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Paschoalotto/Bauru Basket, novo elenco (1)

Vamos começar a falar do elenco na temporada 2012/2013!

Obviamente aparecerão algumas especulações, mas serão tratadas como tal. Este espaço só vai cravar nome quando for oficial. Toda vez que o Canhota 10 for tratar do assunto, será com esse título acima (atualizando a numeração).

A novidade do dia, a partir de contato de seu agente, Vinicius Fontana, é a de que renovação a com o pivô JEFF AGBA está longe de um acordo. “Houve contato de Bauru, prontamente rechaçado. Jeff está no mercado e analisando ofertas. Acreditamos que seja o momento de esperar e tentar de fato ser valorizado, seja em Bauru ou aonde for. Não existe nada encaminhado quanto a renovação. Jeff sempre deixou de lado sua valorização para ficar em Bauru, está em idade de pensar em seu futuro e ele mesmo quer se ver numa situação aonde lhe tenham como prioridade. Se isso vai acontecer em Bauru, o tempo dirá…”, disse o agente.

Se um pivô pode sair, outro pode chegar. Lembra do grandalhão OTIS POLK, que disputou em Bauru a Liga das Américas pelo Leones de Quilpué, do Chile? Ele chamou a atenção de Guerrinha e da diretoria na ocasião, quando, nos três jogos do grupo, teve média duplo-duplo: 17 pontos e 11,6 rebotes. Questionado sobre essa possibilidade, o diretor Vitinho Jacob afirmou que o nome do norte-americano está sendo avaliado e poderá surgir uma sondagem. “Eu adoraria jogar em Bauru. É um time organizado, tem uma torcida ótima e é uma cidade bonita”, disse Polk a mim, em março, sobre a possibilidade.

Aproveitei o contato de Vitinho para sugerir dois nomes, dois sonhos de consumo. Um deles é impossível: o ala Diego Lo Grippo, do Quimsa da Argentina, ganha US$ 30 mil (o que morderia grande parte do aporte da Paschoalotto) e tem contrato renovado por lá. Também citei o nome de Shilton, mas o diretor disse não ser a melhor opção para a composição do elenco.

Sonhos de lado, voltando à realidade. O primeiro nome que surgiu, apurado pelo Jornada Esportiva, é o do pivô DRUDI, de Franca. Mas tudo ainda no início: ele está entre os nomes que comissão técnica e diretoria levantaram. As sondagens devem se intensificar na próxima semana. Ao microfone do Rafael Antônio, Vitinho ainda revelou que um ala pontuador da posição 3, envolvido nas quartas do NBB, está entre os pretendidos. Por dedução, ROBERT DAY. Há outro nome forte, mas é preciso aguardar o fim de sua participação no nacional, para não tirar o foco do rapaz.

Bauru Basket x Limeira: show de imagens

Seguem cliques da partida desta noite de quinta, na importante vitória dos guerreiros em seu penúltimo jogo no ginásio da Luso.

Do lado de fora: o suspenso Demétrius na arquibancada; Pilar e Douglas (de tatuagem nova) de olho nos companheiros

Duelo de gringos: Larry e Jeff cercam o grandalhão Toyloy

Cris Simão e Rafael Antônio, do Jornada Esportiva

Vários espaços vagos na arquibancada: momento do time se refletiu na presença do público

Panorâmica do jogo: Bauru conduziu o placar durante todo o tempo

 


Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.

Em tempo: a vitória do Bauru Basket sobre o Tijuca

Larry: cada dia mais alienígena em quadra

O jogo foi sábado, todo mundo já leu nos jornais, repercutiu no Facebook, enfim, estou atrasado. Mas ainda vale falar sobre a vitória do Itabom/Bauru, depois de três insucessos – ainda mais porque tem cliques legais, logo mais abaixo.

