Conteúdo da seção NBB

Em tempo: a vitória do Bauru Basket sobre o Tijuca

Larry: cada dia mais alienígena em quadra

O jogo foi sábado, todo mundo já leu nos jornais, repercutiu no Facebook, enfim, estou atrasado. Mas ainda vale falar sobre a vitória do Itabom/Bauru, depois de três insucessos – ainda mais porque tem cliques legais, logo mais abaixo.

Era para ter sido mais fácil. Encarei como passeio em família, fui com esposa e filha, comprei pipoca, relaxei depois da pilha de nervos que foi a derrota para o Flamengo… E não é que o Tijuca engrossou o jogo? Raçudo, o time carioca, compensando na luta as deficiências técnicas. E, também como bons cariocas, marrentos que só os componentes da comissão técnica, que responderam às provocações dos torcedores que estavam atrás do banco – inclusive o treinador Miguel Angelo da Luz, que mandou uma meia dúzia para a ponte que partiu.

Apesar do jogo difícil, da displiscência no segundo quarto, vale comemorar o bom jogo de Jeff, que andava mal. Foram 22 pontos e 9 rebotes. Larry ficou quase todo o tempo em quadra para, com duplo-duplo (20 pontos e 11 assistências) garantir a vitória por 87 a 81, concluindo lances decisivos, ainda mais depois de duas bolas perdidas seguidas de Thyago Aleo. Agora, dois desafios duríssimos fora de casa: Paulistano e Uberlândia. Tem que trazer pelo menos uma vitória na bagagem.

“Vínhamos de três derrotas, algumas inesperadas e a vitória foi importante. Tijuca vem crescendo no campeonato, chegaram bons jogadores, o Rodrigo Bahia está bem. Não é um time bobo, é perigoso”, comentou o pivô ANDREZÃO, sobre a partida.

“A vitória era crucial, um jogo que não poderíamos perder. É um campeonato duro, temos que estar preparados para todos os adversários. Mas o jogador, inconscientemente, por ser um adversário teoricamente fácil… Tenho que fazer um trabalho para passar a importância do jogo. Acabamos ganhando, mas pode haver um dia com derrota e complicar tudo”, disse GUERRINHA sobre a habitual relaxada do time contra times mais fracos.

“Todas as vezes que perdemos o terceiro quarto, havíamos terminado muito bem o primeiro tempo. É normal o outro time vir do vestiário com um ‘é agora ou acabou!’. E nós voltamos com um ‘tudo bem’, que no basquete dura dois minutos. O contrário é melhor. É melhor terminar o primeiro tempo mal, porque volta mais ligado. Mas demos moral demais, fizemos Tijuca acreditar na vitória e corremos sério risco de perder”, ainda GUERRINHA, explicando a nova ‘síndrome’ do time, que agora vai mal no segundo quarto – antes era no terceiro.

“Bauru é muito forte, ainda mais com a torcida a favor, entramos mal no primeiro tempo, as conseguimos recuperar antes do intervalo. Voltamos com determinação, tentamos dar o máximo”, avaliou o armador GEGÊ, do Tijuca.

“É sempre bom voltar a Bauru. O pessoal daqui está fazendo um bom trabalho, a cidade está de parabéns”, elogiou o ala JEFFERSON SOBRAL, que disse ainda estar longe de sua forma ideal: “Falta muito ainda, joguei apenas cinco partidas, vai demorar um pouco para entrar em ritmo de jogo. Mas o que importa é que a equipe está melhorando e tem condições de se classificar“.

A seguir, fotos do confronto do último sábado (11/2):

Jeff aguarda, atento, arremesso de lance livre

Os guerreiros no ataque

O técnico campeão mundial Miguel Angelo da Luz: até ele respondeu às provocações dos torcedores

Larry e Jeff: eles comandaram a vitória bauruense

Gaúcho vai para a bandeja

A derrota do Bauru Basket para o Flamengo: análise e entrevistas

Larry teve outra atuação de outro planeta

Não vou me alongar muito em análises. Foi um jogão, intenso, nervoso, disputado e qualquer um poderia sair com a vitória. A palpitação, a emoção durante toda a partida até dificulta uma análise apurada, quarto a quarto. Mas é certo que se o Itabom/Bauru não tivesse cochilado no final do segundo quarto – quando levou 20 pontos seguidos -, a vitória seria uma realidade.

