Norusca líder: em time que ganha se mexe, sim

Tiuí - Noroeste líder - 5ª rodada

São Pedro tem sido generoso com o Noroeste. Na estreia, também uma quarta à noite, as nuvens carregadas esperaram a partida terminar. Na ocasião, levei o sogrão e compramos cadeira (até pelo preço antecipado atrativo) com medo da chuva. Domingão foi de sol, fiquei na cabine de imprensa, melhor ponto para observar o desenho tático alvirrubro. E chegamos a ontem, mais uma noite agradável, céu limpo e fui para as arquibancadas curtir aquela companhia dos cornetas Niltinho e Josinei. O líder venceu mais uma (1 a 0 sobre a União Barbarense), numa boa tacada de Tuca Guimarães, trocando cinco nomes no time titular.

Como o próprio treinador avisou em entrevista ao CANHOTA 10, não se prenderia a um time titular. Entre opções técnicas e necessidade de poupar (sobretudo Ricardinho, muito exigido nos primeiros quatro jogos), Tuca pinçou novas peças e manteve o padrão de jogo. Ou quase. No lugar do 4-3-2-1, o que se viu em campo foi um 4-3-3, com Tiuí (pela direita) e Leandro Oliveira (pela esquerda) atuando praticamente alinhados com o centroavante Flávio Carvalho.

Da mesma forma, quem esperava Samuel avançado o viu fazendo linha com Maicon Douglas e Alex Silva. Em certos momentos, fez falta ter um articulador centralizado, mas a verdade é que o Noroeste soube conduzir a dinâmica do jogo e não foi ameaçado. Outro ponto: nesse esquema com a linha ofensiva mais fixa e os volantes pelos lados apoiando mais, os laterais pouco desceram. Hipólito só chegou à linha de fundo aos 45 do segundo tempo.

Os desafios táticos que o Noroeste teve contra a Barbarense: os laterais pouco apoiaram; Samuel e Leandro, do mesmo lado, buscavam ocupar o espaço entre as linhas do meio e ataque; Tiuí tinha a tendência de centralizar; Flávio praticamente não foi acionado.

Problemas? Não! Mais informações, mais observações para o treinador azeitar o líder da Série A3.

Conforme comentei no texto anterior, as circunstâncias das partidas têm oferecido apenas três chances claras de gol. Contra a cambaleante Barbarense foi assim também. No primeiro tempo, o cabeceio firme de Marcelinho  e o gol de Jean Pierre. No segundo, a bela limpada de Tiuí e o milagre do goleiro adversário.



Diante disso, o mais importante desta quarta vitória noroestina foi ter o controle do jogo. E Tuca ganhou a certeza — isto é, o que foi planejado está funcionando na prática — de que tem mais do que onze opções para escalar o time. Dor de cabeça para os adversários: prever como o Norusca entrará em campo da próxima vez.

O Noroeste venceu a Barbarense jogando com Ferreira; Pacheco, Jean Pierre, Marcelinho e Lucas Hipólito; Maicon Douglas, Alex Silva e Samuel; Leandro Oliveira, Rodrigo Tiuí (Vilson) e Flávio Carvalho (Wellington).

Dica do líder

O site oficial do Noroeste está com novidades, bem mais dinâmico e atualizado. Incluindo fotos, classificação da A3 e contagem regressiva para os próximos jogos. Vale a pena dar uma conferida: 👉 http://ecnoroeste.com.br/

 

Foto topo: Bruno Freitas/Noroeste

Líder, Noroeste tem desafio de transformar posse de bola em mais gols

Era grande expectativa por uma boa apresentação do Noroeste, ontem, contra o Capivariano. Afinal, a equipe vinha de três vitórias seguidas, o Norusca vinha embalado. Mas o adversário está entre os melhores da competição até aqui e o placar de 0 a 0 foi justo.

O Capivariano, agora com oito pontos (Noroeste ainda líder, com dez), mostrou-se encardido, com sistema defensivo bem agrupado e pronto para dar o bote em contra-ataques. Teve duas chances claras de gol, uma em cada tempo, e poderia ter saído de Bauru com os três pontos, apesar do maior volume noroestino.

Aí é que está. Que o Alvirrubro armado por Tuca Guimarães tem mais posse de bola e conduz a dinâmica do jogo, já sabemos. Mas essa criação resultou em poucas oportunidades claras ontem. Claras mesmo, aquelas que balançam a rede, exigem defesa do goleiro ou batem na trave. Um chute de Michel que carimbou a defesa, único lance forte do primeiro tempo. No segundo, a finalização equivocada de Gabriel Esteves com o gol vazio e o chute na trave de Pacheco. Isto é: apenas três finalizações perigosas em noventa minutos.



