De técnico e futebol novo, Noroeste volta ao G4!

técnico Alberto estreia

O Noroeste venceu nesta quarta o E.C. São Bernardo, por 2 a 0, fora de casa e encarando a grama sintética. A vitória valeu o retorno ao G4, alcançando a terceira posição, com 17 pontos (a dois do líder Atibaia, que perdeu na rodada). Mas valeu, principalmente, para inaugurar uma nova fase da equipe. Foi a estreia do técnico Alberto Félix, apresentado na última segunda no lugar de Tuca Guimarães, cuja saída, apesar de justificada por motivos familiares, concretizou-se conturbada pela forma como foi conduzida — a ponto de ser criticado publicamente pelo presidente Estevan Pegoraro.

Ao final da partida, ao microfone de Jota Martins (Jovem Pan News), o goleiro Ferreira rasgou o verbo sobre o ex-comandante:

Era um cara que tirava nossa confiança pra jogar… Com o novo treinador, mudou a pegada, a atitude, todo mundo deu carrinho. Série A3 é assim”, cravou Ferreira.

O guapo alvirrubro, aliás, foi fundamental no triunfo. Fez defesa importante já nos acréscimos, jogada que gerou contra-ataque para o gol de Alef, que decretou a vitória — Vilson abriu o placar aos 17 do primeiro tempo.

O discreto Alberto (craque de bola nos anos 90, principalmente pelo Bragantino) chegou, observou, ouviu a comissão técnica e montou um time interessante para encarar o São Bernardo. Escalou a equipe mantendo a zaga, seguida de uma dupla de volantes e três meias (Leandro Oliveira finalmente centralizado!) para servirem Wellington lá na frente.

O Norusca venceu jogando com Ferreira; Pacheco, Jean Pierre, Marcelinho e Ricardinho (Hipólito); Alex Silva, Igor Pimenta, Vilson, Leandro Oliveira (André Rocha) e Samuel (Alef); Wellington.

Com dez rodadas pela frente, o Noroeste sob nova direção em campo tem tempo suficiente para encontrar um novo padrão de jogo e se manter entre os líderes da competição, para chegar tinindo no mata-mata. É bom conter a euforia mas é um recomeço animador — e com dois jogos no Alfredão pela frente.

 

Foto: Luciano Santoliv/MKT Esportes

Derrota para o Atibaia queima a gordura do Noroeste

Noroeste x Atibaia - Série A3 2018

Quando Tavares fez seu segundo golaço na partida, aos 25 do segundo tempo, parte do público (novamente bom, dois mil) começou a ir embora. O Bar do Totó já estava cheio de camisas vermelhas antes de a partida acabar. Quem permaneceu até o fim vaiou o time pela primeira no Alfredão. A derrota para o Atibaia foi a segunda seguida na Série A3, que fez o Noroeste cair da liderança para a quinta posição, apenas um ponto acima do nono colocado.

A gordura se foi , mas o time ainda tem crédito. Isto é: falar em “fora, Tuca” é precipitado. Ele deu padrão de jogo ao time, que vem dominando as ações das partidas — só falta mesmo aproveitar as chances criados, o que venho dizendo há algum tempo. MAS… há uma exceção perigosa: o desastroso segundo tempo de ontem.



O técnico Tuca Guimarães colocou o centroavante Flávio Carvalho, que mal tocou na bola, porque ela nem chegou a ele. Quando teve que sair da área para buscá-la, mostrou pouca mobilidade. Pior: ainda sacou Samuel (excelente primeiro tempo dele!) e Leandro Oliveira, os dois meias criativos, abrindo um buraco entre os três volantes e os três atacantes. Questionado pelo repórter Jota Martins (Jovem Pan News) sobre isso na coletiva pós-jogo, Tuca afirmou que Rodrigo Tiuí foi colocado para armar. Em nenhum momento isso aconteceu: ele sempre esteve alinhado com Flávio e Wellington. Pelo menos, admitiu: “Não jogamos bem hoje”.

Ao propor o desafio de buscar quatro pontos nas próximas duas partidas fora de casa, Tuca sabe que a gordura acumulada no excelente início desta Série A3 (quatro vitórias e um empate) já foi queimada. Três desses pontos viriam contra o Rio Branco, afundado no 18º lugar e sem casa (estádio Décio Vitta, em Americana, interditado). Mais um empate com o São Bernardo (quarto), na grama sintética.

