Conteúdo da seção Bauru Basket

Bastidores da festa de premiação do NBB

Canhota 10 marcou presença no evento

Direto do Club Paulistano, em São Paulo

Diretor Vitinho Jacob, Guerrinha e esposa, presidente Pedro Poli e vice Joaquim Figueiredo com o troféu de melhor armador do NBB3, de Larry Taylor

A primeira impressão que tive ao entrar no salão de festas do Paulistano – aliás, que clube bacana! – foi constatar o quanto sou baixinho. Ou não. Eles é que são altos demais. Muito basqueteiro junto me fez olhar bastante para o alto! Baixinho, ali, ou era cartola ou jornalista…

Muitos rostos conhecidos marcaram presença: a rainha Hortência, o técnico da seleção feminina, Enio Vecchi, o locutor Roby Porto, do Sportv, os árbitros, diretores dos clubes, os atletas de Brasília e Pinheiros em peso. De Franca, vieram Hélio Rubens, seu filho Helinho, além de Dedé e Benite.

A diretoria do Bauru Basket foi representada pelo presidente Pedro Poli, o vice Joaquim Figueiredo e o diretor Vitor Jacob. Guerrinha, recém-chegado da China, veio acompanhado da esposa. “Estou confuso”, brincou, fazendo trocadilho com o fuso horário.

Kouros: alfinetadas. Foto de Luiz Pires/NBB

Enquanto o bufê servia os convidados (uísque, champanhe, cerveja, refrigerante, água e salgados), a premiação foi antecedida pela fala do presidente da Liga Nacional de Basquete (LNB), Kouros Monadjemi. E o homem foi com alfinetes nos bolsos! Ao citar a Penalty, parceira da competição, lembrou da polêmica sobre a qualidade da bola e disse que o material melhorou muito. Mas, finalizou dizendo esperar que a bola chegue na “qualidade que desejamos”. Isto é, ainda está devendo… Kouros elogiou a postura dos 15 clubes (“Não é fácil ser correto, justo e transparente como todos os 15 clubes foram”), mas fez questão de dizer que espera que continuem na linha, sem causar confusões em quadra. Por fim, na maior das alfinetadas, ao comemorar o bom nível dos atletas locais, que podem servir a Seleção, disse que o pivô Nenê seria um ídolo caso se dedicasse mais ao Brasil.

Começa a premiação, apresentada pelo global Luis Ernesto Lacombe. O jornalista tentou descontrair, arranca tímidas risadas aqui e ali. Forçou a barra ao pedir que Hortência contasse uma história em que Cleber Machado a pegou no colo no estúdio da Globo e ambos caíram. Tivesse mantido a formalidade, seria nota dez com sua boa voz, mas derrapou.

Entre os premiados (confira a lista completa abaixo), Larry Taylor como melhor armador. No telão, grandes jogadas suas, inclusive a rebodunk contra Franca, com direito a barulho da torcida vibrando com o lance. O presidente Pedro Poli recebeu o troféu em seu nome, pois o norte-americano passa férias nos Estados Unidos.

Terminadas as formalidades, cumprimentei o gerente da liga, Sergio Domenici, bati um papo com o pessoal da Globo Marcas, que estavam felizes com os resultados do NBB3, principalmente a repercussão do Jogo das Estrelas – comenta-se que desejam repetir a dose em Franca na próxima temporada. O assessor de imprensa da LNB, Guilherme Buso, comentou ter sido um pecado Bauru perder o quarto jogo para o Flamengo. Ele esteve na Sem Limites naquele dia. “Bauru merecia ir para o quinto jogo!”, lamentou. Buso demonstrou preocupação com a questão da Panela de Pressão, após concordar que o Jogo das Estrelas aqui seria uma boa.

