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Coluna da semana: Noroeste forte e o adeus da Luso

Foi um sábado de dúvida. Bauru Basket e Noroeste jogando quase no mesmo horário. Escolhi me despedir da Luso e perdi o jogão no Alfredão. Mas não me arrependi. Tem muito mais Alfredão pela frente e, de preferência, com Velicka no meio-campo. A seguir, texto publicado na edição de 5 de março de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

Velicka te dá asas!

Era o jogo-chave. O termômetro da capacidade do Noroeste nessa Série A-2. Receber o líder do campeonato – mesmo em má fase – e se impor no Alfredão foi a senha para o torcedor, definitivamente, acreditar no retorno à elite. O Alvirrubro está reconquistando sua torcida, jogando com garra e amor. Sim, o hino cabe aqui. Foi vitória máscula, de bater no peito e dizer que time grande no campeonato, de camisa (vermelha!) de peso, é o Norusca.

A torcida fez sua parte cantando sem parar debaixo de chuva, além de socorrer um dos seus que passou mal em jogo tão palpitante. Nicolas segue brilhante no gol, França não para de correr, Boka desencantou na hora certa. Mas esse jogo tem um protagonista.

Estivesse Nelson Rodrigues por aqui, não titubearia em eleger Velicka seu “personagem da semana”. Foi enorme a expectativa por sua escalação no meio-campo às vésperas do confronto. Cada vez mais apagado na improvisada lateral-esquerda, por 11 rodadas respeitou e atendeu ao pedido do treinador, foi disciplinado ao avançar pouco, deu carrinho, não reclamou. E por 11 rodadas acumulou o desejo de estar perto do gol. Na primeira oportunidade atuando onde sabe, dois gols na conta do canhotinho. E o Red Bull conheceu o verdadeiro potencial do Noroeste, com Velicka e Leandro Oliveira articulando juntos.

E tome dor de cabeça, das boas, para Amauri Knevitz, pois  Romarinho e Diego também têm condições de estar entre os titulares. A coluna já sugeriu experimentar Juninho na lateral-direita, já que ele tem velocidade e não pode sair, pois seu chute forte é um dos trunfos da equipe – e Everton Garroni pode resguardar suas investidas. Veja se fica bom assim: Nicolas; Juninho, Thiago Jr, Marcelinho e Alexandre; Garroni, França, Velicka e Leandro Oliveira; Romarinho e Diego.

É sabido que Knevitz gosta de ter um homem de área, foi assim também em 2010, com Zé Carlos. Mas o Norusca tem um passado recente glorioso com dois atacantes de velocidade, nos tempos de Paulo Comelli, como Leandrinho e Vandinho (em 2007), sempre com uma dupla de meias a servi-los – na ocasião, Bebê e Edno. De qualquer forma, opções de centroavante não faltam (Boka, Roberto e Nena) quando uma situação de jogo exigir essa referência.

Papo de basquete
A vitória tranquila no último sábado sobre Araraquara serviu para mostrar que o pivô Andrezão amadureceu. Alex Passilongo também teve oportunidade de ter mais minutos em quadra. Já Mosso, em mau momento, não entrou no jogo. “Assim como o Alex não entrou no jogo passado. Foi uma opção minha. Aqui não é amor e caridade, tem que entrar e jogar bem. Se André e Alex entraram bem, pra que tirá-los para pôr o Mosso? Que espere a vez dele, já teve sua chance. Todos tiveram sua chance, não poderão reclamar no final da temporada”, explicou Guerrinha, taxativo.

Tchau, Luso
Agora foi. O Bauru Basket se despediu do ginásio da Luso, a maior casa de espetáculos da cidade nos últimos anos. Os shows de Larry Taylor continuarão a partir de agora na Panela de Pressão. Que a Semel entenda a importância desse time e não crie empecilhos para o trabalho dos guerreiros. Por enquanto, tudo certo: o presidente Joaquim Figueiredo tem a chave do local e livre acesso. As cadeiras cativas, inclusive, estão sendo comercializadas. Para os três dias da Liga das Américas, o valor é de R$ 90 – arquibancada a R$ 60.

Estrelas bauruenses
Para o evento Jogo das Estrelas do próximo final de semana, Bauru está muito bem representado. Guerrinha será o treinador do time NBB Brasil, Larry e Jeff, titulares do NBB Mundo. Fischer está calibradíssimo para buscar o tricampeonato do desafio de três pontos – postou vídeo no Facebook em que acertou 38 arremessos seguidos! E Gui foi escolhido para concorrer nas enterradas. Antes da festa, o Itabom/Bauru tem partida importantíssima contra Franca, lá no Pedrocão.