Era para ter sido mais fácil. Encarei como passeio em família, fui com esposa e filha, comprei pipoca, relaxei depois da pilha de nervos que foi a derrota para o Flamengo… E não é que o Tijuca engrossou o jogo? Raçudo, o time carioca, compensando na luta as deficiências técnicas. E, também como bons cariocas, marrentos que só os componentes da comissão técnica, que responderam às provocações dos torcedores que estavam atrás do banco – inclusive o treinador Miguel Angelo da Luz, que mandou uma meia dúzia para a ponte que partiu.

Apesar do jogo difícil, da displiscência no segundo quarto, vale comemorar o bom jogo de Jeff, que andava mal. Foram 22 pontos e 9 rebotes. Larry ficou quase todo o tempo em quadra para, com duplo-duplo (20 pontos e 11 assistências) garantir a vitória por 87 a 81, concluindo lances decisivos, ainda mais depois de duas bolas perdidas seguidas de Thyago Aleo. Agora, dois desafios duríssimos fora de casa: Paulistano e Uberlândia. Tem que trazer pelo menos uma vitória na bagagem.

“Vínhamos de três derrotas, algumas inesperadas e a vitória foi importante. Tijuca vem crescendo no campeonato, chegaram bons jogadores, o Rodrigo Bahia está bem. Não é um time bobo, é perigoso”, comentou o pivô ANDREZÃO, sobre a partida.

“A vitória era crucial, um jogo que não poderíamos perder. É um campeonato duro, temos que estar preparados para todos os adversários. Mas o jogador, inconscientemente, por ser um adversário teoricamente fácil… Tenho que fazer um trabalho para passar a importância do jogo. Acabamos ganhando, mas pode haver um dia com derrota e complicar tudo”, disse GUERRINHA sobre a habitual relaxada do time contra times mais fracos.

“Todas as vezes que perdemos o terceiro quarto, havíamos terminado muito bem o primeiro tempo. É normal o outro time vir do vestiário com um ‘é agora ou acabou!’. E nós voltamos com um ‘tudo bem’, que no basquete dura dois minutos. O contrário é melhor. É melhor terminar o primeiro tempo mal, porque volta mais ligado. Mas demos moral demais, fizemos Tijuca acreditar na vitória e corremos sério risco de perder”, ainda GUERRINHA, explicando a nova ‘síndrome’ do time, que agora vai mal no segundo quarto – antes era no terceiro.

“Bauru é muito forte, ainda mais com a torcida a favor, entramos mal no primeiro tempo, as conseguimos recuperar antes do intervalo. Voltamos com determinação, tentamos dar o máximo”, avaliou o armador GEGÊ, do Tijuca.

“É sempre bom voltar a Bauru. O pessoal daqui está fazendo um bom trabalho, a cidade está de parabéns”, elogiou o ala JEFFERSON SOBRAL, que disse ainda estar longe de sua forma ideal: “Falta muito ainda, joguei apenas cinco partidas, vai demorar um pouco para entrar em ritmo de jogo. Mas o que importa é que a equipe está melhorando e tem condições de se classificar“.

A seguir, fotos do confronto do último sábado (11/2):

Jeff aguarda, atento, arremesso de lance livre

Os guerreiros no ataque

O técnico campeão mundial Miguel Angelo da Luz: até ele respondeu às provocações dos torcedores

Larry e Jeff: eles comandaram a vitória bauruense

Gaúcho vai para a bandeja

Imagens de Bauru 81 x 83 Flamengo

Antes do jogo: Marcelinho, concentradíssimo como sempre, e...

... Jeff Agba em sua curiosa e costumeira pose de mão no peito durante o hino BRASILEIRO!

Bola para o alto: muita emoção a partir dali

Breve reunião rubro-negra no cronômetro parado: concentração durante todo o jogo

 

Ferrugem deixa o Bauru Basket e vai para Americana

O ala/armador Guilherme Lazzari, o Ferrugem, está de saída do Bauru Basket. Ele vai jogar em Americana. Com a novidade de que o Campeonato Paulista começa mais cedo para os clubes que não disputam o NBB, os times estão se reforçando – ala Castellon (outro ex-guerreiro), por exemplo, deixou a Liga Sorocabana para reforçar São Bernardo.

