Norusca não desiste de amistoso com Boca Juniors

Ao final do clássico contra o Marília, no último sábado (31/7), o repórter Diogo Carvalho, do Jornada Esportiva, apurou em conversa com o gerente de futebol do Noroeste, Ricardo Occhiuto, que o clube não realizará amistoso festivo contra o Boca Juniors.

No dia 21 de julho, quando o Norusca enfrentou o Estoril-POR, o consultor de marketing do clube, Evaldo Armani, contou à 94FM que o clube negociava com o Boca. O time argentino, entretanto, pediu muito caro para aceitar o convite.

“O Boca pediu 250 mil dólares”, revela Diogo. Um gasto desnecessário.

Atualizado às 11h12: segundo o site Webesportiva, o consultor de marketing Evaldo Armani segue negociando com o Boca Juniors e enviou contra-proposta. Segundo apuraram, esse valor é de R$ 62 mil mais adicionais de publicidade e bilheteria.

Dá para organizar uma boa festa com muito menos grana. Continuo achando que os reservas do Corinthians (Tcheco, Defederico, Souza, etc) já seriam suficientes para uma comemoração decente. O peso da camisa do Corinthians, aniversariante do mesmo dia 1 de setembro, já seria um atrativo. E sem separação de torcidas. Todos misturados, camisas alvinegras, alvirrubras, clima de confraternização.

No sufoco, Noroeste derrota o Marília

Direto do Alfredão
(não, eu não fiquei em casa vendo pela Rede Vida…)

A festa pelo aniversário de Bauru começou mais cedo. Durante a agradável tarde de sábado, a Esquadrilha da Fumaça rasgou o ar da cidade. Eu, desavisado, fui abastecer o carro àquela altura do Aeroclube e perdi muitos minutos em um verdadeiro engarrafamento, sem exagero. Para chegar ao Alfredão, entretanto, tarefa folgada. Não é o clássico dos sonhos e, para “ajudar”, transmissão ao vivo na TV (Rede Vida) para deixar o torcedor no conforto do sofá.

O pequeno público que foi ao estádio parecia conformado com o zero a zero, quando o Noroeste criou boa jogada para fazer o gol da vitória, que dá os três primeiros pontos do time na Copa Paulista e o coloca na terceira colocacação do Grupo 1. O próximo comprisso é contra outro time B, agora o do Grêmio Prudente, também no Alfredo de Castilho, dia 4, quarta-feira, às 19h30.

O jogo
Como deveria ser, o Noroeste começa pressionando. Logo aos três minutos, o primeiro de muitos vacilos da zaga do Marília na partida, que permite que a bola, de mansinho, aproxime-se até ser tirada sobre a linha do gol. Aos 11, Giovanni cobra falta da intermediária, daqueles cruzamentos que ninguém alcança e complicam o goleiro – Juninho se estica todo.

A molecada do MAC nem parece ter jogado há cerca de 48 horas e imprime velocidade ao jogo. Aparece aos 19, em chute de Gabriel de fora da área. Yuri pega firme. Chute de longe, aliás, é tarefa para o volante alvirrubro Juninho. Com a criação deficiente, ele arrisca sempre que a zaga adversária permite: aos 25, obriga o goleiro alviceleste a encaixar após quique na péssima grama do Alfredão. Um minuto depois, o arquirrival perde gol feito. Jogada ensaiada, bola na área ajeitada para Dhonathan, na pequena área, chutar por cima.

Aos 28 minutos, Rafael Mineiro faz ótima arrancada pela direita, costurando a zaga maqueana, que por fim consegue desviar para escanteio – o lateral-direito noroestino, minutos antes, havia caído desacordado após dividida pelo alto.

Segue a correria do jogo, de muita movimentação e pouca técnica. Aos 37, Bonfim dá uma furada que assusta a torcida alvirrubra. No minuto seguinte, Juninho chuta novamente de fora para a defesa de seu xará. Na última trama relevante do primeiro tempo, Dhonathan faz firula pela esquerda e centra na meia-lua. Willian ajeita e Kennio chuta forte. A bola desvia na zaga.

O segundo tempo começa com uma alteração no Trem-Bala: Mizael no lugar de Rafael Mineiro, provavelmente não refeito da pancada na cabeça. A primeira chegada alvirrubra é aos quatro: Marcus Vinícius faz sua primeira – e única – boa jogada, dribla na direita e cruza. A bola desvia na zaga e, no rebote, Lello limpa o adversário e bate de canhota, sem perigo.

O menino Mizael começa a justificar, aos oito, os apelos da crônica por uma chance a ele. Dribla três maqueanos e rola para a entrada da área, de onde Juninho – sempre ele! – chuta para a defesa do goleiro. O Noroeste tem mais posse de bola e chega mais, porém, é o MAC novamente quem chega com perigo. Dhonathan é lançado em velocidade e tenta tocar por baixo de Yuri, que faz ótima defesa.

