Conteúdo da seção Bauru Basket

Itabom/Bauru no Jogo das Estrelas 2012

Como era de se imaginar, o Bauru Basket estará bem representado no Jogo das Estrelas 2012 do Novo Basquete Brasil (NBB) – dias 9 e 10 de março, em Franca. Fischer, atual campeão do desafio de três pontos, já era nome certo. Larry Taylor (armador mais votado para o time NBB Mundo) e Jeff Agba (o jogador mais lembrado entre todos!) também eram esperados. A grande novidade é a presença de Guerrinha, escolhido para comandar o time NBB Brasil. Isso mostra o prestígio entre os colegas, já que o peso do voto dos treinadores era maior – capitães das equipes, imprensa e convidados também escolheram os elencos. Fischer e Douglas Nunes também foram mencionados.

Agora, chegou a vez do público. No hotsite do Jogo das Estrelas, a galera irá escolher os cinco titulares de cada equipe. Eu já apontei os meus:

NBB Brasil: Fúlvio, Alex, Marquinhos, Giovannoni e Murilo.

NBB Mundo: Larry, Shamell, Robert Day, Kammerichs e Jeff Agba.

Será curioso ver Guerrinha voltando a comandar o ala Marquinhos, por quem não nutre muita simpatia. Fica a torcida para o ala Gui passar nas eliminatórias para o desafio de enterradas – os concorrentes do desafio de habilidades serão indicados pela Liga. E tomara que o alienígena Larry volte a protagonizar lances como este (no final do vídeo):

Itabom/Bauru perde jogo-chave para o Paulistano

Alex arremessa marcado por Larry: ex-guerreiro mostrou serviço contra os colegas

Já foi o tempo em que viajar para São Paulo era garantia de trazer vitória do tradicional clube da capital. O Paulistano, que já bateu Uberlândia, Brasília e Flamengo em casa – mas perdeu para Limeira e Tijuca… -, venceu o Itabom/Bauru por 78 a 63. Menos mal que a diferença foi menor do que a da vitória imposta pelos guerreiros no turno (96 a 73). Assim, num provável empate entre as duas equipes, Bauru leva vantagem no confronto direto. E a campanha dos dois times, hoje, é idêntica: 13 vitórias em 20 jogos.

O ala Alex foi um dos destaques do jogo, com 16 pontos e 9 rebotes. Pedro converteu cinco bolas de três pontos e também desequilibrou. Larry, mais uma vez, fez sua parte, com 19 pontos, 9 rebotes e 5 assistências.

O próximo confronto, dia 25, será contra Uberlândia, que só perdeu uma vez em casa… A esperança é que Pilar, Douglas, Gui e Jeff Agba, todos baleados, tenham condições de jogo. Do contrário, pode colocar mais uma derrota na conta…

A seguir, algumas declarações pós-jogo, coletadas pelo repórter Chico José, do Jornada Esportiva:

“Estávamos determinados a vencer o jogo. Devo minha boa atuação aos meus companheiros. Fiquei feliz de encontrar meus amigos. É um jogo diferente, eu me exigi bastante para dar um pouco mais. Tem um cantinho no meu coração guardado para Bauru”, disse ALEX, agora camisa 10 do Paulistano.

“Pecamos na defesa o momento em que eles pressionaram”, concluiu o ala GUI, que também falou do problema na coxa, o que comprometeu sua semana de treinos e o deixou sem o ritmo ideal para o jogo.

“O Paulistano está num momento melhor do que a gente. Em casa a gente se supera, a torcida é muito importante, mas fora de casa o adversário também cresce. Nosso problema hoje foi no ataque e virou presa fácil sem o Douglas, contundido, e com o Jeff atuando no sacrifício. Nós administramos os problemas, mas a diferença no confronto direto foi o ponto positivo. Vamos torcer para que a contusão do Douglas não seja forte. Ainda estamos no grupo dos seis primeiros e temos que administrar essa boa colocação para chegar bem nos playoffs”, avaliou o treinador bauruense, GUERRINHA.

