guerreiros. Em nenhum momento a diretoria vestiu-se de pessimismo – algo corriqueiro em outras temporadas. Nem o técnico Guerrinha precisou acionar um discurso mais alarmista. Dessa vez, o chororô deu lugar ao argumento. Com um ótimo produto em mãos – um carismático e raçudo time que briga por Bauru em nível internacional –, a certeza da continuidade veio assim que terminou a temporada.

Depois de um necessário obrigado à Itabom, seja bem-vinda, Paschoalotto. As marcas devem ser, sim, exaltadas, por acreditarem e darem sobrevida a quem emociona tanta gente e sabe como envolver a comunidade. O Bauru Basket é um patrimônio, seu fim jamais deveria ser especulado. Ainda bem que empresas da região entendem isso e se identificam com o projeto.

Agora começa um divertido período de sonhar com nomes de peso, rabiscar possíveis escalações, torcer pela permanência de uns e a chegada de outros. Os primeiros movimentos apontam para o pivô Drudi, de Franca, e o gringo Otis Polk, que esteve aqui na Liga das Américas defendendo o chileno Leones. Robert Day é o grande sonho de um posição 3 pontuador. Já a permanência de Jeff Agba, mais uma vez, aguarda leilão.

Mas é bom ir com calma, gente. A coletiva de anúncio do novo patrocinador falou em cascalho, time campeão, mas a grana disponível não será suficiente para trazer medalhões. Somente um, se vier – Day, por exemplo. A aposta será em norte-americanos que ganham em patamar menor em outros países latino-americanos ou brasileiros jovens, como um ala-armador que está disputando as semifinais do NBB – cuja negociação será oportunamente revelada.

Mais Bauru
Curioso o Palmeiras estar sediado em Bauru no futebol feminino e mandar jogos em Pederneiras… Difícil imaginar uma identificação, pensar em continuidade e eventual envolvimento do empresariado local. Enquanto isso, o Futsal da FIB rala na Liga Paulista – vai mal – e está na final da Copa TV TEM.

Coluna da semana: tchau, Norusca; até breve, Itabom?

A despedida do Noroeste na Série A-2 e a saída da Itabom no basquete são o tema do texto publicado na edição de 30 de abril de 2012 no jornal BOM DIA Bauru. Esqueci de colocar a errata das contas mal feitas na conta anterior… Enfim, o assunto Itabom merece mais aprofundamento, mas é feriado e ninguém é de ferro.

As lições da temporada

O ano de 2012 ainda não acabou, mas a temporada do Noroeste, pelo menos em relação a prioridade, já acabou.

Como era esperado, o Norusca não conseguiu vencer o São Bernardo no ABCD. Se dependesse dessa vitória para subir, já era. Mas despediu-se antes do sonho. Sobre a continuidade da comissão técnica, vale questionar, imaginar cenário melhor, mas não dá para chamar de incoerente. Pensar em continuidade, planejamento, vislumbrar um futuro melhor é louvável. O que não impede concluir que Amauri Knevitz poderia ter despertado um espírito mais vencedor no elenco. O discurso sempre foi conformista – e particularmente não me conformo com a escalação do time reserva na última rodada da primeira fase.
Para não voltar o velho papo do “laboratório”, que fique bem claro: a Copa Paulista precisa ser jogada por quem estiver em Bauru. Como sempre, servirá para a molecada correr, mostrar serviço, assim como aqueles que não encontrarem posição em uma das divisões do Brasileiro – ao contrário do volante França, negociando com o Coritiba. O que tem que ser diferente dos anos anteriores é não fazer contratações para essa competição. Se faltar gente para completar o elenco, que se recorra ao sub-20, ao sub-17…
Se desde 2005 não se disputa a Copinha pensando em título, que não seja em 2012. Se após os insucessos contra o Penapolense falaram em imitar o adversário, que assim seja. Montar um base. Luciano Gigante e Fio formam a dupla de ataque em Penápolis há um século. Se vai dar certo na elite, é outra história. Mas funcionou na caminhada até esse momento histórico.
Balanço 
Realmente foi uma boa campanha, a do Noroeste, ao pensar que a preparação começou atrasada. Entretanto, a partir do momento em que o acesso tornou-se uma realidade, que o nível técnico dos adversários não era nada assustador, vale sim pensar que poderia ter sido diferente. A torcida fez sua parte, viajou atrás do time, encheu o Alfredão. A estreia na segunda fase com vitória sugeria bom aproveitamento em casa, mas foi só aquela… Enfim, leite derramado, lições aprendidas, 2013 tem mais.
Pontos positivos 
É possível citar muitos nomes que foram bem na campanha noroestina na Série A-2. O goleiro Nicolas é de time grande. Marcelinho só precisa tirar a dúvida se só joga com a camisa alvirrubra – pois foi mal no Santo André na Série B. Everton Garroni fez falta na reta final.
França foi o pulmão da equipe, enquanto Juninho se destacou apenas pelo chute perigoso. Velicka, que tanto se acreditava fazer a diferença na armação das jogadas, só jogou bem naqueles 5 a 3 sobre o Red Bull. Leandro Oliveira, apesar da fama de pipoqueiro na reta final, mostrou qualidade na finalização. Romarinho é um diamante bruto, que ainda precisa de mais lapidação.
Papo de basquete 
A notícia da saída da Itabom para a próxima temporada do Bauru Basket não chega a ser surpreendente, mas é de se lamentar. Ninguém, entretanto, pode questionar o quanto o frigorífico de Itapuí ajudou o basquete bauruense. Termina um ciclo vitorioso, que gerou histórias maravilhosas. Quem viu de perto a rebodunk (o rebote seguido de enterrada) de Larry Taylor sobre Franca, ou  a cesta por trás da tabela há poucos dias, ou o crescimento do menino Gui, a mão certeira de Fischer, inúmeras partidas emocionantes, vitórias heroicas…
Todos esses momentos patrocinados pela Itabom, que pode pegar uma cota menor, retornar lá na frente quando o mercado melhorar ou, até mesmo, salvar a pátria se nenhum patrocinador master aparecer – mas essa é uma crença particular, prefiro mesmo que outros investidores se tornem guerreiros. O retorno é garantido, o garra e o carisma do time agregam muito à imagem de qualquer segmento.