Giovanni, sumido, arranca pela esquerda aos 16, mas cruza mal. Esperava melhor atuação dele, que não se impôs na armação das jogadas.

Novamente o Marília assusta, aos 22, quando Léo, que acaba de entrar, chuta de longe e Yuri, de mão trocada, defende em linda ponte. A essa altura, as cheerleaders, impedidas de se apresentarem antes e durante a partida – por falta de envio de ofício do Noroeste à Federação – começam a se aquecer para dançarem após o fim da partida.

Quando Almir Dias entra no lugar de Giovanni, aos 26, a torcida vaia – mais pelo carisma do jovem jogador do que pelo seu mal futebol na noite. E o futebol é maravilhoso exatamente por ser contraditório, pois o substituto entra muito bem no jogo. Primeiro, cobra falta perigosa, defendida por Juninho. Outra falta no minuto seguinte, novamente Almir Dias, que dessa vez cruza para perigoso cabeceio de Bonfim. O meia volta a calibrar o pé aos 28, cobrando escanteio fechado, tentando olímpico sem sucesso.

Na escassez de criação, o Norusca começa a chegar na base do atropelo. Divididas, bate-rebate, bola se oferecendo na área até sobrar para Rafael Aidar, que chuta de canhota para fora aos 30 minutos. Aos 33, após bola rebatida, Bonfim arrisca bela bicicleta, mas sem força para surpreender o goleiro Juninho.

Finalmente! Aos 36 minutos, Almir Dias limpa na entrada da área e surpreende a zaga rival – no lugar de chutar, passa para Adilson na marca do pênalti. O camisa 11 domina e fuzila. É o primeiro gol noroestino na Copa Paulista.

Para quem achava que o jogo estava definido, mais um sufoco. Aos 44, o cruzamento vem da direita e Dhonathan cabeceia na trave. A bola ia entrando, mas Yuri faz o terceiro milagre da noite. Nos acréscimos, o último ataque maqueano: Willian chuta raspando a trave.

A partida termina, o Noroeste tira o atraso e as cheerleaders se apresentam para a respeitosa torcida, que adiou sua saída para aplaudi-las. Mas o pessoal do som não estava em sintonia, aumentado o mico da noite. Por fim, encontraram a música e elas – e havia eles também – conseguiram ganhar seus merecidos aplausos.

O CRAQUE: Yuri foi brilhante, mas é necessário fazer menção a Juninho, que desde que entrou no meio-campo noroestino se tornou o motor do time. E não tem medo de arriscar chutes a gol.
O PEREBA: Marcus Vinícius chegou com pedigree de Seleção Brasileira de base, mas ainda não mostrou esse potencial.
RESUMO DO JOGO: ao sair do campo, em entrevista ao repórter Diogo Carvalho, do Jornada Esportiva – quem quiser ouvi-los no Alfredão basta procurar o retorno na FM do seu radinho – o lateral-esquerdo Rick usou sabiamente o clichê: “Quem não faz, toma”.

Noroeste Marília Copa Paulista 2010

Parabéns, Bauru!

A partir de entrevista do jornalista e historiador Luciano Dias Pires com o político/médico que inspirou a criação de Casimiro Pinto Neto, não foi difícil juntar as peças e descobrir que o legítimo Sanduíche Bauru não foi criado em 1934, como afirma equivocadamente o site oficial do sanduíche, nem em 1937, como consta em quadro no Museu Histórico Municipal. Essa reportagem a quatro mãos foi publicada na edição 17 da 94FM Revista, do final de 2007, mas não ganhou o eco merecido. Uma descoberta histórica da qual me orgulho. A foto em destaque na home é do competente Luís Cardoso.

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Noroeste x Marília: o dérbi da reabilitação

Não há outra alternativa hoje, às 19h, no Alfredão: o Noroeste tem que vencer o time B do Marília pela quarta rodada da Copa Paulista – é apenas o segundo jogo do Alvirrubro, pois a segunda rodada foi cancelada (desistência do Atlético Araçatuba) e o da terceira rodada (contra a Penapolense) foi adiado. Perder para o elenco secundário do arquirrival, no ano do Centenário e na véspera do aniversário da cidade seria desastroso, para não usar outro termo… E só assim esse elenco pode provar que está mesmo disposto a buscar o título e a vaga na Copa do Brasil.

Esse fator, somado à necessidade de reabilitação – o time ainda não venceu neste semestre – pode forçar a presença do treinador Luciano Dias à beira do gramado, pois já vem orientando a equipe durante a semana. A postura pacata do auxiliar Marcos Antonio Ribeiro tem sido criticada.