O problema é que o Flamengo foi constante no jogo, esteve inferior apenas no início dos períodos dois e três. Mas no final desses mesmos quartos reagiu. Contou com a inspiração dos irmãos Machado (Marcelinho 16 pontos e Duda 14 – sendo quatro bolas de três em cinco chutes) e principalmente com o pivô argentino Kammerichs, 18 pontos, 7 rebotes e 5 assitências (confira a entrevista  com o campeão olímpico mais abaixo).

Larry foi um monstro, com 30 pontos, 5 assitências e 11 faltas recebidas. Douglas, aniversariante do dia, começou mal, mas reagiu e fez até duplo-duplo (14 pontos, 12 rebotes). Fischer manteve sua boa média, com 17 pontos. Talvez se Jeff tivesse atuado melhor (apenas 6 pontos e 4 rebotes, números tímidos para a temporada que vem fazendo).

Sobre a atuação de Jeff, em resposta a questionando do repórter João Paulo Benini, do Jornada Esportiva, Guerrinha deixou nas entrelinhas que talvez (eu disse talvez…) o norte-americano esteja reagindo a um provável (eu disse provável…) atraso de pagamento. “A gente está vivendo um momento administrativo muito complicado. Ele é americano… Apesar de ser uma pessoa muito dócil, muito compreensiva, que veio para cá num voto de confiança, pois não tínhamos como pagar, cada um sente a situação de uma forma diferente. Não tem tido nenhum problema com a gente, os jogadores estão dando o seu máximo…”.

Enfim, foi a sexta derrota bauruense, a terceira seguida. Hora de reagir! A seguir, depoimentos riquíssimos de Guerrinha, Fischer e do simpaticíssimo Kammerichs – que tirou fotos, interagiu com fãs, afagou crianças. Um gentleman – que nem combina com o estilo marrento e arrogante dos rubro-negros – que, pra variar, motivaram certo tumulto no fim do jogo.

GUERRINHA

“A gente não pôde fazer o revezamento no final. Quando fizemos, os outros não tiveram a mesma qualidade dos titulares. O Douglas contribuiu para o time, o Larry desequilibrou como sempre, o Fischer, enquanto teve fôlego, jogou muito bem. O Gui, dentro do que se pode esperar dele, foi muito bem, marcou bem o Marcelinho. Isso faz parte, elenco, revezamento… Fizemos um jogo bom, lutamos, a torcida participou legal. Mas o Flamengo mereceu a vitória”, analisando a partida.

“O time está precisando do melhor de cada um. O Mosso jogou muito mal, ao contrário da partida anterior. O André contribuiu, mas ainda não está pronto para assumir a responsabilidade. O Alex não entrou mal, mas ele cansa rápido, pois tem um problema sério de garganta. Como o Jeff não foi bem, se tivéssemos um jogador que entrasse bem como o Mosso entrou lá em São José, poderia ter sido diferente. Tentamos com o Gaúcho o jogo inteiro, mas ele não produziu nada! Faz parte… Com tudo isso, perder de dois pontos do Flamengo… Como diz nosso amigo Jordan, não existe derrota bonita nem vitória feita. Mas foi uma derrota digna, lutando dentro de nossas limitações”, sobre o revezamento.

“Se jogarmos contra Tijuca como jogamos hoje, certamente sairemos com a vitória”, prognóstico para sábado.

