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Perguntas intrigantes sobre o esporte de Bauru

• O ginásio Panela de Pressão estará mesmo pronto para a partida entre Itabom/Bauru e Flamengo, no dia 9?
(Temo que o discurso emocionando do presidente Joaquim Figueiredo tenha sido mais um dos muitos micos que a novela da Panela proporcionou nos últimos anos, graças à lentidão do poder público. Torço muito para que a correria final da reforma contemple essa data)

• O que falta o Bauru Basket fazer para convencer o empresariado a apostar mais dinheiro nesse time que só não faz chover com um orçamento tão modesto?
(Já nem me refiro ao empresariado local, pois a diretoria já fez milagre com o que arrecadou. Será preciso chamar a atenção de grana forte de fora e a boa campanha no NBB4 e a participação em dois torneios internacionais podem dar essa visibilidade)

• A moderna pista de atletismo para os Jogos Abertos do Interior vai ficar só no papel?
(Aliás, ninguém viu inclusive no papel… E por mais válida que seja a cautela de evitar alagamentos no Edmundo Coube, mudando para o Milagrão, o certo é que o atletismo, grande atração de eventos poliesportivos, ficará em um cenário secundário…)

• Haverá eleição para a presidência do Noroeste agora em fevereiro? Quando é que a diretoria vai se pronunciar? E o Conselho Deliberativo, abandonará a inércia?
(Tudo indica que segue Damião, ou melhor, seus filhos, neto e Beto Souza em nome dele… Mas que isso fique claro desde já! E o Conselho segue hibernando, sem força política, sem pulsação)

Chutão 2012: faça suas apostas!

A brincadeira começou como um bolão na empresa, para ver quem acertava mais resultados nos principais eventos esportivos do ano. Uma graninha simbólica para estimular e pronto: o chutão virou tradição. Agora, ganhou a rede. Não há premiação, mas é diversão garantida. Trabalho caprichado dos amigos Thompson e Paulão.

Acesse o CHUTÃO 2012, cadastre-se e mostre se você é fera em palpite.

de volta dia 9

A virada de ano não foi de dias fáceis. Por isso o sumiço. Fico devendo as coberturas dos jogaços do Itabom/Bauru contra Paulistano e Pinheiros.

O Canhota 10 volta com tudo na segunda, dia 9, de olho nos guerreiros do basquete e no Norusca, na Série A-2.

Obrigado e até lá.

Noroeste e Bauru Bkt ajudam instituição. Participe!

Lar Escola Rafael Maurício precisa de ajuda para continuar ajudando deficientes

Passando por séria crise financeira, o Lar Escola Rafael Maurício, que abriga crianças, jovens e adultos (do sexo masculino) com deficiência mental, pediu ajuda. E foi prontamente atendido pelas duas instituições que mais representam Bauru Brasil afora: o Noroeste e o Bauru Basket. Nesta sexta (18/3) e sábado, as partidas dos dois times irão gerar donativos para a entidade.

Na partida do Bauru Basket contra Assis, pelo NBB, no ginásio da Luso (sexta, 20h), a torcida pode colaborar levando artigos de limpeza em geral – uma necessidade relatada pelo próprio Lar. No domingo (20/3), às 9h30, toda a equipe do Itabom/Bauru (membros da administração, comissão técnica e atletas) e voluntários irão visitar o local para entregar os donativos. Quem quiser fazer parte da visita deve entrar em contato pelo e-mail projetos@baurubkt.com.br ou pelo telefone (14) 3214-4818.

A ação do Itabom/Bauru Basket é parte do projeto “Guerreiros do Bem.

Noroeste baixa preço do ingresso

Além da promoção de que trocar o canhoto do ingresso da partida contra o Palmeiras por um do duelo com a Ponte Preta (junto de cupom do Jornal da Cidade), o Noroeste criou nova promoção para a partida decisiva deste sábado (19/3), às 16h – para ajudar o Lar Escola Rafael Maurício.