Sem chances no time principal, Ferrugem teve boa atuação na fase de classificação da Liga de Desenvolvimento Olímpico – foi listado entre os 25 destaques pelo blog oficial da Liga. Disputou 5 partidas, teve média de 5,6 pontos por jogo e ótimo aproveitamento de 60% nos chutes de três. Esse desempenho chamou a atenção dos americanos. “Fui fazer um teste e apareceu a proposta“, conta o ala.

Segundo Ferrugem, as pretensões de Americana são disputar o Paulista profissional com um time basicamente sub-21. “Espero ganhar mais experiência jogando”, conta o jovem, que certamente terá bons minutos em quadra. Ele havia perdido espaço em Bauru depois da chegada de Weliton, ex-Regatas, que também disputou a LDO por Bauru. “Saio muito satisfeito de Bauru, aprendi muito”, comenta.

Ferrugem era o garoto que carregava o saco de gelo, que ficava perto da equipe de captação de imagem do time quando não era escalado, enfim, sempre humilde e dedicado aos guerreiros da forma que pudesse. Outra cena comum era vê-lo sempre ao lado de Guerrinha, nos treinos e eventos. Um aprendiz disciplinado. “Ele me deu várias oportunidades, tanto no basquete quanto na área de educação física [ele faz faculdade] , aprendi muito mesmo! Espero um dia trabalhar com ele ainda, tanto no basquete ou na área de educação física!”, disse sobre seu mestre. De fato, Ferrugem era o braço direito de Guerrinha nessa área. Era ele quem ministrava aulas para as crianças no projeto do treinador na escola infantil Cisne Real.

O Canhota 10 deseja todo o sucesso do mundo ao Ferrugem, pois ele merece, esforçado que é. Que seu talento se desenvolva com essa oportunidade.

Atualizado: estava faltando o depoimento de Guerrinha sobre a saída de Ferrugem, personagem importante no desenvolvimento do atleta até aqui. Confira:

Caro Fernando,

Foi com muita alegria e tristeza que a equipe se despediu na quarta-feira do Ferrugem (muito querido por todos do grupo), uma pessoa  dedicada, companheira, que vinha fazendo parte do grupo nos últimos anos ajudando dentro e fora da quadra.

Mas é desejo dele ter uma experiência jogando e vivendo fora de casa, por estar tendo pouco espaço numa equipe competitiva como a nossa.

Ficamos tristes de perder um companheiro e felizes em saber que contribuímos para o desenvolvimento dele. E desejamos todo sucesso que ele merece como pessoa e profissional.

Abs
Guerrinha”

Bauru Basket vive momento mais complicado na temporada

Dedé (em lance contra Douglas) foi um dos destaques dos joseenses

Em menos de três dias, o Itabom/Bauru deixou a condição de potencial líder para quinto colocado. Perdeu um jogo que não estava nas contas (para Joinville) e outro – este sim, previsto – para São José. Pilar está novamente lesionado, Jeff Agba pode pegar um gancho pela exclusão na quinta-feira e jogadores importantes do revezamento, como Gaúcho e Gui, não têm mantido a regularidade. Entre os titulares, Douglas e Fischer também alternam partidas brilhantes com outras discretas. Só Larry e Jeff têm sido regularmente decisivos.

Ainda bem que de vez em quando há surpresas: na derrota e ontem (4/2) para São José, o pivô Mosso anotou 16 pontos. Ele que estava praticamente encostado, que fora preterido (com Alex Passilongo) nas viagens para conter despesas de hotel e alimentação, que andava bronqueado. Tomara que essa reação não seja um lampejo.

Ao repórter Chico José, do Jornada Esportiva, Guerrinha comentou a atuação de Mosso: “Lógico que passo a olhar o Mosso com outros olhos. Não tenho nada pessoal contra nenhum jogador, o relacionamento é bom. Ele não vinha jogando bem, não estava treinando bem. Teve várias chances e não aproveitou. Hoje aproveitou. Se continuar mantendo o nível, vai ganhando a credibilidade com o treinador, que sempre está pensando o melhor para o time.”