É desses quatro pontos que o Norusca precisa para se manter na metade de cima do G8, seguir contando com a confiança do torcedor e, consequentemente, com a boa média de público no Alfredão.  Próximos jogos em Bauru: dia 17, às 18h30, contra o Grêmio Osasco (remarcado para fugir do sol das 10h de domingo); dia 21, clássico contra o rival Marília, que vem reagindo.

Resumindo, temos dois momentos do Noroeste após sete rodadas: um início animador e uma queda de rendimento (um gol marcado e cinco sofridos em duas partidas). Com doze rodadas pela frente, os ajustes de agora podem trazer uma nova fase crescente, que tem início crucial no próximo domingo.

 

Foto: Bruno Freitas/Noroeste

Norusca líder: em time que ganha se mexe, sim

Tiuí - Noroeste líder - 5ª rodada

São Pedro tem sido generoso com o Noroeste. Na estreia, também uma quarta à noite, as nuvens carregadas esperaram a partida terminar. Na ocasião, levei o sogrão e compramos cadeira (até pelo preço antecipado atrativo) com medo da chuva. Domingão foi de sol, fiquei na cabine de imprensa, melhor ponto para observar o desenho tático alvirrubro. E chegamos a ontem, mais uma noite agradável, céu limpo e fui para as arquibancadas curtir aquela companhia dos cornetas Niltinho e Josinei. O líder venceu mais uma (1 a 0 sobre a União Barbarense), numa boa tacada de Tuca Guimarães, trocando cinco nomes no time titular.

Como o próprio treinador avisou em entrevista ao CANHOTA 10, não se prenderia a um time titular. Entre opções técnicas e necessidade de poupar (sobretudo Ricardinho, muito exigido nos primeiros quatro jogos), Tuca pinçou novas peças e manteve o padrão de jogo. Ou quase. No lugar do 4-3-2-1, o que se viu em campo foi um 4-3-3, com Tiuí (pela direita) e Leandro Oliveira (pela esquerda) atuando praticamente alinhados com o centroavante Flávio Carvalho.

Da mesma forma, quem esperava Samuel avançado o viu fazendo linha com Maicon Douglas e Alex Silva. Em certos momentos, fez falta ter um articulador centralizado, mas a verdade é que o Noroeste soube conduzir a dinâmica do jogo e não foi ameaçado. Outro ponto: nesse esquema com a linha ofensiva mais fixa e os volantes pelos lados apoiando mais, os laterais pouco desceram. Hipólito só chegou à linha de fundo aos 45 do segundo tempo.

Os desafios táticos que o Noroeste teve contra a Barbarense: os laterais pouco apoiaram; Samuel e Leandro, do mesmo lado, buscavam ocupar o espaço entre as linhas do meio e ataque; Tiuí tinha a tendência de centralizar; Flávio praticamente não foi acionado.

Problemas? Não! Mais informações, mais observações para o treinador azeitar o líder da Série A3.

Conforme comentei no texto anterior, as circunstâncias das partidas têm oferecido apenas três chances claras de gol. Contra a cambaleante Barbarense foi assim também. No primeiro tempo, o cabeceio firme de Marcelinho  e o gol de Jean Pierre. No segundo, a bela limpada de Tiuí e o milagre do goleiro adversário.



Diante disso, o mais importante desta quarta vitória noroestina foi ter o controle do jogo. E Tuca ganhou a certeza — isto é, o que foi planejado está funcionando na prática — de que tem mais do que onze opções para escalar o time. Dor de cabeça para os adversários: prever como o Norusca entrará em campo da próxima vez.

O Noroeste venceu a Barbarense jogando com Ferreira; Pacheco, Jean Pierre, Marcelinho e Lucas Hipólito; Maicon Douglas, Alex Silva e Samuel; Leandro Oliveira, Rodrigo Tiuí (Vilson) e Flávio Carvalho (Wellington).