Coluna da semana: faça as contas, noroestino!

Atualizo (no dia 25/4) lá embaixo, porque queimei a língua e errei contas. As correções estão em bold abaixo das hipóteses equivocadas. Vou colocar errata na coluna do BOM DIA da próxima segunda.

Fiz todas as contas possíveis para o sonho do acesso noroestino. E comemoro com Larry sua naturalização. Confira o texto publicado na edição de 23 de abril de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

Ainda dá

O empate do Noroeste com o Penapolense no último sábado foi uma ducha de água fria, mas o baque não pode ter acordado no domingo. O momento é de acreditar. Afinal, um time que ainda depende apenas de si tem mais é que manter o otimismo, junto com sua torcida. E ainda conta com uma ajudinha do surpreendente time de Penápolis – essa é uma das possibilidades. Vejamos o que os resultados da penúltima rodada, na quarta-feira (Noroeste x Red Bull, Penapolense x São Bernardo), projetam para a decisão do próximo sábado (São Bernardo x Noroeste, Red Bull x Penapolense).

Hipótese 1
Noroeste vence, Penapolense vence ou empata com o São Bernardo (e o CAP sobe). No sábado: Norusca precisa apenas empatar com o Bernô para voltar à primeira divisão.

Hipótese 2
Noroeste vence, São Bernardo vence. No sábado: Alvirrubro precisa vencer o adversário direto para não depender de nada. Se empatarem, o Bernô sobe e o Noroeste torce para o Penapolense ser goleado pelo Red Bull para ascender pelo saldo de gols (na verdade, o Noroeste teria que torcer para o Penapolense perder por qualquer placar – se o Penapolense empatasse é que iria pensar em saldo).

Hipótese 3
Noroeste empata, São Bernardo vence (e sobe). No sábado: o Norusca tem que vencer e torcer para o Penapolense perder para o Red Bull – se o outro jogo terminar empatado, a decisão vai para o saldo de gols, isto é, o Noroeste tem que golear e torcer para o Penapolense ter sido goleado na quarta, pois a diferença de saldo entre eles, hoje, é de sete gols.

Hipótese 4
Noroeste empata, Penapolense vence ou empata com o São Bernardo (nos dois casos dessa combinação, o CAP sobe). No sábado: Alvirrubro garante vaga somente se vencer, pois o São Bernardo é beneficiado pelo empate.

Hipótese 5
Noroeste perde, Penapolense vence ou empata com São Bernardo. No sábado: se o Norusca empatar, está fora. Tem que vencer e torcer por empate ou derrota do Red Bull, que entra na briga. Se ambos vencerem, vai para o saldo de gols.

Hipótese 6
Noroeste perde, São Bernardo ganha (é o que aconteceu na quarta, 25/4): com uma rodada de antecedência, Bernô e Penapolense classificam-se para a Série A-1 (o Red Bull está na briga, tem que vencer o Penapolense por quatro gols de diferença – o Norusca tem que torcer por isso e ainda vencer o São Bernardo por cinco ou mais!!!).

Cardápio do sofredor
Ufa, quanta conta. Se estiver desconfiado que jornalista não sabe fazê-las, pode pegar a caneta e rabiscar cada hipótese (rs) (me ferrei). Parece precipitado, muitos dirão para esperar a quinta-feira chegar. Mas recorte esta coluna e a tenha como cardápio da emoção durante a rodada de quarta, roendo as unhas com cada possibilidade – e acabando com o resto delas no sábado. Garanto que vai ser divertido. Porque, no futebol, sofrer é sinônimo de diversão…

Resumindo…
… o Penapolense precisa de apenas um empate nessa quarta-feira para entrar no mapa da elite do futebol paulista. E começar a se mexer para tornar o estádio Tenente Carriço apto a receber jogos da primeira divisão.