O treinador também comentou o momento difícil dos guerreiros: “Agora é o momento de administrar os problemas, voltar para casa e ver se o time se comporta melhor. Se a gente quiser se manter no grupo da frente, entre os seis primeiros, temos que vencer em casa”, decretou, sobre os confrontos contra Flamengo e Tijuca, no ginásio da Luso.

Nota-se que Guerrinha está com um discurso mais calmo, conciliador. Em outros tempos, já estaria esbravejando sobre a falta de grana do time e a lentidão da Semel. Mas ele reconhece o enorme esforço da diretoria para manter a casa em ordem, assim como sabe que, agora, depende de um bom relacionamento com o poder público para usar a Panela de Pressão. Mesmo assim, lembrou na entrevista ao Jornada que não foi por falta de aviso que a Panela atrasou a reforma – ele, vigilante, esteve lá várias vezes.

O certo é que o Bauru Basket vive o momento mais complicado da temporada, com uma tabela difícil pela frente na reta final do returno do NBB, além do desafio da Liga das Américas, mais à frente o Interligas… O time vai depender muito da parte física e sobretudo da emocional. E mais uma vez lutar contra o estigma de que ainda não tem bagagem para momentos decisivos.

Itabom/Bauru perde jogo-chave em Joinville

É como diz meu amigo Tanaka: vai fazer falta. A derrota do Bauru Basket para o Joinville, mesmo fora de casa (79 a 75), não estava nos planos. Agora, para reorganizar a balança, os guerreiros têm que buscar uma vitória fora contra um adversário mais forte – que tal já contra São José, no sábado?

Pior do que comprometer a busca pelo G-4 ao fim da fase de classificação, o time perdeu a oportunidade de dormir na liderança do NBB 4.  Pior ainda foi a exclusão de Jeff Agba, que se desentendeu com Shilton e está fora do próximo confronto – e corre risco de levar gancho maior, quando for julgado. O desfalque obriga Guerrinha a convocar os pivôs Alex Passilongo e Mosso, que estavam ausentes das partidas longe de Bauru para o time poder conter despesas.

Eu já havia comentado isso no post sobre a viagem a Joinville, que o corte de gastos inclui diárias de hotel. A situação financeira do Bauru Basket está bem complicada e Guerrinha confirmou isso ao microfone do Jornada Esportiva, após a derrota. Disse que tem assumido despesas com cartão de crédito pessoal, que alguns repasses financeiros de patrocínio – não citou qual(is) parceiro(s) – não estão chegando. Coincidência ou não, o perrengue aumentou depois que Pedro Poli (dono da Itabom) se afastou da presidência da Associação Bauru Basketball Team. Guerrinha fez questão de salientar o esforço e a dedicação de Joaquim Figueiredo (atual presidente) e Vitinho Jacob (diretor) para manter o time nos trilhos.

Sobre o jogo, o treinador, mais uma vez, reafirmou a tese de que o time ainda não alcançou o nível de potência, de favorito, de equipe de ponta do NBB. Reclamou da atitude de Jeff, da má partida de Pilar, das falhas de marcação, da falta de energia em quadra. Pelo discurso repetitivo, a  impressão é a de que os guerreiros não irão amadurecer nunca, segundo o treinador – porque elesempre salienta que ensina, conversa, mostra o caminho e eles não mantêm o foco, relaxam em momentos-chave.

Que a Liga das Américas e o Interligas sirvam para calejar os jogadores, porque os playoffs do NBB serão o bicho. Mas dragão não pode ter medo de nada.

Jeff marca André Goes, destaque do jogo: exclusão do norte-americano complica sequência do time

Coluna da semana: a volta do Trem-bala

Texto publicado na edição de 30 de janeiro de 2012 do jornal BOM DIA Bauru fala do bom começo noroestino na Série A-2, do controverso uniforme branco e do momento do Bauru Basket

Trem-bala

Em 2007, no microfone da 94FM, apelidei o Noroeste de trem-bala. Rendeu reclamação do então vereador Paulo Eduardo Martins, fiel ao termo Maquininha Vermelha. Ora, a história centenária do Vasco da Gama não impediu que se tornasse o Trem-bala da Colina, sensação do futebol brasileiro em 2011.

