Conteúdo da seção times imaginários

Um time sinistro!

Já foi o time imaginário dos laterais-direitos e zagueiros. Chegou a vez dos canhoteiros, versáteis, coringas, atuando nas posições pelas quais se espalharam durante a carreira – exceção ao “goleiro” e ao meia que virou lateral/ala pelo lado sinistro do campo..

goleiro
RONALDO LUÍS: de tanto tirar bola em cima da linha em partidas decisivas do São Paulo no início dos anos 1990, merece a lembrança. Em entrevista para um das revistas de futebol da Alto Astral (com o tema Jogos Inesquecíveis), contou que não era sorte, ele se preparava para estar ali.

lateral-direito
MARCELO SANTOS: esse eu sou testemunha ocular. No Paulistão 2006, pelo Noroeste, o jogador canhoto assumiu o lado direito quando Paulo Sérgio (ex-Palmeiras, Grêmio, Vasco e hoje na Lusa) quebrou o braço. Deixou um especialista da função no banco: Reginaldo Araújo, ex-Coritiba e campeão carioca de 2004 pelo Fla.

zaga
NILTON SANTOS: tão bom quanto lateral, teve a sensibilidade de perceber que o jovem Rildo voava pela esquerda e assumiu o miolo da defesa do Botafogo com toda sua experiência.
MALDINI: já foi citado por vários atacantes consagrados como o defensor mais difícil de ser driblado.

lateral-esquerdo
JORGE WAGNER: quando Muricy Ramalho desistiu de usar o camisa 7 (meia de origem) na armação e o recolocou na beirada do campo, em 2008, o São Paulo encontrou o caminho do hexa.

volantes
JÚNIOR: o Capacete já usava a camisa 5 mesmo nos tempos de lateral-esquerdo. Provavelmente, previa que iria brilhar no meio-campo. Arrebentou assim na Itália e, quando voltou para o Flamengo, em 1989, atuou um pouco mais adiantado.
ZÉ ROBERTO: modernizou-se no futebol alemão, com seu pulmão e sua habilidade. Quando se fala de “volante pelo lado esquerdo”, seu nome é o primeiro que vem à cabeça. Mas nada se compara a sua temporada como meia-atacante vestindo a 10 do Santos, em 2007. Foi mágico.

meias
MAZINHO: atuou nas duas laterais do Vasco, no início da carreira, e se destacou na esquerda no bi estadual (1987/88) e no Brasileirão (1989). Depois, virou camisa 8 clássico naquele timaço do Palmeiras (Parmalat) e roubou a posição de Raí (camisa 10 e capitão) durante a Copa do Mundo de 1994.
FELIPE: camisa 6 do Vasco nos títulos nacional (1997) e continental (1998) – e agora de volta a São Januário -, arrebentou vestindo a camisa 10 do Flamengo no Estadual de 2004. Usava o drible e o passe açucarado como suas armas. E ainda fez uns golzinhos.

atacantes
SERGINHO: no Milan, foi usado praticamente como ponta-esquerda em certos momentos. Dessa forma se firmou como titular no fim da década passada. Depois, com o clássico 4-4-2 efetivado, voltou à lateral e foi perdendo espaço aos poucos.
LEONARDO: também no Rubro-Negro italiano, atuou como atacante mesmo na Liga de 1998/99, fez 12 gols e ajudou o clube a ganhar o scudetto no ano de seu centenário. Com isso, entrou para a história e, não à toa, foi dirigente e treinador por lá.

técnico
VANDERLEI LUXEMBURGO: era lateral-esquerdo. Segundo ele, dos bons. Mas passou anos à sombra de Júnior, no Flamengo.

Pode um time só de laterais-direitos?

Mais um da série Times Imaginários, agora com os laterais-direitos que se espalharam pelo campo – exceção feita ao atacante que quebrou galho na ala e ao hoje lateral que é ex-volante.

Rogério Ceni: é sempre o coringa nessas ocasiões e, talvez, até se desse bem de lateral-direito mestre na bola parada, como Paulo Roberto, Anderson Lima, Arce, Edson Boaro, Nelinho, etc…

Carlinhos Bala: se o time é dos laterais que mudaram de posição, eis um que virou lateral, quando Nelsinho Batista precisou que ele corresse muito pela beirada da Ilha do Retiro, jogando pelo Sport.