Na compra de um vale-ingresso (R$ 2) na bilheteria do Alfredão (das 9h às 11h e das 14h às 17h, até o dia do jogo), o torcedor poderá comprar a entrada por R$ 20 (ou meia por R$ 10), menor valor praticado pelo clube até o momento no Paulistão 2010. A carga de ingressos destinada para essa ação beneficente é de R$ 4.500. É o montante arrecadado na venda de vale-ingressos que será destinado ao Lar Escola.

Duas elogiáveis ações dos times baurenses.

Ticket-ingresso do Noroeste: boa oportunidade de ajudar o time contra a degola

Entrevista de Batata ao Jornada

Nessa terça-feira (1/3), o secretário de esportes e lazer de Bauru, Batata, esteve no programa Por Dentro do Esporte (diariamente, a partir das 20h30, aqui), da web rádio Jornada Esportiva, respondendo aos questionamentos dos colegas Rafael Antonio e Thiago Navarro e de seus internautas – sempre muito participativos.

Peguei o bonde andando e as perguntas que queria fazer já haviam sido respondidas. Solícito, o Rafa me contou detalhes do papo, que rendeu bastante. Resta-me abrir aspas e reproduzir as impressões do colega, repercutindo a entrevista do secretário.

CEDESP (complexo esportivo para abrigar os Jogos Abertos 2012)
“Existe o projeto da pista de atletismo no Edmundo Coube e das piscinas na região do Jardim Europa, onde o Baroninho chegou a construir alguns campos de futebol. Quanto ao ginásio, senti do secretário e do diretor de esportes [Roger Barude] que a Panela de Pressão será mesmo o grande palco de eventos nos Jogos Abertos.”

SUB-SEDE DA COPA 2014
“Questionei sobre o otimismo que ele demonstrou dia desses entrevistado na TV Tem. Apesar de eu não partilhar este otimismo dele, o Batata quis me convencer que o fato de Bauru possuir um aeroporto coloca a cidade como uma das favoritas. Aí, o questionei: ‘Mas precisamos terminar de verdade o nosso aeroporto’. Ele me respondeu que isso será feito. Não me convenceu muito, mas ele está na dele. Aí já é um ponto de vista meu: estamos muito atrás de outros candidatos.
Sobre os próximos passos, ele explicou que na verdade, o que tem que se fazer é atender os pré-requisitos do caderno de encargos da FIFA, que exige uma boa rede hoteleira e um estádio que atenda algumas exigências, como banheiras nos vestiários e melhores acomodações para a imprensa.”
• A exemplo do Rafa, também não compartilho desse otimismo todo…

BOAS PERSPECTIVAS
“Dois assuntos discutidos na entrevista me chamaram a atenção especialmente. O primeiro deles é que a possibilidade do Max implantar o vôlei masculino de alto rendimento em Bauru está muito próxima, principalmente depois da parceria com a Panela. Outro tema relevante é de que Bauru pode se tornar polo de desenvolvimento do basquete feminino, numa parceria entre a SEMEL e a Confederação Brasileira de Basquete. A princípio a parceria seria efetuada apenas nas categorias de base.”

Da parte que ouvi, achei engraçado Batata falar em ‘soltar foguete’ no dia da assinatura do contrato de locação. Realmente, será um alívio. Agradeço ao Rafa pelo e-mail e parabenizo pela iniciativa. Aliás, não me canso de repetir: ele sempre leva a bandeira de Bauru onde o esporte da cidade estiver.

Foto na homepage: Arquivo/Agência Bom Dia

26º encontro da Portuguesinha

Ex-jogadores, ex-dirigentes e simpatizantes do clube que fez história no Amador de Bauru se reúnem dia 27/11

Não é qualquer comunidade que se reúne 26 vezes. Louve-se, portanto, todo o envolvimento de pessoas ligadas à Portuguesinha, time que encantou amantes do futebol, em Bauru, no século passado.