Com o clima bem descontraído, convidados confraternizavam enquanto era servida uma boa massa. Hortência com a filhinha de Cipriano no colo, o pessoal de Franca assinstindo em um notebook o vídeo motivacional preparado para o eventual quinto jogo. Troquei ideia com o árbitro Pacheco, muito simpático, que disse ter lido e gostado da entrevista que fiz com ele. Por fim, entrevistei o MVP Guilherme Giovannoni – conteúdo que postarei em breve.

Renderia muito mais entrevistas, mas preferi observar os bastidores, fazer contatos.

E, claro, conversei bastante com Guerrinha. Ele deu boa notícia: é quase certa a renovação com Jeff Agba. E mais: recebeu um convite extra-oficial para fazer a pré-temporada do Bauru Basket na China. Aliás, estava encantado com o país oriental, contando os sinais do progresso capitalista por lá, a facilidade para andar de trem, as características dos comerciantes, a beleza dos ginásios. “A molecada adorou!”. Lamentando não ter conseguido enviar e-mail com notícia do último amistoso, contou que o Brazilian All Star Team perdeu, fechando a viagem com quatro vitórias e quatro derrotas. “Mesma campanha de Brasília quando foi lá”, ressaltou. Segundo o treinador, Douglas Nunes anotou 34 pontos no derradeiro compromisso. “Jogou muito!”.

NOVIDADES DO BAURU BASKET
Claro que falamos de Panela de Pressão, ele se mostrou preocupado e afirmou que o assédio do pessoal de Campinas – presente à festa – continua. “O time não vai acabar”, adiantou. Portanto, sem ginásio… Já me despedindo de Guerrinha, ele conta que o Itabom/Bauru, fechando a cota de copatrocínio master, vai atrás de um bom pivô brasileiro e, para o NBB4, de mais um estrangeiro. Por ora, para o Paulista, arrisco que Gaúcho é nome quase certo, pelo entusiasmo que ele falou da participação do atleta na excursão. E citou o pivô André (1,89m, 20 anos***) – atuou no último NBB por Assis – como provável reforço.

***Atualizado agradecendo ao torcedor “LucasMRV”

Finalizo este longo texto (espero que tenha chegado até aqui), com uma foto que simboliza cada torcedor do Bauru Basket. Se jornalista tem a missão de levar informação, entrego a vocês o troféu de Larry Taylor. Afinal, cada torcedor que vibrou com as jogadas mágicas do Alienígena, que o apoiou, merece tocar nessa taça. E, ao pedir aos diretores para tirar essa foto, disse que o faria em nome da torcida. Aqui está:

Com o troféu de Larry, em nome da torcida. Foto de Oswaldo Thompson

Abaixo, a lista completa dos premiados do NBB3:

Melhor Jogador (MVP)
Guilherme Giovannoni (Brasília)

Armador
Larry (Bauru)

Alas (2)
Alex (Brasília)
Marquinhos (Pinheiros)

Pivôs (2)
Guilherme Giovannoni (Brasília)
Murillo (São José)

Melhor Sexto Homem
Benite (Franca)

Melhor Técnico
Hélio Rubens (Franca)

Revelação
Benite (Franca)

Jogador que Mais Evoluiu
Benite (Franca)

Melhor Defensor
Alex (Brasília)

Cestinha

Marcelinho (Flamengo) – 26,2 pontos

Reboteiro
Shilton (Joinville) – 8,5 rebotes

Assistente
Fúlvio (São José) – 7,0 assistências

Melhor Ataque
Brasília – 88,1 pontos

Melhor Defesa
São José – 79,7 pontos sofridos

Troféu Fair Play
Uberlândia

MVP das Finais
Guilherme Giovannoni (Brasília)

Melhor trio de arbitragem
Cristiano Maranho, Marcos Benito e Sérgio Pacheco

Árbitro Destaque
Carlos Renato dos Santos

Árbitro Revelação
Andreia Regina Silva

Na volta de Douglas, Brazilian All Star vence mais uma

Time comandado por Guerrinha, na China, bate combinado norte-americano

Em mais um amistoso da excursão do combinado comandado por Guerrinha – o penúltimo -, o Brazilian All Star Team venceu um combinado norte-americano por 106 a 104. Por e-mail, Guerrinha reforça que o time terminou o primeiro tempo perdendo, por 47 a 44. A equipe contou com a volta do pivô Douglas Nunes, poupado no compromisso anterior, com  dores no ombro. Foi a quarta vitória em sete jogos.