Papo de basquete
Talvez esteja no Diário Oficial da União de hoje. Se não estiver, ainda esta semana. Enfim, o estadunidense Larry James Taylor Junior é brasileiro de fato. Ele nasceu em Chicago, mas se perguntarem onde nasceu sua versão brasileira, dirá com orgulho: BAURU. Portanto, fica a sugestão para o Alinenígena aterrissar na Câmara Municipal para receber o título de cidadão bauruense.

Coluna da semana: derrota para o União pode custar caro

O Canhota avisou semana passada e agora vem por aí um grupo fortíssimo e a decisão no estádio Primeiro de Mario, onde o Norusca é freguês. Confira o texto publicado na edição de 2 de abril de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

Má escolha, Knevitz

Quando treinador noroestino Amauri Kenvitz decidiu que iria a campo com os reservas contra o União São João, na última rodada da primeira fase da Série A-2, assumiu um risco. O de ficar fora do G-4 e, consequentemente, não decidir em casa, na última rodada da fase decisiva, uma vaga na elite paulista. Focado em poupar jogadores e testar o elenco, o técnico dizia-se pouco preocupado com o chaveamento da segunda fase. Na verdade, ou subestimou o time de Araras ou imaginou ser difícil chegar entre os quatro. O Canhota10.com fez todas as contas durante a última semana e provou que não era uma missão das mais difíceis. Deu no que deu: se tivesse vencido ontem, o Norusca teria terminado em quarto. Mas a derrota para o rebaixado União de pouco serviu para extrair respostas positivas. Apenas revelou um banco de reservas fraco.

Knevitz perdeu a chance de decidir em casa. Em entrevista pós-jogo à TV Preve, disse não ver muita vantagem atuar no Alfredão, pela distância da arquibancada para o gramado. Disse que o adversário não se sente pressionado. Talvez porque nunca viu o estádio noroestino pintado de vermelho, com grande público empurrando o time, como aconteceu nos momentos decisivos dos dois recentes acessos à elite (em 2005 e 2010). E mais: como ignorar o fator gramado, com o qual os jogadores estão habituados?

Enfim, tomara que o Noroeste não precise da última rodada, que suba com uma de antecedência. Que toda a programação do treinador alvirrubro esteja correta e se concretize. Ele que deixou claro que queria a classificação entre os oito, mesmo que no último suspiro, no saldo de gols. No lucro, qualificado de véspera, tirou o pé. Mas vai para a decisão com o ônus de estar com um elenco desacreditado, que vem caindo de produção a cada rodada.

Em queda
Retire o último jogo, com reservas, e divida as outras 18 partidas em três momentos. Tanto no primeiro quando no segudo terço do campeonato, o Noroeste teve 61% de aproveitamento dos pontos. Na reta final, caiu para 50% e diminui seu saldo de gols para somente um positivo c nas partes anteriores, foram dois e quatro, respectivamente. Empatou demais, perdeu muitos gols e viu a condição física de seus atletas minar.

Ataque em crise
Com Boka oscilante, Knevitz esperava obter respostas no teste de ontem para ganhar opções no ataque alvirrubro, afinal, o reserva imediato, Diego, está novamente contundido. O menino guatemalteco Henry Lopez finalmente ganhou sua chance e não agradou. Nena, o centroavante que fez somente 20 gols nas últimas três temporadas, correu, correu e ainda não justificou sua contratação. Enquanto isso, sabe-se lá porque Roberto não ganhou nova oportunidade. Ele que, pelo menos, já fez dois gols no campeonato.

Os adversários
O São Bernardo teve uma arrancada impressionante: depois de começar perdendo os cinco primeiros jogos, venceu 11 dos 14 restantes. Tem em Danielzinho seu homem-gol, além do lateral-artilheiro Renato Peixe – olho nos chutes dele. E o Norusca é freguês em jogos recentes lá no ABC.
O Red Bull fez o caminho oposto do Bernô: começou impossível com sete vitórias consecutivas, depois desceu a ladeira e venceu apenas mais três nas 12 partidas seguintes. Leandro Love, conhecido dos noroestinos de seus tempos de Oeste, Marília e Linense, já marcou oito gols.
O Penapolense é sinônimo de dor de cabeça. Time encardido que complica no Alfredão e dificilmente perde atuando em seu acanhado estádio. Seu destaque é o de sempre: o veloz e ciscador Luciano Gigante.

Papo de basquete
Depois de encerrada sua participação na Liga das Américas, a maratona de jogos do Itabom/Bauru não para… A torcida é pelo breve retorno de Fischer e para que Larry Taylor consiga se recuperar a tempo de disputar os playoffs em boas condições físicas – após seu esforço heroico na partida contra o Pioneros, do México.
Atualizado: Larry jogou normalmente na noite de domingo, na vitória sobre o Bucaneros. Arriscando menos infiltrações, é verdade, mas suportou 35 minutos sem aparentar dor. Boa notícia. 