Atualizado: Larry Taylor irá participar do Desafio de Habilidades.

Coluna da semana: mexe-se em time que não ganha

O final de semana foi offline pra mim – envolvido com o aniversário da minha filha, portanto, não há nada mais importante – e o blog ficou desatualizado de análises do empate noroestino e da derrota do Itabom/Bauru. A coluna, entretanto, não pode faltar e tento nela entender e discutir o atual momento dos dois times. A seguir, texto publicado na edição de 27 de fevereiro de 2012 no jornal BOM DIA Bauru.

Hora de mudar o time

Era uma vez o aproveitamento máximo do Noroeste jogando em casa. E logo depois de sofrer uma goleada fora de casa (para o Audax).Crise? Ainda não. Mas as primeiras vaias no Alfredão são o sintoma de que a escalação ideal já não é aquela que iniciou a disputa da Série A-2. Não se mexe em time que esta ganhando, certo? Pois o Noroeste não vence há dois jogos.

A tabela da primeira fase já ultrapassou a metade e o talentoso meia Velicka segue subaproveitado na lateral. Se ao menos o Norusca atuasse com um esquema com alas e ele pudesse apoiar mais, vá lá. Mas limitado a marcar e a trocar passes na intermediária é um desperdício.

Se nem Bruno, nem Rafael Silva deram conta do recado na vaga de Romarinho, que começa a sofrer desgaste físico, por que não adiantar Leandro Oliveira para essa vaga de segundo atacante, abrindo espaço para Velicka na armação? Pois comentei, semana passada, que está difícil tirar a titularidade do quarteto Garroni, França, Juninho e Leandro.

Vai outra humilde sugestão para Amauri Knevitz: Garroni mais fixo perto dos zagueiros – esquema que ele já treinou – com Juninho na ala direita! Sim, pode dar certo, pois ele tem velocidade e seu chute forte descendo em diagonal (ao melhor estilo Josimar) pode ser um diferencial da equipe. Pela esquerda, Alexandre faz as vezes até a volta de Giovanni, que está próxima. E completam o meio França na direita, Velicka na esquerda e Leandro na ligação. Quando Diego voltar, forma dupla com Roberto.

Essas são apenas algumas possibilidades. O que não pode é insistir com a formação atual e continuar perdendo pontos preciosos. O campeonato chegou em seu momento decisivo.

Tiro longo
Apesar de já se encaminhar para a reta final da A-2, não concordo com o lugar-comum que diz que é uma competição de tiro curto. Dezenove partidas para uma fase de classificação é até demais. É meio Brasileirão e estamos falando de um estadual de segunda divisão. Apenas é espremido no calendário, com partidas às quartas e domingos. O tempo é curto, não a tabela.

Seja Rubro, Norusca!
Anteontem, o Noroeste voltou a atuar de camisa branca… O mesmo fez o Palmeiras ontem em Presidente Prudente, no clássico contra o São Paulo, também fugindo do calor. No Parque Antarctica ou no Pacaembu, não faria. Mesmo com torcida, Prudente não é a casa alviverde. Já pensou se a moda pega? O Flamengo não joga mais com seu manto rubro-nego no Rio, o Barcelona não vai de azul-grená no Camp Nou, a Seleção Brasileira disputa uma final de Copa do Mundo de azul no Maracanã… Afinal de contas, Esporte Clube Noroeste, você quer se identificar ou não com seu torcedor?

Papo de basquete
Providencial a série de reportagens (do jornalista moleque Gustavo Longo) que o BOM DIA trouxe na semana passada sobre a situação financeira do Itabom/Bauru. O jornal fez o que se espera de um veículo regional: prestou serviço à comunidade. Nós precisamos do basquete em Bauru, a modalidade que dá mais retorno de mídia, hoje, ao nome da cidade. Disputa torneios de primeira linha, como a “Libertadores do basquete”, que é a Liga das América. Se Larry Taylor defender o Brasil na próxima Olimpíada, dará ainda mais visibilidade para a cidade – já havia sido assunto quando foi convocado e treinou com a Seleção de Rubén Magnano por alguns dias.

