Vai começar a COPA de verdade!

O ano do centenário já está devidamente coroado, com a volta do Esporte Clube Noroeste à Série A1 do Campeonato Paulista. Por isso mesmo, o time vai leve o solto para a disputa da Copa Paulista, único compromisso deste segundo semestre – além, claro, da festa em setembro (será que não rola mesmo um amistoso com o ‘irmão’ Corinthians?).

Sob supervisão do titular Luciano Dias, Marco Antônio Ribeiro será o treinador do Norusca durante a Copa Paulista

Leve e solto, mas um dos favoritos. Afinal, enquanto a maioria dos clubes colocará a molecada para correr, o Norusca mesclará os garotos – a princípio no banco – com atletas remanescentes da A2. A prioridade é observá-los e concluir quem terá condições de compor o elenco no Paulistão, que certamente ganhará reforços. Do contrário, o treinador Luciano Dias ficaria na beira do gramado, e não seu auxiliar, Marco Antônio Ribeiro. Vai passar os próximos meses ao telefone, contatando jogadores.

Para o nível técnico da competição, o que foi planejado parece o suficiente para brigar pelas primeiras posições – e quem sabe repetir o feito de 2005, levantar a taça e ganhar vaga na Copa do Brasil.

Espero que a torcida esteja a fim de comemorar os 100 anos do clube e compareça ao Alfredão. A diretoria colaborou, solicitando reagendamento das partidas – que não concorrerão mais com o Amadorzão aos domingos de manhã. Tomara que o marketing do clube idealize estratégias de atrair os amantes do clube nesse momento importante – e o pessoal das finanças pegue leve no preço do ingresso.

Até o momento, Marco Antônio conta com 28 jogadores (com asterisco*, aqueles que disputam os Jogos Regionais, em Lins, neste início de julho):

GOLEIROS
Alexandre Villa é seguro, já jogou Copa Paulista pelo Norusca. Yuri Yuri foi muito bem no início da A2 e Weliquem* virá dos Regionais com sequência de jogos.

LATERAIS-DIREITOS
Rafael Mineiro
chegou do Sertãozinho e Mizael* é promessa da base. A conferir.

ZAGUEIROS
Bonfim e Geílson formarão a zaga titular com muita experência e um estilo de jogo mais clássico, com poucos chutões. Magrão* e Leonardo* são joias brutas e Kelisson é um dos reforços (veio do Crac-GO e subiu ano passado com o Monte Azul).

LATERAIS-ESQUERDOS
Roque foi ganhando confiança durante a A2 e deverá sobrar fisicamente na Copa Paulista. Pedro* é destaque no sub-21 e chegou a hora de Giovani* desencantar de vez, inclusive atuando na meia, onde treinou bastante.

VOLANTES
Negretti começou bem a A2 e perdeu espaço, mas é bom jogador. Lelo chega com moral após Robinho declarar que ele foi seu melhor marcador, além de ter feito boa campanha com o União São João no primeiro semestre. Juninho* e França* pegarão experiência e Tales se recupera de cirurgia.

MEIAS
Almir Dias faz o estilo canhotinho ciscador, mas está devendo bola desde que chegou – o mesmo vale para Willian Leandro. Aposto em Cleverson como craque desse time – é da confiança de Luciano Dias (ainda esta semana haverá um texto exclusivo sobre a expectativa neste jogador). Richard* e Natan* deverão aproveitar os Jogos Regionais para chamar a atenção.

ATACANTES
Rafael Aidar será o motivo de preocupação dos adversários, com sua correria. Já Adílson Souza, à sombra de Zé Carlos na A2, terá sua chance efetiva agora, mas com a concorrência de Paulo Roberto, forte no jogo aéreo. Leleco é outro atleta que precisa finalmente estourar, ao contrário do recém-promovido Wesley, mais focado na Copa SP de Juniores 2011.

Aproveito este primeiro texto sobre o Norusca no Canhota 10 para agradecer a gentileza do cartunista Gustavo Duarte, que autorizou o uso do mascote no site.

Dá-lhe, Norusca!

Vida após 11 de julho

por Danilo Dias Gatto

Até que eu tentei pensar em outro tema para este artigo. Sei lá, talvez a nova fornecedora de pneus da Fórmula 1, os bastidores dos grandes clubes brasileiros, os próximos confrontos do time de Bernardinho na Liga Mundial de vôlei… Mas não dá! Até o dia 11 de julho, data da grande finalíssima da Copa do Mundo, não há como escapar dos acontecimentos lá da África do Sul.

Muitos reclamam, especialmente aqueles que não apreciam tanto o futebol, da incessante cobertura midiática deste que é considerado o segundo maior evento esportivo do planeta, senão o primeiro, já que envolve apenas um esporte. Os Jogos Olímpicos, soberanos na proposta de unir povos em torno de modalidades praticadas nos cinco continentes, continuam a envolver o maior número de atletas, o maior número de nações participantes, o maior número de espectadores ao redor do planeta. Mas é a Copa que para o nosso país, que coloca os brasileiros em evidência na rede social que mais cresce globalmente – o Twitter – e que nos faz os melhores do mundo em algo considerado nobre.

