Conteúdo da seção Bom Dia

Coluna da semana: campanha ‘Seja Rubro, Norusca!’ deu certo

Texto publicado na edição de 20 de fevereiro de 2012 no jornal BOM DIA Bauru comemora o fato de o Noroeste voltar a jogar de camisa vermelha no Alfredão e revela detalhes dos bastidores do clube

Sempre rubro, Norusca!

A última semana foi de forte mobilização pelo uso do uniforme tradicional do Noroeste jogando no estádio Alfredo de Castilho. Começou aqui na coluna, desafiando o clube a jogar com camisa vermelha na quarta-feira, contra o Santo André. Assim foi feito, pois era questão de coerência – pois afirmavam que o branco era para enfrentar o calor e o jogo era à noite. Mas a campanha ‘Seja Rubro, Norusca!’ seguiu, no Canhota10.com e no Facebook. E para felicidade geral da nação alvirrubra, no último sábado a Maquininha foi a campo de vermelho.

O resultdo positivo se deve à adesão da torcida, com dezenas de compartilhamentos nas redes sociais e comentários como o do presidente da Sangue Rubro, Vitinho Vieira: “Noroeste é vermelho e branco, não branco e vermelho”. Deve-se também ao bom senso da pessoa no clube que decide pelo fardamento.

Ora, se o Noroeste quer resgatar sua identificação com a torcida, que comece pela roupa que usa. Em 2011, o marketing criou o projeto Primeira Pele. A pele do noroestino é vermelha! Coisa mais linda o Alfredão anteontem, arquibancada com muita gente, o time jogando com entusiasmo, o uniforme na cor certa. Não é uma fórmula tão difícil, certo?

Vigilante
O sucesso da empreitada pelo uniforme rubro – e seguiremos de olho! – nada mais é do que prestação de serviço à comunidade noroestina. Ser vigilante pelo interesse do público, que quer ver o time vestido de vermelho. Em 2010, o Canhota10.com já havia botado o dedo em outra ferida, as mal explicadas duas estrelas acima do escudo, o que forçou o clube a mudar o motivo delas. Para lembrar: constava no site oficial que cada estrela era um acesso da era Damião Garcia (2004 e 2005). Portanto, após subida no ano do centenário, seria necessário bordar a terceira, mas havia passado batido. Aí, a solução após meu questionando foi creditá-las ao título do Interior de 1943 e à Copa Federação de 2005.

Outro lado
A coluna ouviu um jogador noroestino que afirmou que realmente a camisa vermelha sob sol forte fica mais quente. Mesmo assim, segundo ele, isso “não justifica” ignorar a importância do manto para a torcida.

Sem Bauru
Os mais atentos já devem ter notado que, na camisa atual do Norusca, a palavra BAURU não consta mais sobre o escudo, o que é visualmente mais agradável, mas novamente esbarra na tradição.

Discussão
Na última reunião do Conselho Deliberativo, que empossou Toninho Gimenez como novo presidente do órgão, a dívida de cerca de R$ 6 milhões do clube com a pessoa física de Damião Garcia esquentou os ânimos dos conselheiros. O balanço financeiro de 2011 causou discórdia e não foi aprovado – lembrando que ele deve ser publicado no prazo que manda a Lei Pelé, até o último dia útil do mês de abril.

Em campo
No gramado, o Norusca vai bem. Como já disse outras vezes, tem um elemento que não se via nas temporadas anteriores: garra. E o time está tão redondo taticamente que está difícil mexer na escalação para encaixar Velicka no meio, pois Garroni é um excelente cão de guarda, França é o pulmão, Juninho é decisivo no chute de fora da área (já fez três gols) e Leandro Oliveira é o artilheiro. A equipe ainda passa sufoco, mas se garante. Venceu um confronto direto e mostrou que se impõe jogando em casa. O resultado: trouxe o torcedor de volta. A média de público é de 1.324 pagantes no Alfredão – e a olho nu parece haver muito mais.