Uma pena esse time precisar, ano a ano, sensibilizar o empresariado. Será que o mercado bauruense não tem cacife para a empreitada do basquete? Porque apoiadores há bastante, mas com cotas tímidas – será o limite de sua capacidade de investimento? E onde estão as universidades desse polo estudantil que é Bauru? Brasília e Uberlândia têm seus patrocinadores máster ligados à educação. Vale essa cartada. Ou que se corra logo atrás de uma marca forte, de abrangência nacional, já que o time vai além das fronteiras paulistas.

Coluna da semana: campanha ‘Seja Rubro, Norusca!’ deu certo

Texto publicado na edição de 20 de fevereiro de 2012 no jornal BOM DIA Bauru comemora o fato de o Noroeste voltar a jogar de camisa vermelha no Alfredão e revela detalhes dos bastidores do clube

Sempre rubro, Norusca!

A última semana foi de forte mobilização pelo uso do uniforme tradicional do Noroeste jogando no estádio Alfredo de Castilho. Começou aqui na coluna, desafiando o clube a jogar com camisa vermelha na quarta-feira, contra o Santo André. Assim foi feito, pois era questão de coerência – pois afirmavam que o branco era para enfrentar o calor e o jogo era à noite. Mas a campanha ‘Seja Rubro, Norusca!’ seguiu, no Canhota10.com e no Facebook. E para felicidade geral da nação alvirrubra, no último sábado a Maquininha foi a campo de vermelho.

O resultdo positivo se deve à adesão da torcida, com dezenas de compartilhamentos nas redes sociais e comentários como o do presidente da Sangue Rubro, Vitinho Vieira: “Noroeste é vermelho e branco, não branco e vermelho”. Deve-se também ao bom senso da pessoa no clube que decide pelo fardamento.

Ora, se o Noroeste quer resgatar sua identificação com a torcida, que comece pela roupa que usa. Em 2011, o marketing criou o projeto Primeira Pele. A pele do noroestino é vermelha! Coisa mais linda o Alfredão anteontem, arquibancada com muita gente, o time jogando com entusiasmo, o uniforme na cor certa. Não é uma fórmula tão difícil, certo?

Vigilante
O sucesso da empreitada pelo uniforme rubro – e seguiremos de olho! – nada mais é do que prestação de serviço à comunidade noroestina. Ser vigilante pelo interesse do público, que quer ver o time vestido de vermelho. Em 2010, o Canhota10.com já havia botado o dedo em outra ferida, as mal explicadas duas estrelas acima do escudo, o que forçou o clube a mudar o motivo delas. Para lembrar: constava no site oficial que cada estrela era um acesso da era Damião Garcia (2004 e 2005). Portanto, após subida no ano do centenário, seria necessário bordar a terceira, mas havia passado batido. Aí, a solução após meu questionando foi creditá-las ao título do Interior de 1943 e à Copa Federação de 2005.

Outro lado
A coluna ouviu um jogador noroestino que afirmou que realmente a camisa vermelha sob sol forte fica mais quente. Mesmo assim, segundo ele, isso “não justifica” ignorar a importância do manto para a torcida.

Sem Bauru
Os mais atentos já devem ter notado que, na camisa atual do Norusca, a palavra BAURU não consta mais sobre o escudo, o que é visualmente mais agradável, mas novamente esbarra na tradição.

Discussão
Na última reunião do Conselho Deliberativo, que empossou Toninho Gimenez como novo presidente do órgão, a dívida de cerca de R$ 6 milhões do clube com a pessoa física de Damião Garcia esquentou os ânimos dos conselheiros. O balanço financeiro de 2011 causou discórdia e não foi aprovado – lembrando que ele deve ser publicado no prazo que manda a Lei Pelé, até o último dia útil do mês de abril.

Em campo
No gramado, o Norusca vai bem. Como já disse outras vezes, tem um elemento que não se via nas temporadas anteriores: garra. E o time está tão redondo taticamente que está difícil mexer na escalação para encaixar Velicka no meio, pois Garroni é um excelente cão de guarda, França é o pulmão, Juninho é decisivo no chute de fora da área (já fez três gols) e Leandro Oliveira é o artilheiro. A equipe ainda passa sufoco, mas se garante. Venceu um confronto direto e mostrou que se impõe jogando em casa. O resultado: trouxe o torcedor de volta. A média de público é de 1.324 pagantes no Alfredão – e a olho nu parece haver muito mais.

