Conteúdo da seção NORUSCA Ô!

Coluna da semana: Norusca com horizonte animador

Texto publicado na edição de 6 de fevereiro de 2012 no jornal BOM DIA Bauru fala da vitória do Noroeste e pede que a Semel não cochile de novo

No trilho certo

Quem diria que o Noroeste, que não tinha elenco formado em novembro, mostraria um futebol muito competitivo nesse início de Série A-2? Só posso concluir que, depois de algumas temporadas de compras equivocadas, o clube finalmente soube escolher as peças certas. E que logo se encaixaram, pois o time já mostra bom entrosamento, como provou na vitória sobre a Ferroviária (1 a 0) no sábado.

A empolgação é pelo que se imagina no horizonte. Por enquanto, o Norusca não está jogando o fino, mas o suficiente para acumular pontos importantes. Ainda precisa caprichar mais nas finalizações e condicionar-se para aguentar a correria do fim do jogo. De positivo, o bom toque de bola e o acerto no esquema tático. O losango no meio-campo está funcionando, com Everton Garroni à frente da zaga, França e Juninho apoiando bastante o ataque e Leandro Oliveira muito bem de ponta-de-lança. França e Juninho, aliás, alternam os lados do campo, confundem a marcação e estão tão bem no apoio que os laterais noroestinos nem têm descido.

Em vista desse sucesso tático, a princípio está difícil de promover a volta de Velicka, hoje na lateral-esquerda, ao meio. Isso obrigaria o técnico Amauri Knevitz a montar o meio em quadrado (dois volantes e dois meias) e sacar um dos volantes – mas qual, se todos estão jogando bem? Se o treinador queria uma boa dor de cabeça, aí está uma… O certo é que Velicka está subutilizado na lateral e mal apareceu na última partida.

No ataque, Romarinho segue uma correria só, nem sempre objetiva, mas incomodando bastante os zagueiros. E o centroavante Boka, como esperado, só será notado em campo se a bola chegar nele. Contra o time de Araraquara, só não foi nulo porque ajudou a defesa afastando o perigo nos escanteios do adversário.

Enfim, entre acertos e pontos a melhorar, o Noroeste segue no caminho certo. O prognóstico é animador. Para tirá-lo dos trilhos, só se os reservas não corresponderem quando forem solicitados, diante de expulsões (como a de Marcelinho, desfalque para quarta) e contusões.

De novo
Houve relatos de que, novamente, a bilheteria do estádio Alfredo de Castilho não atendeu a torcida a contento. A fila se formou até a esquina da rua Benedito Eleutério. O torcedor está voltando (foram 1.790 pagantes) ao Alfredão, mas precisa ser bem atendido, senão desiste. Em campo, pelo menos, o time está fazendo sua parte. E bem que o Noroeste poderia divulgar o público total e não apenas o pagante. Quantos são os sócios-torcedores? Quantos têm cadeira cativa? Quantos compraram o carnê? Porque isso não está informado no borderô…
Atualizado: houve um engano no dia do jogo sobre o público pagante. O número correto de pagantes, segundo o borderô publicado no site da Federação, é 1.290.

Seja rubro, Norusca!
No mural virtual da torcida Sangue Rubro, torcedores questionaram o uniforme branco. Ok, a camisa é bonita, com aquela faixa vermelha no peito, mas quando é que o Noroeste voltará a fardar manto vermelho, calção branco e meia vermelha? Segundo um dos noroestinos que se manifestaram, estamos “rebaixando nossa tradição dentro da nossa própria casa”. O assessor de marketing do clube, Evaldo Armani, alegou certa vez que essa camisa da faixa no peito é o terceiro uniforme e que precisa ir a campo para estimular as vendas. Era terceiro em 2011. Agora, vá ao site oficial da Nakal, fornecedora de material esportivo, e confira que é o uniforme dois – dois no papel, e um na prática…

Panela de Pressão
Conforme a coluna alertou há duas semanas, a partir de comentários de servidores municipais, o ginásio não ficou pronto a tempo de receber o Flamengo, dia 9. Ficou mesmo para março. Que a Semel não durma no ponto mais uma vez: termine a reforma e resolva logo as burocracias de alvarás e vistorias de segurança.