“A cobrança da torcida e da imprensa nos ajuda, mas às vezes os jogadores, por estarem em formação, sentem. E eles têm limitações. Só craque como o Larry não oscila”, concluiu o técnico dos guerreiros.

EM TEMPO: existe a possibilidade de Larry Taylor fazer a prova na Polícia Federal (mais uma etapa do processo de naturalização) na semana que vem. Que talvez seja aplicada mesmo em Bauru. Quem acompanha os trâmites pessoalmente é o presidente do Itabom/Bauru, Joaquim Figueiredo. Como tem carnaval semana que vem, depois o time viaja para Uberlândia, melhor é aguardar… e torcer!

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Coluna da semana: chegou o momento de atenção para o Noroeste

Texto publicado na edição de 13 de fevereiro de 2012 no jornal BOM DIA Bauru fala do momento desafiador na tabela e lança desafio para o Noroeste jogar de vermelho

Sinal amarelo, Norusca

O semáforo da Série A-2 pede atenção. Por enquanto, vai tudo bem, o Noroeste no G-8, campanha razoável. Se o time não foi convincente contra o Rio Preto, ontem, pelo menos trouxe a vitória – o  momento é de acumular pontos. Mas está chegando aquele pedaço ingrato da tabela, quando cansaço, desatenção e gols perdidos acarretam derrotas que cobram um preço alto ao final da fase de classificação.

Em 2010, o Norusca terminou a sexta rodada com ótimos 13 pontos (o time atual tem 11), com quatro vitórias, duas delas fora de casa. Ainda bateu o Guarani na sétima jornada antes de desandar – derrotas seguidas da oitava à 11ª, que valeram a demissão do mesmo Amauri Knevitz na ocasião. Para não repetir a descarrilhada da última participação na A-2, o Alvirrubro precisa levar o famoso “dever de casa” à risca e aproveitar o Carnaval com a alegria de mais duas vitórias no Alfredão. Esses dois triunfos não trariam apenas tranquilidade, mas também otimismo, afinal, são adversários que estão à frente na classificação: o Santo André, duelo de quarta, é o sexto e o vice-líder União Barbarense será o desafio do sábado. Vencer confrontos diretos será o selo de qualidade que falta a esse elenco do Noroeste, que ainda não convenceu, apesar do bom trabalho até aqui – está a apenas dois pontos do segundo, enquanto o líder Red Bull destoa, com campanha perfeita.

Seja rubro, Norusca!
Lanço um desafio que terei o maior prazer em perder: que o centenário Esporte Clube Noroeste jogue de camisa vermelha, calção branco e meia vermelha na próxima quarta-feira. Que faça valer o que está em seu site oficial, que esta é a combinação principal – apesar do estatuto. Se o argumento para jogar de branco é o calor, não é possível que para uma partida às 19h30 haja essa preocupação. Aliás, em comunicado enviado à imprensa no dia 9, o clube informou que sua camisa oficial vermelha já estava à venda na loja virtual. E fez questão de frisar que ela faz parte do uniforme um. Portanto, seja coerente contra o Santo André, Norusca!

Conta errada
Durante a última semana, o Canhota10.com publicou o equívoco noroestino ao divulgar público de 1.790 pagantes durante a partida do dia 4, contra a Ferroviária, e depois informar 1.290 no borderô disponibilizado à FPF (Federação Paulista de Futebol). O Noroeste alegou erro no dia do jogo e disse que vale o dado apresentado à FPF. Também questionei por que não divulga a quantidade de pagantes VIP (sócios-torcedores e quem comprou carnê, tanto nas cadeiras quantos nas arquibancadas centrais). O clube afirmou informar tudo no boletim financeiro. Ora, constavam 31 pagantes nesses espaços e havia muito mais do que isso lá…

Papo de basquete
Não é só o Noroeste quem derrapa na divulgação de público. A não ser que meus ouvidos tenham me traído, o Bauru Basket não informa, no alto-falante, os dados de bilheteria durante o jogo – como exige o Estatuto do Torcedor. Pelo menos no borderô detalha bem cadeiras, meia-entrada, sócios e não-pagantes. Sem contar os jogos contra Flamengo e Tijuca (dados ainda não divulgados no site da Liga Nacional de Basquete), a média de público no ginásio da Luso é de 509 pagantes e outros 196 convidados. O boletim financeiro padrão da Liga revela pontos a evoluir: não há antidoping, não diz se há gasto com policiamento e também não coloca na conta a confecção de ingressos. Desconta os 5% de INSS e só – enquanto o do futebol mais parece um holerite.