O apelido não pegou em Bauru, pelo apego ao tradicional e muito também pela trajetória descendente do time desde então. Não dá mesmo para chamar  de trem-bala uma equipe sem raça e vibração. O Norusquinha, nos últimos anos, vinha tão decadente como nossas ferrovias.

Agora, o Noroeste reacende o entusiasmo do torcedor. Fez boa estreia fora de casa, trazendo empate, e venceu sua primeira no Alfredão – mesmo o Velo Clube dando susto no final. Tem realmente um jogador diferenciado (Velicka) e uma grata surpresa (Leandro Oliveira), solucionando um problema antigo, a carência do meia criativo. E finalmente se vê raça em campo. Se continuar desse jeito, posso até voltar a chamar o glorioso Esporte Clube Noroeste de trem-bala.

Bom público
A melhor notícia de ontem foi o público divulgado: 1.211 pagantes, número maior do que a média de público alvirrubra no Paulistão do ano passado (1.177, já descontadas as partidas contra os grandes). Nem a diretoria esperava tanta gente, já que os ingressos se esgotaram na bilheteria, o que causou certo transtorno. O clube emitiu nota lamentando o ocorrido e informando que registrou boletim de ocorrência, pois a empresa BWA, responsável pelo sistema automatizado de ingressos, não deu o suporte necessário para agilizar a confecção de novos bilhetes. Prosseguindo nessa pegada, com vontade de vencer, pode mandar imprimir mais ingressos!

Uniforme branco
Primeiro jogo como mandante na temporada e nenhuma surpresa: o Noroeste jogou de branco. A coluna já publicou em 2011 o trecho do estatuto do clube que fala que o uniforme principal é branco, mas ainda desconfia que tenha sido mal redigido. De qualquer forma, vem sendo seguido à risca – não pelo documento, mas por motivos ainda não solucionados.

A hipótese mais propagada, confirmada pelo marketing do clube, é a de que a camisa branca é mais apropriada para jogos diurnos, deixando para o adversário enfrentar o calor de camisa escura. Um fonte, entretanto, afirma haver orientação para utilizar o branco por dar mais visibilidade às marcas dos patrocinadores. No meio disso tudo, o Norusca se contradiz, pois no site oficial consta camisa vermelha, calção branco e meia vermelha como primeiro uniforme – combinação usada raramente desde 2006.

É no ano mágico do quarto lugar do Paulistão que pode morar o segredo. Desde que assinou com a Dell’erba, com o campeonato em andamento, que o Alvirrubro é mais alvi do que rubro. Nesse mesmo ano consta a última atualização do texto do estatuto. O presidente do Conselho Deliberativo, Abel Abreu, é enfático em dizer que, em seu mandato, ninguém mudou a letra a respeito do uniforme noroestino. Não fosse a burocracia desse país, eu já estaria com todas as versões do estatuto em mãos, desde 1910, mas o cartório não conhece a palavra pesquisa, somente a palavra dinheiro.

Papo de basquete
O Novo Basquete Brasil 4 está emocionante, equilibrado e não há nenhum time despontando como favoritíssimo. Por isso a vice-liderança do Itabom/Bauru não surpreende, graças à excelente campanha no primeiro turno (11 vitórias e três derrotas, meta traçada por Guerrinha cumprida à risca). O returno será mais difícil, com apenas seis jogos em casa, sendo dois deles contra vistantes indigestos (Flamengo e Brasília). Por isso, a meta dos guerreios é de perder até seis jogos nessa etapa.

Novo Basquete Brasil: segunda edição da LDO será sub-22

“O conselho técnico avaliou que seria interessante permitir mais uma idade na competição, principalmente nessa fase de transição dos atletas, entre o juvenil e o adulto. Somente por isso. Se for constatado que o sub-22 é a idade perfeita para a competição, ela permanecerá assim.”