Com sufoco no fim, Noroeste tem vitória merecida sobre a Ferroviária

Leandro Oliveira e Boka comemoram o gol noroestino

O placar foi magro (1 a 0), mas a vitória  foi incontestável. Durante quase todo o tempo, o Noroeste ditou o ritmo do jogo. Novamente, entretanto, levou certo sufoco no final. O Alvirrubro (novamente de uniforme branco…) não fez uma grande partida, pois poderia ser mais agressivo no ataque para garantir logo a vitória e não passar susto no fim, quando ficou com um jogador a menos (Marcelinho expulso a cinco minutos do fim, com dois amarelos). Algumas impressões da partida:

- Velicka pouco apareceu no jogo, não teve oportunidade de apoiar, assim como Bira, pela direita. França e Juninho têm sido muito mais efetivos pelas pontas do que os laterais.

- Romarinho, depois de muitos elogios nas rodadas anteriores, também foi discreto. Correu bastante, mas pouco produziu. Pelo menos participou do lance do gol, quando aproveitou falha da defesa e só escorou para encontrar Leandro Oliveira em velocidade – o camisa 10 esperou o goleiro sair e tocou rasteiro, com estilo (aos 31 do primeiro tempo).

- Está funcionando o meio-campo em losango, com Everton Garroni na contensão, Juninho e França, como já disse, apoiando bastante (e alternando os lados, confundindo a marcação) e Leandro como ponta de lança.

- Bira saiu machucado e deu lugar a Betinho, que voltou a atuar como lateral. Mas pouco apoiou, ocupado que esteve marcando o experiente Wellington Amorim.

- Novamente o time abriu o bico no finalzinho, passando certo sufoco. Ainda bem que a Ferroviária, apesar da experiente dupla de ataque (Amorim e Fabrício Carvalho), não foi tão perigosa. Quando aconteceu, Nicolas estava lá para garantir a vitória.

O Noroeste venceu a Ferroviária com Nicolas; Bira (Betinho), Thiago Jr, Marcelinho e Velicka; Everton Garroni, França, Juninho e Leandro Oliveira (Neto); Romário (Rafael Silva) e Boka.

O próximo confronto noroestino é fora de casa, contra o Atlético Sorocaba. Dia 8, às 17h, com transmissão da TV Votorantim (será que a rubraiada consegue assistir?).

Noroeste x Ferroviária: show de imagens

Torcida, de camiseta nova (e bonita) fazendo sua parte

Romarinho foi mais discreto dessa vez

Nicolas orienta a defesa: atuação segura

Marcelinho conduz a bola: a braçadeira de capitão é dele

Amauri Kenvitz orienta Leandro Oliveira: quarto jogo seguido com a mesma escalação

Cão de guarda: Everton Garroni restringiu-se à marcação

As fotos são minhas mesmo

 

Noroeste traz bom empate de Penápolis

É o beabá dos pontos corridos (neste caso específico, da fase de classificação): vencer em casa e trazer o máximo de pontos jogando fora. Assim caminha o Noroeste neste início de Série A-2. Dois jogos e dois empates como visitante, vitória no Alfredão. O 1 a 1 com o Penapolense foi importantísssimo, principalmente levando-se em conta a pressão do time mandante no primeiro tempo. Gols na etapa inicial: Fio (velho de guerra em Itápolis, ao lado de Luciano Gigante e do técnico Ito Roque) abriu o placar aos 26; Boka empatou, cobrando pênalti sofrido por Romário aos 37.

Segundo a transmissão dos colegas da dobradinha 87FM/Jornada Esportiva, o time de Penápolis foi superior tecnicamente, mas o Norusca soube se comportar na contensão – e Nicolas se recuperou do erro no gol sofrido salvando em lances difíceis. Foi a mesma visão do professor Marco Antônio, ao microfone da Auri-Verde, que também comentou que o centroavante Boka mal tocou na bola – ela não chegou ao camisa 9. Mas, creio que está bem no lucro, o importante agora é somar pontos – deixemos o futebol consistente e vistoso para sábado.