Papo de basquete 2
O Itabom/Bauru também tem dois desafios (de confronto direto) antes do Carnaval, só que fora de casa. Paulistano, na quinta, e Uberlândia, no sábado. Precisa trazer pelo menos uma vitória para não se distanciar da ponta. Os guerreiros não conseguem mais vencer apenas com o show solo de Larry Taylor. Para conseguir pontuação alta, precisam da inspiração de Jeff, Douglas e Fischer. Se um deles tem uma noite infeliz, fica difícil. Se dois vão mal, aí fica impossível…
Errata: na verdade, o Bauru Basket faz apenas uma partida antes do Carnaval, na quinta (16/2). A partida contra Uberlânda será no outro sábado, dia 25.

Em tempo: a vitória do Bauru Basket sobre o Tijuca

Larry: cada dia mais alienígena em quadra

O jogo foi sábado, todo mundo já leu nos jornais, repercutiu no Facebook, enfim, estou atrasado. Mas ainda vale falar sobre a vitória do Itabom/Bauru, depois de três insucessos – ainda mais porque tem cliques legais, logo mais abaixo.

Era para ter sido mais fácil. Encarei como passeio em família, fui com esposa e filha, comprei pipoca, relaxei depois da pilha de nervos que foi a derrota para o Flamengo… E não é que o Tijuca engrossou o jogo? Raçudo, o time carioca, compensando na luta as deficiências técnicas. E, também como bons cariocas, marrentos que só os componentes da comissão técnica, que responderam às provocações dos torcedores que estavam atrás do banco – inclusive o treinador Miguel Angelo da Luz, que mandou uma meia dúzia para a ponte que partiu.

Apesar do jogo difícil, da displiscência no segundo quarto, vale comemorar o bom jogo de Jeff, que andava mal. Foram 22 pontos e 9 rebotes. Larry ficou quase todo o tempo em quadra para, com duplo-duplo (20 pontos e 11 assistências) garantir a vitória por 87 a 81, concluindo lances decisivos, ainda mais depois de duas bolas perdidas seguidas de Thyago Aleo. Agora, dois desafios duríssimos fora de casa: Paulistano e Uberlândia. Tem que trazer pelo menos uma vitória na bagagem.

“Vínhamos de três derrotas, algumas inesperadas e a vitória foi importante. Tijuca vem crescendo no campeonato, chegaram bons jogadores, o Rodrigo Bahia está bem. Não é um time bobo, é perigoso”, comentou o pivô ANDREZÃO, sobre a partida.

“A vitória era crucial, um jogo que não poderíamos perder. É um campeonato duro, temos que estar preparados para todos os adversários. Mas o jogador, inconscientemente, por ser um adversário teoricamente fácil… Tenho que fazer um trabalho para passar a importância do jogo. Acabamos ganhando, mas pode haver um dia com derrota e complicar tudo”, disse GUERRINHA sobre a habitual relaxada do time contra times mais fracos.

“Todas as vezes que perdemos o terceiro quarto, havíamos terminado muito bem o primeiro tempo. É normal o outro time vir do vestiário com um ‘é agora ou acabou!’. E nós voltamos com um ‘tudo bem’, que no basquete dura dois minutos. O contrário é melhor. É melhor terminar o primeiro tempo mal, porque volta mais ligado. Mas demos moral demais, fizemos Tijuca acreditar na vitória e corremos sério risco de perder”, ainda GUERRINHA, explicando a nova ‘síndrome’ do time, que agora vai mal no segundo quarto – antes era no terceiro.

“Bauru é muito forte, ainda mais com a torcida a favor, entramos mal no primeiro tempo, as conseguimos recuperar antes do intervalo. Voltamos com determinação, tentamos dar o máximo”, avaliou o armador GEGÊ, do Tijuca.