No coletivo da quinta-feira, Dias promoveu mudanças na equipe titular. Geilson perdeu posição para Kelisson, reforço que veio do CRAC-GO e faz sua estreia com a camisa alvirrubra. O meia-atacante Marcus Vinícius, promessa emprestada pelo Goiás que jogou 30 minutos no amistoso contra o Estoril-POR, também começa jogando. E a mais comemorada escalação é a de Giovanni, recuperado de contusão e confirmado no meio-campo. A surpresa fica por conta de Adílson Souza. O criticado atacante comeu a bola no coletivo, fez três gols e tomou o lugar de Paulo Roberto no comando do ataque. Resta saber se ficará fixo na área ou buscará jogo, o que muda bastante a forma de jogar do time.

Se o Norusca não joga há dez dias, o MAC vem cansado, após vencer o XV de Jaú, fora de casa, na última quinta-feira (1 a 0). O técnico Carlos Alberto Seixas (campeão da Copinha pelo Noroeste em 2005) confirmou que vai manter a escalação, justificando-se pelo famoso “time que ganha não se mexe”, segundo o repórter mariliense Guilherme Maia, da rádio Itaipu FM: “Gostei muito da equipe contra o XV de Jaú, podemos contar com todos os jogadores e ainda atletas que estão treinando com o elenco da Série C e não atuaram como titulares no jogo de quarta-feira (vitória sobre o Luverdense)”. Ainda segundo a imprensa de Marília, o experiente goleiro Sérgio e o atacante Ray pediram para jogar o dérbi, mas o treinador principal, Jorge Rauli, vetou.

O destaque do time alviceleste é o atacante Dhonathan, autor do gol da vitória em Jaú. Ele foi revelado no Santos e é da mesma geração de moleques que hoje encantam na Vila – mas não teve espaço por lá. Vale destacar que o time que perdeu na estreia da Copa Paulista para a Penapolense (4 a 0 no Abreuzão) era formado basicamente por juniores.

Não será um jogo fácil, quem se destaca no time B pode ganhar chances na Série C e a molecada de lá vai correr muito hoje no Alfredão. Mesmo assim, não desobriga a vitória noroestina. Tomara que a torcida compareça em número um pouco maior do que os habituais mil e poucos abnegados. Abaixo, a ficha do confronto, com as prováveis escalações (Norusca no 4-4-2, MAC no 3-5-2, variando para o 3-6-1):

Rodada de clássicos na hora errada

No final do ano passado, muito se falou de “entregadas”, pois o Grêmio não iria vencer o Flamengo e dar de bandeja o título brasileiro ao rival Internacional. Entre tantos argumentos da época, o melhor deles – se não me engano, de Juca Kfouri – foi o de deixar clássicos regionais para as últimas rodadas. Assim, não haveria a mínima chance de um adversário amolecer para o outro – e manchar uma rivalidade histórica.

Mas, a CBF não acatou a sugestão e esta 12ª rodada é que está recheada de clássicos. Economia de passagens e diárias de hotel e muita festa nos estádios. O destaque vai para o jogo de torcida única em Minas, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (Mineirão já em reforma para 2014). Somente a Massa do Galo estará lá dentro. Tomara que a medida funcione, principalmente fora do estádio. Já chega de confrontos de torcidas, essa imbecilidade que nem Freud explica. Aos jogos:

Fluminense x Atlético-PR: a turma de Muricy garante mais três pontos.

Atlético-GO x Guarani: se o lanterna venceu o líder Corinthians em casa, pode repetir o feito contra o mediano Guarani.

São Paulo x Ceará: promessa de empate contra o retranqueiro Ceará, pois o Tricolor deverá poupar os titulares para o jogo de volta da semifinal da Libertadores.

Palmeiras x Corinthians: o “clássico da cidade”, segundo Belluzzo, já vem sendo pautado em toda a imprensa como o duelo dos técnicos Felipão e Adilson Batista. Mas quem entra em campo são os jogadores.

Vitória x Botafogo: hora de o Alvinegro tentar sair do sufoco, pois o Rubro-Negro baiano só pensa na Copa do Brasil.

Avaí x Goiás: sem Rivaldo, negociado com o Palmeiras, o Avaí perde força no meio-campo, mas o desestabilizado Esmeraldino não deverá complicar.

Internacional x Grêmio: que o Tricolor não se anime tanto, pois os reservas do Colorado são bons.

Atlético-MG x Cruzeiro: equilíbrio total – a presença do Galo no fundo da tabela é circunstacial, questão de tempo para se reerguer. Só não sei se a tempo de lutar pelo G4.

Grêmio Prudente x Santos: o Peixe só pensa no jogo da Copa do Brasil e a molecada do banco é quem vai correr em Prudente. E talvez traga pontos de lá.

Flamengo x Vasco: o Fla mais entrosado, o Vasco bastante reforçado – a ponto de deixar Carlos Alberto no banco. Promessa de ótimo jogo, com Petkovic e Felipe garantindo a habilidade em campo.

Brasileirão 2011 rodada classificação futebol