 


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Coluna da semana: chegou o momento de atenção para o Noroeste

Texto publicado na edição de 13 de fevereiro de 2012 no jornal BOM DIA Bauru fala do momento desafiador na tabela e lança desafio para o Noroeste jogar de vermelho

Sinal amarelo, Norusca

O semáforo da Série A-2 pede atenção. Por enquanto, vai tudo bem, o Noroeste no G-8, campanha razoável. Se o time não foi convincente contra o Rio Preto, ontem, pelo menos trouxe a vitória – o  momento é de acumular pontos. Mas está chegando aquele pedaço ingrato da tabela, quando cansaço, desatenção e gols perdidos acarretam derrotas que cobram um preço alto ao final da fase de classificação.

Em 2010, o Norusca terminou a sexta rodada com ótimos 13 pontos (o time atual tem 11), com quatro vitórias, duas delas fora de casa. Ainda bateu o Guarani na sétima jornada antes de desandar – derrotas seguidas da oitava à 11ª, que valeram a demissão do mesmo Amauri Knevitz na ocasião. Para não repetir a descarrilhada da última participação na A-2, o Alvirrubro precisa levar o famoso “dever de casa” à risca e aproveitar o Carnaval com a alegria de mais duas vitórias no Alfredão. Esses dois triunfos não trariam apenas tranquilidade, mas também otimismo, afinal, são adversários que estão à frente na classificação: o Santo André, duelo de quarta, é o sexto e o vice-líder União Barbarense será o desafio do sábado. Vencer confrontos diretos será o selo de qualidade que falta a esse elenco do Noroeste, que ainda não convenceu, apesar do bom trabalho até aqui – está a apenas dois pontos do segundo, enquanto o líder Red Bull destoa, com campanha perfeita.

Seja rubro, Norusca!
Lanço um desafio que terei o maior prazer em perder: que o centenário Esporte Clube Noroeste jogue de camisa vermelha, calção branco e meia vermelha na próxima quarta-feira. Que faça valer o que está em seu site oficial, que esta é a combinação principal – apesar do estatuto. Se o argumento para jogar de branco é o calor, não é possível que para uma partida às 19h30 haja essa preocupação. Aliás, em comunicado enviado à imprensa no dia 9, o clube informou que sua camisa oficial vermelha já estava à venda na loja virtual. E fez questão de frisar que ela faz parte do uniforme um. Portanto, seja coerente contra o Santo André, Norusca!

Conta errada
Durante a última semana, o Canhota10.com publicou o equívoco noroestino ao divulgar público de 1.790 pagantes durante a partida do dia 4, contra a Ferroviária, e depois informar 1.290 no borderô disponibilizado à FPF (Federação Paulista de Futebol). O Noroeste alegou erro no dia do jogo e disse que vale o dado apresentado à FPF. Também questionei por que não divulga a quantidade de pagantes VIP (sócios-torcedores e quem comprou carnê, tanto nas cadeiras quantos nas arquibancadas centrais). O clube afirmou informar tudo no boletim financeiro. Ora, constavam 31 pagantes nesses espaços e havia muito mais do que isso lá…

Papo de basquete
Não é só o Noroeste quem derrapa na divulgação de público. A não ser que meus ouvidos tenham me traído, o Bauru Basket não informa, no alto-falante, os dados de bilheteria durante o jogo – como exige o Estatuto do Torcedor. Pelo menos no borderô detalha bem cadeiras, meia-entrada, sócios e não-pagantes. Sem contar os jogos contra Flamengo e Tijuca (dados ainda não divulgados no site da Liga Nacional de Basquete), a média de público no ginásio da Luso é de 509 pagantes e outros 196 convidados. O boletim financeiro padrão da Liga revela pontos a evoluir: não há antidoping, não diz se há gasto com policiamento e também não coloca na conta a confecção de ingressos. Desconta os 5% de INSS e só – enquanto o do futebol mais parece um holerite.

Papo de basquete 2
O Itabom/Bauru também tem dois desafios (de confronto direto) antes do Carnaval, só que fora de casa. Paulistano, na quinta, e Uberlândia, no sábado. Precisa trazer pelo menos uma vitória para não se distanciar da ponta. Os guerreiros não conseguem mais vencer apenas com o show solo de Larry Taylor. Para conseguir pontuação alta, precisam da inspiração de Jeff, Douglas e Fischer. Se um deles tem uma noite infeliz, fica difícil. Se dois vão mal, aí fica impossível…
Errata: na verdade, o Bauru Basket faz apenas uma partida antes do Carnaval, na quinta (16/2). A partida contra Uberlânda será no outro sábado, dia 25.