“É sempre bom voltar a Bauru. O pessoal daqui está fazendo um bom trabalho, a cidade está de parabéns”, elogiou o ala JEFFERSON SOBRAL, que disse ainda estar longe de sua forma ideal: “Falta muito ainda, joguei apenas cinco partidas, vai demorar um pouco para entrar em ritmo de jogo. Mas o que importa é que a equipe está melhorando e tem condições de se classificar“.

A seguir, fotos do confronto do último sábado (11/2):

Jeff aguarda, atento, arremesso de lance livre

Os guerreiros no ataque

O técnico campeão mundial Miguel Angelo da Luz: até ele respondeu às provocações dos torcedores

Larry e Jeff: eles comandaram a vitória bauruense

Gaúcho vai para a bandeja

A derrota do Bauru Basket para o Flamengo: análise e entrevistas

Larry teve outra atuação de outro planeta

Não vou me alongar muito em análises. Foi um jogão, intenso, nervoso, disputado e qualquer um poderia sair com a vitória. A palpitação, a emoção durante toda a partida até dificulta uma análise apurada, quarto a quarto. Mas é certo que se o Itabom/Bauru não tivesse cochilado no final do segundo quarto – quando levou 20 pontos seguidos -, a vitória seria uma realidade.

O problema é que o Flamengo foi constante no jogo, esteve inferior apenas no início dos períodos dois e três. Mas no final desses mesmos quartos reagiu. Contou com a inspiração dos irmãos Machado (Marcelinho 16 pontos e Duda 14 – sendo quatro bolas de três em cinco chutes) e principalmente com o pivô argentino Kammerichs, 18 pontos, 7 rebotes e 5 assitências (confira a entrevista  com o campeão olímpico mais abaixo).

Larry foi um monstro, com 30 pontos, 5 assitências e 11 faltas recebidas. Douglas, aniversariante do dia, começou mal, mas reagiu e fez até duplo-duplo (14 pontos, 12 rebotes). Fischer manteve sua boa média, com 17 pontos. Talvez se Jeff tivesse atuado melhor (apenas 6 pontos e 4 rebotes, números tímidos para a temporada que vem fazendo).

Sobre a atuação de Jeff, em resposta a questionando do repórter João Paulo Benini, do Jornada Esportiva, Guerrinha deixou nas entrelinhas que talvez (eu disse talvez…) o norte-americano esteja reagindo a um provável (eu disse provável…) atraso de pagamento. “A gente está vivendo um momento administrativo muito complicado. Ele é americano… Apesar de ser uma pessoa muito dócil, muito compreensiva, que veio para cá num voto de confiança, pois não tínhamos como pagar, cada um sente a situação de uma forma diferente. Não tem tido nenhum problema com a gente, os jogadores estão dando o seu máximo…”.

Enfim, foi a sexta derrota bauruense, a terceira seguida. Hora de reagir! A seguir, depoimentos riquíssimos de Guerrinha, Fischer e do simpaticíssimo Kammerichs – que tirou fotos, interagiu com fãs, afagou crianças. Um gentleman – que nem combina com o estilo marrento e arrogante dos rubro-negros – que, pra variar, motivaram certo tumulto no fim do jogo.

GUERRINHA

“A gente não pôde fazer o revezamento no final. Quando fizemos, os outros não tiveram a mesma qualidade dos titulares. O Douglas contribuiu para o time, o Larry desequilibrou como sempre, o Fischer, enquanto teve fôlego, jogou muito bem. O Gui, dentro do que se pode esperar dele, foi muito bem, marcou bem o Marcelinho. Isso faz parte, elenco, revezamento… Fizemos um jogo bom, lutamos, a torcida participou legal. Mas o Flamengo mereceu a vitória”, analisando a partida.

“O time está precisando do melhor de cada um. O Mosso jogou muito mal, ao contrário da partida anterior. O André contribuiu, mas ainda não está pronto para assumir a responsabilidade. O Alex não entrou mal, mas ele cansa rápido, pois tem um problema sério de garganta. Como o Jeff não foi bem, se tivéssemos um jogador que entrasse bem como o Mosso entrou lá em São José, poderia ter sido diferente. Tentamos com o Gaúcho o jogo inteiro, mas ele não produziu nada! Faz parte… Com tudo isso, perder de dois pontos do Flamengo… Como diz nosso amigo Jordan, não existe derrota bonita nem vitória feita. Mas foi uma derrota digna, lutando dentro de nossas limitações”, sobre o revezamento.