Coluna da semana: Noroeste em busca do G-4

De passo em passo, o Noroeste vai caminhando de volta à Série A-1. Mas para isso se concretizar é preciso entrar bem na reta final. É disso que falo (e do Bauru Basket também) na coluna publicada na edição de 26 de março de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

2ª missão cumprida

A classificação antecipada para a próxima fase do Paulista Série A-2 foi a segunda missão cumprida pelo Noroeste nesta temporada. Afinal, não ser rebaixado era a primeira preocupação – logo afastada, pelo bom início, mas que chegou a ser uma hipótese forte quando não havia elenco montado a menos de dois meses do início do campeonato.

Agora, há mais uma missão na primeira fase antes de encarar a luta final por uma vaga na elite: ficar entre os quatro primeiros e garantir uma tabela melhor no quadrangular decisivo, com o último jogo disputado em casa. Faz uma diferença danada, ainda mais porque a expectativa de bom público é grande – pois já se parte de uma média recente na casa dos dois mil pagantes – para empurrar o Norusca. Golear o já rebaixado União São João em casa é a tarefa.

Números à parte, preocupa o Noroeste chegar previsível na hora da verdade. Corre muito no primeiro tempo, cria chances de gols – concretizando poucas – e cai de rendimento no segundo tempo. Foi assim também contra o Palmeiras B, anteontem. No fim das contas, o goleiro Nicolas é sempre exigido. Ainda bem que está numa fase brilhante.

Ataque encalhado
Uma pena que o time esteja falhando no ataque, apesar das inúmeras opções que o técnico Amauri Kenvitz tem. Para Velicka entrar no time, Leandro Oliveira (artilheiro da equipe) aproximou-se mais do centroavante. Isto é: atacante de ofício, titular, apenas um, Boka. E os que entram não têm agregado muito.
Diego tem sido o mais acionado recentemente, mas sua limitação física atrapalha seu rendimento. Roberto já teve chance, fez seus golzinhos, mas perdeu espaço até para Nena, recém-chegado que tem histórico recente de poucos gols na carreira. Romarinho, meia-atacante que se mexe muito, dá trabalho aos defensores, é o prata-da-casa pedido pela galera. Verdade seja dita: cisca bastante, tem potencial, mas também ficou devendo – e cansa no segundo tempo.
E onde estão Rafael Silva, Bruno Oliveira, Daniel Grando? Os dois primeiros chegaram com alarde e sumiram. E ninguém entendeu até hoje porque Grando ficou no elenco de 2012. E o baladado centroavante da seleção da Guatemala, Henry Lopes? Já está regularizado, quando vai para o jogo?
Claro que estou falando de alguma aposta nova no banco, alguém pra botar fogo nos 15 minutos finais de uma partida. Nenhuma revolução, apenas explorar melhor o numeroso elenco.

Gorduchinha 2014
É mesmo um simpático nome para a bola da próxima Copa do Mundo, o da Gorduchinha – apesar de achar a ideia de Caramuri, a fruta amazônica que é colhida a cada quatro anos, também sensacional. Mas o carisma de Osmar Santos, hoje artista plástico, porém eterno “animal” do rádio esportivo brasileiro, conta muito a favor. Quem quiser apoiar a campanha, o site oficial é gorduchinha2014.com.

Papo de basquete
O final de semana na Argentina, na disputa do torneio Interligas, valeu muito como bagagem para os jogadores do Itabom/Bauru. Os resultados eram a menor das preocupações do técnico Guerrinha – ainda mais porque quatro titulares estão fora, se recuperando fisicamente. “Um amistoso tem o peso de um mês de treinamento. Um torneio internacional, de uma temporada inteira!”, comentou recentemente o treinador.
Chamou a atenção a participação do ala norte-americano Nathan Thomas, recontratado às pressas para suprir as ausências de Fischer e Pilar. Pontuou bem contra os argentinos (11 pontos contra o Peñarol de Mar del Plata e 13 contra o Obras Sanitarias), ficou muitos minutos em quadra e vai tentando mostrar serviço para convencer Guerrinha a apostar nele na próxima temporada. Carisma e vontade, o gringo tem de sobra. Falta se encontrar taticamente, ter leitura de jogo. Trocando em miúdos, abandonar o estilo peladeiro.

Coluna da semana: Noroeste forte e o adeus da Luso

Foi um sábado de dúvida. Bauru Basket e Noroeste jogando quase no mesmo horário. Escolhi me despedir da Luso e perdi o jogão no Alfredão. Mas não me arrependi. Tem muito mais Alfredão pela frente e, de preferência, com Velicka no meio-campo. A seguir, texto publicado na edição de 5 de março de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

Velicka te dá asas!

Era o jogo-chave. O termômetro da capacidade do Noroeste nessa Série A-2. Receber o líder do campeonato – mesmo em má fase – e se impor no Alfredão foi a senha para o torcedor, definitivamente, acreditar no retorno à elite. O Alvirrubro está reconquistando sua torcida, jogando com garra e amor. Sim, o hino cabe aqui. Foi vitória máscula, de bater no peito e dizer que time grande no campeonato, de camisa (vermelha!) de peso, é o Norusca.

A torcida fez sua parte cantando sem parar debaixo de chuva, além de socorrer um dos seus que passou mal em jogo tão palpitante. Nicolas segue brilhante no gol, França não para de correr, Boka desencantou na hora certa. Mas esse jogo tem um protagonista.