Para seguir a cartilha, a torcida espera uma vitória convincente no sábado (16h), contra a Ferroviária. Espero que  a diretoria se prepare para não ser surpreendida pela falta de ingressos. O borderô do jogo contra o Velo Clube veio sem os ingressos improvisados na conta – algo que deve estar justificado no boletim de ocorrência. Mais uma dica para o clube: divulgar, além do público pagante, o público total (inclui cadeiras cativas, sócios-torcedores, carnês, credenciados, não-pagantes, etc).

O Alvirrubro empatou jogando com Nicolas; Bira, Thiago Jr, Marcelinho e Velicka (Alexandre); Everton Garroni, França (Betinho), Juninho e Leandro Oliveira (Léo Nascimento); Romário e Boka.

(Foto de Thiago Navarro/Noroeste)

Perguntas intrigantes sobre o esporte de Bauru

• O ginásio Panela de Pressão estará mesmo pronto para a partida entre Itabom/Bauru e Flamengo, no dia 9?
(Temo que o discurso emocionando do presidente Joaquim Figueiredo tenha sido mais um dos muitos micos que a novela da Panela proporcionou nos últimos anos, graças à lentidão do poder público. Torço muito para que a correria final da reforma contemple essa data)

• O que falta o Bauru Basket fazer para convencer o empresariado a apostar mais dinheiro nesse time que só não faz chover com um orçamento tão modesto?
(Já nem me refiro ao empresariado local, pois a diretoria já fez milagre com o que arrecadou. Será preciso chamar a atenção de grana forte de fora e a boa campanha no NBB4 e a participação em dois torneios internacionais podem dar essa visibilidade)

• A moderna pista de atletismo para os Jogos Abertos do Interior vai ficar só no papel?
(Aliás, ninguém viu inclusive no papel… E por mais válida que seja a cautela de evitar alagamentos no Edmundo Coube, mudando para o Milagrão, o certo é que o atletismo, grande atração de eventos poliesportivos, ficará em um cenário secundário…)

• Haverá eleição para a presidência do Noroeste agora em fevereiro? Quando é que a diretoria vai se pronunciar? E o Conselho Deliberativo, abandonará a inércia?
(Tudo indica que segue Damião, ou melhor, seus filhos, neto e Beto Souza em nome dele… Mas que isso fique claro desde já! E o Conselho segue hibernando, sem força política, sem pulsação)

Coluna da semana: a volta do Trem-bala

Texto publicado na edição de 30 de janeiro de 2012 do jornal BOM DIA Bauru fala do bom começo noroestino na Série A-2, do controverso uniforme branco e do momento do Bauru Basket

Trem-bala

Em 2007, no microfone da 94FM, apelidei o Noroeste de trem-bala. Rendeu reclamação do então vereador Paulo Eduardo Martins, fiel ao termo Maquininha Vermelha. Ora, a história centenária do Vasco da Gama não impediu que se tornasse o Trem-bala da Colina, sensação do futebol brasileiro em 2011.

O apelido não pegou em Bauru, pelo apego ao tradicional e muito também pela trajetória descendente do time desde então. Não dá mesmo para chamar  de trem-bala uma equipe sem raça e vibração. O Norusquinha, nos últimos anos, vinha tão decadente como nossas ferrovias.

Agora, o Noroeste reacende o entusiasmo do torcedor. Fez boa estreia fora de casa, trazendo empate, e venceu sua primeira no Alfredão – mesmo o Velo Clube dando susto no final. Tem realmente um jogador diferenciado (Velicka) e uma grata surpresa (Leandro Oliveira), solucionando um problema antigo, a carência do meia criativo. E finalmente se vê raça em campo. Se continuar desse jeito, posso até voltar a chamar o glorioso Esporte Clube Noroeste de trem-bala.