Como acontece apenas em quadriênios, eu não poderia deixar de externar as minhas impressões desta edição do Mundial de futebol, a primeira em terras africanas: a primeira do Brasil sem o Ronaldo Fenômeno; a primeira da França, já eliminada, sem Zidane, nosso algoz; a primeira em que um anfitrião não se classifica para a segunda fase; a primeira em que a nossa Seleção se destaca mais pela defesa do que pelo ataque… Ah, a Copa do Mundo… O que será de nós, amantes do futebol, depois do seu término?

Acostumamos a ver três partidas por dia… Depois duas… O mata-mata… A decisão por pênaltis… E depois… Depois teremos que voltar a esperar incessantemente pelas quartas e domingos para ver o nosso time do coração entrar em campo em busca do topo da tabela do Brasileirão, que só revelará seu vencedor no final do ano…

Mas e a emblemática camisa canarinho? E os jogadores do nosso selecionado que nos parecem velhos conhecidos? E a saída mais cedo do trabalho? E as comemorações coletivas? O sonho do hexa? A música da Shakira? É… A eliminação do Brasil nas quartas não nos salvou da forte ressaca pós-Copa, a qual já nos acostumamos a enfrentar várias vezes! Mas vejamos pelo lado bom: o assunto Copa do Mundo não vai sair tão fácil dos holofotes, já que a próxima edição será realizada por aqui. Portanto, se você não gosta de futebol, prepare-se… A Copa do Mundo de 2014 já está aí!!!

Danilo Dias Gatto é estudante de Jornalismo da Unesp/Bauru e atualmente estagia na redação da Editora Alto Astral

Assim que a Copa acabar…

O recesso da Copa foi fundamental para Ronaldo se recondicionar: de seus gols depende o penta corintiano

Com pontos corridos não tem jeito: no final, os torcedores lamentam pontos perdidos aqui e ali. Aquela derrota em casa, o empate cedido nos minutos finais… Por isso o corintiano pode comemorar: o Timão soube aproveitar as sete rodadas pré-Copa do Mundo. Terminou na liderança mesmo com um futebol longe da eficiência mostrada no primeiro semestre de 2009, quando Ronaldo estava no seu auge com a camisa corintiana. Agora, com o melhor entrosamento e uma nova obsessão – sai a Libertadores, entra o título no ano do centenário – o Corinthians, pode apostar, vai mesmo brigar pelo título. Com quem? Anote aí:

São Paulo ou Internacional: quem for à final da Libertadores viverá aquele período de ressaca no Nacional. Quem cair na semifinal, sacode a poeira e entra na briga. O Tricolor ainda com Washington (será útil ainda, pode apostar) e o Colorado bem reforçado com Rafael Sóbis.

Atlético Mineiro: Diego Souza não é nenhum fora-de-série. Mas ao lado de Ricardinho e com Diego Tardelli à sua frente, ajudará o Galo a se reerguer na classificação. E acredito que, em algum momento, Luxemburgo calará os críticos que decretaram um caminho seu volta para decadência do treinador – isto é, voltará a ganhar um Brasileirão, se não em 2010, em breve.

Fluminense: Muricy Ramalho encontrou o caminho. Inspirado pelo Mestre Telê, que nasceu nas Laranjeiras, e finalmente contando com Conca, seu sonho de consumo, poderá fazer barulho, desde que Fred continue no clube.

O Cruzeiro rumava favorito, até Adilson Baptista sair e Cuca transformar os rumos da Raposa numa incógnita. E o Flamengo… Se mesmo com Zico no comando para limpar a ficha do clube, há tempos figurando nas notas policiais. Correa foi boa contratação. Já Val Baiano…

Ceará? Perderá o fôlego. Santos? Só se Neymar e Ganso ficarem.

Volta logo, Brasileirão!

O que é Canhota 10?

Este site nasceu a partir do dia em que decidi que o estádio Alfredo de Castilho será meu Morumbi, meu Maracanã, meu Santiago Bernabéu, meu Soccer City. Já trabalhei no Paulistão pelas rádios 94FM e Bandeirantes 1160AM, ótimas experiências como comentarista, mas minha praia é escrever. Sou jornalista esportivo, editor especial das revistas desse segmento na Editora Alto Astral e nossas publicações têm circulação nacional. Mas, tudo a partir de Bauru – quando há necessidade, é mais viável contratar um frila – o que gera em mim a carência de coberturas in loco.