“A gente tentou usar da psicologia, da nossa experiência. Eu pedi dois tempos no segundo quarto, troquei o time e levamos 18 a 0 [na verdade, foi 20]. No intervalo, tive mais tempo para trabalhar melhor, pensar no revezamento. Mesmo assim, chegou o final e o time cansou. A gente tem que chegar com o time como chegou no último quarto, mas era um adversário de categoria. Não é demérito perder para o Flamengo. Alguns mostraram qualidade, mas não tivemos reposição à altura e faz parte…”, explicando como a bronca no intervalo surtiu efeito até o time cansar.

“A Liga das Américas ser em casa já é uma vantagem. O Interligas será, provavelmente, oitenta por cento em Buenos Aires. Mas a viagem é tranquila até São Paulo, mais duas horas de voo até Buenos Aires. Melhor do que ir até Joinville, Brasília, Belo Horizonte, Vila Velha… Então, a sequência de jogos pode até cansar, mas vai nos dar uma bagagem que os outros times têm – aqui vimos jogadores do Flamengo que decidiram o Pré-Olímpico por Argentina e Brasil. E quase que pedi o Marcelinho e o Caio Torres emprestados, porque estavam descansando no banco e a gente precisando de jogadores…”, brincou sobre a sobra de talentos dos cariocas, após analisar a maratona que vem pela frente.

FISCHER

“É o tipo de jogo que foi perfeito, um ótimo clima para jogo de basquete, só faltou ganhar. Conseguimos conquistar esse espaço no basquete nacional, tanto que o Flamengo vem e a gente se sente na obrigação de ganhar. O Flamengo é uma baita equipe, sai um jogador e o do banco entra melhor, eles têm muitas opções. É difícil jogar contra um time assim. Foi lamentável porque tínhamos que resgatar a derrota para Joinville, que pra mim ficou muito marcada”, analisou o camisa 14.

“É um momento especial, em que temos que saber conciliar jogos fora de casa e longas viagens. Voltamos, já encaramos o Flamengo, agora vem Tijuca, jogo duro, depois tem confronto direto com o Paulistano… O desafio é grande, estamos sabendo responder a momentos adversos, recuperamos no terceiro quarto depois de perder o ritmo no segundo. Mas vamos seguir em frente, vamos planejar jogo a jogo”, comentando a maratona de jogos que já começou.

“Eles fizeram o papel deles de reclamar. A arbitragem agiu certo, teve uma postura boa”, minimizando a confusão no final, quando o auxiliar técnico do Flamengo e o armador Fred quase partiram para a briga.

KAMMERICHS

“As partidas nunca são iguais. Eu tenho que apoiar a equipe na defesa, o ataque não é minha prioridade. Estou anotando pontos, é verdade, não pensava em marcar tantos pontos quando cheguei, mas devido à generosidade dos companheiros, fui encontrando meu lugar e ajudei a equipe a ganhar a partida”, avaliou seu desempenho e a vitória.

“O ambiente é muito lindo, é um dos ginásios com melhor ambiente. A torcida perto e animando a equipe todo o tempo. Bauru é um grande time, é um dos mais importantes da competição e por isso a vitória valia muitíssimo para nós. Foi muito difícil”, elogiou os guerreiros dentro da quadra e nas arquibancadas.

Kammerichs fez a diferença no jogo - e ganhou a simpatia da galera depois dele

Imagens de Bauru 81 x 83 Flamengo

Antes do jogo: Marcelinho, concentradíssimo como sempre, e...

... Jeff Agba em sua curiosa e costumeira pose de mão no peito durante o hino BRASILEIRO!

Bola para o alto: muita emoção a partir dali

Breve reunião rubro-negra no cronômetro parado: concentração durante todo o jogo

 

Bauru Basket vive momento mais complicado na temporada

Dedé (em lance contra Douglas) foi um dos destaques dos joseenses

Em menos de três dias, o Itabom/Bauru deixou a condição de potencial líder para quinto colocado. Perdeu um jogo que não estava nas contas (para Joinville) e outro – este sim, previsto – para São José. Pilar está novamente lesionado, Jeff Agba pode pegar um gancho pela exclusão na quinta-feira e jogadores importantes do revezamento, como Gaúcho e Gui, não têm mantido a regularidade. Entre os titulares, Douglas e Fischer também alternam partidas brilhantes com outras discretas. Só Larry e Jeff têm sido regularmente decisivos.