Os destaques do time brasileiro (reforçado de três estrangeiros) foram o ala Gaúcho (29 pontos), o armador Jason Fontennet (18) e o pivô cubado Amiel (16). A partida foi disputada na cidade de Qingyang. O último compromisso do combinado nesta viagem chinesa, provavelmente contra o mesmo adversário, será neste sábado (às 8 da manhã do horário de Brasília). A chegada ao Brasil está marcado para o dia 31.

ENCERRAMENTO
Guerrinha deverá chegar a tempo de participar da festa de encerramento do Novo Basquete Brasil, na noite do dia 31, no clube Paulistano. Afinal, ele concorre ao prêmio de melhor treinador. O Canhota 10 estará no evento e contará os bastidores da premiação.

Time de Guerrinha perde sexto jogo na China

Treinador diz que Bauru Basket enviou ofício à CBB, que emitiu nota contestando viagem; por aqui, BOM DIA revela dificuldades do clube

O combinado Brazilian All Stars, comandado por Guerrinha, treinador do Itabom/Bauru Basket, jogou sua sexta partida amistosa em solo chinês – e conheceu sua terceira derrota. Jogando sem Douglas Nunes, que sentiu dores no ombro, o time foi derrotado pelo Svjetlost, da Croácia (batido pelos brasucas na final do quadrangular), por 83 a 75. O jogo foi na cidade de Gandou.

“Aproveitei para dar mais tempo de quadra aos jogadores que estavam jogando menos nas partidas anteriores”, conta Guerrinha, por e-mail. O treinador ficou sabendo pelo Canhota 10 da nota emitida pela CBB contestando a viagem de membros do Bauru Basket à China, conforme o BOM DIA publicou na edição de hoje (24/5). “Nossa diretoria, através do Vitinho [Jacob], enviou um ofício onde comunicava as instituições (CBB, FPB e LNB) que o Itabom/Bauru estava cedendo alguns jogadores e o técnico a um combinado, para uma empresa de eventos da China, para participar de um intercâmbio com jogos contra croatas, americanos e chineses”, revela.

Diz a nota da CBB:”A Confederação Brasileira de Basketball faz saber que não recebeu pedido de licença e nem autorizou o clube Bauru, filiado à Federação Paulista de Basketball (FPB), para excursionar à China para participar de torneios e jogos amistosos, no corrente ano”. O Canhota 10 entrou em contato com a assessoria de imprensa da FPB, que disse não ser de sua esfera autorizar a viagem. Já a LNB reconhece a excursão, pois noticiou a ida de Guerrinha e companhia em seu site oficial.

O Brazilian All Star ainda fará mais dois jogos, na sexta e no sábado, contra um time norte-americano, e estará de volta ao Brasil no próximo dia 31.

DIFICULDADES
O BOM DIA Bauru publicou nesta terça matéria de Gustavo Longo falando da dificuldade do Itabom/Bauru em encontrar um copatrocinador master, o que complica a permanência de Jeff Agba e a chegada de reforços de peso. “O problema é o dinheiro mesmo. Vamos começar a trazer os jogadores e tentar manter o Jeff só quando tivermos o apoio de mais um patrocínio. Por enquanto, o panorama não está nada muito animador”, revelou o diretor Vitor Jacob.

