Desempenho histórico na Copinha

Números ajudam a contar a história e levantar expectativas. O Canhota 10 fez levantamento da participação noroestina na Copa Paulista (e seus nomes anteriores), desde sua primeira edição, em 1999. O Trem-Bala do Interior tem o seguinte retrospecto:

139 jogos
56 vitórias
38 empates
45 derrot
as
198 gols marcados
188 gols sofridos
49,4% de aproveitamento

Confira a seguir, ano a ano, o desempenho noroestino:

1999 • Copa Estado de São Paulo (campeão: Paulista de Jundiaí)
Noreste eliminado na primeira fase
6J • 2V • 2E • 2D • 9GM • 11GS

2000 • Não houve competição

2001 • Copa Coca-Cola (campeão: Bandeirante de Birigui)
Noroeste semifinalista
15J • 6V • 4E • 5D • 23GM • 18GS

2002 • Copa Futebol do Interior (campeão: São Bento de Sorocaba)
Noreste eliminado na primeira fase
14J • 4V • 2E • 8D • 13GM • 32GS

2003 • Copa Estado de São Paulo (campeão: Santo André)
Noreste eliminado na primeira fase
22J • 8V • 7E • 7D • 32GM • 28GS

2004 • Copa Estado de São Paulo (campeão: Santos)
Noreste eliminado na segunda fase
16J • 8V • 5E • 3D • 27GM • 19GS

2005 • Copa Federação Paulista de Futebol
Noroeste CAMPEÃO!
20J • 11V • 5E • 4D • 34GM • 22GS

2006 • Copa Federação Paulista de Futebol (campeão: Ferroviária)
Noroeste não disputou

2007• Copa Federação Paulista de Futebol (campeão: Juventus)
Noreste eliminado na primeira fase
12J • 3V • 4E • 5D • 13GM • 17GS

2008 • Copa Paulista (campeão: Atlético Sorocaba)
Noreste eliminado na segunda fase
20J • 9V • 5E • 6D • 30GM • 26GS

2009 • Copa Paulista de Futebol (campeão: Votoraty)
Noreste eliminado na primeira fase
14J • 5V • 4E • 5D • 17GM • 15GS

No próximo texto, recordaremos a conquista de 2005, sobre o Rio Claro, quando a dupla de ataque Felipe e Otacílio Neto infernizou os adversários – e Buiú era o cara que colocava fogo no jogo no segundo tempo. Até lá!

Saudações alvirrubras.

Brucutu é o c…


Até pensei em colocar apenas zagueiros da atualidade (Índio e Chicão no ataque, por exemplo…), mas resolvi homenagear os melhores da história – portanto, o gramado judiado da imagem é brincadeirinha com a fama de brucutu dos defensores! Confira o timaço sensacional de zagueiros que imaginei:

KOEMAN (goleiro): em tempos de goleiro-artilheiro, ele iria arrepiar adversários com suas cobranças de falta.

BARESI (lateral-direito): um dos poucos na história a dominar a função do líbero (ataca/defende), adaptaria-se tranquilamente à lateral.

GAMARRA (beque-central): melhor zagueiro do mundo nos últimos dez anos, merece a homenagem.

ALDAIR (quarto-zagueiro): se me pedissem para desenhá-lo no jogo Imagem & Ação, faria o número 4. Personifica a função. É o cara!

PASSARELA (lateral-esquerdo): com sua canhota, atuaria fácil na latera.

JUAN (volante): único dos meus selecionados ainda em atividade e clone de Aldair, daria muita qualidade à saída de bola.

BOB MOORE (volante): o elegante Sir nunca bagunçou o penteado. Seria Mozart carregando o piano.

DOMINGOS DA GUIA (meia): se driblou muito lá atrás (as famosas ‘domingadas’), suas fintas ajudariam a abrir espaços no campo ofensivo.

BECKENBAUER (meia): o maior defensor de todos os tempos ganha a camisa 10 com louvor – e a braçadeira de capitão também.

LUIS PEREIRA (atacante): seria o centroavante trombador, ganhando no corpo e fazendo seus golzinhos. Além de infernizar – inclusive no grito – os adversários.

FIGUEROA (atacante): notório no jogo aéreo, cansaria de fazer gols com as assistências do Kaiser.

Reflexão de cabeça fria

Kaká teve bons momentos. Seu único erro foi omitir que jogou no sacrifício durante e contar depois, como desculpa

Ainda durante a partida contra a Holanda, pelas quartas desta Copa 2010, quando o Brasil dava nítidos sinais de que não conseguiria reagir, os cronistas, pela TV ou pelo Twitter, começaram a enumerar os erros de Dunga. Erros que haviam sido apontados antes de a Copa do Mundo começar, ok, mas que foram sumindo dos argumentos durante a disputa, sobretudo após as vitórias sobre Costa do Marfim e Chile. No futebol é assim: o resultado pauta a opinião. Afinal, se jornalista esportivo relatasse a verdade – o Brasil perdeu porque a Holanda jogou melhor e fez mais gols – morreria de fome. Precisa especular, esmiuçar, fantasiar até.