Ainda bem que de vez em quando há surpresas: na derrota e ontem (4/2) para São José, o pivô Mosso anotou 16 pontos. Ele que estava praticamente encostado, que fora preterido (com Alex Passilongo) nas viagens para conter despesas de hotel e alimentação, que andava bronqueado. Tomara que essa reação não seja um lampejo.

Ao repórter Chico José, do Jornada Esportiva, Guerrinha comentou a atuação de Mosso: “Lógico que passo a olhar o Mosso com outros olhos. Não tenho nada pessoal contra nenhum jogador, o relacionamento é bom. Ele não vinha jogando bem, não estava treinando bem. Teve várias chances e não aproveitou. Hoje aproveitou. Se continuar mantendo o nível, vai ganhando a credibilidade com o treinador, que sempre está pensando o melhor para o time.”

O treinador também comentou o momento difícil dos guerreiros: “Agora é o momento de administrar os problemas, voltar para casa e ver se o time se comporta melhor. Se a gente quiser se manter no grupo da frente, entre os seis primeiros, temos que vencer em casa”, decretou, sobre os confrontos contra Flamengo e Tijuca, no ginásio da Luso.

Nota-se que Guerrinha está com um discurso mais calmo, conciliador. Em outros tempos, já estaria esbravejando sobre a falta de grana do time e a lentidão da Semel. Mas ele reconhece o enorme esforço da diretoria para manter a casa em ordem, assim como sabe que, agora, depende de um bom relacionamento com o poder público para usar a Panela de Pressão. Mesmo assim, lembrou na entrevista ao Jornada que não foi por falta de aviso que a Panela atrasou a reforma – ele, vigilante, esteve lá várias vezes.

O certo é que o Bauru Basket vive o momento mais complicado da temporada, com uma tabela difícil pela frente na reta final do returno do NBB, além do desafio da Liga das Américas, mais à frente o Interligas… O time vai depender muito da parte física e sobretudo da emocional. E mais uma vez lutar contra o estigma de que ainda não tem bagagem para momentos decisivos.

Itabom/Bauru perde jogo-chave em Joinville

É como diz meu amigo Tanaka: vai fazer falta. A derrota do Bauru Basket para o Joinville, mesmo fora de casa (79 a 75), não estava nos planos. Agora, para reorganizar a balança, os guerreiros têm que buscar uma vitória fora contra um adversário mais forte – que tal já contra São José, no sábado?

Pior do que comprometer a busca pelo G-4 ao fim da fase de classificação, o time perdeu a oportunidade de dormir na liderança do NBB 4.  Pior ainda foi a exclusão de Jeff Agba, que se desentendeu com Shilton e está fora do próximo confronto – e corre risco de levar gancho maior, quando for julgado. O desfalque obriga Guerrinha a convocar os pivôs Alex Passilongo e Mosso, que estavam ausentes das partidas longe de Bauru para o time poder conter despesas.

Eu já havia comentado isso no post sobre a viagem a Joinville, que o corte de gastos inclui diárias de hotel. A situação financeira do Bauru Basket está bem complicada e Guerrinha confirmou isso ao microfone do Jornada Esportiva, após a derrota. Disse que tem assumido despesas com cartão de crédito pessoal, que alguns repasses financeiros de patrocínio – não citou qual(is) parceiro(s) – não estão chegando. Coincidência ou não, o perrengue aumentou depois que Pedro Poli (dono da Itabom) se afastou da presidência da Associação Bauru Basketball Team. Guerrinha fez questão de salientar o esforço e a dedicação de Joaquim Figueiredo (atual presidente) e Vitinho Jacob (diretor) para manter o time nos trilhos.