Claro que conta também a retranca armada pelo Capivariano. Então, se são apenas três chances agudas por jogo — até porque os demais adversários, sobretudo no Alfredão, virão com a mesma proposta defensiva —, tem que aproveitar. E é aí que sentimos a falta de um centroavante de ofício (Tiuí, Romão e Flávio Carvalho ainda sem condições físicas) para fazer sombra a Gabriel, que tem crédito pelo que produziu nas três primeiras rodadas.

Gabriel, inclusive, pode ser uma opção de lado quando um desses centroavantes puder jogar, já quem Gindre não vem bem. Alef, apesar de elogiado por muitos no último domingo, creio ter sido mais ciscador do que objetivo — foi Pacheco quem de fato deu trabalho ali pela direita.

Na coletiva pós-jogo, o técnico Tuca Guimarães falou sobre a troca da plataforma de jogo durante a partida. De fato, ele migrou do 4-3-1-2 para um 4-2-1-3, como você pode conferir nas imagens abaixo.

Como o Noroeste começou (4-3-1-2):

Noroeste x Capivariano - 1º tempo
Os três volantes postados para a subida dos laterais. Ricardinho foi muito mais exigido. O lado esquerdo, aliás, funcionou mais, com as aproximações de Michel e Gabriel. Como Alex Silva e Pacheco desceram pouco, Gindre esteve isolado.

Como o Noroeste terminou (4-2-1-3):

Noroeste x Capivariano - 2º tempo
Situação invertida: foi o lateral-direito quem desceu todo o tempo. Ricardinho se conteve na etapa final. Pacheco teve a companhia de Alef nas tramas por seu lado, enquanto Wellington arrancou pela esquerda no mano a mano ou foi buscar a bola e a aproximação de Samuel.

O Norusca empatou com o Capivariano jogando com Ferreira; Pacheco, Jean Pierre, Marcelinho e Ricardinho; Maicon Douglas, Alex Silva, Igor Pimenta (Wellington) e Michel (Samuel); Gindre (Alef) e Gabriel Esteves.

Público aquém, mas ok

Esperava mais público para esta segunda partida no Alfredão. Afinal, o Norusca vinha de três vitórias seguidas, era um belo domingo com clima agradável e o clube organizou venda casada para a partida de quarta, contra o União Barbarense. Mas é fim de mês… Mesmo assim, colocar 2,6 mil pessoas num jogo de Série A3 é façanha. O gigante Fluminense atraiu quatrocentas testemunhas em sua última partida na elite carioca!

Elogios

Na última partida enumerei alguns pontos a melhorar que repercutiram, como o espaço das cadeiras para quem as comprou de forma avulsa. Hoje, fico em dois elogios. Um que deixei passar na estreia: parabéns para a Nakal, que adotou uma tipologia para o número da camisa que, além de bonita, faz a alegria de público e imprensa, pela legibilidade — e que bom que o Norusca resgatou o hábito de jogar com seu fardamento tradicional. Outro elogio: a união dos principais times de Bauru! Jogadores(as) e comissões técnicas de Bauru Basket e Vôlei Bauru prestigiaram a partida. A turma alvirrubra vive na Panela, mas à paisana. Fica a sugestão de irem com uniforme de passeio para serem reconhecidos pelo público do basquete e do vôlei.

 

Foto topo: Bruno Freitas/Noroeste 

Parceria Dragão e Bauru Shopping: a importância da ativação de marketing

Bauru Basket - Bauru Shopping

Na tarde de ontem, Bauru Basket e Bauru Shopping realizaram evento de assinatura do contrato de patrocínio válido por uma ano. Após uma lacuna desde 2014, o centro de compras volta a estampar sua marca na camisa do time agora campeão brasileiro (na altura do ombro, uma cota parcial).

A parceria abre muitas oportunidades, que vão além da simples exibição da marca no uniforme. O Dragão ganha um espaço físico importante para promover ações e aproximar-se ainda mais da comunidade. Entre os especialistas em marketing esportivo, isso é unanimidade: mais importante do que patrocinar é ATIVAR, levando a marca até as pessoas com experiências de interação. Como exemplos recentes, a presença do elenco num estande de vendas da MRV ou a visita a funcionários da Sendi Engenharia, a patrocinadora máster.

Assim, o Bauru Shopping será local de venda de ingressos, um ponto de encontro de time e torcida em eventos e, futuramente, não está descartado como referência física para venda de produtos licenciados. Por outro lado, o estabelecimento irá explorar jogos na Panela de Pressão para promover ações.

Bauru Basket - Bauru Shopping
A partir da esquerda: Ivan Mouta (gerente do Bauru Shopping), Americo Cardinale (coordenador da administradora AD), Beto Fornazari (presidente do Dragão) e o pivô Rafael Hettsheimeir

Vamos fazer encontros entre jogadores e bauruenses aqui no shopping e eventos para encorajar crianças e jovens a interagir com o basquete, que está no coração da cidade. E podemos criar um espaço permanente para sempre haver esse contato entre o basquete e os bauruenses”, disse o coordenador de administração do Bauru Shopping, Americo Cardinale.