Pois esse novo encontro ocorrerá dia 27 de novembro, sábado, no clube de campo da Luso, a partir das 9h30. A adesão é de R$ 15 (bebidas a parte). Quem for jogar (início da partida às 10h), deve ir de calções e meias brancas. Mais informações com Sarará (fones 3223-7014 e 3879-5016; e-mail sarara11@uol.com.br) e Maurinho (3227-8515).

Haverá duas homenagens: para Cleuto Cordeiro, homem dos bastidores, bastante dedicado à realização dos encontros; e José Carlos Coelho, o ex-meia Zé Carlos, um dos maiores jogadores da história do Noroeste e com passagem pela Portuguesinha após encerrar sua carreira profissional.

A Portuguesinha nasceu nos anos 1960, unindo garotos que brincavam de bola nas ruas de Bauru. Fixou-se no Jardim Estoril, em campo de terra, e adotou o futebol-arte como estilo de jogo, comandados pelo técnico Nêne. Vários de seus jogadores seguiram carreira profissional em grandes clubes. A morte de Nêne, na década seguinte, foi o estopim para o fim da romântica equipe, que não sobreviveria à semiprofissionalização do Amador de Bauru. Quem conta essa história com riqueza é João Batista Campagnani Ferreira, em seu livro Portuguesinha – Um Futebol Diferente.

Em pé: Gandola, Chiquinho, Carlinhos Menezes, Volnei, Negão e Maurinho Chuchu. Agachados: Zé Carlos Tentor, Paulo Sérgio Simonetti, Carlinhos Turco, Zequinha e Toninho Tatu.

Entre os engajados na festa, de quem recebi caprichado release, está Paulo Sérgio Simonetti. Na foto acima, é o segundo agachado, da esquerda para a direita. Admiro muito o Paulo, gente boa e grande comunicador. Tive o privilégio de trabalhar com ele, quando editava a 94FM Revista – ótimas reuniões de pauta. Certa vez, o Paulo me mostrou áudios de gols do Noroeste narrados por ele. De arrepiar.

Bauru, sede dos Jogos Abertos de 2012

Delegação bauruense no evento da escolha: desafio pela frente. Foto de Fábio Oliveira/Photo&Grafia

Deu certo. Mesmo depois de perder o prazo de inscrição no meio do ano. Veio a segunda chance, força política nos bastidores, situação e oposição lutando pelo bem da cidade e pronto: Bauru sediará os Jogos Abertos do Interior 2012.

A escolha foi facilitada pela refugada dos concorrentes. A candidatura conjunta de Cerquilho, Boituva e Tietê teve sua carta de desistência lida minutos antes de o prefeito Rodrigo Agostinho apresentar os argumentos de Bauru – coração de São Paulo, rede hoteleira, universidades, etc.

Se faltava algum motivo – como se o Bauru Basket não fosse suficiente – para haver um ginásio poliesportivo na cidade, não falta mais. Hora de correr contra o tempo. Desde que não se esqueçam de reativar a Panela de Pressão, necessidade crucial para a permanência de Guerrinha e cia.

Além do prefeito, formaram a ‘tropa de choque’ da candidatura bauruense a vice-prefeita Estela almagro, o vereador Marcelo Borges (PSDB), Ricardo Oliveira (secretário das administrações regionais), o ex-vereador Faria Neto e Batata (secretário de esporte e lazer).

O prefeito Rodrigo Agostinho disse ao jornal Bom Dia que serão investidos R$ 5 milhões. “Uma das prioridades é trabalhar pela pista oficial de atletismo”, destacou, lembrando ainda que essa vitória poderá ajudar a cidade a ser subsede da Copa do Mundo de 2014.

Sediar os Jogos Abertos, mesmo que hoje seja uma competição esvaziada dos grandes destaques do esporte brasileiro, é mais uma prova da fase promissora de Bauru, que atrai investidores e vive verdadeira euforia na construção civil. E que seja a oportunidade de equipar a cidade para não apenas revelar talentos esportivos, mas, principalmente, oferecer lazer e cidadania.