Sobre o jogo, o treinador, mais uma vez, reafirmou a tese de que o time ainda não alcançou o nível de potência, de favorito, de equipe de ponta do NBB. Reclamou da atitude de Jeff, da má partida de Pilar, das falhas de marcação, da falta de energia em quadra. Pelo discurso repetitivo, a  impressão é a de que os guerreiros não irão amadurecer nunca, segundo o treinador – porque elesempre salienta que ensina, conversa, mostra o caminho e eles não mantêm o foco, relaxam em momentos-chave.

Que a Liga das Américas e o Interligas sirvam para calejar os jogadores, porque os playoffs do NBB serão o bicho. Mas dragão não pode ter medo de nada.

Jeff marca André Goes, destaque do jogo: exclusão do norte-americano complica sequência do time

Bauru Basket, descontraído, de olho na liderança

Segue mais um post republicando resultado de uma recente – e bacana – iniciativa da assessoria de comunicação do Itabom/Bauru: disponibilizar vídeos mostrando bastidores do time. No primeiro (dois posts abaixo), o técnico Guerrinha avalia a agenda do semestre, sobretudo do segundo turno do NBB4. Agora, é a vez do armador Thyago Aleo entrevistar o colega Pilar de forma bem descontraída:

Os guerreiros encaram Joinville nesta quinta, fora de casa, em busca da liderança da competição. No primeiro turno, em Bauru, venceu com folga: 85 a 70.

“Estamos preocupados com este jogo. É uma equipe que conta com um trabalho muito sério liderado pelo Neto e melhorou muito após este primeiro turno. Eles têm dois estrangeiros com qualidade e o Tiagão que não jogaram no primeiro turno em Bauru, então temos que tomar muito cuidado. Porém, nossa grande virtude  é conhecermos nossas limitações e nossas qualidades, por isso esperamos fazer um bom jogo e sair com a vitória que será muito importante para a seqüência do campeonato”, avisou Guerrinha, via assessoria.

O interessante é que o material de imprensa, até para escancarar a difícil situação financeira do Bauru Basket, fala com todas as letras que Mosso e Alex Passilongo não viajaram com o time para economizar dinheiro – o que já havia acontecido na viagem para o Espírito Santo (viagem de avião). Neste caso, a economia é com hotel, pois os guerreiros enfrentaram a estrada mesmo.

Bauru Basket: Guerrinha analisa calendário do semestre

No último final de semana, a assessoria de comunicação do Itabom/Bauru divulgou vídeo em que o treinador Guerrinha comenta a tabela de compromissos do time nesse semestre. Iniciativa bem bacana. No fim de 2011, fui a um treino e Guerrinha me mostrou esse quadro, a meta de 11-3 para o primeiro turno (alcançada!) e a dificuldade que será a segunda metade do NBB4 – o técnico conta com até seis derrotas no returno. Vale a pena conferir:

Bauru Basket: balanço do primeiro turno do NBB4

Números mostram que Itabom melhorou na defesa

É o que Guerrinha sempre diz: seus comandados se superam a cada jogo, com disciplina tática e garra na defesa, para manter o Bauru Basket, de modesto orçamento, entre os melhores do Novo Basquete Brasil. O time está mais entrosado e Larry Taylor já não brilha sozinho: a terceira colocação ao final do primeiro turno tem muito, muito mesmo, da fase fantástica de Jeff Agba, do chute calibrado de Fischer, de noites inspiradas de Douglas e da entrega de Pilar. Sem contar a força de Gui e dos importantes minutos em quadra dos demais jogadores para o revezamento, sobretudo Aleo, Gaúcho e Andrezão. Luquinha perdeu espaço, mas mostrou seu valor na LDO. Já Mosso e Alex Passilongo, hoje, são mais úteis em treinamentos do que nas partidas, o que também tem seu mérito. E Nathan foi só um sonho.

A seguir, números do Itabom/Bauru (com os destaques individuais) na primeira metade do campeonato nacional, confrontados com os de toda a fase de classificação do NBB3. Perceba que o time evoluiu na defesa, mas caiu no aproveitamento de arremessos e pontua menos – melhorou um pouquinhos nos lances livres, mas continua mal.