Leandro: o eterno camisa 2 da Gávea, ao ver o jovem Jorginho arrepiando na base, olhou para seu joelho cansado e pediu para jogar na zaga. E deu conta do recado – campeão estadual (1986) e nacional (1987).

Panucci: encarou na boa o miolo de zaga para compensar o fôlego melhor – e virou zagueiro-artilheiro com gols de cabeça.

Júnior: o maestro, como sabem, começou no Mengo na direita, até trocar de lado e virar lenda.

Jorginho: quando voltou ao Brasil no fim da década de 90, tornou-se volante no São Paulo e continuou assim no Vasco. O antes disciplinando lateral virou uma máquina de bater… (e mais tarde o auxiliar de Dunga)

Belletti: campeão do mundo em 2002 como lateral, aqui neste campo volta a sua posição de origem, como foi revelado no Cruzeiro, brilhou no Galo e agora joga no Flu.

Alessandro: não à toa deram a camisa 5 do Corinthians para ele na época de numeração fixa, pois Mano Menezes o utilizou muito no meio-campo. Acabou voltando para sua posição de origem.

Mazinho: surgiu como lateral-esquerdo no Vasco, mas fez fama na direita e, por fim, foi campeão do mundo em 1994 tomando a posição de Raí na armação das jogadas.

Mancini: o mais notório lateral que arrebentou em outra posição. Virou praticamente ponta-esquerda na Roma, driblando e fazendo gols – depois sumiu na Internazionale.

Paulo Baier: goleador tem que jogar na frente, certo? Ele é simplesmente o artilheiro da era dos pontos corridos do Brasileirão.

Técnico: Nelsinho Batista, afinal, quando jogador era lateral-direito.

Alô, Mano! Esse é seu time de 2014

Mano Menezes terá que seguir uma diretriz definida pelo presidente Ricardo Teixeira: renovação. O cartola quer o time de 2014 jogando já. Acho precipitado pensar que o time da Copa no Brasil será o mesmo que disputará a Olimpíada de 2012. Há alguns experientes que não podem ficar de fora. Então, vamos ao time imaginário, uma gentileza do Canhota 10 para facilitar o início de trabalho do técnico:

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Julio Cesar: tem crédito de sobra e pode ser o capitão em 2014. Não há motivos para renovação no gol se ele é considerado um dos melhores do mundo em sua posição.

Maicon: terá 33 anos incompletos durante a Copa. Com sua privilegiada forma física e a escassez de bons jogadores brasileiros na lateral-direita, também merece um voto de confiança – até porque terminou entre os melhores da Copa 2010.

Thiago Silva: com a experência de ter participado do grupo de 2010 e a solidez que sua carreira encontrou na Europa (bem no Milan e assediado pelo Real Madrid), pode ser o novo Lúcio – até porque também gosta de subir ao ataque.

David Luiz: apesar de quase anônimo para os brasileiros, causou espanto em Portugal sua ausência na lista de Dunga, tamanha sua reputação defendendo as cores do Benfica. Seria uma boa aposta.

Marcelo: uma indicação com o pé atrás. Titular e melhor do time na Olimpíada de Pequim, sumiu das convocações de Dunga – aprontou alguma coisa? Além disso, aparenta estar acima do peso. Caso se cuide, tem bola de sobra para ser dono da 6.

Hernanes: o título espanhol deixou mais evidente que passou da hora de escalar volantes que sabem jogar. E a melhor fase do camisa 10 são-paulino foi  exatamente quando atuou mais atrás.

Ramires: quando entrou em campo na África do Sul, deixou o time mais dinâmico. Sua continuidade na Seleção como titular foi unanimidade entre os cronistas brasileiros.

Diego: terá 29 anos em 2014, idade considerada como ápice da maturidade do jogador. Muitos já julgaram que ele não vinga na Seleção, mas a verdade é que a cobrança sempre foi grande e a paciência, pequena com ele. Como Kaká é uma incógnita fisicamente, o meia da Juventus desponta com favorito.

Ganso: aclamado ao som de vuvuzelas, será o responsável pela criatividade – Diego carrega a bola, ele faz ela correr. Terá muitos amistosos pela frente para provar que a voz do povo, da mídia – de todos, enfim! – tem razão.

Neymar: Robinho terá 30 anos em 2014 e é sua sombra. Porque o moleque da Vila anda muito marrento, marqueteiro demais. Se vacilar, seu colega de Santos mais experiente pega a camisa 11 de volta. Por enquanto, é dele.