Bom público
A melhor notícia de ontem foi o público divulgado: 1.211 pagantes, número maior do que a média de público alvirrubra no Paulistão do ano passado (1.177, já descontadas as partidas contra os grandes). Nem a diretoria esperava tanta gente, já que os ingressos se esgotaram na bilheteria, o que causou certo transtorno. O clube emitiu nota lamentando o ocorrido e informando que registrou boletim de ocorrência, pois a empresa BWA, responsável pelo sistema automatizado de ingressos, não deu o suporte necessário para agilizar a confecção de novos bilhetes. Prosseguindo nessa pegada, com vontade de vencer, pode mandar imprimir mais ingressos!

Uniforme branco
Primeiro jogo como mandante na temporada e nenhuma surpresa: o Noroeste jogou de branco. A coluna já publicou em 2011 o trecho do estatuto do clube que fala que o uniforme principal é branco, mas ainda desconfia que tenha sido mal redigido. De qualquer forma, vem sendo seguido à risca – não pelo documento, mas por motivos ainda não solucionados.

A hipótese mais propagada, confirmada pelo marketing do clube, é a de que a camisa branca é mais apropriada para jogos diurnos, deixando para o adversário enfrentar o calor de camisa escura. Um fonte, entretanto, afirma haver orientação para utilizar o branco por dar mais visibilidade às marcas dos patrocinadores. No meio disso tudo, o Norusca se contradiz, pois no site oficial consta camisa vermelha, calção branco e meia vermelha como primeiro uniforme – combinação usada raramente desde 2006.

É no ano mágico do quarto lugar do Paulistão que pode morar o segredo. Desde que assinou com a Dell’erba, com o campeonato em andamento, que o Alvirrubro é mais alvi do que rubro. Nesse mesmo ano consta a última atualização do texto do estatuto. O presidente do Conselho Deliberativo, Abel Abreu, é enfático em dizer que, em seu mandato, ninguém mudou a letra a respeito do uniforme noroestino. Não fosse a burocracia desse país, eu já estaria com todas as versões do estatuto em mãos, desde 1910, mas o cartório não conhece a palavra pesquisa, somente a palavra dinheiro.

Papo de basquete
O Novo Basquete Brasil 4 está emocionante, equilibrado e não há nenhum time despontando como favoritíssimo. Por isso a vice-liderança do Itabom/Bauru não surpreende, graças à excelente campanha no primeiro turno (11 vitórias e três derrotas, meta traçada por Guerrinha cumprida à risca). O returno será mais difícil, com apenas seis jogos em casa, sendo dois deles contra vistantes indigestos (Flamengo e Brasília). Por isso, a meta dos guerreios é de perder até seis jogos nessa etapa.

Noroeste deverá emprestar atacante Vitor Hugo

Na minha coluna Papo de Futebol (no BOM DIA Bauru) da última segunda (23/1), relatei a insatisfação de familiares do atacante Vitor Hugo por causa de seu retorno ao time sub-20 do Noroeste – após participar da pré-temporada com o elenco principal. Pois ele terá chance no profissional, em outro lugar.

De contrato renovado até o fim de 2012, o atacante (que, segundo os parentes, ganha um salário mínimo) buscará experência longe de Bauru, pelo menos até o fim dos Estaduais.

Vitor Hugo deverá ser emprestado ao Assu, da primeira divisão do Rio Grande do Norte. A negociação deve ter se iniciado, provavelmente, pelo interesse do treinador do time potiguar, Ademílson Venâncio, que recentemente comandava a base noroestina e conhece bem o jogador.

Em contato com o clube, o BOM DIA ouviu que o negócio ainda não foi fechado. Questão de tempo.

Atualizado: conforme a dupla BOM DIA/Canhota 10 adiantaram com exclusividade, a negociação de empréstimo de Vitor Hugo ao Assu foi concretizada.

Noroeste traz bom empate de Rio Preto na estreia da A-2

Velika chuta a gol: o craque do time jogou mesmo na lateral...

No dia em que perdeu um de seus ídolos, o goleiro Navarro (falecido aos 72 anos), o Noroeste estreou na Série A-2 trazendo bom empate com o América de Rio Preto (2 a 2).