Coluna da semana: Norusca com horizonte animador

Texto publicado na edição de 6 de fevereiro de 2012 no jornal BOM DIA Bauru fala da vitória do Noroeste e pede que a Semel não cochile de novo

No trilho certo

Quem diria que o Noroeste, que não tinha elenco formado em novembro, mostraria um futebol muito competitivo nesse início de Série A-2? Só posso concluir que, depois de algumas temporadas de compras equivocadas, o clube finalmente soube escolher as peças certas. E que logo se encaixaram, pois o time já mostra bom entrosamento, como provou na vitória sobre a Ferroviária (1 a 0) no sábado.

A empolgação é pelo que se imagina no horizonte. Por enquanto, o Norusca não está jogando o fino, mas o suficiente para acumular pontos importantes. Ainda precisa caprichar mais nas finalizações e condicionar-se para aguentar a correria do fim do jogo. De positivo, o bom toque de bola e o acerto no esquema tático. O losango no meio-campo está funcionando, com Everton Garroni à frente da zaga, França e Juninho apoiando bastante o ataque e Leandro Oliveira muito bem de ponta-de-lança. França e Juninho, aliás, alternam os lados do campo, confundem a marcação e estão tão bem no apoio que os laterais noroestinos nem têm descido.

Em vista desse sucesso tático, a princípio está difícil de promover a volta de Velicka, hoje na lateral-esquerda, ao meio. Isso obrigaria o técnico Amauri Knevitz a montar o meio em quadrado (dois volantes e dois meias) e sacar um dos volantes – mas qual, se todos estão jogando bem? Se o treinador queria uma boa dor de cabeça, aí está uma… O certo é que Velicka está subutilizado na lateral e mal apareceu na última partida.

No ataque, Romarinho segue uma correria só, nem sempre objetiva, mas incomodando bastante os zagueiros. E o centroavante Boka, como esperado, só será notado em campo se a bola chegar nele. Contra o time de Araraquara, só não foi nulo porque ajudou a defesa afastando o perigo nos escanteios do adversário.

Enfim, entre acertos e pontos a melhorar, o Noroeste segue no caminho certo. O prognóstico é animador. Para tirá-lo dos trilhos, só se os reservas não corresponderem quando forem solicitados, diante de expulsões (como a de Marcelinho, desfalque para quarta) e contusões.

De novo
Houve relatos de que, novamente, a bilheteria do estádio Alfredo de Castilho não atendeu a torcida a contento. A fila se formou até a esquina da rua Benedito Eleutério. O torcedor está voltando (foram 1.790 pagantes) ao Alfredão, mas precisa ser bem atendido, senão desiste. Em campo, pelo menos, o time está fazendo sua parte. E bem que o Noroeste poderia divulgar o público total e não apenas o pagante. Quantos são os sócios-torcedores? Quantos têm cadeira cativa? Quantos compraram o carnê? Porque isso não está informado no borderô…
Atualizado: houve um engano no dia do jogo sobre o público pagante. O número correto de pagantes, segundo o borderô publicado no site da Federação, é 1.290.

Seja rubro, Norusca!
No mural virtual da torcida Sangue Rubro, torcedores questionaram o uniforme branco. Ok, a camisa é bonita, com aquela faixa vermelha no peito, mas quando é que o Noroeste voltará a fardar manto vermelho, calção branco e meia vermelha? Segundo um dos noroestinos que se manifestaram, estamos “rebaixando nossa tradição dentro da nossa própria casa”. O assessor de marketing do clube, Evaldo Armani, alegou certa vez que essa camisa da faixa no peito é o terceiro uniforme e que precisa ir a campo para estimular as vendas. Era terceiro em 2011. Agora, vá ao site oficial da Nakal, fornecedora de material esportivo, e confira que é o uniforme dois – dois no papel, e um na prática…

Panela de Pressão
Conforme a coluna alertou há duas semanas, a partir de comentários de servidores municipais, o ginásio não ficou pronto a tempo de receber o Flamengo, dia 9. Ficou mesmo para março. Que a Semel não durma no ponto mais uma vez: termine a reforma e resolva logo as burocracias de alvarás e vistorias de segurança.