 


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Coluna da semana: chegou o momento de atenção para o Noroeste

Texto publicado na edição de 13 de fevereiro de 2012 no jornal BOM DIA Bauru fala do momento desafiador na tabela e lança desafio para o Noroeste jogar de vermelho

Sinal amarelo, Norusca

O semáforo da Série A-2 pede atenção. Por enquanto, vai tudo bem, o Noroeste no G-8, campanha razoável. Se o time não foi convincente contra o Rio Preto, ontem, pelo menos trouxe a vitória – o  momento é de acumular pontos. Mas está chegando aquele pedaço ingrato da tabela, quando cansaço, desatenção e gols perdidos acarretam derrotas que cobram um preço alto ao final da fase de classificação.

Em 2010, o Norusca terminou a sexta rodada com ótimos 13 pontos (o time atual tem 11), com quatro vitórias, duas delas fora de casa. Ainda bateu o Guarani na sétima jornada antes de desandar – derrotas seguidas da oitava à 11ª, que valeram a demissão do mesmo Amauri Knevitz na ocasião. Para não repetir a descarrilhada da última participação na A-2, o Alvirrubro precisa levar o famoso “dever de casa” à risca e aproveitar o Carnaval com a alegria de mais duas vitórias no Alfredão. Esses dois triunfos não trariam apenas tranquilidade, mas também otimismo, afinal, são adversários que estão à frente na classificação: o Santo André, duelo de quarta, é o sexto e o vice-líder União Barbarense será o desafio do sábado. Vencer confrontos diretos será o selo de qualidade que falta a esse elenco do Noroeste, que ainda não convenceu, apesar do bom trabalho até aqui – está a apenas dois pontos do segundo, enquanto o líder Red Bull destoa, com campanha perfeita.

Seja rubro, Norusca!
Lanço um desafio que terei o maior prazer em perder: que o centenário Esporte Clube Noroeste jogue de camisa vermelha, calção branco e meia vermelha na próxima quarta-feira. Que faça valer o que está em seu site oficial, que esta é a combinação principal – apesar do estatuto. Se o argumento para jogar de branco é o calor, não é possível que para uma partida às 19h30 haja essa preocupação. Aliás, em comunicado enviado à imprensa no dia 9, o clube informou que sua camisa oficial vermelha já estava à venda na loja virtual. E fez questão de frisar que ela faz parte do uniforme um. Portanto, seja coerente contra o Santo André, Norusca!

Conta errada
Durante a última semana, o Canhota10.com publicou o equívoco noroestino ao divulgar público de 1.790 pagantes durante a partida do dia 4, contra a Ferroviária, e depois informar 1.290 no borderô disponibilizado à FPF (Federação Paulista de Futebol). O Noroeste alegou erro no dia do jogo e disse que vale o dado apresentado à FPF. Também questionei por que não divulga a quantidade de pagantes VIP (sócios-torcedores e quem comprou carnê, tanto nas cadeiras quantos nas arquibancadas centrais). O clube afirmou informar tudo no boletim financeiro. Ora, constavam 31 pagantes nesses espaços e havia muito mais do que isso lá…

Papo de basquete
Não é só o Noroeste quem derrapa na divulgação de público. A não ser que meus ouvidos tenham me traído, o Bauru Basket não informa, no alto-falante, os dados de bilheteria durante o jogo – como exige o Estatuto do Torcedor. Pelo menos no borderô detalha bem cadeiras, meia-entrada, sócios e não-pagantes. Sem contar os jogos contra Flamengo e Tijuca (dados ainda não divulgados no site da Liga Nacional de Basquete), a média de público no ginásio da Luso é de 509 pagantes e outros 196 convidados. O boletim financeiro padrão da Liga revela pontos a evoluir: não há antidoping, não diz se há gasto com policiamento e também não coloca na conta a confecção de ingressos. Desconta os 5% de INSS e só – enquanto o do futebol mais parece um holerite.

Papo de basquete 2
O Itabom/Bauru também tem dois desafios (de confronto direto) antes do Carnaval, só que fora de casa. Paulistano, na quinta, e Uberlândia, no sábado. Precisa trazer pelo menos uma vitória para não se distanciar da ponta. Os guerreiros não conseguem mais vencer apenas com o show solo de Larry Taylor. Para conseguir pontuação alta, precisam da inspiração de Jeff, Douglas e Fischer. Se um deles tem uma noite infeliz, fica difícil. Se dois vão mal, aí fica impossível…
Errata: na verdade, o Bauru Basket faz apenas uma partida antes do Carnaval, na quinta (16/2). A partida contra Uberlânda será no outro sábado, dia 25.