PONTOS
6º melhor ataque: 85,6 pontos marcados por jogo (Flamengo lidera: 91,5)
no NBB3: 4º (86,4)

2ª melhor defesa: 75,9 pontos sofridos em média (Flamengo lidera: 71,9)
no NBB3: 3º (77,8)

CHUTES DE 3
9º aproveitamento: 36% de chutes certos (Flamengo lidera: 44,1)
no NBB3: 1º (39,7%)

CHUTES DE 2
6º aproveitamento: 54,5% de acerto (Flamengo lidera: 61,6)
no NBB3: 6º (55,2%)

LANCES LIVRES
9º aproveitamento: 78,3% convertidos (São José lidera: 86,6)
no NBB3: 13º (72,1%)

ASSISTÊNCIAS
4º em passes decisivos: 14,8 por jogo (São José lidera: 19,5)
no NBB3: 5º (14,9)

REBOTES
1º no quesito! 34,5 por partida (São José em 2º: 33,5)
no NBB3: 2º (32,9)

BOLAS RECUPERADAS
3º em roubadas: 8,2 por jogo (Pinheiros lidera: 9,2)
no NBB3: 10º (6,8)

ERROS
4º que menos erra: 9,6 violações em média (Uberlândia erra menos: 8,9)
no NBB3: 1º (8)

FALTAS COMETIDAS
3º que menos para o jogo: 18,7 faltas por partida (Flamengo bate menos: 17,3; Paulistano bate mais: 23,8)
no NBB3: 3º (18,6)

FALTAS RECEBIDAS
12º que mais recebe infrações: 18,1 por jogo (Liga Sorocabana apanha menos: 21,9)
no NBB3: 10º (18,6)

Destaques individuais

LARRY TAYLOR
3º mais eficiente: 14,6 (Murilo, de São José, lidera: 18,1)
2º em assistências: 7,5 passes decisivos por jogo (Fúlvio, de São José, lidera)
1º em roubadas de bola: 2,3 por partida
3º em minutos em quadra: 34,9 por jogo (Robby Collum, de Uberlândia, joga mais: 35,9)

JEFF AGBA
4º mais eficiente: 14,6
11º cestinha: 16,4 pontos de média (Sowell, de Franca, lidera: 21)
2º reboteiro: 9,4 por partida (Murilo, de São José, lidera: 9,7)
7º em enterradas: 10 no total (Cipolini, de Uberlândia, lidera: 28)
1º em chutes de 2 pontos! 89 bolas convertidas no acumulado

FISCHER
5º cestinha: 18,6 pontos por jogo
1º em chutes de 3! 43 bolas convertidas no total

DOUGLAS NUNES
2º em tocos: 16 no total (Murilo, de São José, lidera: 21)
8º em minutos em quadra: 33,1

PILAR
8º reboteiro: 6,6 por jogo

Para finalizar, vale a pena ler o texto de Guilherme Tadeu, do Basketeria, questionando-se porque não conseguer ver Bauru como um dos favoritos ao título do NBB4. Com bons argumentos, ele acaba por reforçar o que Guerrinha fala há anos: falta personalidade na reta final, nos momentos decisivos.

 

Bauru Basket se despede do ginásio da Luso com vitória tranquila

Foi um jogo bem esquisito, é verdade. Apagão no início do primeiro quarto, cesta contra – isso mesmo, Pilar se confundiu com um lado e anotou dois pontos para a Liga Sorocabana! -, e, como de costume quando os guerreiros enfrentam um time fraco, a partida vira pelada em alguns momentos. Foi um tal de bola pipocando na mão dos jogadores, erros bisonhos de passes, faltas um pouco mais imprudentes – pode, Arnaldo? – do que o habitual. De qualquer forma, ficou marcada como a última partida do Bauru Basket no ginásio da Associação Luso Brasileira, com direito a discurso emocionado do presidente Joaquim Figueiredo, em agradecimento – seguido da simpatia do Seo Zé, convocando a torcida a migrar para a Panela de Pressão.