“Se jogarmos contra Tijuca como jogamos hoje, certamente sairemos com a vitória”, prognóstico para sábado.

“A gente tentou usar da psicologia, da nossa experiência. Eu pedi dois tempos no segundo quarto, troquei o time e levamos 18 a 0 [na verdade, foi 20]. No intervalo, tive mais tempo para trabalhar melhor, pensar no revezamento. Mesmo assim, chegou o final e o time cansou. A gente tem que chegar com o time como chegou no último quarto, mas era um adversário de categoria. Não é demérito perder para o Flamengo. Alguns mostraram qualidade, mas não tivemos reposição à altura e faz parte…”, explicando como a bronca no intervalo surtiu efeito até o time cansar.

“A Liga das Américas ser em casa já é uma vantagem. O Interligas será, provavelmente, oitenta por cento em Buenos Aires. Mas a viagem é tranquila até São Paulo, mais duas horas de voo até Buenos Aires. Melhor do que ir até Joinville, Brasília, Belo Horizonte, Vila Velha… Então, a sequência de jogos pode até cansar, mas vai nos dar uma bagagem que os outros times têm – aqui vimos jogadores do Flamengo que decidiram o Pré-Olímpico por Argentina e Brasil. E quase que pedi o Marcelinho e o Caio Torres emprestados, porque estavam descansando no banco e a gente precisando de jogadores…”, brincou sobre a sobra de talentos dos cariocas, após analisar a maratona que vem pela frente.

FISCHER

“É o tipo de jogo que foi perfeito, um ótimo clima para jogo de basquete, só faltou ganhar. Conseguimos conquistar esse espaço no basquete nacional, tanto que o Flamengo vem e a gente se sente na obrigação de ganhar. O Flamengo é uma baita equipe, sai um jogador e o do banco entra melhor, eles têm muitas opções. É difícil jogar contra um time assim. Foi lamentável porque tínhamos que resgatar a derrota para Joinville, que pra mim ficou muito marcada”, analisou o camisa 14.

“É um momento especial, em que temos que saber conciliar jogos fora de casa e longas viagens. Voltamos, já encaramos o Flamengo, agora vem Tijuca, jogo duro, depois tem confronto direto com o Paulistano… O desafio é grande, estamos sabendo responder a momentos adversos, recuperamos no terceiro quarto depois de perder o ritmo no segundo. Mas vamos seguir em frente, vamos planejar jogo a jogo”, comentando a maratona de jogos que já começou.

“Eles fizeram o papel deles de reclamar. A arbitragem agiu certo, teve uma postura boa”, minimizando a confusão no final, quando o auxiliar técnico do Flamengo e o armador Fred quase partiram para a briga.

KAMMERICHS

“As partidas nunca são iguais. Eu tenho que apoiar a equipe na defesa, o ataque não é minha prioridade. Estou anotando pontos, é verdade, não pensava em marcar tantos pontos quando cheguei, mas devido à generosidade dos companheiros, fui encontrando meu lugar e ajudei a equipe a ganhar a partida”, avaliou seu desempenho e a vitória.

“O ambiente é muito lindo, é um dos ginásios com melhor ambiente. A torcida perto e animando a equipe todo o tempo. Bauru é um grande time, é um dos mais importantes da competição e por isso a vitória valia muitíssimo para nós. Foi muito difícil”, elogiou os guerreiros dentro da quadra e nas arquibancadas.

Kammerichs fez a diferença no jogo - e ganhou a simpatia da galera depois dele

Imagens de Bauru 81 x 83 Flamengo

Antes do jogo: Marcelinho, concentradíssimo como sempre, e...

... Jeff Agba em sua curiosa e costumeira pose de mão no peito durante o hino BRASILEIRO!