Para engrossar o coro, o vice-presidente do Bauru Basket, Joaquim Figueiredo, passou mensagem semelhante aos torcedores, em postagens na comunidade da torcida (Bauru Basketball ITABOM), no Orkut – onde deixou claro estar falando mais como torcedor do que como dirigente.”Jogadores de ponta ou que estão em grandes clubes e em destaque, acredito que não terão o endereço de Bauru, pois seus salários são altos e os clubes fortes estão abrindo os seus cofres (muitos de forma equivocada…). Não na condição de conformista, mas é preferível continuarmos com nossa base, descobrindo alguns valores, como foi com o Douglas, e o trabalho sério do Guerra. Vamos ser campeões? Muito provavelmente não, mas vamos continuar judiando e dando muito trabalho a gente grande… O dia que tivermos algum outro patrocinador master junto com a Itabom, as coisas podem caminhar para outro rumo, mas quem se oferece?”, lamenta.

É campeão!

Molecada comemora em meio às cheerleaders chinesas. Foto de divulgação/Guerrinha

Brazil All Stars Team comandado por Guerrinha vence quadrangular na China

O combinado brasileiro – reforçado por três estrangeiros – comandado por Guerrinha ainda tem compromissos por lá, mas já garantiu peso extra na bagagem. Neste sábado, na cidade de Shijiazhuang, a equipe Brazil All Stars Team venceu o quadrangular internacional ao bater os croatas por 80 a 68. Até então time mais temido, que batera os próprios brasileiros em amistoso e vencera os norte-americanos de Santa Barbara por 27 de diferença na semifinal, os croatas foram surpreendidos pela forte marcação da equipe de Guerrinha.

Segundo o treinador, por e-mail, a grande aplicação tática na defesa foi a chave para vencer a partida. Guerrinha, mais uma vez, enviou os destaques da equipe. Confira os números:

• Douglas Nunes: 22 pontos e 12 rebotes
• Gaúcho: 11 pontos
• Amiel: 10 pontos
• Gui: 10 pontos
• Jason: 8 pontos
• Thyago Aleo: 8 pontos
• Alex: 7 pontos e 8 rebotes
• Pilar: 4 pontos e 7 rebotes

O pivô Douglas Nunes foi eleito o MVP do torneio, enquanto Gui foi homenageado como “jogador espetaculat”.

O time de Guerrinha já soma cinco partidas em solo chinês, com três vitórias e duas derrotas (ambas por dois pontos de diferença).

Douglas Nunes, o MVP, e Gui, o mais espetacular (deve ter caprichado nas enterradas por lá). Foto de divulgação/Guerrinha

Time de Guerrinha vence e vai a final de quadrangular na China

Brazil All Star Team bateu chineses do Shanxi Dragons

Em partida válida por um quadrangular internacional, o Brazil All Star Team, combinado comandado pelo técnico Guerrinha, do Itabom/Bauru, venceu a equipe chinesa Shanxi Dragons por 83 a 69. O time fará a final contra os croatas, que venceram os norte-americanos de Santa Barbara na outra semifinal. A seguir, números enviados por Guerrinha dos destaques da partida:

- Alex Passilongo: 17 pontos, 10 rebotes e 3 tocos
- Douglas Nunes: 18 pontos e 8 rebotes
- Amiel: 16 pontos
- Jason Fontennet: 10 pontos
- Thyago Aleo: 6 pontos e 7 assistências
- Guilherme: 9 pontos e 8 rebotes

O pivô Alex Passilongo, de 2,12m e 25 anos, jogou o NBB3 por Vitória e registrou as seguintes médias por partida:
- 18 minutos em quadra
- 5,21 pontos
- 3,58 rebotes
- 49,4% de aproveitamento em chutes de dois

O combinado brasileiro (reforçado de três estrangeiros) faz a final do quadrangular neste sábado, às 21h do horário local (na cidade de Shijiazhuang).

Mais notícias da China!