Coluna da semana: a volta do Trem-bala

Texto publicado na edição de 30 de janeiro de 2012 do jornal BOM DIA Bauru fala do bom começo noroestino na Série A-2, do controverso uniforme branco e do momento do Bauru Basket

Trem-bala

Em 2007, no microfone da 94FM, apelidei o Noroeste de trem-bala. Rendeu reclamação do então vereador Paulo Eduardo Martins, fiel ao termo Maquininha Vermelha. Ora, a história centenária do Vasco da Gama não impediu que se tornasse o Trem-bala da Colina, sensação do futebol brasileiro em 2011.

O apelido não pegou em Bauru, pelo apego ao tradicional e muito também pela trajetória descendente do time desde então. Não dá mesmo para chamar  de trem-bala uma equipe sem raça e vibração. O Norusquinha, nos últimos anos, vinha tão decadente como nossas ferrovias.

Agora, o Noroeste reacende o entusiasmo do torcedor. Fez boa estreia fora de casa, trazendo empate, e venceu sua primeira no Alfredão – mesmo o Velo Clube dando susto no final. Tem realmente um jogador diferenciado (Velicka) e uma grata surpresa (Leandro Oliveira), solucionando um problema antigo, a carência do meia criativo. E finalmente se vê raça em campo. Se continuar desse jeito, posso até voltar a chamar o glorioso Esporte Clube Noroeste de trem-bala.

Bom público
A melhor notícia de ontem foi o público divulgado: 1.211 pagantes, número maior do que a média de público alvirrubra no Paulistão do ano passado (1.177, já descontadas as partidas contra os grandes). Nem a diretoria esperava tanta gente, já que os ingressos se esgotaram na bilheteria, o que causou certo transtorno. O clube emitiu nota lamentando o ocorrido e informando que registrou boletim de ocorrência, pois a empresa BWA, responsável pelo sistema automatizado de ingressos, não deu o suporte necessário para agilizar a confecção de novos bilhetes. Prosseguindo nessa pegada, com vontade de vencer, pode mandar imprimir mais ingressos!

Uniforme branco
Primeiro jogo como mandante na temporada e nenhuma surpresa: o Noroeste jogou de branco. A coluna já publicou em 2011 o trecho do estatuto do clube que fala que o uniforme principal é branco, mas ainda desconfia que tenha sido mal redigido. De qualquer forma, vem sendo seguido à risca – não pelo documento, mas por motivos ainda não solucionados.

A hipótese mais propagada, confirmada pelo marketing do clube, é a de que a camisa branca é mais apropriada para jogos diurnos, deixando para o adversário enfrentar o calor de camisa escura. Um fonte, entretanto, afirma haver orientação para utilizar o branco por dar mais visibilidade às marcas dos patrocinadores. No meio disso tudo, o Norusca se contradiz, pois no site oficial consta camisa vermelha, calção branco e meia vermelha como primeiro uniforme – combinação usada raramente desde 2006.

É no ano mágico do quarto lugar do Paulistão que pode morar o segredo. Desde que assinou com a Dell’erba, com o campeonato em andamento, que o Alvirrubro é mais alvi do que rubro. Nesse mesmo ano consta a última atualização do texto do estatuto. O presidente do Conselho Deliberativo, Abel Abreu, é enfático em dizer que, em seu mandato, ninguém mudou a letra a respeito do uniforme noroestino. Não fosse a burocracia desse país, eu já estaria com todas as versões do estatuto em mãos, desde 1910, mas o cartório não conhece a palavra pesquisa, somente a palavra dinheiro.