Dica do líder

O site oficial do Noroeste está com novidades, bem mais dinâmico e atualizado. Incluindo fotos, classificação da A3 e contagem regressiva para os próximos jogos. Vale a pena dar uma conferida: 👉 http://ecnoroeste.com.br/

 

Foto topo: Bruno Freitas/Noroeste

Líder, Noroeste tem desafio de transformar posse de bola em mais gols

Era grande expectativa por uma boa apresentação do Noroeste, ontem, contra o Capivariano. Afinal, a equipe vinha de três vitórias seguidas, o Norusca vinha embalado. Mas o adversário está entre os melhores da competição até aqui e o placar de 0 a 0 foi justo.

O Capivariano, agora com oito pontos (Noroeste ainda líder, com dez), mostrou-se encardido, com sistema defensivo bem agrupado e pronto para dar o bote em contra-ataques. Teve duas chances claras de gol, uma em cada tempo, e poderia ter saído de Bauru com os três pontos, apesar do maior volume noroestino.

Aí é que está. Que o Alvirrubro armado por Tuca Guimarães tem mais posse de bola e conduz a dinâmica do jogo, já sabemos. Mas essa criação resultou em poucas oportunidades claras ontem. Claras mesmo, aquelas que balançam a rede, exigem defesa do goleiro ou batem na trave. Um chute de Michel que carimbou a defesa, único lance forte do primeiro tempo. No segundo, a finalização equivocada de Gabriel Esteves com o gol vazio e o chute na trave de Pacheco. Isto é: apenas três finalizações perigosas em noventa minutos.



Claro que conta também a retranca armada pelo Capivariano. Então, se são apenas três chances agudas por jogo — até porque os demais adversários, sobretudo no Alfredão, virão com a mesma proposta defensiva —, tem que aproveitar. E é aí que sentimos a falta de um centroavante de ofício (Tiuí, Romão e Flávio Carvalho ainda sem condições físicas) para fazer sombra a Gabriel, que tem crédito pelo que produziu nas três primeiras rodadas.

Gabriel, inclusive, pode ser uma opção de lado quando um desses centroavantes puder jogar, já quem Gindre não vem bem. Alef, apesar de elogiado por muitos no último domingo, creio ter sido mais ciscador do que objetivo — foi Pacheco quem de fato deu trabalho ali pela direita.

Na coletiva pós-jogo, o técnico Tuca Guimarães falou sobre a troca da plataforma de jogo durante a partida. De fato, ele migrou do 4-3-1-2 para um 4-2-1-3, como você pode conferir nas imagens abaixo.

Como o Noroeste começou (4-3-1-2):

Noroeste x Capivariano - 1º tempo
Os três volantes postados para a subida dos laterais. Ricardinho foi muito mais exigido. O lado esquerdo, aliás, funcionou mais, com as aproximações de Michel e Gabriel. Como Alex Silva e Pacheco desceram pouco, Gindre esteve isolado.

Como o Noroeste terminou (4-2-1-3):

Noroeste x Capivariano - 2º tempo
Situação invertida: foi o lateral-direito quem desceu todo o tempo. Ricardinho se conteve na etapa final. Pacheco teve a companhia de Alef nas tramas por seu lado, enquanto Wellington arrancou pela esquerda no mano a mano ou foi buscar a bola e a aproximação de Samuel.

O Norusca empatou com o Capivariano jogando com Ferreira; Pacheco, Jean Pierre, Marcelinho e Ricardinho; Maicon Douglas, Alex Silva, Igor Pimenta (Wellington) e Michel (Samuel); Gindre (Alef) e Gabriel Esteves.

Público aquém, mas ok

Esperava mais público para esta segunda partida no Alfredão. Afinal, o Norusca vinha de três vitórias seguidas, era um belo domingo com clima agradável e o clube organizou venda casada para a partida de quarta, contra o União Barbarense. Mas é fim de mês… Mesmo assim, colocar 2,6 mil pessoas num jogo de Série A3 é façanha. O gigante Fluminense atraiu quatrocentas testemunhas em sua última partida na elite carioca!