Canhota 10 mantém contato com Guerrinha

Sigo em contato com Guerrinha, por e-mail, a exemplo dos colegas do Jornal da Cidade. No início da tarde desta quarta (18/5), o treinador do Bauru Basket enviou e-mail informando o resultado da terceira partida da série de amistosos na China, já valendo por um segundo quadrangular.

O combinado brasileiro perdeu para o time de Santa Barbara, dos Estados Unidos, por apenas dois pontos (ele não especificou o placar). Guerrinha descreve detalhes da partida:

“Sem poder contar com o jogador Pilar, que teve um leve entorce no tornozelo e provalvemente joga o quadrangular na sexta e sábado. A equipe brasileira fez ótimo primeiro quarto, terninado em 25 a 25. No segundo, melhorou na defesa e fez vários contra-ataques, fechando o primeiro tempo com vantagem de oito pontos, 50 a 42.

No terceiro quarto, a equipe americana melhorou seu ataque, apoiando-se no rebote ofensivo e fechando o quarto com vantagem dos brasileiros, 62 a 58. O último quarto foi emocionante, com as equipes alternado no placar. Faltando 28 segundos, com o jogo empatado e posse da bola para bater o lateral no ataque, o árbitro chinês decidiu o jogo a favor dos americanos, penalizando a equipe brasileira com uma falta técnica, quando o  jogador americano da equipe de Santa Bárbara discutia com o americano Jason, da equipe brasileira, que estava na quadra, e com outro americano, Lebron, que estava no banco, e com todos.”

Números enviados pelo treinador como destaques do jogo:
• Gaúcho: 23 pontos, sendo quatro bolas de três pontos de seis arremessadas
• Douglas: 22 pontos e 13 rebotes
• Amiel: 12 pontos
• Jason: 11 pontos

Na sexta feira (20/5), o “Brazil All Stars” enfrenta o Shanxi Dragons, da liga chinesa, em Shijiazhuang. O combinado croata enfrenta Santa Barbara na outra partida do quadrangular.

Abaixo, foto da equipe:

Em pé (esq. para dir): Amiel, Pilar, Douglas Nunes, Alex, Lebron Benning, Adam Brooks e Guerrinha; agachados: Gui, Thyago Aleo, Zezinho, Gaúcho, Jason Fontennet e Guilherme Guerra.

O cubano Amiel Vela, ala/pivô, terminou o último NBB pelo Vitória com média de 14,4 pontos ; Alex, segundo Guerrinha, tem 2,12m; os norte-americanos: Lebron Benning (pivô) tem passagens pelo basquete da Suíça e do Chipre, Adam Brooks (ala) , saiu agora da universidade e Jason Fontennet (armador) é da cidade de Phoenix e já jogou na Grécia e na Itália; já o armador Guilheme Guimarães apenas compôs o grupo do Flamengo.  Atualizado: o Guilherme da foto é Guilherme Guerra, filho de Guerrinha, que viajou a convite dos organizadores da excursão e vestiu uniforme apenas para completar os 12. Ele já jogou basquete, mas hoje é engenheiro ambiental e trabalha em Ribeirão Preto.

Por fim, Guerrinha perguntou como vão as coisas por aqui, finalizando com a palavra ginásio seguida de reticências… Contei a ele o que Batata, secretário de esportes, comentou comigo há uma semana: texto da licitação no jurídico da Prefeitura. Quando sair e o martelo for batido, acha que em um mês a reforma será concluída. Ele acha possível entregar a tempo de o Bauru Basket pleitear a sede do Sul-Americano de Clubes. Eu não sou tão otimista, mas torço por isso.

Exclusivo: Guerrinha manda recado da China

Treinador do Itabom/Bauru está em período de amistosos com jovens atletas e falou com o CANHOTA 10

Há quase uma semana, o treinador do Itabom/Bauru Basket, Guerrinha, está na China comandando um combinado de atletas brasileiros que fará vários amistosos por lá. Com ele, foram os alas Pilar e Gui, o armador Thyago Aleo e o pivô Douglas Nunes, junto com outros jovens jogadores, como o ala Gaúcho (ex-Bauru) e alguns norte-americanos. Está, inclusive, de olho em reforços.