Papo de basquete
O Novo Basquete Brasil 4 está emocionante, equilibrado e não há nenhum time despontando como favoritíssimo. Por isso a vice-liderança do Itabom/Bauru não surpreende, graças à excelente campanha no primeiro turno (11 vitórias e três derrotas, meta traçada por Guerrinha cumprida à risca). O returno será mais difícil, com apenas seis jogos em casa, sendo dois deles contra vistantes indigestos (Flamengo e Brasília). Por isso, a meta dos guerreios é de perder até seis jogos nessa etapa.

Noroeste deverá emprestar atacante Vitor Hugo

Na minha coluna Papo de Futebol (no BOM DIA Bauru) da última segunda (23/1), relatei a insatisfação de familiares do atacante Vitor Hugo por causa de seu retorno ao time sub-20 do Noroeste – após participar da pré-temporada com o elenco principal. Pois ele terá chance no profissional, em outro lugar.

De contrato renovado até o fim de 2012, o atacante (que, segundo os parentes, ganha um salário mínimo) buscará experência longe de Bauru, pelo menos até o fim dos Estaduais.

Vitor Hugo deverá ser emprestado ao Assu, da primeira divisão do Rio Grande do Norte. A negociação deve ter se iniciado, provavelmente, pelo interesse do treinador do time potiguar, Ademílson Venâncio, que recentemente comandava a base noroestina e conhece bem o jogador.

Em contato com o clube, o BOM DIA ouviu que o negócio ainda não foi fechado. Questão de tempo.

Atualizado: conforme a dupla BOM DIA/Canhota 10 adiantaram com exclusividade, a negociação de empréstimo de Vitor Hugo ao Assu foi concretizada.

Lá e cá

Hoje a Camila Turtelli publicou foto em que apareço fotografando em jogo do Bauru Basket, em sua coluna no BOM DIA. No momento do clique, eu estava fotografando a dupla Camila e Juliana Lobato (a fotógrafa que fez o zoom incrível) para testar o zoom do meu novo brinquedo. Como se vê abaixo, não chegou nem perto da qualidade da foto da Ju.

na página 15, basta clicar na imagem

Camila e Ju Lobato de olho no jogo dos guerreiros

Coluna da semana: vai começar a Série A-2

Texto publicado na edição de 23 de janeiro de 2012 no jornal BOM DIA Bauru fala da reta final de preparação do Noroeste e lança dúvidas sobre a reinauguração da Panela no dia 9 de fevereiro

Chegou a hora, Norusca

Quarta-feira, em Rio Preto, começa mais uma –  tomara! – subida do ioiô. Chegou a hora de confrontar o curto período de preparação do Noroeste contra os demais times da Série A-2. O clube compensou o atraso no início da pré-temporada com algumas contratações que, pelo menos no papel, têm tudo para dar certo.

O Norusca conta com alicerces em todos os setores. No gol, Nicolas já provou seu valor. Na defesa, mesmo ainda aguardando o experiente zagueiro De Lazzari ter condições de jogo, Marcelinho comanda. A dúvida na qualidade dos laterais será com o campeonato em andamento, mas meio-campo e ataque já estão bem desenhados. O volante Everton Garroni provou que será o xerife, protegendo a zaga e sendo a peça-chave para a mudança de esquema tático durante um jogo – o que comento mais abaixo. Na armação das jogadas, Velicka tem dois acessos no currículo com sua cadenciada canhota. E, no ataque, Boka será o novo Zé Carlos (herói em 2010), sendo referência na área. Rafael Silva, ex-Portuguesa, desponta como provável (e veloz) colega de ataque.

O treinador Amauri Knevitz repetiu a fórmula de outros colegas seus: reuniu atletas com os quais já trabalhou, que conhecem seu padrão de jogo. E não inventou no esquema tático. É precipitado cravar que o time terá condições de brigar por uma das quatro vagas na elite paulista, até pela quantidade de rivais fortes (como São Bernardo, Barueri, América, Santo André, Ferroviária e União São João). Melhor ir por partes: o mais importante, nas primeiras rodadas, é identificar se o Alvirrubro passará longe da zona de rebaixamento.