Estivesse Nelson Rodrigues por aqui, não titubearia em eleger Velicka seu “personagem da semana”. Foi enorme a expectativa por sua escalação no meio-campo às vésperas do confronto. Cada vez mais apagado na improvisada lateral-esquerda, por 11 rodadas respeitou e atendeu ao pedido do treinador, foi disciplinado ao avançar pouco, deu carrinho, não reclamou. E por 11 rodadas acumulou o desejo de estar perto do gol. Na primeira oportunidade atuando onde sabe, dois gols na conta do canhotinho. E o Red Bull conheceu o verdadeiro potencial do Noroeste, com Velicka e Leandro Oliveira articulando juntos.

E tome dor de cabeça, das boas, para Amauri Knevitz, pois  Romarinho e Diego também têm condições de estar entre os titulares. A coluna já sugeriu experimentar Juninho na lateral-direita, já que ele tem velocidade e não pode sair, pois seu chute forte é um dos trunfos da equipe – e Everton Garroni pode resguardar suas investidas. Veja se fica bom assim: Nicolas; Juninho, Thiago Jr, Marcelinho e Alexandre; Garroni, França, Velicka e Leandro Oliveira; Romarinho e Diego.

É sabido que Knevitz gosta de ter um homem de área, foi assim também em 2010, com Zé Carlos. Mas o Norusca tem um passado recente glorioso com dois atacantes de velocidade, nos tempos de Paulo Comelli, como Leandrinho e Vandinho (em 2007), sempre com uma dupla de meias a servi-los – na ocasião, Bebê e Edno. De qualquer forma, opções de centroavante não faltam (Boka, Roberto e Nena) quando uma situação de jogo exigir essa referência.

Papo de basquete
A vitória tranquila no último sábado sobre Araraquara serviu para mostrar que o pivô Andrezão amadureceu. Alex Passilongo também teve oportunidade de ter mais minutos em quadra. Já Mosso, em mau momento, não entrou no jogo. “Assim como o Alex não entrou no jogo passado. Foi uma opção minha. Aqui não é amor e caridade, tem que entrar e jogar bem. Se André e Alex entraram bem, pra que tirá-los para pôr o Mosso? Que espere a vez dele, já teve sua chance. Todos tiveram sua chance, não poderão reclamar no final da temporada”, explicou Guerrinha, taxativo.

Tchau, Luso
Agora foi. O Bauru Basket se despediu do ginásio da Luso, a maior casa de espetáculos da cidade nos últimos anos. Os shows de Larry Taylor continuarão a partir de agora na Panela de Pressão. Que a Semel entenda a importância desse time e não crie empecilhos para o trabalho dos guerreiros. Por enquanto, tudo certo: o presidente Joaquim Figueiredo tem a chave do local e livre acesso. As cadeiras cativas, inclusive, estão sendo comercializadas. Para os três dias da Liga das Américas, o valor é de R$ 90 – arquibancada a R$ 60.

Estrelas bauruenses
Para o evento Jogo das Estrelas do próximo final de semana, Bauru está muito bem representado. Guerrinha será o treinador do time NBB Brasil, Larry e Jeff, titulares do NBB Mundo. Fischer está calibradíssimo para buscar o tricampeonato do desafio de três pontos – postou vídeo no Facebook em que acertou 38 arremessos seguidos! E Gui foi escolhido para concorrer nas enterradas. Antes da festa, o Itabom/Bauru tem partida importantíssima contra Franca, lá no Pedrocão.

Atualizado: Larry Taylor irá participar do Desafio de Habilidades.

Coluna da semana: campanha ‘Seja Rubro, Norusca!’ deu certo

Texto publicado na edição de 20 de fevereiro de 2012 no jornal BOM DIA Bauru comemora o fato de o Noroeste voltar a jogar de camisa vermelha no Alfredão e revela detalhes dos bastidores do clube

Sempre rubro, Norusca!

A última semana foi de forte mobilização pelo uso do uniforme tradicional do Noroeste jogando no estádio Alfredo de Castilho. Começou aqui na coluna, desafiando o clube a jogar com camisa vermelha na quarta-feira, contra o Santo André. Assim foi feito, pois era questão de coerência – pois afirmavam que o branco era para enfrentar o calor e o jogo era à noite. Mas a campanha ‘Seja Rubro, Norusca!’ seguiu, no Canhota10.com e no Facebook. E para felicidade geral da nação alvirrubra, no último sábado a Maquininha foi a campo de vermelho.

O resultdo positivo se deve à adesão da torcida, com dezenas de compartilhamentos nas redes sociais e comentários como o do presidente da Sangue Rubro, Vitinho Vieira: “Noroeste é vermelho e branco, não branco e vermelho”. Deve-se também ao bom senso da pessoa no clube que decide pelo fardamento.

Ora, se o Noroeste quer resgatar sua identificação com a torcida, que comece pela roupa que usa. Em 2011, o marketing criou o projeto Primeira Pele. A pele do noroestino é vermelha! Coisa mais linda o Alfredão anteontem, arquibancada com muita gente, o time jogando com entusiasmo, o uniforme na cor certa. Não é uma fórmula tão difícil, certo?