Nem mesmo o fato de o time ter aberto 2 a 0 e cedido o empate no segundo tempo é motivo para lamentos. O badalado América, que emplacou boa estratégia de marketing com a chegada do agora cartola Marcelinho Carioca, era favorito para o confronto e viu, atônito, o Alvirrubro sair na frente. No segundo tempo, dominou as ações ofensivas e mereceu chegar à igualdade.

Se foi vacilo ou se o Norusca, pela curta pré-temporada, sentiu fisicamente, somente quem esteve no estádio Teixeirão pode dizer – comente! O que sei é que começar a cascuda segundona paulista com empate fora de casa é bom resultado. Vejamos como os noroestinos se comportam em casa, domingo, contra o Velo Clube. E tomara que Knevitz se convença de que Velicka tem que atuar no meio.

O Noroeste empatou jogando com Nicolas; Bira, Thiago Jr, Marcelinho e Velicka; Everton Garroni, França, Juninho e Leandro Oliveira (Betinho); Romarinho (Rafael Silva) e Boka (Roberto). Abaixo, mais um clique de Sidnei Costa, da parceira Agência BOM DIA.

França contra americano: bom empate

 

Coluna da semana: vai começar a Série A-2

Texto publicado na edição de 23 de janeiro de 2012 no jornal BOM DIA Bauru fala da reta final de preparação do Noroeste e lança dúvidas sobre a reinauguração da Panela no dia 9 de fevereiro

Chegou a hora, Norusca

Quarta-feira, em Rio Preto, começa mais uma –  tomara! – subida do ioiô. Chegou a hora de confrontar o curto período de preparação do Noroeste contra os demais times da Série A-2. O clube compensou o atraso no início da pré-temporada com algumas contratações que, pelo menos no papel, têm tudo para dar certo.

O Norusca conta com alicerces em todos os setores. No gol, Nicolas já provou seu valor. Na defesa, mesmo ainda aguardando o experiente zagueiro De Lazzari ter condições de jogo, Marcelinho comanda. A dúvida na qualidade dos laterais será com o campeonato em andamento, mas meio-campo e ataque já estão bem desenhados. O volante Everton Garroni provou que será o xerife, protegendo a zaga e sendo a peça-chave para a mudança de esquema tático durante um jogo – o que comento mais abaixo. Na armação das jogadas, Velicka tem dois acessos no currículo com sua cadenciada canhota. E, no ataque, Boka será o novo Zé Carlos (herói em 2010), sendo referência na área. Rafael Silva, ex-Portuguesa, desponta como provável (e veloz) colega de ataque.

O treinador Amauri Knevitz repetiu a fórmula de outros colegas seus: reuniu atletas com os quais já trabalhou, que conhecem seu padrão de jogo. E não inventou no esquema tático. É precipitado cravar que o time terá condições de brigar por uma das quatro vagas na elite paulista, até pela quantidade de rivais fortes (como São Bernardo, Barueri, América, Santo André, Ferroviária e União São João). Melhor ir por partes: o mais importante, nas primeiras rodadas, é identificar se o Alvirrubro passará longe da zona de rebaixamento.

Tática móvel
Os dois jogos-treino deixaram claras as intenções de Knevitz em relação à forma de jogar do time – tanto observando o posicionamento em campo, quanto pelas entrevistas do treinador, que admitiu a possibilidade de variar do 4-4-2 para o 3-5-2. Basta  Garroni mudar-se da cabeça da área para a sobra dos zagueiros, tornando-se o terceiro defensor. É o esquema ideal para Velicka atuar na esquerda e abrir vaga para Leandro Oliveira no meio. Essa possibilidade, entretanto, mais aparenta insegurança com o lateral-esquerdo Alexandre. O preferido do técnico era Léo Nascimento, contundido. Prefiro o 4-4-2 com Velicka mais à frente. Mesmo que, para isso, o zagueiro canhoto Neto seja improvisado na lateral, apoie menos o ataque e deixe aquele lado para os avanços de Velicka, mais adiantado.