O Canhota 10 entrou em contato com Guerrinha via-email e reproduz, abaixo, a resposta do treinador, contando como tem sido a experiência até o momento. Manteremos contato!

“Obrigado pelo e-mail. Estou sem meu computador aqui e te respondo rápido de um computador de um amigo. Assim que estiver com o meu, passo mais notícias para todos aí. Gostaria que você enviasse a notícia a JC, Bom Dia e ao Rafael do Jornada… Será meu contato aí… rs

Fizemos um jogo até agora e hoje faremos o segundo contra a Croácia. No primeiro, foi Croácia 78 x Brasil 76, na última bola. A equipe da Croácia jogou ontem contra os Estados Unidos, que iremos jogar, e ganhou de 14 pontos…

O Douglas fez 18 pontos e 12 rebotes (muito bem no jogo); o Thyago, oito pontos e 6 assistências (foi muito bem no jogo); o Pilar, 12 rebotes (além de ter marcado o cestinha da Croácia) e 12 pontos; Gui: três rebotes e seis pontos. O Jason (armador), 15 pontos e dez assistências, muito bom… O Gaúcho completou a equipe que entrou de titular. Nesse próximo jogo vamos entrar com outros jogando e estamos fazendo um revezamento, pensando em dar tempo de quadra principalmente para nossos jogadores e para os americanos que estamos observando – sem pensar só no resultado do jogo.

Todos estão aproveitando bem a viagem, de ótima estrutura e de adversários bons, que vêm com suas equipes prontas de final de temporada. Nós estamos com vários jogadores, de várias equipes.

Estamos com várias opções de jogadores paras as duas posições (pivô 5 e ala 3). Depois, vai depender da diretoria, se conseguiu recursos…

Guerrinha”

Foto na homepage: Gilson Borba/F5 Fotoagência/NBB

Os melhores do NBB 3

Recebi na quinta-feira (12/5) o convite para participar da votação dos melhores do Novo Basquete Brasil 3 e, de prima, enviei meus indicados.

O júri dos destaques do NBB 3, eleição promovida pela Liga Nacional de Basquete, é formado pelos técnicos e assistentes de todas as equipes, personalidades do basquete e membros da imprensa especializada (é aí que eu entro).

Agradeço o convite. Abaixo, os votos do Canhota 10, comentados:

Armador: LARRY TAYLOR (Itabom/Bauru)
O Alienígena não esteve na sua mais brilhante temporada, mas certamente na mais madura, em que se tornou mais solidário – até porque o time de Bauru, mais qualificado, passou a depender um pouco menos dele. E, como sempre, os amantes do basquete vibraram com suas jogadas mágicas. Larry protagonizou os dois lances mais bonitos do NBB 3: a rebodunk contra Franca e a enterrada-show no Jogo das Estrelas.

Ala: MARCELINHO (Flamengo)
Por mais marrento e intocável que seja, impossível deixar o camisa 4 rubro-negro de fora. Experiente, Marcelinho não se desconcentra da partida, não dá a mínima para provocações de torcedores e tem uma precisão impressionante em seus chutes. Mas espero que tenha consciência de sua importância para o basquete e deixe de protagonizar cenas lamentáveis – invariavelmente as confusões começam com chiliques dele.

Ala: SHAMELL (Pinheiros/Sky)
Outro norte-americano que oscila entre a eficiência e o estilo showman. Como Larry, às vezes peca em momentos decisivos, mas só erra quem tenta e eles não fogem de suas responsabilidades. “Brasileiríssimo”, o carismático ala também é admirado por outras torcidas e foi um dos grandes responsáveis pela grande campanha do Pinheiros.