Bola para o alto: muita emoção a partir dali

Breve reunião rubro-negra no cronômetro parado: concentração durante todo o jogo

 

Ferrugem deixa o Bauru Basket e vai para Americana

O ala/armador Guilherme Lazzari, o Ferrugem, está de saída do Bauru Basket. Ele vai jogar em Americana. Com a novidade de que o Campeonato Paulista começa mais cedo para os clubes que não disputam o NBB, os times estão se reforçando – ala Castellon (outro ex-guerreiro), por exemplo, deixou a Liga Sorocabana para reforçar São Bernardo.

Sem chances no time principal, Ferrugem teve boa atuação na fase de classificação da Liga de Desenvolvimento Olímpico – foi listado entre os 25 destaques pelo blog oficial da Liga. Disputou 5 partidas, teve média de 5,6 pontos por jogo e ótimo aproveitamento de 60% nos chutes de três. Esse desempenho chamou a atenção dos americanos. “Fui fazer um teste e apareceu a proposta“, conta o ala.

Segundo Ferrugem, as pretensões de Americana são disputar o Paulista profissional com um time basicamente sub-21. “Espero ganhar mais experiência jogando”, conta o jovem, que certamente terá bons minutos em quadra. Ele havia perdido espaço em Bauru depois da chegada de Weliton, ex-Regatas, que também disputou a LDO por Bauru. “Saio muito satisfeito de Bauru, aprendi muito”, comenta.

Ferrugem era o garoto que carregava o saco de gelo, que ficava perto da equipe de captação de imagem do time quando não era escalado, enfim, sempre humilde e dedicado aos guerreiros da forma que pudesse. Outra cena comum era vê-lo sempre ao lado de Guerrinha, nos treinos e eventos. Um aprendiz disciplinado. “Ele me deu várias oportunidades, tanto no basquete quanto na área de educação física [ele faz faculdade] , aprendi muito mesmo! Espero um dia trabalhar com ele ainda, tanto no basquete ou na área de educação física!”, disse sobre seu mestre. De fato, Ferrugem era o braço direito de Guerrinha nessa área. Era ele quem ministrava aulas para as crianças no projeto do treinador na escola infantil Cisne Real.

O Canhota 10 deseja todo o sucesso do mundo ao Ferrugem, pois ele merece, esforçado que é. Que seu talento se desenvolva com essa oportunidade.

Atualizado: estava faltando o depoimento de Guerrinha sobre a saída de Ferrugem, personagem importante no desenvolvimento do atleta até aqui. Confira:

Caro Fernando,

Foi com muita alegria e tristeza que a equipe se despediu na quarta-feira do Ferrugem (muito querido por todos do grupo), uma pessoa  dedicada, companheira, que vinha fazendo parte do grupo nos últimos anos ajudando dentro e fora da quadra.

Mas é desejo dele ter uma experiência jogando e vivendo fora de casa, por estar tendo pouco espaço numa equipe competitiva como a nossa.

Ficamos tristes de perder um companheiro e felizes em saber que contribuímos para o desenvolvimento dele. E desejamos todo sucesso que ele merece como pessoa e profissional.

Abs
Guerrinha”

Coluna da semana: Norusca com horizonte animador

Texto publicado na edição de 6 de fevereiro de 2012 no jornal BOM DIA Bauru fala da vitória do Noroeste e pede que a Semel não cochile de novo

No trilho certo

Quem diria que o Noroeste, que não tinha elenco formado em novembro, mostraria um futebol muito competitivo nesse início de Série A-2? Só posso concluir que, depois de algumas temporadas de compras equivocadas, o clube finalmente soube escolher as peças certas. E que logo se encaixaram, pois o time já mostra bom entrosamento, como provou na vitória sobre a Ferroviária (1 a 0) no sábado.

A empolgação é pelo que se imagina no horizonte. Por enquanto, o Norusca não está jogando o fino, mas o suficiente para acumular pontos importantes. Ainda precisa caprichar mais nas finalizações e condicionar-se para aguentar a correria do fim do jogo. De positivo, o bom toque de bola e o acerto no esquema tático. O losango no meio-campo está funcionando, com Everton Garroni à frente da zaga, França e Juninho apoiando bastante o ataque e Leandro Oliveira muito bem de ponta-de-lança. França e Juninho, aliás, alternam os lados do campo, confundem a marcação e estão tão bem no apoio que os laterais noroestinos nem têm descido.