Elogios

Na última partida enumerei alguns pontos a melhorar que repercutiram, como o espaço das cadeiras para quem as comprou de forma avulsa. Hoje, fico em dois elogios. Um que deixei passar na estreia: parabéns para a Nakal, que adotou uma tipologia para o número da camisa que, além de bonita, faz a alegria de público e imprensa, pela legibilidade — e que bom que o Norusca resgatou o hábito de jogar com seu fardamento tradicional. Outro elogio: a união dos principais times de Bauru! Jogadores(as) e comissões técnicas de Bauru Basket e Vôlei Bauru prestigiaram a partida. A turma alvirrubra vive na Panela, mas à paisana. Fica a sugestão de irem com uniforme de passeio para serem reconhecidos pelo público do basquete e do vôlei.

 

Foto topo: Bruno Freitas/Noroeste 

Noroeste vence Mogi Mirim na estreia: poderia ser melhor, mas foi muito bom!!

Noroeste x Mogi Mirim

Não foram cinco mil ao Alfredão, mas foi sim um bom público para uma quarta-feira à noite (2,3 mil), sob ameaça de chuva. Não foi uma grande atuação, mas a vitória por 2 a 1 sobre o Mogi Mirim (de virada!) deixou boas pistas do potencial do Noroeste para esta Série A3 de 2018.

O Norusca dominava completamente a partida, pressionando, roubando bolas e tentando chegar quando surgiu o gol dos visitantes, logo aos dez minutos de jogo, em bola parada. Apesar de não se abaterem, os noroestinos tiveram muita dificuldade de encaixar o último passe, diante de uma linha defensiva mogiana com cinco jogadores. O primeiro chute a gol só veio aos 26 minutos.

Mesmo dominante, com mais posse de bola, o Alvirrubro ainda passou por dois sustos no primeiro tempo. Parte da torcida, no seu precipitado direito, vaiou. Que tenha sido estímulo, porque Leandro Oliveira marcou belo gol de empate logo aos três da etapa final, rasteiro de fora da área.

Revigorado e empurrado pela torcida, o Norusca se lançou ao ataque, acertou o travessão (Marcelinho, de cabeça) e aos vinte virou, em cabeçada de Wellington, que há pouco entrara no lugar de Gindre — cruzamento de Alef, outro que veio do banco. Ainda houve chance incrível com Gabriel Esteves e passou por pelo menos dois perigos de ceder a igualdade, mesmo diante de um Mogi fisicamente em frangalhos, pela breve preparação — neste quesito, o time de Bauru sobrou.

Destaques

O lateral-direito Pacheco se mostrou uma boa opção ofensiva, com bastante vigor físico. Do lado esquerdo, Ricardinho cansou, mas também criou algumas jogadas. Na zaga, Marcelinho não perde viagem, não tem vergonha de dar chutão, é dominante. Gostei do trio de volantes (Maicon Douglas, Alex Silva e Michel) e Leandro Oliveira foi um falso ponta-esquerda, sempre recuando para buscar a jogada pelo meio e proporcionar a ultrapassagem de Ricardinho. Pela direita, Gindre teve dificuldades com a marcação adversária. Igualmente o centroavante Gabriel Esteves, que foi buscar jogo fora da área.

Foi possível perceber a proposta de jogo do técnico Tuca Guimarães, sobretudo no início do jogo, de pressionar o setor do campo onde está a bola.  Apesar disso, houve buracos, como o que proporcionou a arrancada de Alisson, que quase fez 2 a 0 ainda na etapa inicial. A chegada à área adversária é mesmo com vários jogadores, mas a retranca do Mogi dificultou os arremates.

Poderia ser melhor, mas foi muito bom! Sobretudo por voltar a respirar a atmosfera alfrediana. Só duas coisinhas: o setor de cadeira para sócio-torcedor (centralizado) estava com muitos lugares vagos, enquanto quem comprou cadeira avulsa ficou mais para a beirada; a iluminação do Alfredão está fraca… Deve ser muito caro investir em lâmpadas desse porte, mas tomara que logo o orçamento permita. Elogio: o preço da água, motivo de reclamação do início de 2017, estava comportado!

O Noroeste venceu o Mogi Mirim jogando com Ferreira; Pacheco, Jean Pierre, Marcelinho e Ricardinho (Lucas Hipólito); Maicon Douglas, Alex Silva, Michel (Alex) e Leandro Oliveira; Gindre (Wellington) e Gabriel Esteves.

Foto: Bruno Freitas/Noroeste