Tática móvel
Os dois jogos-treino deixaram claras as intenções de Knevitz em relação à forma de jogar do time – tanto observando o posicionamento em campo, quanto pelas entrevistas do treinador, que admitiu a possibilidade de variar do 4-4-2 para o 3-5-2. Basta  Garroni mudar-se da cabeça da área para a sobra dos zagueiros, tornando-se o terceiro defensor. É o esquema ideal para Velicka atuar na esquerda e abrir vaga para Leandro Oliveira no meio. Essa possibilidade, entretanto, mais aparenta insegurança com o lateral-esquerdo Alexandre. O preferido do técnico era Léo Nascimento, contundido. Prefiro o 4-4-2 com Velicka mais à frente. Mesmo que, para isso, o zagueiro canhoto Neto seja improvisado na lateral, apoie menos o ataque e deixe aquele lado para os avanços de Velicka, mais adiantado.

Giovanni lateral
Essa interrogação no lado esquerdo ganhará mais um candidato no início de março, quando Giovanni, que se recupera de cirurgia no joelho, estará pronto para retornar. Ele – que já jogou de volante e meia – disse à coluna preferir atuar na lateral, pois assim jogou com Knevitz em 2010. Em fase final de tratamento, ainda não teve a oportunidade de conversar com o treinador para saber onde pretende utilizá-lo. No último sábado, seu irmão Emerson atuou como titular do Santos no empate com o XV de Piracicaba, jogando exatamente na lateral-esquerda.

De volta à base
Um familiar do atacante Vitor Hugo se manifestou no campo de comentários do Canhota10.com mostrando indignação com o retorno do atleta à equipe sub-20, após participar da pré-temporada com o elenco principal. O Noroeste confirmou à coluna que o jogador retornou à base por opção da comissão técnica. Ele ainda tem idade para disputar o Paulista da categoria e, eventualmente, pode voltar a treinar com o time de cima. O contrato do jogador foi renovado por mais um ano. Segundo o familiar, ele ganha um salário mínimo.

Papo de basquete
Foi linda a festa da torcida na (suposta) última partida do Itabom/Bauru no ginásio da Luso. Agora, a expectativa é que o confronto contra o Flamengo, no próximo dia 9, seja na reformada Panela de Pressão. Alguns servidores municipais, entretanto, ainda se mostram reticentes sobre a data, devido ao volume de reparos que ainda faltam. Hora de correr!

Coluna da semana: o esquema noroestino

Explicação do desenho tático de Amauri Knevitz é o destaque do texto publicado na edição de 16 de janeiro de 2012 do jornal BOM DIA Bauru

Noroeste versão 2012

Foi apenas um jogo-treino, mas o suficiente para projetar como o Noroeste irá se comportar em campo na Série A-2. Na vitória sobre o XV de Jaú (2 a 1), o desenho tático montado por Amauri Knevitz era bem nítido e simples. Sem invencionices, o Norusca vai com um 4-4-2 com o meio-campo em losango, com um trio de volantes atrás do meia de criação. Confira abaixo a interpretação do esquema, decifrado pela coluna, que esteve em Pederneiras.

Como em todo esquema com dois zagueiros de área, os laterais alternam o avanço ao ataque. Pelo que se viu no amistoso da última terça, Mizael, pela direita, e Alexandre, pela esquerda, ainda não convenceram como titulares. Bira e Pedro, respectivamente, entraram motivados no segundo tempo e brigam pelas vagas. A dupla de zaga supostamente titular não pôde ser testada, pois o experiente De Lazzari foi poupado. Mas é ele quem deve atuar ao lado de Marcelinho.

No meio, Everton Garroni é literalmente o cabeça de área: praticamente não ultrapassa a linha central e sua função é proteger a defesa, combater os avanços adversários e ficar na cobertura. Ao seu lado, Knevitz apostou em dois volantes que, se não são dos mais habilidosos, sabem subir ao ataque com outros atributos: Juninho (pela esquerda), como arma no chute de fora da área, e França (direita), que se impõe fisicamente em arrancadas com a bola dominada. Eles ainda têm que cobrir os laterais.