Apesar de neste caso (uma cota parcial) o ganho ser maior pelas oportunidades de ações de marketing, o acréscimo financeiro ao orçamento do Dragão chega em boa hora. “Corremos atrás de patrocinadores todos os dias. É um fôlego financeiro, principalmente porque nossa capacidade de arrecadar é limitada, mas nossas despesas são muitas, principalmente nos jogos da Liga das Américas”, comentou o presidente do Sendi Bauru, Beto Fornazari, que enfatizou que a bilheteria e o programa de sócio-torcedor são outro “patrocínio” importante.

 

Fotos: Victor Lira/Bauru Basket

Vôlei Bauru inicia sequência decisiva na Superliga que coloca Tifanny à prova

Tifanny - Vôlei Bauru - Superliga

Dois dias após a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) ratificar que continuará seguindo a determinação do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a participação de atletas transgêneros no vôlei feminino — o que mantém a oposta Tifanny apta para atuar —, o Vôlei Bauru encara a primeira de uma série de cinco partidas cruciais na Superliga 2017/2018.

A sequência contra as equipes líderes começa nesta sexta contra o Minas (terceiro colocado), às 20h, em Belo Horizonte. No dia 30 (terça), as gigantes recebem o líder Praia Clube, às 19h30. Dia 2, visitam o Osasco (hoje quarto lugar) e dia 7 mandam jogo em Marília contra o vice-líder Sesc Rio. Tem mais:  dia 16, confronto direto com o Barueri por um importante sexto lugar, como expliquei dia desses que deve ser a meta bauruense.



Além de determinante para os anseios bauruenses, essa sequência de jogos coloca Tifanny à prova. Afinal, a hoje melhor pontuadora da competição (5,2 pontos por set) só havia enfrentado um oponente acima do Vôlei Bauru na tabela (Fluminense). A tendência é que essa média, que tanto tem assustado os que se opõem a sua participação — apesar de estar apenas três décimos acima da média de Tandara — diminua após os difíceis confrontos. Mas, se a oposta for ainda mais acionada e tiver bom aproveitamento, pode aumentar essa média e manter viva a polêmica ao seu redor.

O curioso dessa situação é que chego a torcer para os números de Tifanny baixarem um pouco para a poeira baixar também. A pressão sobre a camisa 10 está muito grande, tanto que adotou o silêncio nas últimas semanas diante dos inúmeros pedidos de entrevista que têm chegado à assessoria do time.

O assunto é polêmico, sim. Não há como não ser encarado, debatido, mas numa temperatura mais racional. O próprio presidente do Vôlei Bauru, em entrevista ao CANHOTA 10, sugeriu um debate promovido pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Como já escrevi, Tifanny é pioneira e, ao mesmo tempo e inevitavelmente, vidraça. Em silêncio, ela se concentra para encarar as maiores forças da Superliga — e todos estarão de olho nela.

 

Foto: Neide Carlos/Vôlei Bauru

Reinaldo Mandaliti: “Se Tifanny estivesse fazendo dez pontos, ninguém estaria reclamando”

Reinaldo Mandaliti, presidente do Vôlei Bauru, fala sobre Tifanny

A participação de Tifanny, oposta do Vôlei Bauru, na Superliga feminina de vôlei, segue rendendo debates. Primeira transexual a atuar na elite do vôlei brasileiro, ela está no olho do furacão de uma discussão que só iria mesmo acontecer quando a liberação pela FIVB tivesse uma situação concreta como exemplo. Portanto, Tifanny é pioneira, mas é vidraça também. Igualmente o presidente de seu time, o advogado e empresário Reinaldo Mandaliti, que falou ao CANHOTA 10 sobre a polêmica e contou detalhes, como o fato de ceder amostras de sangue da jogadora com muito mais frequência do que aCBV (Confederacão Brasileira de Vôlei) exige. Abaixo, em tópicos:

POLÊMICA
Esse assunto já está passando um pouco dos limites. Ver técnico de voleibol que xinga atleta adversária dentro de quadra, falar que ela é diferente… Se ela estivesse fazendo dez pontos, ninguém estaria reclamando. Veja quantas bolas a Tifanny recebeu e quantos pontos fez [nota do editor: ela tem aproveitamento de 46%, não figura entre as principais neste quesito]. A Tifanny tem aspecto físico maior, mas ela tem dificuldade motora numa largada, sofreu um ponto de saque em que foi passar por trás e não viu a bola… Ela fica no bloqueio várias vezes, no terceiro set cai de produção. Esse é o efeito da saída da testosterona do corpo. Ela tem 33 anos e o efeito da redução de testosterona cada vez a prejudica mais. É isso que as pessoas têm que entender.”