Assunto número um resolvido: eu iria falar do querido Norusca. Mas, e o Brasileirão? A Seleção? Meus textos antigos? Um ou outro pitaco por outros esportes? Seria muita mistura para um blog. Não para um site, com seções devidamente organizadas. Pois aqui está. Canhota 10 é um site pessoal, de conteúdo predominantemente opinativo, mas recheado de informações confiáveis – em conformidade com as ferramentas do bom jornalismo.

Importante destacar que Canhota 10 NÃO É concorrente de nenhum veículo de imprensa de Bauru. Vem para somar, por ter uma abordagem diferente dos colegas que já militam no esporte local. E, convenhamos, na internet cabem quantas janelas o leitor quiser… A seguir, um resumo desse conteúdo:

NORUSCA Ô! É o carro-chefe. Além de comentar a caminhada do Noroeste – começando por roer o osso na Copa Paulista – haverá cobertura dos jogos no Alfredão, com ficha completa, repercussão, análise tática, entrevistas. Nas partidas fora, estarei de ouvidos ligados nos amigos do Jornada Esportiva e, claro, sem o testemunho ocular, irei me ater ao impacto do resultado na campanha noroestina e a projeção desse placar para a rodada seguinte.

FUT+ Reúne os demais assuntos futebolísticos que estiverem em evidência, com destaque para o Brasileirão. Há também duas seções que atualizarei semanalmente, que me divirtirei fazendo: Craque 90 relembra grandes jogadores nos anos 1990, década em que acompanhei o futebol com o olhar apaixonado de torcedor; Times imaginários segue aquele hábito – diria vício – de escalar equipes a todo momento, com pegadas curiosas, formato consagrado por José Roberto Torero em sua coluna na Folha de S. Paulo no início desta década.

ETC Para os demais esportes, sem periodicidade obrigatória. Adoro Fórmula 1, vou ficar de olho no Bauru Basketball Team. Além disso, gênios do esporte sempre aprontam das suas. Como não comentar feitos como os de Usain Bolt, Roger Federer?

FALA, UNIVERSITÁRIO! Espaço aberto para o estudante de jornalismo publicar um texto sobre esporte, tema livre. Quem participar recebe retorno sobre o texto, com dicas e observações, além de ter disponiblizados, se desejar, seus contatos.

NA GAVETA Meus textos preferidos e aqueles que engrossam meu portfolio, desde os tempos da universidade.

Espero que goste e, se assim for, recomende! Obrigado.

Fernando BH
fernandobh@canhota10.com

Esta navegação limpa e agradável aos olhos é trabalho do amigo jornalista Diego Meneghetti. Versátil, multimídia, ele é estudioso em Jornalismo Visual. Obrigado, Cogu!

Sai que é dele!

Galvão Bueno acabou utilizando o bordão com outros goleiros, mas o ‘Sai que é sua, Taffarel!’ está tão eternizado quanto o ‘Ayrton Senna, do Brasil!’. Segundo o próprio narrador, a fala surgiu em um momento de desespero com a zaga brasileira, mas à medida que a Seleção jogava, o camisa 1 interceptava as bolas cruzadas – e pegava pênaltis.

Enquanto foi o principal camisa 1 do Brasil – titular por cerca de dez anos – Taffarel foi muito criticado, rotulado de frangueiro. Ainda bem que o tempo faz justiça. Hoje, todos se referem a ele da maneira correta: um goleiro calmo, seguro, bem-colocado. Tanto que é o mais lembrado em sua posição pela boleirada que elege seus onze na seção ‘Meu time dos sonhos’, da revista Placar.

Com a camisa do Galatasaray: campeão da Copa da Uefa pegando pênalti na final

Como sou fã dos controversos e dos perseguidos – como Rubinho Barrichello – sempre gostei de Taffarel e o defendia nas discussões da molecada. E olha que sua fase mais espetacular e milagrosa, pelo Internacional, eu pouco vi, pois era pequeno. Fiquei triste quando ele falhou contra a Bolívia, na primeira derrota brasileira da história em Eliminatóiras da Copa, em 1993.

O currículo tem poucos troféus, mas significativos: Copa do Mundo de 1994, Copa da Uefa pelo Parma (na reserva, por ser estrangeiro), Estadual e Conmebol pelo Atlético-MG (grande ídolo da Massa do Galo) e, para mim, o mais importante, por ser na curva final de sua vitoriosa carreira, a Copa da Uefa de 1999/2000, pelo Galatasaray-TUR, pegando pênalti na decisão. Fora isso, reconheçamos que bem antes de Julio Cesar, Doni e Gomes, ele foi atuar na Europa.

Ao vivo, eu o vi jogar uma vez, em 1998, pelo Atlético Mineiro, em partida contra o Cruzeiro, no Mineirão. Fez grandes defesas, mas não evitou a derrota alvinegra por 2 a 1 – gol atleticano de Hernani, o famoso ‘Tiozão’ capitão do Noroeste em 2006 e 2007).

Se Gylmar dos Santos Neves me permite, aqui está o camisa 1 da minha Seleção Brasileira de todos os tempos.