Giovanni lateral
Essa interrogação no lado esquerdo ganhará mais um candidato no início de março, quando Giovanni, que se recupera de cirurgia no joelho, estará pronto para retornar. Ele – que já jogou de volante e meia – disse à coluna preferir atuar na lateral, pois assim jogou com Knevitz em 2010. Em fase final de tratamento, ainda não teve a oportunidade de conversar com o treinador para saber onde pretende utilizá-lo. No último sábado, seu irmão Emerson atuou como titular do Santos no empate com o XV de Piracicaba, jogando exatamente na lateral-esquerda.

De volta à base
Um familiar do atacante Vitor Hugo se manifestou no campo de comentários do Canhota10.com mostrando indignação com o retorno do atleta à equipe sub-20, após participar da pré-temporada com o elenco principal. O Noroeste confirmou à coluna que o jogador retornou à base por opção da comissão técnica. Ele ainda tem idade para disputar o Paulista da categoria e, eventualmente, pode voltar a treinar com o time de cima. O contrato do jogador foi renovado por mais um ano. Segundo o familiar, ele ganha um salário mínimo.

Papo de basquete
Foi linda a festa da torcida na (suposta) última partida do Itabom/Bauru no ginásio da Luso. Agora, a expectativa é que o confronto contra o Flamengo, no próximo dia 9, seja na reformada Panela de Pressão. Alguns servidores municipais, entretanto, ainda se mostram reticentes sobre a data, devido ao volume de reparos que ainda faltam. Hora de correr!

Entrevista com Vitor Vieira, novo presidente da Sangue Rubro

Confesso que nunca fui fã de torcida organizada e exemplos não faltam para justificar essa minha postura. Mas não sou teimoso e sei dar o braço a torcer. Quem vê a dedicação incansável do Pavanello, lê os relatos do Henrique Perazzi de Aquino, conversa cinco minutinhos com o Marcão Shopping ou testemunha a admiração do Gustavo Duarte, sabe que a Sangue Rubro é uma torcida diferente, que tem uma tradição a zelar – e raríssimos arranhões nessa história de 25 anos. E vêm outros tantos pela frente, ainda mais agora que confia a um garoto de 18 anos a responsabilidade de presidi-la. O Canhota 10 entrevistou o novo presidente da organizada noroestina, Vitor Vieira, o Vitinho. Ele não afinou para nenhuma pergunta e tem um discurso firme. Que tenha sorte em seu novo desafio e que a Sangue continue a torcer meu braço.

Liderar uma agremiação aos 18 anos é um grande desafio. O que o fez se sentir preparado para encará-lo? Como irá conciliar com sua vida particular?
Realmente é um grande desafio. Afinal a torcida tem 25 anos, inclusive a entidade é mais velha do que eu. E isso me deixa muito motivado e preparado para encarar tudo. Pela história que a torcida tem. É algo que vem sendo conservado de muitos anos e tem que ter muita responsabilidade e dedicação. Acho que será bem tranquilo conciliar com minha vida particular. Minha família sempre me apoiou, apesar de todos torcerem para um time da capital. Este ano pretendo fazer faculdade de Educação Física e trabalhar. Vou saber separar um de outro.

Qual a importância na figura do Pavanello nesse momento de transição?
O Pavanello nesse momento é de fundamental importância para mim, apesar de eu já ter quase cinco anos de torcida. Ele é mais experiente, ele vive a torcida antes mesmo de eu ter nascido, é um ícone pra mim. Ele me deixou bastante confiante desde o momento que falou que vai me dar todo o suporte no meu mandato, assim como os outros diretores também. Somos uma família mesmo e todos temos que correr junto pelo nosso principal objetivo, cada um ajudando outro de alguma forma.