COMPARAÇÕES
Quando a Tifanny diz que é só uma mulher forte, eu tenho essa certeza também. Ela não é mais jogadora do que a Tandara, do que a Natália, a Gabi. Na China, há uma menina de 17 anos [Yingying Li] fazendo mais de quarenta pontos. Hoje, a segunda melhor atacante da Superliga é a Bruna Honório, que jogava aqui ano passado. Fez 25 pontos em um jogo. Eu quero mais é que a Bruna faça quarenta pontos, é uma atleta exemplar. Eu não estou preocupado se vou ser campeão ou não com a Tifanny. Há muitos times mais fortes do que o meu, mesmo com Tifanny e Paula Pequeno. Por que ninguém fala de limitar o orçamento do Praia Clube? Para sermos justos, vamos começar pelo dinheiro, não pelo ser humano. O dinheiro é fácil, um bem material. Mas e o ser humano? Vamos parar de demagogia e permitir que as pessoas circulem no meio da responsabilidade social. Não ficar procurando picuinha para justificar por que perdeu para Bauru. Gente, nós quase perdemos para o Sesi [lanterna da competição]. Perdemos para o São Caetano, em casa, com a Tifanny em quadra.”



DENTRO DA LEI
Falam sobre ela ter feito sua construção óssea à base de testosterona e só ter feito redução aos 28 anos. As pessoas não conhecem a lei, porque aos 18 ninguém pode mudar nada em seu corpo [somente a partir dos 21]. A não ser que seja emancipada pelos pais. E com 18 anos o corpo humano está formado! As pessoas ficam dizendo muita besteira em vez de pensar no ser humano. Têm que parar com homofobia. Esse discurso da vantagem física mascara o preconceito.”

EXAMES FREQUENTES
Porque o médico da Conamev [Comissão Nacional de Médicos do Voleibol], que foi macho para falar no Esporte Espetacular, não tirou a bunda da cadeira e veio aqui entrevistar a Tifanny? Quem levou todos os exames para a CBV fui eu. Mando fazer exames a cada quinze dias. A Tifanny não tem evolução de testosterona, só diminui o nanomol por litro [unidade de medida da testosterona no corpo; o limite é 10, ela tem menos de 1]. Só que ninguém vem a Bauru, nós é que estamos informando.”

Tifanny
Por conta da polêmica ao redor de seu nome, Tifanny optou pelo silêncio nas últimas semanas. Foto: Neide Carlos/Vôlei Bauru

DIÁLOGO
Em vez de as pessoas falarem besteira, que venham olhar, acompanhar, fazer um estudo. Minha grande preocupação é a desinformação e a forma como estão levando essa história. Não é assim que se discute. Se a CBV quer discutir, que convoque uma reunião, com médicos, treinadores, jogadoras. Vamos discutir, olhar estatísticas. Se for injusto, ok, vamos limitar ou excluir, não há problema nenhum para Bauru.”

NOVOS TEMPOS
Estamos vivendo num mundo diferente, as pessoas são livres para tomar suas decisões. Mas como tirar um direito, se hoje no mundo discutimos identidade de gênero? A discussão hoje é outra. Discutimos a evolução do ser humano. Ninguém vai voltar no tempo. Esquece, isso não vai acontecer. As pessoas não toleram mais esse tipo de coisa.”



POSSÍVEL PROIBIÇÃO
Eu não tenho temor nenhum. Acho que vai haver mudanças, mas não acho que o caso Tifanny vai mudar. Porque havia uma regra que tinha que fazer a cirurgia de adequação sexual. Agora, aumentou a possibilidade, não precisa mais fazer a cirurgia, apenas estar dentro do limite de nanomol por litro. O que pode acontecer é retroagir, voltar a ter que fazer a cirurgia [que Tifanny fez].  Não me sinto preocupado, até porque ela tem o direito adquirido de disputar a temporada. Qualquer mudança não vem para agora, qualquer juiz dá uma liminar, ela tem o direito de exercer a profissão que permitiram por uma lei. Como se dá um direito depois tira?”

OPORTUNIDADE
Quando o Vôlei Bauru abriu as portas para ela treinar, primeiro eu estava fazendo algo por um ser humano. Lógico, a partir do momento que ela estava dentro de uma lei que disciplina. O primeiro princípio, antes de ser esportista, é preocupar-se com o próximo. Só que algumas pessoas do esporte não se preocupam com isso.  A Tifanny ficou sem clube na Itália por causa de uma contusão, veio aqui para se recuperar. Vou deixar de dar uma condição a uma atleta, que já passou por todo o preconceito na vida? Ficar excluída? Desculpe, eu sou ser humano.”

 

Foto topo: Bruno Freitas/Noroeste