Mas, passados alguns dias da eliminação, a cabeça está mais fresca, as ideias mais organizadas, descontaminadas da frustração. No dia do jogo, por exemplo, Felipe Melo recebeu o rótulo de vilão por protagonizar todos os lances capitais. Revendo a partida, percebi a expulsão foi sua única falha – suficiente para ter atrapalhado a equipe, é verdade, e merecer o rótulo. Mas, no primeiro gol holandês, é Julio Cesar quem comete o equívoco de não gritar ‘Minha!’ e sair soberano na bola. No segundo, vendo o lance desde o início, percebe-se que é Gilberto Silva quem está marcando Sneijder. Ele cochila, olha para a bola ao invés do adversário.

Foi simples assim: Sneijder desequilibrou – como Zidane em 1998 e 2006 -, a Holanda jogou melhor e venceu. Se fosse melhor de três, o Brasil venceria as outras duas. Era melhor time, prova disso foi o soberbo primeiro tempo, de encher os olhos, com lampejos da tão sonhada arte que os ranzinzas pedem. Mas o futebol é maravilhoso exatamente porque escreve a sua história de forma tortuosa.

É claro que Dunga poderia ter convocado melhor. Mas os reservas em potencial de Kaká – Ronaldinho e Diego – foram mal com a Amarelinha, quando chamados por ele. Ganso? Seria maravilhoso. Seria? Uma pergunta que já nasceu sem resposta. Difícil imaginar como o garoto se comportaria na Copa do Mundo. Eu arrisco que teria sucesso. Mas arriscar não foi um verbo muito usado no mandato de Dunga na Seleção.

Mesmo que Dunga tivesse apenas acertado - o que não foi o caso - não sairia ileso de sua experiência como treinador da Seleção

Não concordo com o coro de que o treinador aplicou a filosofia do antifutebol, sem raízes brasileiras, nem acho que o quartel que montou na concentração foi de todo ruim. Foi uma postura paternal, de proteger os jogadores, que aparentemente ganhou a aprovação deles – talvez exceção feita a Robinho, que teve problemas ao conceder entrevista fora de hora e viu sua esposa reivindicar uma visita.

Dunga montou um time equilibrado, aplicado taticamente, veloz no contra-ataque. Muito parecido com o que a Alemanha tem feito. Os germânicos estão encantando o mundo com um futebol sem firulas – que a parcela mal humorada da imprensa brasileira diz que é arte, só para cutucar.

Enfim, o Brasil perdeu. Sexto lugar é pouco para o tamanho de sua história. Mas não se pode jogar quatro anos de trabalho no lixo, malhar um ex-capitão, campeão do mundo. Era bem intencionado. Queria acertar. Por aqui, a impaciência com ele não foi por causa de sua postura um tanto arrogante, sua falta de tato com a imprensa. Afinal, o rabugento Muricy Ramalho é cult. O problema é que técnico da Seleção não pode errar…

Ah! Antes que você dê sequências àquelas ridículas correntes conspiratórias de que o o Brasil vendeu-se em 1998 – e que, agora, trocou a taça de 2014 para entregar nessa, por favor – reveja as entrevistas de Julio Cesar aos prantos. Uma Copa do Mundo não tem preço.

Vai começar a COPA de verdade!

O ano do centenário já está devidamente coroado, com a volta do Esporte Clube Noroeste à Série A1 do Campeonato Paulista. Por isso mesmo, o time vai leve o solto para a disputa da Copa Paulista, único compromisso deste segundo semestre – além, claro, da festa em setembro (será que não rola mesmo um amistoso com o ‘irmão’ Corinthians?).

Sob supervisão do titular Luciano Dias, Marco Antônio Ribeiro será o treinador do Norusca durante a Copa Paulista

Leve e solto, mas um dos favoritos. Afinal, enquanto a maioria dos clubes colocará a molecada para correr, o Norusca mesclará os garotos – a princípio no banco – com atletas remanescentes da A2. A prioridade é observá-los e concluir quem terá condições de compor o elenco no Paulistão, que certamente ganhará reforços. Do contrário, o treinador Luciano Dias ficaria na beira do gramado, e não seu auxiliar, Marco Antônio Ribeiro. Vai passar os próximos meses ao telefone, contatando jogadores.

Para o nível técnico da competição, o que foi planejado parece o suficiente para brigar pelas primeiras posições – e quem sabe repetir o feito de 2005, levantar a taça e ganhar vaga na Copa do Brasil.

Espero que a torcida esteja a fim de comemorar os 100 anos do clube e compareça ao Alfredão. A diretoria colaborou, solicitando reagendamento das partidas – que não concorrerão mais com o Amadorzão aos domingos de manhã. Tomara que o marketing do clube idealize estratégias de atrair os amantes do clube nesse momento importante – e o pessoal das finanças pegue leve no preço do ingresso.