E que se louve a aproximação do prefeito com o opositor Marcelo Borges, mesmo que momentânea. E mesmo sabendo que será argumento de Borges na corrida eleitoral e os Jogos Abertos serão palanque. Por ora, valeu pelo bem da cidade, que está acima de legendas.

Entregada de Massa liberta Barrichello

Antes do GP da Áustria de 2002, quando abriu passagem ao companheiro Michael Schumacher na reta final, Rubens Barrichello já era piada nacional. Culpa da idolatria órfã de Ayrton Senna, que o piloto ingenuamente comprou e a TV Globo bancou – como se pudesse ganhar corridas com do nível de Jordan ou Stewart. Veio a Ferrari, a esperança de um novo título brasileiro na Fórmula 1 seria real, não fosse Schumacher o companheiro de Rubinho. O torcedor brasileiro até hoje não entende que o atual piloto da Williams é apenas um bom profissional, muito bom, aliás. Poderia ter sido campeão do mundo ano passado, mas os problemas com os freios na primeira metade da temporada o impediram de acompanhar o ótimo ritmo do colega Jenson Button – na segunda parte do campeonato, colocou o britânico no bolso. Enfim, eu gastaria outras tantas linhas para defender Rubinho, mas sei que prego no deserto. A maioria prefere a piada barata do pé-de-chinelo, o pessimismo infundado.

Por que, então, essa introdução para falar do episódio deste domingo (25/7), envolvendo a Ferrari? Porque a partir de hoje Rubinho está livre do rótulo de perdedor, banana ou o adjetivo que desejar. Felipe Massa seguiu como cordeirinho o recado da equipe e, assim como Barrichello, fez uma manobra para deixar clara a ordem: tirou o pé bruscamente para deixar o companheiro passar. A diferença é que ele terminou o fim de semana afirmando que permitiu a ultrapassagem porque quis e bateu no peito dizendo que não corre para ser segundo piloto. Conversa fiada. Estava de cara feia no pódio e, na coletiva oficial, ensaiou indignação ao responder “Acho que não preciso dizer nada…”. Mais calmo, enfiou o rabinho entre as pernas, mesmo pressionado pelos atônitos repórteres brasileiros, mais tarde. Rubinho, na mesma coletiva pós-GP em 2002, pelo menos soltou os cachorros, disse que era o vencedor moral. Patético idem, mas mostrou a bronca, sem esse papo de “fiz pelo bem da equipe”.

Massa Alonso Fórmula 1 GP Alemanha 2010 Ferrari

A dupla no pódio: o pior é que Alonso nem constrangido ficou, ao contrário de Schumacher em 2002

Depois de mais essa, fica difícil argumentar que a Fórmula 1 é um esporte, quando alguém contesta. Eu acho que é porque é preciso ter condicionamento físico de atleta profissional para suportar duas horas de GP; porque onde há competição e interesse público, há esporte. Mas, o que se viu na sequência de conversas via rádio não foi esporte, foi um teatro de quinta categoria. Alonso perguntar ao final “O que houve com Felipe, o câmbio?” foi de uma cara de pau… Aliás, o espanhol é especialista em episódios sombrios, como a espionagem envolvendo McLaren (sua equipe, à época) e Ferrari, em 2007, e o GP de Cingapura de 2008, quando Nelsinho bateu de propósito e o espanhol disse não saber de nada.

Se a cabeça de Felipe Massa vai pesar ou não no travesseiro, problema dele. Assim como Rubinho, está milionário exatamente porque a equipe, por quem ele fez o que fez, paga muito bem. Porque Fórmula 1, antes de ser esporte, é negócio. E por falar em grana, a Ferrari foi punida em multa de US$ 100 mil pela presepada e ainda será investigada pela FIA.