Vigilante
O sucesso da empreitada pelo uniforme rubro – e seguiremos de olho! – nada mais é do que prestação de serviço à comunidade noroestina. Ser vigilante pelo interesse do público, que quer ver o time vestido de vermelho. Em 2010, o Canhota10.com já havia botado o dedo em outra ferida, as mal explicadas duas estrelas acima do escudo, o que forçou o clube a mudar o motivo delas. Para lembrar: constava no site oficial que cada estrela era um acesso da era Damião Garcia (2004 e 2005). Portanto, após subida no ano do centenário, seria necessário bordar a terceira, mas havia passado batido. Aí, a solução após meu questionando foi creditá-las ao título do Interior de 1943 e à Copa Federação de 2005.

Outro lado
A coluna ouviu um jogador noroestino que afirmou que realmente a camisa vermelha sob sol forte fica mais quente. Mesmo assim, segundo ele, isso “não justifica” ignorar a importância do manto para a torcida.

Sem Bauru
Os mais atentos já devem ter notado que, na camisa atual do Norusca, a palavra BAURU não consta mais sobre o escudo, o que é visualmente mais agradável, mas novamente esbarra na tradição.

Discussão
Na última reunião do Conselho Deliberativo, que empossou Toninho Gimenez como novo presidente do órgão, a dívida de cerca de R$ 6 milhões do clube com a pessoa física de Damião Garcia esquentou os ânimos dos conselheiros. O balanço financeiro de 2011 causou discórdia e não foi aprovado – lembrando que ele deve ser publicado no prazo que manda a Lei Pelé, até o último dia útil do mês de abril.

Em campo
No gramado, o Norusca vai bem. Como já disse outras vezes, tem um elemento que não se via nas temporadas anteriores: garra. E o time está tão redondo taticamente que está difícil mexer na escalação para encaixar Velicka no meio, pois Garroni é um excelente cão de guarda, França é o pulmão, Juninho é decisivo no chute de fora da área (já fez três gols) e Leandro Oliveira é o artilheiro. A equipe ainda passa sufoco, mas se garante. Venceu um confronto direto e mostrou que se impõe jogando em casa. O resultado: trouxe o torcedor de volta. A média de público é de 1.324 pagantes no Alfredão – e a olho nu parece haver muito mais.

 


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Coluna da semana: chegou o momento de atenção para o Noroeste

Texto publicado na edição de 13 de fevereiro de 2012 no jornal BOM DIA Bauru fala do momento desafiador na tabela e lança desafio para o Noroeste jogar de vermelho

Sinal amarelo, Norusca

O semáforo da Série A-2 pede atenção. Por enquanto, vai tudo bem, o Noroeste no G-8, campanha razoável. Se o time não foi convincente contra o Rio Preto, ontem, pelo menos trouxe a vitória – o  momento é de acumular pontos. Mas está chegando aquele pedaço ingrato da tabela, quando cansaço, desatenção e gols perdidos acarretam derrotas que cobram um preço alto ao final da fase de classificação.

Em 2010, o Norusca terminou a sexta rodada com ótimos 13 pontos (o time atual tem 11), com quatro vitórias, duas delas fora de casa. Ainda bateu o Guarani na sétima jornada antes de desandar – derrotas seguidas da oitava à 11ª, que valeram a demissão do mesmo Amauri Knevitz na ocasião. Para não repetir a descarrilhada da última participação na A-2, o Alvirrubro precisa levar o famoso “dever de casa” à risca e aproveitar o Carnaval com a alegria de mais duas vitórias no Alfredão. Esses dois triunfos não trariam apenas tranquilidade, mas também otimismo, afinal, são adversários que estão à frente na classificação: o Santo André, duelo de quarta, é o sexto e o vice-líder União Barbarense será o desafio do sábado. Vencer confrontos diretos será o selo de qualidade que falta a esse elenco do Noroeste, que ainda não convenceu, apesar do bom trabalho até aqui – está a apenas dois pontos do segundo, enquanto o líder Red Bull destoa, com campanha perfeita.

Seja rubro, Norusca!
Lanço um desafio que terei o maior prazer em perder: que o centenário Esporte Clube Noroeste jogue de camisa vermelha, calção branco e meia vermelha na próxima quarta-feira. Que faça valer o que está em seu site oficial, que esta é a combinação principal – apesar do estatuto. Se o argumento para jogar de branco é o calor, não é possível que para uma partida às 19h30 haja essa preocupação. Aliás, em comunicado enviado à imprensa no dia 9, o clube informou que sua camisa oficial vermelha já estava à venda na loja virtual. E fez questão de frisar que ela faz parte do uniforme um. Portanto, seja coerente contra o Santo André, Norusca!