Você chegou a apresentar metas antes da eleição? Quais são as prioridades do seu mandato?
Não apresentei nada. Acredito que eles reconhecerem meu trabalho como diretor nestes anos de torcida. Sempre tive empenho em tudo que eu fiz por ela, e vou continuar tendo com certeza. Em meu mandato eu pretendo dar continuidade ao excelente trabalho que o Renato vinha fazendo. Materiais de primeira qualidade, novas faixas, eventos, etc. Coisas simples que com competência fazem grande diferença em uma torcida.

É claro que não é possível controlar o comportamento de todos os associados. E não é incomum no Brasil que alguns torcedores usem drogas ou a pratiquem atos violentos enquanto uniformizados. Se você souber de infrações cometidas, quais medidas irá tomar?
Isto é um assunto complicado, mas não admitimos isso em nossa entidade. Hoje, por exemplo, somos filiados a associações (como Ministério Público, Federação Paulista de Futebol, Polícia Militar e outras) que tem o intuito da paz e não da violência, que vemos sempre nas mídias, e cobramos isso de todos os membros da torcida. Hoje as coisas mudaram, não são mais como antigamente em que a maioria dos jogos tinham brigas. Existem multas, punições para torcidas que cometem infrações como a violência. Outro exemplo que posso citar, são nossas amizades com outras torcidas pelo interior de São Paulo. E se você tem respeito pela torcida do time adversário é muito difícil que haja algum confronto, criando assim o clima de paz nos estádios.

Como está a agenda da Série A-2? Em quantos jogos fora de casa pretendem ir apoiar o time?
A agenda começou desde os jogos-treino e os jogos da Copa SP de futebol júnior. Na série A-2 não vai ser diferente, estaremos presentes em todos os jogos. Mesmo se estivermos em uma um pessoa ou em 200 pessoas. O Noroeste nunca vai jogar sozinho.

A Sangue tem uma posição política definida a respeito da administração Damião Garcia? Qual a sua opinião sobre a atual diretoria?
Sim. Acredito que cada membro, cada diretor da torcida tem sua posição diante da diretoria. A minha opinião é que o Sr. Damião fez muito pelo Noroeste, fez. Hoje já não é tudo aquilo. As coisas passaram, diretores vieram e se foram. Muita coisa ruim aconteceu. Infelizmente continua a mesma coisa de alguns anos para cá. Se tivéssemos agarrado algumas oportunidades, que não foram aproveitadas, poderíamos estar melhor em certos campeonatos. Acredito que este ano a diretoria possa acrescentar algo. Já tivemos alguns projetos bons do marketing. Espero que dê tudo certo.

Qual é a relação da Sangue, hoje, com a instituição Noroeste? Recebem algum tipo de ajuda?
Atualmente não temos relação alguma quanto a ajuda. Nos últimos anos, tivemos ajuda de ingressos e em algumas viagens. Este ano, inclusive, nós estamos ajudando o clube a vender os passaportes no centro de Bauru. Este ano as coisas estão mais difíceis, tanto pra nós quanto para o clube.

Qual o time do Noroeste que mais o encantou? E a escalação inesquecível que vem à sua memória?
Eu acompanho o Noroeste desde 2003. Acredito que os times de 2005, em que subimos para a Série A-1 no jogo histórico contra o Bandeirante e também quando conquistamos a Copa Federação Paulista em cima do Rio Claro, e o time de 2006, com a melhor colocação da história no Campeonato Paulista e o título do Interior, ficaram em minha memória. A escalação seria: Maurício (ou Mauro); Paulo Sérgio, Edmílson, Fábio Ferreira, Bonfim e Marcelo Santos; Gilmar Fubá, Luciano Santos e Luciano Bebê; Rodrigo Tiuí e Otacílio Neto.

O que está previsto para 2012 em relação a ações sociais?
Como em 2011, em que fizemos algumas boas ações, em 2012 pretendemos aumentar essas ações. Afinal, ajudar quem realmente precisa é fundamental. Nosso projeto como sempre é arrecadar uma roupa, um alimento, algo que uma pessoa necessita. Pretendemos fazer um projeto desse a cada dois meses. E esperamos que todos tenham consciência e possam colaborar mais conosco.

Vitinho leva o Norusca na pele! (fotos de arquivo pessoal)