Pivô: GIOVANNONI (Uniceub/BRB/Brasília)
O cara é completo. Bom reboteiros, exímio chutador e jogador que se impõe na quadra. Sua experência com a Seleção e no basquete europeu está evidente em seu comportamento durante uma partida. Quando torcedores sonham com um reforço de peso, é sempre um dos primeiros a ser lembrado.
Também votei em Giovannoni como MELHOR JOGADOR DA TEMPORADA

Pivô: DOUGLAS NUNES (Itabom/Bauru)
Tivesse menos de 21 anos, também mereceria o troféu de revelação – e confesso que não votei nele como ‘Jogador que mais evoluiu’ para não ser bauruense demais nos votos! Douglas personificou a alma guerreira do time e rapidamente passou de promessa a selecionável, como parte da crônica já requisita uma Amarelinha para ele. Seus chutes de três na hora certa foram fundamentais. Falta evoluir na defesa, como o próprio Guerrinha diagnosticou.

Sexto homem: BENITE (Vivo/Franca)
Revelação (sub-21): BENITE (Vivo/Franca)
Jogador que mais evoluiu: BENITE (Vivo/Franca)
O menino de Franca correspondeu às expectativas lançadas sobre ele antes do início do NBB 3. Rápido e habilidoso, fez 24 pontos na partida que eliminou o Flamengo nas semifinais. Até o final dessa fase, tinha boa média de 14,8 pontos por partida e aproveitamento de 53,4% em seus arremessos. Vai longe.

Melhor defensor: OLIVINHA (Pinheiros/Sky)
Nada mais justo do que o melhor reboteiro (8,61 por jogo). De quebra, é o segundo jogador mais eficiente do NBB 3 (dados até o fim das semifinais).

Técnico da temporada: GUERRINHA (Itabom/Bauru)
Parece um voto caseiro, mas não é. Aqui pedi ajuda ao meu amigo Oswaldo Thompson, expert no assunto, para encontrar o melhor critério. “Pegue um time inferior no papel que chegou longe”. Isto é, um treinador que explorou bastante o potencial de cada jogador. Aí, ficou fácil. O 12º elenco em orçamento terminou o campeonato em quinto.

Carta aos guerreiros

Veja a carta enviada pela torcida ao Bauru Basket, lida por Guerrinha na preleção

A comunidade do Bauru Basket no orkut é muito forte. Os comentários fervilham por lá diariamente e não é incomum jogadores e dirigentes passarem por lá e deixarem recado. Lá está publicada a carta redigida pelos irmãos Felipe e Gustavo, da torcida Fúria, dando apoio aos jogadores antes do jogo 4 do playoff das quartas do NBB.

Mas reproduzo aqui, pois recebi uma cópia da mesma em um gentil e-mail do Felipe, juntamente com a foto acima, do Jornal da Cidade (ele não especificou o fotógrafo).

A carta foi lida, na íntegra, pelo técnico Guerrinha na preleção. Parabéns aos gêmeos pela iniciativa.

Bauru 1, arrogância 3

Cheguei em casa após a partida de sexta-feira às 23h30, mala para fazer e estrada na manhã seguinte, para São Paulo. Apesar de os dedos estarem coçando, não fiz a matéria sobre o jogo… A partir daí, decidi resumir tudo o que vi na minha coluna de segunda-feira, no BOM DIA. ela se chama ‘Papo de FUTEBOL’, mas permite essa louvável exceção que é o Bauru Basket. O editor-chefe Thiago Roque, exímio armador na juventude, defendendo sua Descalvado em Jogos Regionais, topou na hora. É minha singela homenagem a esse time de guerreiros que arrebatou meu coração rubro-negro. Espero que gostem.