Conta errada
Durante a última semana, o Canhota10.com publicou o equívoco noroestino ao divulgar público de 1.790 pagantes durante a partida do dia 4, contra a Ferroviária, e depois informar 1.290 no borderô disponibilizado à FPF (Federação Paulista de Futebol). O Noroeste alegou erro no dia do jogo e disse que vale o dado apresentado à FPF. Também questionei por que não divulga a quantidade de pagantes VIP (sócios-torcedores e quem comprou carnê, tanto nas cadeiras quantos nas arquibancadas centrais). O clube afirmou informar tudo no boletim financeiro. Ora, constavam 31 pagantes nesses espaços e havia muito mais do que isso lá…

Papo de basquete
Não é só o Noroeste quem derrapa na divulgação de público. A não ser que meus ouvidos tenham me traído, o Bauru Basket não informa, no alto-falante, os dados de bilheteria durante o jogo – como exige o Estatuto do Torcedor. Pelo menos no borderô detalha bem cadeiras, meia-entrada, sócios e não-pagantes. Sem contar os jogos contra Flamengo e Tijuca (dados ainda não divulgados no site da Liga Nacional de Basquete), a média de público no ginásio da Luso é de 509 pagantes e outros 196 convidados. O boletim financeiro padrão da Liga revela pontos a evoluir: não há antidoping, não diz se há gasto com policiamento e também não coloca na conta a confecção de ingressos. Desconta os 5% de INSS e só – enquanto o do futebol mais parece um holerite.

Papo de basquete 2
O Itabom/Bauru também tem dois desafios (de confronto direto) antes do Carnaval, só que fora de casa. Paulistano, na quinta, e Uberlândia, no sábado. Precisa trazer pelo menos uma vitória para não se distanciar da ponta. Os guerreiros não conseguem mais vencer apenas com o show solo de Larry Taylor. Para conseguir pontuação alta, precisam da inspiração de Jeff, Douglas e Fischer. Se um deles tem uma noite infeliz, fica difícil. Se dois vão mal, aí fica impossível…
Errata: na verdade, o Bauru Basket faz apenas uma partida antes do Carnaval, na quinta (16/2). A partida contra Uberlânda será no outro sábado, dia 25.

Coluna da semana: Norusca com horizonte animador

Texto publicado na edição de 6 de fevereiro de 2012 no jornal BOM DIA Bauru fala da vitória do Noroeste e pede que a Semel não cochile de novo

No trilho certo

Quem diria que o Noroeste, que não tinha elenco formado em novembro, mostraria um futebol muito competitivo nesse início de Série A-2? Só posso concluir que, depois de algumas temporadas de compras equivocadas, o clube finalmente soube escolher as peças certas. E que logo se encaixaram, pois o time já mostra bom entrosamento, como provou na vitória sobre a Ferroviária (1 a 0) no sábado.

A empolgação é pelo que se imagina no horizonte. Por enquanto, o Norusca não está jogando o fino, mas o suficiente para acumular pontos importantes. Ainda precisa caprichar mais nas finalizações e condicionar-se para aguentar a correria do fim do jogo. De positivo, o bom toque de bola e o acerto no esquema tático. O losango no meio-campo está funcionando, com Everton Garroni à frente da zaga, França e Juninho apoiando bastante o ataque e Leandro Oliveira muito bem de ponta-de-lança. França e Juninho, aliás, alternam os lados do campo, confundem a marcação e estão tão bem no apoio que os laterais noroestinos nem têm descido.

Em vista desse sucesso tático, a princípio está difícil de promover a volta de Velicka, hoje na lateral-esquerda, ao meio. Isso obrigaria o técnico Amauri Knevitz a montar o meio em quadrado (dois volantes e dois meias) e sacar um dos volantes – mas qual, se todos estão jogando bem? Se o treinador queria uma boa dor de cabeça, aí está uma… O certo é que Velicka está subutilizado na lateral e mal apareceu na última partida.

No ataque, Romarinho segue uma correria só, nem sempre objetiva, mas incomodando bastante os zagueiros. E o centroavante Boka, como esperado, só será notado em campo se a bola chegar nele. Contra o time de Araraquara, só não foi nulo porque ajudou a defesa afastando o perigo nos escanteios do adversário.

Enfim, entre acertos e pontos a melhorar, o Noroeste segue no caminho certo. O prognóstico é animador. Para tirá-lo dos trilhos, só se os reservas não corresponderem quando forem solicitados, diante de expulsões (como a de Marcelinho, desfalque para quarta) e contusões.

De novo
Houve relatos de que, novamente, a bilheteria do estádio Alfredo de Castilho não atendeu a torcida a contento. A fila se formou até a esquina da rua Benedito Eleutério. O torcedor está voltando (foram 1.790 pagantes) ao Alfredão, mas precisa ser bem atendido, senão desiste. Em campo, pelo menos, o time está fazendo sua parte. E bem que o Noroeste poderia divulgar o público total e não apenas o pagante. Quantos são os sócios-torcedores? Quantos têm cadeira cativa? Quantos compraram o carnê? Porque isso não está informado no borderô…
Atualizado: houve um engano no dia do jogo sobre o público pagante. O número correto de pagantes, segundo o borderô publicado no site da Federação, é 1.290.