Em vista desse sucesso tático, a princípio está difícil de promover a volta de Velicka, hoje na lateral-esquerda, ao meio. Isso obrigaria o técnico Amauri Knevitz a montar o meio em quadrado (dois volantes e dois meias) e sacar um dos volantes – mas qual, se todos estão jogando bem? Se o treinador queria uma boa dor de cabeça, aí está uma… O certo é que Velicka está subutilizado na lateral e mal apareceu na última partida.

No ataque, Romarinho segue uma correria só, nem sempre objetiva, mas incomodando bastante os zagueiros. E o centroavante Boka, como esperado, só será notado em campo se a bola chegar nele. Contra o time de Araraquara, só não foi nulo porque ajudou a defesa afastando o perigo nos escanteios do adversário.

Enfim, entre acertos e pontos a melhorar, o Noroeste segue no caminho certo. O prognóstico é animador. Para tirá-lo dos trilhos, só se os reservas não corresponderem quando forem solicitados, diante de expulsões (como a de Marcelinho, desfalque para quarta) e contusões.

De novo
Houve relatos de que, novamente, a bilheteria do estádio Alfredo de Castilho não atendeu a torcida a contento. A fila se formou até a esquina da rua Benedito Eleutério. O torcedor está voltando (foram 1.790 pagantes) ao Alfredão, mas precisa ser bem atendido, senão desiste. Em campo, pelo menos, o time está fazendo sua parte. E bem que o Noroeste poderia divulgar o público total e não apenas o pagante. Quantos são os sócios-torcedores? Quantos têm cadeira cativa? Quantos compraram o carnê? Porque isso não está informado no borderô…
Atualizado: houve um engano no dia do jogo sobre o público pagante. O número correto de pagantes, segundo o borderô publicado no site da Federação, é 1.290.

Seja rubro, Norusca!
No mural virtual da torcida Sangue Rubro, torcedores questionaram o uniforme branco. Ok, a camisa é bonita, com aquela faixa vermelha no peito, mas quando é que o Noroeste voltará a fardar manto vermelho, calção branco e meia vermelha? Segundo um dos noroestinos que se manifestaram, estamos “rebaixando nossa tradição dentro da nossa própria casa”. O assessor de marketing do clube, Evaldo Armani, alegou certa vez que essa camisa da faixa no peito é o terceiro uniforme e que precisa ir a campo para estimular as vendas. Era terceiro em 2011. Agora, vá ao site oficial da Nakal, fornecedora de material esportivo, e confira que é o uniforme dois – dois no papel, e um na prática…

Panela de Pressão
Conforme a coluna alertou há duas semanas, a partir de comentários de servidores municipais, o ginásio não ficou pronto a tempo de receber o Flamengo, dia 9. Ficou mesmo para março. Que a Semel não durma no ponto mais uma vez: termine a reforma e resolva logo as burocracias de alvarás e vistorias de segurança.

Bauru Basket vive momento mais complicado na temporada

Dedé (em lance contra Douglas) foi um dos destaques dos joseenses

Em menos de três dias, o Itabom/Bauru deixou a condição de potencial líder para quinto colocado. Perdeu um jogo que não estava nas contas (para Joinville) e outro – este sim, previsto – para São José. Pilar está novamente lesionado, Jeff Agba pode pegar um gancho pela exclusão na quinta-feira e jogadores importantes do revezamento, como Gaúcho e Gui, não têm mantido a regularidade. Entre os titulares, Douglas e Fischer também alternam partidas brilhantes com outras discretas. Só Larry e Jeff têm sido regularmente decisivos.

Ainda bem que de vez em quando há surpresas: na derrota e ontem (4/2) para São José, o pivô Mosso anotou 16 pontos. Ele que estava praticamente encostado, que fora preterido (com Alex Passilongo) nas viagens para conter despesas de hotel e alimentação, que andava bronqueado. Tomara que essa reação não seja um lampejo.