Bauru venceu por 104 a 59 e fechou o primeiro turno em terceiro, com 11 vitórias e três derrotas. Classificado para o Interligas pela primeira vez.

Durante a transmissão da partida, o Jornada Esportiva ouviu profissionais da Recoma (empresa responsável pelas reformas de teto e piso), que garantiram a quadra da Panela entregue antes do dia 9 de fevereiro – data do jogo contra o Flamengo. Está nas mãos da Semel, então, a responsabilidade de deixar o palco apto para essa grande festa. Questionado pelo repórter João Paulo Benini sobre o prejuízo técnico de enfrentar o Rubro-Negro em um piso desconhecido, após pouco tempo de treinamento na nova arena, Guerrinha viu coerência na preocupação de JP, mas disse que é preciso pensar no projeto neste momento, pois considera ser importante dar esse passo adiante, ainda mais com a grandeza do adversário.

Fischer foi o cestinha do jogo com 29 pontos (e 9 rebotes, quase um inédito duplo-duplo!). “Acho que ele nunca fez isso na vida. Nem com a mãe dele fazendo o scout!”, brincou Guerrinha.

O Gatilho de Ouro ainda teve a honra de fazer a última cesta do ginásio, que em breve deverá ir ao chão. “Foi emocionante. Minhas melhores lembranças do basquete estão aqui dentro desse ginásio. É uma pena. A torcida fica muito próxima, conheço muitos torcedores por nome, somos convidados para os aniversários dos filhos. Mas, pelo menos a última bola foi de três, tinha que ser, vai ficar pra sempre…”, disse o camisa 14.

Sobre a Panela, ele espera contar com mais gente apoiando o time – e conhece a pressão de lá. “Já joguei muitas vezes lá, na época da Hebraica. Contra o Tilibra era dureza, a gente jogava, jogava e olhava para o placar… 20 pontos atrás. É um ginásio intimidador, a torcida de Bauru sempre acompanha. Vai ser um grande momento do basquete da cidade, espero que seja mais um degrau que possamos subir, com mais torcida, mais bilheteria. Muita coisa vai acrescentar”, comentou.

Perguntei ainda a Fischer sobre o nível da partida, do adversário, sobre como o time conduziu a vitória tranquila. “Por ser estreante no NBB, Sorocaba está fazendo uma ótima campanha, já venceram equipes grandes. Mas não deixamos eles jogarem, não permitimos que desenvolvessem tudo o que podem. Mas é claro que, com a folga no placar, tentamos alguma jogada diferente, que numa situação normal não tentaríamos”, concluiu.

Outros destaques no scout de Bauru: Larry “discreto” (7 pontos, 9 assistências e 4 roubadas), Thyago Aleo (11 pontos e 6 assistências) e mais um duplo-duplo de Jeff Agba (16 pontos e 10 rebotes). A seguir, algumas fotos do confronto e, mais abaixo, a habitual entrevista com o técnico Guerrinha.

Douglas Nunes em lance livre: 14 pontos no jogo (3/4 em chutes de três)

Aleo marca o arisco norte-americano Dawkins, que se desdobrou em quadra (18 pontos em 41 tentados)

Jeff Agba no rebote: ele está numa temporada inspiradíssima e já caiu as graças da imprensa especializada Brasil afora

Já o Jeff deles, Trepagnier (que já jogou no Denver Nuggets, na NBA), anotou 18 pontos (metade em chutes de três) e tomou um toco fantástico de Andrezão

Casa cheia: torcida lota uma partida que, normalmente, seria de menor interesse, para se despedir da Luso

ENTREVISTA COM GUERRINHA

A cesta contra de Pilar (pergunta de um colega do Jornal da Cidade)
“Do Pilar você pode esperar tudo! Já entramos num jogo, uma vez, com quatro em quadra e o Pilar no banco… Ele é desligado, mas a intensidade e a vibração dele na quadra contagia.”