Até o momento, Marco Antônio conta com 28 jogadores (com asterisco*, aqueles que disputam os Jogos Regionais, em Lins, neste início de julho):

GOLEIROS
Alexandre Villa é seguro, já jogou Copa Paulista pelo Norusca. Yuri Yuri foi muito bem no início da A2 e Weliquem* virá dos Regionais com sequência de jogos.

LATERAIS-DIREITOS
Rafael Mineiro
chegou do Sertãozinho e Mizael* é promessa da base. A conferir.

ZAGUEIROS
Bonfim e Geílson formarão a zaga titular com muita experência e um estilo de jogo mais clássico, com poucos chutões. Magrão* e Leonardo* são joias brutas e Kelisson é um dos reforços (veio do Crac-GO e subiu ano passado com o Monte Azul).

LATERAIS-ESQUERDOS
Roque foi ganhando confiança durante a A2 e deverá sobrar fisicamente na Copa Paulista. Pedro* é destaque no sub-21 e chegou a hora de Giovani* desencantar de vez, inclusive atuando na meia, onde treinou bastante.

VOLANTES
Negretti começou bem a A2 e perdeu espaço, mas é bom jogador. Lelo chega com moral após Robinho declarar que ele foi seu melhor marcador, além de ter feito boa campanha com o União São João no primeiro semestre. Juninho* e França* pegarão experiência e Tales se recupera de cirurgia.

MEIAS
Almir Dias faz o estilo canhotinho ciscador, mas está devendo bola desde que chegou – o mesmo vale para Willian Leandro. Aposto em Cleverson como craque desse time – é da confiança de Luciano Dias (ainda esta semana haverá um texto exclusivo sobre a expectativa neste jogador). Richard* e Natan* deverão aproveitar os Jogos Regionais para chamar a atenção.

ATACANTES
Rafael Aidar será o motivo de preocupação dos adversários, com sua correria. Já Adílson Souza, à sombra de Zé Carlos na A2, terá sua chance efetiva agora, mas com a concorrência de Paulo Roberto, forte no jogo aéreo. Leleco é outro atleta que precisa finalmente estourar, ao contrário do recém-promovido Wesley, mais focado na Copa SP de Juniores 2011.

Aproveito este primeiro texto sobre o Norusca no Canhota 10 para agradecer a gentileza do cartunista Gustavo Duarte, que autorizou o uso do mascote no site.

Dá-lhe, Norusca!

Vida após 11 de julho

por Danilo Dias Gatto

Até que eu tentei pensar em outro tema para este artigo. Sei lá, talvez a nova fornecedora de pneus da Fórmula 1, os bastidores dos grandes clubes brasileiros, os próximos confrontos do time de Bernardinho na Liga Mundial de vôlei… Mas não dá! Até o dia 11 de julho, data da grande finalíssima da Copa do Mundo, não há como escapar dos acontecimentos lá da África do Sul.

Muitos reclamam, especialmente aqueles que não apreciam tanto o futebol, da incessante cobertura midiática deste que é considerado o segundo maior evento esportivo do planeta, senão o primeiro, já que envolve apenas um esporte. Os Jogos Olímpicos, soberanos na proposta de unir povos em torno de modalidades praticadas nos cinco continentes, continuam a envolver o maior número de atletas, o maior número de nações participantes, o maior número de espectadores ao redor do planeta. Mas é a Copa que para o nosso país, que coloca os brasileiros em evidência na rede social que mais cresce globalmente – o Twitter – e que nos faz os melhores do mundo em algo considerado nobre.

Como acontece apenas em quadriênios, eu não poderia deixar de externar as minhas impressões desta edição do Mundial de futebol, a primeira em terras africanas: a primeira do Brasil sem o Ronaldo Fenômeno; a primeira da França, já eliminada, sem Zidane, nosso algoz; a primeira em que um anfitrião não se classifica para a segunda fase; a primeira em que a nossa Seleção se destaca mais pela defesa do que pelo ataque… Ah, a Copa do Mundo… O que será de nós, amantes do futebol, depois do seu término?

Acostumamos a ver três partidas por dia… Depois duas… O mata-mata… A decisão por pênaltis… E depois… Depois teremos que voltar a esperar incessantemente pelas quartas e domingos para ver o nosso time do coração entrar em campo em busca do topo da tabela do Brasileirão, que só revelará seu vencedor no final do ano…

Mas e a emblemática camisa canarinho? E os jogadores do nosso selecionado que nos parecem velhos conhecidos? E a saída mais cedo do trabalho? E as comemorações coletivas? O sonho do hexa? A música da Shakira? É… A eliminação do Brasil nas quartas não nos salvou da forte ressaca pós-Copa, a qual já nos acostumamos a enfrentar várias vezes! Mas vejamos pelo lado bom: o assunto Copa do Mundo não vai sair tão fácil dos holofotes, já que a próxima edição será realizada por aqui. Portanto, se você não gosta de futebol, prepare-se… A Copa do Mundo de 2014 já está aí!!!

Danilo Dias Gatto é estudante de Jornalismo da Unesp/Bauru e atualmente estagia na redação da Editora Alto Astral