Coluna da semana: Norusca com horizonte animador

Texto publicado na edição de 6 de fevereiro de 2012 no jornal BOM DIA Bauru fala da vitória do Noroeste e pede que a Semel não cochile de novo

No trilho certo

Quem diria que o Noroeste, que não tinha elenco formado em novembro, mostraria um futebol muito competitivo nesse início de Série A-2? Só posso concluir que, depois de algumas temporadas de compras equivocadas, o clube finalmente soube escolher as peças certas. E que logo se encaixaram, pois o time já mostra bom entrosamento, como provou na vitória sobre a Ferroviária (1 a 0) no sábado.

A empolgação é pelo que se imagina no horizonte. Por enquanto, o Norusca não está jogando o fino, mas o suficiente para acumular pontos importantes. Ainda precisa caprichar mais nas finalizações e condicionar-se para aguentar a correria do fim do jogo. De positivo, o bom toque de bola e o acerto no esquema tático. O losango no meio-campo está funcionando, com Everton Garroni à frente da zaga, França e Juninho apoiando bastante o ataque e Leandro Oliveira muito bem de ponta-de-lança. França e Juninho, aliás, alternam os lados do campo, confundem a marcação e estão tão bem no apoio que os laterais noroestinos nem têm descido.

Em vista desse sucesso tático, a princípio está difícil de promover a volta de Velicka, hoje na lateral-esquerda, ao meio. Isso obrigaria o técnico Amauri Knevitz a montar o meio em quadrado (dois volantes e dois meias) e sacar um dos volantes – mas qual, se todos estão jogando bem? Se o treinador queria uma boa dor de cabeça, aí está uma… O certo é que Velicka está subutilizado na lateral e mal apareceu na última partida.

No ataque, Romarinho segue uma correria só, nem sempre objetiva, mas incomodando bastante os zagueiros. E o centroavante Boka, como esperado, só será notado em campo se a bola chegar nele. Contra o time de Araraquara, só não foi nulo porque ajudou a defesa afastando o perigo nos escanteios do adversário.

Enfim, entre acertos e pontos a melhorar, o Noroeste segue no caminho certo. O prognóstico é animador. Para tirá-lo dos trilhos, só se os reservas não corresponderem quando forem solicitados, diante de expulsões (como a de Marcelinho, desfalque para quarta) e contusões.

De novo
Houve relatos de que, novamente, a bilheteria do estádio Alfredo de Castilho não atendeu a torcida a contento. A fila se formou até a esquina da rua Benedito Eleutério. O torcedor está voltando (foram 1.790 pagantes) ao Alfredão, mas precisa ser bem atendido, senão desiste. Em campo, pelo menos, o time está fazendo sua parte. E bem que o Noroeste poderia divulgar o público total e não apenas o pagante. Quantos são os sócios-torcedores? Quantos têm cadeira cativa? Quantos compraram o carnê? Porque isso não está informado no borderô…
Atualizado: houve um engano no dia do jogo sobre o público pagante. O número correto de pagantes, segundo o borderô publicado no site da Federação, é 1.290.

Seja rubro, Norusca!
No mural virtual da torcida Sangue Rubro, torcedores questionaram o uniforme branco. Ok, a camisa é bonita, com aquela faixa vermelha no peito, mas quando é que o Noroeste voltará a fardar manto vermelho, calção branco e meia vermelha? Segundo um dos noroestinos que se manifestaram, estamos “rebaixando nossa tradição dentro da nossa própria casa”. O assessor de marketing do clube, Evaldo Armani, alegou certa vez que essa camisa da faixa no peito é o terceiro uniforme e que precisa ir a campo para estimular as vendas. Era terceiro em 2011. Agora, vá ao site oficial da Nakal, fornecedora de material esportivo, e confira que é o uniforme dois – dois no papel, e um na prática…

Panela de Pressão
Conforme a coluna alertou há duas semanas, a partir de comentários de servidores municipais, o ginásio não ficou pronto a tempo de receber o Flamengo, dia 9. Ficou mesmo para março. Que a Semel não durma no ponto mais uma vez: termine a reforma e resolva logo as burocracias de alvarás e vistorias de segurança.

Coluna da semana: a volta do Trem-bala

Texto publicado na edição de 30 de janeiro de 2012 do jornal BOM DIA Bauru fala do bom começo noroestino na Série A-2, do controverso uniforme branco e do momento do Bauru Basket

Trem-bala

Em 2007, no microfone da 94FM, apelidei o Noroeste de trem-bala. Rendeu reclamação do então vereador Paulo Eduardo Martins, fiel ao termo Maquininha Vermelha. Ora, a história centenária do Vasco da Gama não impediu que se tornasse o Trem-bala da Colina, sensação do futebol brasileiro em 2011.