Seja rubro, Norusca!
No mural virtual da torcida Sangue Rubro, torcedores questionaram o uniforme branco. Ok, a camisa é bonita, com aquela faixa vermelha no peito, mas quando é que o Noroeste voltará a fardar manto vermelho, calção branco e meia vermelha? Segundo um dos noroestinos que se manifestaram, estamos “rebaixando nossa tradição dentro da nossa própria casa”. O assessor de marketing do clube, Evaldo Armani, alegou certa vez que essa camisa da faixa no peito é o terceiro uniforme e que precisa ir a campo para estimular as vendas. Era terceiro em 2011. Agora, vá ao site oficial da Nakal, fornecedora de material esportivo, e confira que é o uniforme dois – dois no papel, e um na prática…

Panela de Pressão
Conforme a coluna alertou há duas semanas, a partir de comentários de servidores municipais, o ginásio não ficou pronto a tempo de receber o Flamengo, dia 9. Ficou mesmo para março. Que a Semel não durma no ponto mais uma vez: termine a reforma e resolva logo as burocracias de alvarás e vistorias de segurança.

Coluna da semana: a volta do Trem-bala

Texto publicado na edição de 30 de janeiro de 2012 do jornal BOM DIA Bauru fala do bom começo noroestino na Série A-2, do controverso uniforme branco e do momento do Bauru Basket

Trem-bala

Em 2007, no microfone da 94FM, apelidei o Noroeste de trem-bala. Rendeu reclamação do então vereador Paulo Eduardo Martins, fiel ao termo Maquininha Vermelha. Ora, a história centenária do Vasco da Gama não impediu que se tornasse o Trem-bala da Colina, sensação do futebol brasileiro em 2011.

O apelido não pegou em Bauru, pelo apego ao tradicional e muito também pela trajetória descendente do time desde então. Não dá mesmo para chamar  de trem-bala uma equipe sem raça e vibração. O Norusquinha, nos últimos anos, vinha tão decadente como nossas ferrovias.

Agora, o Noroeste reacende o entusiasmo do torcedor. Fez boa estreia fora de casa, trazendo empate, e venceu sua primeira no Alfredão – mesmo o Velo Clube dando susto no final. Tem realmente um jogador diferenciado (Velicka) e uma grata surpresa (Leandro Oliveira), solucionando um problema antigo, a carência do meia criativo. E finalmente se vê raça em campo. Se continuar desse jeito, posso até voltar a chamar o glorioso Esporte Clube Noroeste de trem-bala.

Bom público
A melhor notícia de ontem foi o público divulgado: 1.211 pagantes, número maior do que a média de público alvirrubra no Paulistão do ano passado (1.177, já descontadas as partidas contra os grandes). Nem a diretoria esperava tanta gente, já que os ingressos se esgotaram na bilheteria, o que causou certo transtorno. O clube emitiu nota lamentando o ocorrido e informando que registrou boletim de ocorrência, pois a empresa BWA, responsável pelo sistema automatizado de ingressos, não deu o suporte necessário para agilizar a confecção de novos bilhetes. Prosseguindo nessa pegada, com vontade de vencer, pode mandar imprimir mais ingressos!

Uniforme branco
Primeiro jogo como mandante na temporada e nenhuma surpresa: o Noroeste jogou de branco. A coluna já publicou em 2011 o trecho do estatuto do clube que fala que o uniforme principal é branco, mas ainda desconfia que tenha sido mal redigido. De qualquer forma, vem sendo seguido à risca – não pelo documento, mas por motivos ainda não solucionados.

A hipótese mais propagada, confirmada pelo marketing do clube, é a de que a camisa branca é mais apropriada para jogos diurnos, deixando para o adversário enfrentar o calor de camisa escura. Um fonte, entretanto, afirma haver orientação para utilizar o branco por dar mais visibilidade às marcas dos patrocinadores. No meio disso tudo, o Norusca se contradiz, pois no site oficial consta camisa vermelha, calção branco e meia vermelha como primeiro uniforme – combinação usada raramente desde 2006.

É no ano mágico do quarto lugar do Paulistão que pode morar o segredo. Desde que assinou com a Dell’erba, com o campeonato em andamento, que o Alvirrubro é mais alvi do que rubro. Nesse mesmo ano consta a última atualização do texto do estatuto. O presidente do Conselho Deliberativo, Abel Abreu, é enfático em dizer que, em seu mandato, ninguém mudou a letra a respeito do uniforme noroestino. Não fosse a burocracia desse país, eu já estaria com todas as versões do estatuto em mãos, desde 1910, mas o cartório não conhece a palavra pesquisa, somente a palavra dinheiro.

Papo de basquete
O Novo Basquete Brasil 4 está emocionante, equilibrado e não há nenhum time despontando como favoritíssimo. Por isso a vice-liderança do Itabom/Bauru não surpreende, graças à excelente campanha no primeiro turno (11 vitórias e três derrotas, meta traçada por Guerrinha cumprida à risca). O returno será mais difícil, com apenas seis jogos em casa, sendo dois deles contra vistantes indigestos (Flamengo e Brasília). Por isso, a meta dos guerreios é de perder até seis jogos nessa etapa.