Velicka é o talento solo: o meia-armador é o responsável pelo toque cadenciado, pelos lançamentos e é a ponta ofensiva do losango de Knevitz. Mas, por ser canhoto, acaba caindo bastante para a esquerda, até porque o atacante Daniel Grando, que tem a função de cair pelas pontas, fica mais pela direita – e isso acaba por equilibrar o esquema. Para finalizar, Boka, fixo na área, faz o pivô, servindo de opção para quem se aproxima, e sempre se posiciona para receber a bola na cara do gol. Começou bem o novo camisa 9 noroestino.

Calma com Grando
O atacante Daniel Grando foi bastante vaiado na partida contra o XV. Ao saber disso, um dos torcedores mais conhecidos do Noroeste, Marcos Cunha (o Marcão do shopping), apressou-se em pedir paciência à galera. “Precisamos fazer uma campanha junto ao apaixonado noroestino para deixar de pegar no pé do Daniel Grando. É um ser humano como nós e já entra em campo sabendo que tem que jogar mais que o Pelé. O nervosismo aumenta e ele erra mais ainda. Não rendeu bem no ano de 2011 pelo grupo ser muito limitado. Tem que dar tranquilidade para que o jogador saiba que não é no primeiro ou segundo jogo que a torcida já vai pegar no pé”, argumentou. O riquíssimo depoimento do Marcão, sobre sua relação com o clube e o que espera da temporada, pode ser conferido na íntegra no blog Canhota10.com.

Rafael Silva
O atacante recém-chegado da Portuguesa é a sombra de Grando. Há relatos de que agradou no primeiro coletivo. Que bom. Quanto mais opções para o treinador, melhor. Fui procurar vídeos do jovem atuando pela Lusa, mas só se acha no Google conteúdo sobre a morte suspeita de sua namorada, ano passado. Que ele possa recomeçar a vida em Bauru, com muitos gols.

Coluna da semana: Noroeste na simplicidade

Texto publicado na edição de 9 de janeiro de 2012 fala da nova realidade noroestina, do Bauru Basket e homenageia um grande colega

Norusca pés no chão

Simplicidade é a tônica do Noroeste para esta Série A-2. A fonte secou, os dias de luxo ficaram para trás. Nada de Águas de Lindóia: a pré-temporada alvirrubra será na vizinha Pederneiras. Os reforços também vieram na linha da modéstia, a ponto de chegar jogador da segunda divisão de Pernambuco – e abrir mão de peças caras, como o goleiro André Luis e o lateral Gleidson. A coluna deverá acompanhar o primeiro jogo-treino, contra o XV de Jaú, na próxima quarta, para avaliar melhor o time que se prepara para tentar voltar à elite. Expectativa positiva sobre o zagueiro De Lazzari, o volante Garroni e principalmente o meia Velicka, que poderão ser a espinha noroestina.

Papo de basquete
Estive ontem no Sesc, acompanhando evento muito bacana do Itabom/Bauru, que levou todo o elenco para interagir com o público. Eles ensinaram fundamentos e fizeram partidas de exibição com a molecada, o que rendeu muitas risadas e aplausos. Além do show que vêm dando no NBB, os guerreiros sabem como ninguém conviver com a comunidade. “Os jogadores fazem com prazer, interagem, curtem, brincam. É uma troca de energia muito grande. Nossa equipe é fantástica, tanto dentro quanto fora da quadra”, destacou o técnico Guerrinha.

A três partidas do fim do primeiro turno no NBB (contra Minas, Brasília e Liga Sorocabana), o treinador projeta duas vitórias para o Bauru Basket terminar no G-4 e garantir vaga no torneio Interligas (contra equipes da Argentina).

A coluna também falou com o ala Weliton, reforço que logo deverá estrear na equipe. “Espero a oportunidade do Guerrinha para dar meu máximo. Eu gosto muito de defender e no ataque meu ponto forte é o corte, infiltrar e dar assistência ou partir para a cesta”, apresentou-se.

Gratidão
Na última semana, como Cristina Camargo reportou com muita sensibilidade aqui no BOM DIA, foi-se embora o jornalista Celso Agostinho. Eu sou apenas mais um dos profissionais com quem ele compartilhou conhecimento, mostrou caminhos, incentivou. Na minha trajetória, entretanto, ele não é mais um. Foi uma grande referência, um apoiador, alicerce de degraus que já subi. Palmeirense de bom papo de bola, vai fazer muita falta. Obrigado por tudo, colega.