O apelido não pegou em Bauru, pelo apego ao tradicional e muito também pela trajetória descendente do time desde então. Não dá mesmo para chamar  de trem-bala uma equipe sem raça e vibração. O Norusquinha, nos últimos anos, vinha tão decadente como nossas ferrovias.

Agora, o Noroeste reacende o entusiasmo do torcedor. Fez boa estreia fora de casa, trazendo empate, e venceu sua primeira no Alfredão – mesmo o Velo Clube dando susto no final. Tem realmente um jogador diferenciado (Velicka) e uma grata surpresa (Leandro Oliveira), solucionando um problema antigo, a carência do meia criativo. E finalmente se vê raça em campo. Se continuar desse jeito, posso até voltar a chamar o glorioso Esporte Clube Noroeste de trem-bala.

Bom público
A melhor notícia de ontem foi o público divulgado: 1.211 pagantes, número maior do que a média de público alvirrubra no Paulistão do ano passado (1.177, já descontadas as partidas contra os grandes). Nem a diretoria esperava tanta gente, já que os ingressos se esgotaram na bilheteria, o que causou certo transtorno. O clube emitiu nota lamentando o ocorrido e informando que registrou boletim de ocorrência, pois a empresa BWA, responsável pelo sistema automatizado de ingressos, não deu o suporte necessário para agilizar a confecção de novos bilhetes. Prosseguindo nessa pegada, com vontade de vencer, pode mandar imprimir mais ingressos!

Uniforme branco
Primeiro jogo como mandante na temporada e nenhuma surpresa: o Noroeste jogou de branco. A coluna já publicou em 2011 o trecho do estatuto do clube que fala que o uniforme principal é branco, mas ainda desconfia que tenha sido mal redigido. De qualquer forma, vem sendo seguido à risca – não pelo documento, mas por motivos ainda não solucionados.

A hipótese mais propagada, confirmada pelo marketing do clube, é a de que a camisa branca é mais apropriada para jogos diurnos, deixando para o adversário enfrentar o calor de camisa escura. Um fonte, entretanto, afirma haver orientação para utilizar o branco por dar mais visibilidade às marcas dos patrocinadores. No meio disso tudo, o Norusca se contradiz, pois no site oficial consta camisa vermelha, calção branco e meia vermelha como primeiro uniforme – combinação usada raramente desde 2006.

É no ano mágico do quarto lugar do Paulistão que pode morar o segredo. Desde que assinou com a Dell’erba, com o campeonato em andamento, que o Alvirrubro é mais alvi do que rubro. Nesse mesmo ano consta a última atualização do texto do estatuto. O presidente do Conselho Deliberativo, Abel Abreu, é enfático em dizer que, em seu mandato, ninguém mudou a letra a respeito do uniforme noroestino. Não fosse a burocracia desse país, eu já estaria com todas as versões do estatuto em mãos, desde 1910, mas o cartório não conhece a palavra pesquisa, somente a palavra dinheiro.

Papo de basquete
O Novo Basquete Brasil 4 está emocionante, equilibrado e não há nenhum time despontando como favoritíssimo. Por isso a vice-liderança do Itabom/Bauru não surpreende, graças à excelente campanha no primeiro turno (11 vitórias e três derrotas, meta traçada por Guerrinha cumprida à risca). O returno será mais difícil, com apenas seis jogos em casa, sendo dois deles contra vistantes indigestos (Flamengo e Brasília). Por isso, a meta dos guerreios é de perder até seis jogos nessa etapa.

Noroeste deverá emprestar atacante Vitor Hugo

Na minha coluna Papo de Futebol (no BOM DIA Bauru) da última segunda (23/1), relatei a insatisfação de familiares do atacante Vitor Hugo por causa de seu retorno ao time sub-20 do Noroeste – após participar da pré-temporada com o elenco principal. Pois ele terá chance no profissional, em outro lugar.

De contrato renovado até o fim de 2012, o atacante (que, segundo os parentes, ganha um salário mínimo) buscará experência longe de Bauru, pelo menos até o fim dos Estaduais.