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Texto publicado na edição de 2 de maio de 2011 no jornal Bom Dia Bauru

O time de Bauru

Em janeiro de 2001, a revista Placar, maior publicação futebolística no país, trouxe Gustavo Kuerten em sua capa, com a chamada “O que esse cara está fazendo na nossa capa?” A quebra de protocolo tinha enorme justificativa: no mês anterior, Guga havia fechado o ano como primeiro do mundo, algo antes improvável para um tenista brasileiro. Lembrei-me desse precedente para transferir este papo do futebol para o basquete e, assim, desfazer o nó que está na minha garganta desde a última sexta-feira.

Foi quando o time de guerreiros se despediu do Novo Basquete Brasil sob calorosos aplausos. Normalmente, o derrotado deixa o campo de batalha sob vaias ou indiferença. Não o Itabom/Bauru Basket. A equipe nunca se entregou. O gigante Flamengo não conseguiu calar o ginásio da Luso. Sua comemoração do bonde sem freio, ao final da partida, foi constrangedora. Os rubro-negros tinham todo o direito, como vencedores, mas deveriam aplaudir o público bauruense, muito mais apaixonado pelo basquete – a arena da Barra, no Rio, esteve às moscas nos jogos 2 e 3 do playoff.
A postura arrogante do Flamengo durante essas quartas de final constrangeu a mim, flamenguista desde sempre (no gramado), que sabe que o Manto Sagrado é muito maior do que a marra de Marcelinho. Maior ainda do que o estafe carioca, que na retaguarda do banco de reservas não soube levar na esportiva vaias e provocações naturais de uma disputa tensa.

Durante o jogo, eu olhava para aquele escudo em peitos tão indignos e tentava borrá-lo em minha mente. Por ser impossível tarefa, foquei-me no sorriso do boleirão Larry – que transforma uma aparente displicência em eficiência –, na raça de Pilar, na entrega de Fischer. Mal sabia, àquela altura da partida, que as lágrimas de Douglas Nunes lavariam a alma de todos. O camisa 13 lamentou o erro na última bola. As palmas que o afagaram não eram de perdão, não havia o que desculpar. O torcedor agradecia a dedicação.

Reconhecimentos ilustres
A jornalista Vanessa Riche, do Sportv, veio a Bauru e disse, em  conversa com a coluna, ter ficado impressionada com o caldeirão que é o ginásio da Luso. “Se fosse jogadora, não conseguiria atuar aqui. Que energia!”, confessou. Já o gerente técnico da Liga Nacional de Basquete, Lula Ferreira, elogiou o trabalho da diretoria bauruense. “O Bauru Basket se cercou de pessoas competentes, descobriu talentos. Muitos desses jogadores, que ainda buscam uma posição de destaque, já chegaram muito longe. E o principal é que não foi formado simplesmente um time de basquete, mas um time da cidade”. O time de Bauru.

Visibilidade e grana
A diretoria teve uma boa sacada para o confronto decisivo, com TV. Encomendou uniformes novos, agora com a marca Itabom nas costas, sobre os números. Maior visibilidade para a empresa que fez essa equipe acontecer – e que precisa de mais apoio financeiro. Os diretores Vitor Jacob e Joaquim Figueiredo demonstraram otimismo em fechar com mais um patrocinador master. Há conversas em andamento. Somente com mais grana o time conseguirá manter o pivô Jeff e trazer um brasileiro de renome.

Cordialidade
O ala Pilar, símbolo da raça do Bauru Basket, foi conversar com o ala Marcelinho assim que o cronômetro zerou. “Foi uma série muito tensa, de muita animosidade, muita marcação entre mim e ele. O Marcelinho é um cara que põe um desafio na quadra como o último da vida dele. Joga de forma agressiva, eu também. Houve discussão no Rio. Mas, no final, somos todos jogadores e a quadra é só uma fantasia da vida. Ele é guerreiro como a gente. Eu disse que o respeito e desejei boa sorte”, revelou à coluna. Eu tenho ou não que torcer para um time desses? Com muito orgulho.