Essa foi a resposta da assessoria da Liga Nacional de Basquete para o Canhota 10, confirmando que a segunda edição da Liga de Desenvolvimento Olímpico será com atletas até 22 anos.

Se por um lado dá mais uma chance para uma geração que está tentando se firmar em seus clubes, por outro revela o abismo de qualidade e a escassez de trabalho de base no basquete brasileiro.

Particularmente para o Itabom/Bauru, significa mais um ano com Luquinha, Andrezão e Weliton, que completam 22 este ano – Gui e Ferrugem farão 21.

Com o vice-campeoanto brasileiro, a diretoria bauruense se empolgou. Pretende chegar na próxima LDO ainda mais fortes, pois os jogadores estão no time principal, terão mais experiência. Sem contar que chegará mais um atleta dessa faixa etária para compor o grupo no Campeonato Paulista.

Guerrinha conta que será montada uma equipe de base do Itabom/Bauru. “Já está sendo feito. O Cássio, nosso diretor de categorias de base, junto com o Julinho Horta e o Bráulio, estão fazendo um trabalho de levar a categoria cadete a ser federada. Neste ano, vamos manter o esquema de parceria. Que pode ser com o Regatas ou com outra equipe. Vamos trazer mais um jogador para o Paulista. Já serão seis jogadores da nossa equipe. Os outros seis da parceria, desde que seja no mesmo formato, vindo treinar com a gente. A partir de 2013, o cadete já estará no primeiro ano de juvenil, aí poderemos levar uma equipe só nossa para disputar a Liga sub-22″, conta Jorge Guerra.

BALANÇO DO VICE
Hudson Previdello, treinador do Bauru Basket na LDO, fez um balanço da participação dos jovens guerreiros. “Apesar do pouco tempo e de não ser um time que treina todos os dias, formos crescendo durante a competição e ganhando confiança. Vimos que tínhamos condição de ganhar. Independentemente do resultado, o objetivo maior era formar jogadores, dar rodagem para o Gui, o Lucas, o André… Conseguimos dar mais minutos de quadra e experiência a eles, que no adulto nem sempre entram em momentos decisivos. No sub-21, eles foram protagonistas e isso acrescenta muito”, comenta.

O ala Weliton (foto), prova concreta do sucesso da parceria (atleta do Regatas absorvido pelo elenco principal do Itabom/Bauru), avaliou a oportunidade. “Estávamos meio escondidos lá em Campinas, disputando a A-2, que não é tão visada. Foi bom, todo mundo pôde aparecer. Durante a competição, pessas vinham perguntar de onde éramos, onde jogávamos. Ninguém conhecia a gente. Foi uma parceria ótima para todo mundo, para Bauru e para nós. Pôde apresentar a capacidade da galera de Campinas”, comemorou.

O ala está ansioso por sua estreia: “É a primeira equipe grande em que estou participando, espero aprender muito com o Guerrinha, que é experiente, e dar o meu máximo quando ganhar uma oportunidade. Espero evoluir muito aqui”.

Guerrinha vai capacitar professores da rede pública em Bauru

O técnico do Itabom/Bauru, Guerrinha, fechou parceria com a Secretaria Municipal de Educação para capacitar professores de educação física da rede pública em Bauru. O projeto pode se estender assim que a Panela de Pressão estiver reformada: criar uma escolinha para revelar talentos – e os jogadores do time profissional que estudam Educação Física ajudariam nas aulas. Uma iniciativa bacana. Para ver todos os detalhes, confira o comunicado de imprensa no site do Bauru Basket, clicando aqui.

Por essa e outras, eu sempre digo que esse time é um barato. Enquanto isso, o projeto do Noroeste de criar escolinhas em 20 cidades da região – outra ótima ideia – ainda não saiu do papel.

Vera Casério (Secretária de Educação), Guerrinha, Elisabete de Oliveira (diretora do Depto. de Ensino Fundamental) e Simone Tereza (diretora da divisão de Ensino Fundamental)