Vitor Hugo deverá ser emprestado ao Assu, da primeira divisão do Rio Grande do Norte. A negociação deve ter se iniciado, provavelmente, pelo interesse do treinador do time potiguar, Ademílson Venâncio, que recentemente comandava a base noroestina e conhece bem o jogador.

Em contato com o clube, o BOM DIA ouviu que o negócio ainda não foi fechado. Questão de tempo.

Atualizado: conforme a dupla BOM DIA/Canhota 10 adiantaram com exclusividade, a negociação de empréstimo de Vitor Hugo ao Assu foi concretizada.

Lá e cá

Hoje a Camila Turtelli publicou foto em que apareço fotografando em jogo do Bauru Basket, em sua coluna no BOM DIA. No momento do clique, eu estava fotografando a dupla Camila e Juliana Lobato (a fotógrafa que fez o zoom incrível) para testar o zoom do meu novo brinquedo. Como se vê abaixo, não chegou nem perto da qualidade da foto da Ju.

na página 15, basta clicar na imagem

Camila e Ju Lobato de olho no jogo dos guerreiros

Coluna da semana: vai começar a Série A-2

Texto publicado na edição de 23 de janeiro de 2012 no jornal BOM DIA Bauru fala da reta final de preparação do Noroeste e lança dúvidas sobre a reinauguração da Panela no dia 9 de fevereiro

Chegou a hora, Norusca

Quarta-feira, em Rio Preto, começa mais uma –  tomara! – subida do ioiô. Chegou a hora de confrontar o curto período de preparação do Noroeste contra os demais times da Série A-2. O clube compensou o atraso no início da pré-temporada com algumas contratações que, pelo menos no papel, têm tudo para dar certo.

O Norusca conta com alicerces em todos os setores. No gol, Nicolas já provou seu valor. Na defesa, mesmo ainda aguardando o experiente zagueiro De Lazzari ter condições de jogo, Marcelinho comanda. A dúvida na qualidade dos laterais será com o campeonato em andamento, mas meio-campo e ataque já estão bem desenhados. O volante Everton Garroni provou que será o xerife, protegendo a zaga e sendo a peça-chave para a mudança de esquema tático durante um jogo – o que comento mais abaixo. Na armação das jogadas, Velicka tem dois acessos no currículo com sua cadenciada canhota. E, no ataque, Boka será o novo Zé Carlos (herói em 2010), sendo referência na área. Rafael Silva, ex-Portuguesa, desponta como provável (e veloz) colega de ataque.

O treinador Amauri Knevitz repetiu a fórmula de outros colegas seus: reuniu atletas com os quais já trabalhou, que conhecem seu padrão de jogo. E não inventou no esquema tático. É precipitado cravar que o time terá condições de brigar por uma das quatro vagas na elite paulista, até pela quantidade de rivais fortes (como São Bernardo, Barueri, América, Santo André, Ferroviária e União São João). Melhor ir por partes: o mais importante, nas primeiras rodadas, é identificar se o Alvirrubro passará longe da zona de rebaixamento.

Tática móvel
Os dois jogos-treino deixaram claras as intenções de Knevitz em relação à forma de jogar do time – tanto observando o posicionamento em campo, quanto pelas entrevistas do treinador, que admitiu a possibilidade de variar do 4-4-2 para o 3-5-2. Basta  Garroni mudar-se da cabeça da área para a sobra dos zagueiros, tornando-se o terceiro defensor. É o esquema ideal para Velicka atuar na esquerda e abrir vaga para Leandro Oliveira no meio. Essa possibilidade, entretanto, mais aparenta insegurança com o lateral-esquerdo Alexandre. O preferido do técnico era Léo Nascimento, contundido. Prefiro o 4-4-2 com Velicka mais à frente. Mesmo que, para isso, o zagueiro canhoto Neto seja improvisado na lateral, apoie menos o ataque e deixe aquele lado para os avanços de Velicka, mais adiantado.

Giovanni lateral
Essa interrogação no lado esquerdo ganhará mais um candidato no início de março, quando Giovanni, que se recupera de cirurgia no joelho, estará pronto para retornar. Ele – que já jogou de volante e meia – disse à coluna preferir atuar na lateral, pois assim jogou com Knevitz em 2010. Em fase final de tratamento, ainda não teve a oportunidade de conversar com o treinador para saber onde pretende utilizá-lo. No último sábado, seu irmão Emerson atuou como titular do Santos no empate com o XV de Piracicaba, jogando exatamente na lateral-esquerda.