Ao repórter Chico José, do Jornada Esportiva, Guerrinha comentou a atuação de Mosso: “Lógico que passo a olhar o Mosso com outros olhos. Não tenho nada pessoal contra nenhum jogador, o relacionamento é bom. Ele não vinha jogando bem, não estava treinando bem. Teve várias chances e não aproveitou. Hoje aproveitou. Se continuar mantendo o nível, vai ganhando a credibilidade com o treinador, que sempre está pensando o melhor para o time.”

O treinador também comentou o momento difícil dos guerreiros: “Agora é o momento de administrar os problemas, voltar para casa e ver se o time se comporta melhor. Se a gente quiser se manter no grupo da frente, entre os seis primeiros, temos que vencer em casa”, decretou, sobre os confrontos contra Flamengo e Tijuca, no ginásio da Luso.

Nota-se que Guerrinha está com um discurso mais calmo, conciliador. Em outros tempos, já estaria esbravejando sobre a falta de grana do time e a lentidão da Semel. Mas ele reconhece o enorme esforço da diretoria para manter a casa em ordem, assim como sabe que, agora, depende de um bom relacionamento com o poder público para usar a Panela de Pressão. Mesmo assim, lembrou na entrevista ao Jornada que não foi por falta de aviso que a Panela atrasou a reforma – ele, vigilante, esteve lá várias vezes.

O certo é que o Bauru Basket vive o momento mais complicado da temporada, com uma tabela difícil pela frente na reta final do returno do NBB, além do desafio da Liga das Américas, mais à frente o Interligas… O time vai depender muito da parte física e sobretudo da emocional. E mais uma vez lutar contra o estigma de que ainda não tem bagagem para momentos decisivos.

Itabom/Bauru perde jogo-chave em Joinville

É como diz meu amigo Tanaka: vai fazer falta. A derrota do Bauru Basket para o Joinville, mesmo fora de casa (79 a 75), não estava nos planos. Agora, para reorganizar a balança, os guerreiros têm que buscar uma vitória fora contra um adversário mais forte – que tal já contra São José, no sábado?

Pior do que comprometer a busca pelo G-4 ao fim da fase de classificação, o time perdeu a oportunidade de dormir na liderança do NBB 4.  Pior ainda foi a exclusão de Jeff Agba, que se desentendeu com Shilton e está fora do próximo confronto – e corre risco de levar gancho maior, quando for julgado. O desfalque obriga Guerrinha a convocar os pivôs Alex Passilongo e Mosso, que estavam ausentes das partidas longe de Bauru para o time poder conter despesas.

Eu já havia comentado isso no post sobre a viagem a Joinville, que o corte de gastos inclui diárias de hotel. A situação financeira do Bauru Basket está bem complicada e Guerrinha confirmou isso ao microfone do Jornada Esportiva, após a derrota. Disse que tem assumido despesas com cartão de crédito pessoal, que alguns repasses financeiros de patrocínio – não citou qual(is) parceiro(s) – não estão chegando. Coincidência ou não, o perrengue aumentou depois que Pedro Poli (dono da Itabom) se afastou da presidência da Associação Bauru Basketball Team. Guerrinha fez questão de salientar o esforço e a dedicação de Joaquim Figueiredo (atual presidente) e Vitinho Jacob (diretor) para manter o time nos trilhos.

Sobre o jogo, o treinador, mais uma vez, reafirmou a tese de que o time ainda não alcançou o nível de potência, de favorito, de equipe de ponta do NBB. Reclamou da atitude de Jeff, da má partida de Pilar, das falhas de marcação, da falta de energia em quadra. Pelo discurso repetitivo, a  impressão é a de que os guerreiros não irão amadurecer nunca, segundo o treinador – porque elesempre salienta que ensina, conversa, mostra o caminho e eles não mantêm o foco, relaxam em momentos-chave.

Que a Liga das Américas e o Interligas sirvam para calejar os jogadores, porque os playoffs do NBB serão o bicho. Mas dragão não pode ter medo de nada.

Jeff marca André Goes, destaque do jogo: exclusão do norte-americano complica sequência do time