Coluna da semana tem lista de desejos

Texto publicado na edição de 2 de janeiro de 2012 traz o que espero que Noroeste, Bauru Basket e poder público bauruense façam no esporte no novo ano. Boa leitura!

Desejos para 2012

Se o mundo acabar, que seja em festa nas arquibancadas. De preferência em praças esportivas bauruenses. Nesse clima de expectativa por um ótimo novo ano, listo a seguir meus desejos para o nosso esporte. Tomei o cuidado de não exagerar na meta, para não transformar sonho em utopia. Vejamos se daqui a 12 meses, num balanço do ano, quantos dos meus desejos – que coincidem com os de muitos torcedores – serão realizados.

Noroeste
A volta para a elite basta, não precisa ser campeão da Série A-2. Claro que seria uma excelente forma de ressurgir (de novo), mas a galera alvirrubra já provou em 2005 e em 2009 que o acesso já é suficiente para encher o Alfredão de gente feliz.
No âmbito político, espero que Norusca se encontre. Que seu Conselho Deliberativo saia da inércia e esteja preparado para escolher o sucessor de Damião Garcia. Reeleger em fevereiro o debilitado presidente seria um erro. Se a família Garcia quer continuar ajudando o clube, que seja via patrocínio da Kalunga ou que articulem um herdeiro para a vaga – o estatuto permite que um sócio honorário seja acolhido, o que o torna elegível. Seu jovem neto João Paulo, atual diretor financeiro do Noroeste, é o mais novo personagem da era Garcia. Mas esse desejo está cheio de interrogações – que, pelo menos, elas sejam desfeitas.

Bauru Basket
Toda meta tem que ter sua dose de ousadia. Por isso quero ver os guerreiros na semifinal do NBB4. É possível, observando o início hesitante de Brasília e Franca, por exemplo, e o perde-ganha do pessoal do pelotão intermediário. Nesse pacote basqueteiro, incluo ainda a vaga no Interligas (ficar entre os quatro ao final do primeiro turno) e uma participação marcante na Liga das Américas, sobretudo na fase que será disputada na reformada Panela de Pressão.
No segundo semestre, se o título paulista já foi um sonho bem palpável em 2011, não há como não desejar algo diferente do que o primeiro lugar. O projeto Bauru Basket precisa de um troféu para se solidificar e premiar tamanho esforço dos envolvidos. Mas, para isso, os jogadores precisam ter ciência de suas limitações para encararem playoffs decisivos. E a comissão técnica e a diretoria entenderem que será preciso pelo menos um jogador com currículo campeão para comandar os guerreiros.

Panela de Pressão
Que a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer saiba gerir esse espaço sem alimentar picuinhas entre as modalidades que utilizarão o espaço, nem querer aparecer mais do que os atletas em ano eleitoral.

Jogos Abertos
A cidade não passar vergonha já será lucro. Espero sinceramente que sejam decentes o Jogos Abertos em Bauru. O ano começa sem pista de atletismo, a principal modalidade. Não fossem os aparelhos esportivos privados e da Unesp, não haveria mínima estrutura… Quando Bauru ganhou o direito de sediar o evento, fez-se muito barulho com maquete digital de um centro esportivo, reforçou-se a candidatura como sub-sede da Copa de 2014, mas a ação mais concreta até o momento é a reforma da Panela de Pressão – depois de pressão da comunidade basqueteira.
Que prefeito e secretário não se iludam: esses Jogos Abertos do Interior terão pouco ou nenhum efeito positivo nas eleições. Entretanto, poderão refletir negativamente caso a corrida contra o relógio e o improviso coincidam com o período do pleito.

Com o leitor e ponto
Neste mês de janeiro completo um ano à frente da coluna Papo de Futebol – que inevitalmente muito falou do basquete também. Agradeço a companhia nesse ano em que comentei muitas histórias do esporte bauruense. Espero ter contribuído ao propor reflexão aos torcedores, convidando-os a sair da inércia do discurso pronto. Feliz 2012 para todos!