De volta à base
Um familiar do atacante Vitor Hugo se manifestou no campo de comentários do Canhota10.com mostrando indignação com o retorno do atleta à equipe sub-20, após participar da pré-temporada com o elenco principal. O Noroeste confirmou à coluna que o jogador retornou à base por opção da comissão técnica. Ele ainda tem idade para disputar o Paulista da categoria e, eventualmente, pode voltar a treinar com o time de cima. O contrato do jogador foi renovado por mais um ano. Segundo o familiar, ele ganha um salário mínimo.

Papo de basquete
Foi linda a festa da torcida na (suposta) última partida do Itabom/Bauru no ginásio da Luso. Agora, a expectativa é que o confronto contra o Flamengo, no próximo dia 9, seja na reformada Panela de Pressão. Alguns servidores municipais, entretanto, ainda se mostram reticentes sobre a data, devido ao volume de reparos que ainda faltam. Hora de correr!

Coluna da semana: o esquema noroestino

Explicação do desenho tático de Amauri Knevitz é o destaque do texto publicado na edição de 16 de janeiro de 2012 do jornal BOM DIA Bauru

Noroeste versão 2012

Foi apenas um jogo-treino, mas o suficiente para projetar como o Noroeste irá se comportar em campo na Série A-2. Na vitória sobre o XV de Jaú (2 a 1), o desenho tático montado por Amauri Knevitz era bem nítido e simples. Sem invencionices, o Norusca vai com um 4-4-2 com o meio-campo em losango, com um trio de volantes atrás do meia de criação. Confira abaixo a interpretação do esquema, decifrado pela coluna, que esteve em Pederneiras.

Como em todo esquema com dois zagueiros de área, os laterais alternam o avanço ao ataque. Pelo que se viu no amistoso da última terça, Mizael, pela direita, e Alexandre, pela esquerda, ainda não convenceram como titulares. Bira e Pedro, respectivamente, entraram motivados no segundo tempo e brigam pelas vagas. A dupla de zaga supostamente titular não pôde ser testada, pois o experiente De Lazzari foi poupado. Mas é ele quem deve atuar ao lado de Marcelinho.

No meio, Everton Garroni é literalmente o cabeça de área: praticamente não ultrapassa a linha central e sua função é proteger a defesa, combater os avanços adversários e ficar na cobertura. Ao seu lado, Knevitz apostou em dois volantes que, se não são dos mais habilidosos, sabem subir ao ataque com outros atributos: Juninho (pela esquerda), como arma no chute de fora da área, e França (direita), que se impõe fisicamente em arrancadas com a bola dominada. Eles ainda têm que cobrir os laterais.

Velicka é o talento solo: o meia-armador é o responsável pelo toque cadenciado, pelos lançamentos e é a ponta ofensiva do losango de Knevitz. Mas, por ser canhoto, acaba caindo bastante para a esquerda, até porque o atacante Daniel Grando, que tem a função de cair pelas pontas, fica mais pela direita – e isso acaba por equilibrar o esquema. Para finalizar, Boka, fixo na área, faz o pivô, servindo de opção para quem se aproxima, e sempre se posiciona para receber a bola na cara do gol. Começou bem o novo camisa 9 noroestino.

Calma com Grando
O atacante Daniel Grando foi bastante vaiado na partida contra o XV. Ao saber disso, um dos torcedores mais conhecidos do Noroeste, Marcos Cunha (o Marcão do shopping), apressou-se em pedir paciência à galera. “Precisamos fazer uma campanha junto ao apaixonado noroestino para deixar de pegar no pé do Daniel Grando. É um ser humano como nós e já entra em campo sabendo que tem que jogar mais que o Pelé. O nervosismo aumenta e ele erra mais ainda. Não rendeu bem no ano de 2011 pelo grupo ser muito limitado. Tem que dar tranquilidade para que o jogador saiba que não é no primeiro ou segundo jogo que a torcida já vai pegar no pé”, argumentou. O riquíssimo depoimento do Marcão, sobre sua relação com o clube e o que espera da temporada, pode ser conferido na íntegra no blog Canhota10.com.

Rafael Silva
O atacante recém-chegado da Portuguesa é a sombra de Grando. Há relatos de que agradou no primeiro coletivo. Que bom. Quanto mais opções para o treinador, melhor. Fui procurar vídeos do jovem atuando pela Lusa, mas só se acha no Google conteúdo sobre a morte suspeita de sua namorada, ano passado. Que ele possa recomeçar a vida em Bauru, com muitos gols.