Pato: teve problemas físicos e particulares na última temporada e perdeu sua vaga no ataque brasileiro. Mas tem muita velocidade, é inteligente demais e finaliza bem. Dê a camisa 9 a ele, uma sequência de jogos e não irá se arrepender.

Certamente você discorda de muitos nomes. Que bom! Assim a gente discute, corneta. Fique à vontade, escale sua Seleção.

Seleção da Copa 2010

Seleção da Copa do Mundo Fifa 2010 futebol

Quer discordar? Listar sua seleção da Copa? Deixe sua opinião nos comentários!

Casillas: seu desempenho, principalmente na final, e sua trajetória nesta década o credenciam a se intitular o melhor goleiro do mundo, apesar de Julio Cesar.

Sergio Ramos: a maioria mencionará Lahm, da Alemanha, mas esse zagueiro que se encontrou na direita impressionou. Eu, que não gosto do estilo dele, tive que dar a mão à palmatória.

Lúcio: não é por ser brasileiro, mas por seu jogo vibrante, sua entrega, seu ótimo posicionamento. A exemplo de 2006, fazia uma Copa impecável enquanto o Brasil esteve nela.

Piqué: se Puyol dá seus sustos de vez em quando, esse garoto é pura sobriedade.

Van Bronckhorst: outro lateral que surpreendeu. Para quem chegou à aposentadoria, um Mundial coroado com o golaço sobre o Uruguai. Firme na marcação e bom no apoio.

Schweinsteiger: encontrou a maturidade, alia velocidade e passe preciso. Um volante moderníssimo que deu ritmo ao jogo alemão.

Xavi: não cabia ele e Iniesta nos onze, então que fique o cérebro do meio-campo espanhol. O estilo cadenciada, de toque bonito e envolvente da Fúria é personificado por ele.

Sneijder: foi o cara da Holanda, que chegou 100% à decisão com sua participação relevante, sobretudo seus cinco gols. Tivesse se imposto na final e levado o título, seria o craque da Copa.

Müller: revelação, artilheiro, nada mal para um garoto de 20 anos…

Forlán: exagero dizer que carregou o Uruguai nas costas, mas foi daqueles caras que chamam a responsabilidade. Saiu premiado pela Fifa como melhor da Copa.

Villa: cinco dos oito gols da Espanha campeã do mundo foram dele. Isso basta para estar nesse time.

Lahm, Capdevilla, Iniesta, Özil e Robben ficaram de fora por pura falta de espaço.

Brucutu é o c…


Até pensei em colocar apenas zagueiros da atualidade (Índio e Chicão no ataque, por exemplo…), mas resolvi homenagear os melhores da história – portanto, o gramado judiado da imagem é brincadeirinha com a fama de brucutu dos defensores! Confira o timaço sensacional de zagueiros que imaginei:

KOEMAN (goleiro): em tempos de goleiro-artilheiro, ele iria arrepiar adversários com suas cobranças de falta.

BARESI (lateral-direito): um dos poucos na história a dominar a função do líbero (ataca/defende), adaptaria-se tranquilamente à lateral.

GAMARRA (beque-central): melhor zagueiro do mundo nos últimos dez anos, merece a homenagem.

ALDAIR (quarto-zagueiro): se me pedissem para desenhá-lo no jogo Imagem & Ação, faria o número 4. Personifica a função. É o cara!

PASSARELA (lateral-esquerdo): com sua canhota, atuaria fácil na latera.

JUAN (volante): único dos meus selecionados ainda em atividade e clone de Aldair, daria muita qualidade à saída de bola.

BOB MOORE (volante): o elegante Sir nunca bagunçou o penteado. Seria Mozart carregando o piano.

DOMINGOS DA GUIA (meia): se driblou muito lá atrás (as famosas ‘domingadas’), suas fintas ajudariam a abrir espaços no campo ofensivo.

BECKENBAUER (meia): o maior defensor de todos os tempos ganha a camisa 10 com louvor – e a braçadeira de capitão também.

LUIS PEREIRA (atacante): seria o centroavante trombador, ganhando no corpo e fazendo seus golzinhos. Além de infernizar – inclusive no grito – os adversários.

FIGUEROA (atacante): notório no jogo aéreo, cansaria de fazer gols com as assistências do Kaiser.