Bauru teve duas derrotas lamentadas, daquelas que poderia ter ganho (Uberlândia e Brasília). Se vencesse, seria o líder com folga. Isto é: Bauru é um time forte que pode sonhar com o título do NBB?
“Existe temporada regular e playoff. Temos uma equipe muito coesa, que trabalha passo a passo, com foco, que mantém a concentração. Algumas equipes não têm esse trabalho, apesar do potencial. Quando chega o playoff, as equipes com jogadores de categoria, vêm com a mesma concentração que a nossa e têm mais experiência. Não vou ficar aqui rezando a cartilha, mas isso faz a diferença. A gente espera que a cada campeonato possamos dar um passo à frente, melhorar. Fico muito feliz de ver que o Fischer, que quando chegou aqui só tinha arremesso, hoje marca, dribla, dá assistência. Dá alegria ver o Gui, que foi dispensado de Garça porque errou uma bandeja, hoje é uma realidade, que com certeza, se continuar com a mesma humildade e trabalho, pode ser convocado para a Seleção Brasileira no futuro. O Jeff é um bom jogador, mas demos uma ‘repaginada’ nele para jogar no basquete brasileiro. Todos que vêm pra cá crescem. Quem não cresce, a gente libera e traz outro.”

Quimsa, da Argentina, Leones, do Chile, e Brasília. Que análise faz do grupo bauruense na Liga das Américas?
“Nesse nível, não tem muita escolha. Nossa vantagem é jogar em casa. Temos condições de classificar para a segunda fase e ficar entre as oito melhores equipes da América, mesmo com uma equipe que nunca disputou um campeonato desses. Mas estaremos com casa lotada, com vibração. E o time está bem treinado, você sente que está sobrando fisicamente, tecnicamente, taticamente. Dá gosto de ver. Parece o meu Santos jogando!” 

Confira os jogos do Itabom/Bauru na primeira fase da Liga das Américas

A FIBA Américas confirmou 14 dos 16 participantes da Liga das Américas 2012. Pendentes, dois times que integrarão o grupo B (o campeão da Liga Sul-Americana e mais uma equipe indicada pela entidade, que está tapando buracos das desistências de clubes uruguaios). Também está pronta a tabela da fase inicial da competição (sem confirmar as sedes). Os jogos do Itabom/Bauru, supostamente em Bauru, serão de 16 a 18 de março. Supostamente porque está nas mãos da Prefeitura deixar a Panela no jeito e também viabilizar financeiramente a organização do evento – lembrando que será televisionado pela Fox Sports e trará gente e dinheiro para o turismo local. E a tabela já contempla o Bauru Basket no jogo principal, o de fundo, nas três rodadas. Estão no grupo D, dos guerreiros, Brasília, Leones de Quilpué (Chile) e Quimsa (Argentina). Confira os jogos!

GRUPO D
Rodada 1 • 16 de março

18h • Quimsa (ARG) x Brasília
20h • BAURU x Leones (CHI)
Rodada 2
16h • Leones (CHI) x Quimsa (ARG)
20h • Brasília x BAURU
Rodada 3
17h30 • Leones (CHI) x Brasília
20h • BAURU x Quimsa (ARG)
* A FIBA Américas não especifica qual o fuso dos horários informados.

Demais grupos da Liga das Américas 2012:

GRUPO A (24 a 26 de fevereiro): Vivo/Franca • Union de Formoza (Argentina) • Fuerza Regia (México) • Pioneiros de Quintana (México)

GRUPO B (2 a 4 de março): Regatas Corrientes (Argentina) • Bucaneros de La Guaira (Venezuela) • (campeão da Liga Sul-Americana) • (indicação FIBA Américas)

GRUPO C (9 a 11 de março): Cia. Do Terno/Romaço/Joinville • Cocodrilos (Venezuela) • Capitanes de Arecibo (Porto Rico) • Leones de Santo Domingo (Rep. Dominicana)