Guerrinha e Barbosa avaliam Brasil no Pré-olímpico

Treinadores comentam o trabalho de Rubén Magnano

Huertas, principal jogador brasileiro: pressão de 16 anos de espera. Foto de José Jiménéz/Fiba Americas

O Brasil terminou a primeira fase do Pré-olímpico das Américas em segundo de sua chave. Nesta segunda (5/9), começa a segunda fase e a Seleção precisa terminar em segundo ou terceiro lugar para não cruzar com a favorita Argentina, pois o duelo da semifinal é o que decide a vaga em Londres-2012. Para falar um pouco da situação brasileira na competição e como tem jogado, o Canhota 10 falou com dois treinadores que têm vasto currículo a serviço do Brasil. Guerrinha, do Itabom/Bauru (ex-armador e ex-auxiliar técnico da Seleção), e Antonio Carlos Barbosa, do Ourinhos (ex-treinador da Seleção feminina), comentaram o trabalho de Rubén Magnano.

AS DIFICULDADES
“O Pré-Olímpico é a competição mais difícil, pelo lado emocional, porque existe uma pressão em cima de todos. É que não dá muita chance de erro. O que define é uma situação de momento, uma bola que cai, um erro de lance livre. É bem cirúrgico mesmo, no detalhe. Nesse campeonato, o importante não é jogar bem, é vencer.”

“A disputa é bem equilibrada, de difícil prognóstico. A pressão é igual para todos. Agora, um atleta que faz parte de uma seleção nacional, que disputa um Pré-olímpico, se não conseguir administrar essa pressão, então não tem mesmo que se classificar.”

RUBÉN MAGNANO
“Com o currículo que tem, o Magnano conseguiu barrar a imprensa e blindar o time. Ele conseguiu deixar a imprensa fora, que criticava tanto o trabalho dos treinadores brasileiros. Não puderam assistir a treinos. A imprensa não pode interferir em nada, não opinou.”

“O maior problema do técnico brasileiro é a própria imprensa, que desmoraliza, deprecia, ridiculariza os nossos técnicos, poupando quase sempre os jogadores pelos resultados. Algumas vezes, sem condições para tal, queremos transformar em realidade nossos sonhos, que às vezes estão em um patamar bem acima do que podemos. Aí sobra para o técnico brasileiro. O Magnano está tendo moral com a imprensa especializada. Sempre se agrega valores, mas não o vejo como salvador da pátria.”

O TIME
“O time brasileiro não está melhor com o Magnano. Mas ele trouxe, sim, alguns valores. Passou valores defensivos, muito em função da ausência dos jogadores da NBA. Não melhorou tecnicamente, mas o espírito de Seleção, com atletas que estão ali porque querem. A circunstância ajudou o Magnano a criar esse espírito na equipe. A defesa melhorou, mas o ataque piorou. O revezamento está sendo melhor para a defesa funcionar, mas como o brasileiro não tem a cultura do revezamento, não consegue definir as jogadas lá no ataque se estiver pouco tempo em quadra.”

“Falam que o Brail melhorou sua defesa. Não vejo melhora tática, vejo mais disposição, mais empenho. Se buscarmos os resultados do Brasil nas últimas competições antes do Magnano, vamos ver que a média de pontos sofridos pouco ou nada mudou. Ofensivamente, houve uma melhor rotação de bola, em alguns momentos, mas de resto pouco mudou.”

CHAMARIA NENÊ E LEANDRINHO PARA A OLIMPÍADA?
“Se fosse o técnico da Seleção, não chamaria. Trabalharia com a garra e os valores desse pessoal que nunca deixou de comparecer, jogadores de muito caráter e que sempre estiveram à disposição.”

“Tem que analisar caso a caso, os reais motivos para não atenderem a convocação. Sou contra a vitória a qualquer preço, devemos presevar a disciplina e os objetivos do grupo.”

O Canhota 10 aproveitou para perguntar ao bauruense Barbosa como está seu momento no time de Ourinhos, pentacampeão brasileiro de basquete feminino (2004 a 2008) e vice nas duas últimas edições: “O momento é gratificante, gosto de desafios e de renovar objetivos. E Ourinhos surgiu em um momento muito imporante para mim, pessoalmente. Conseguimos, com uma equipe que não estava realizando um bom campeonato, chegar a uma final. Este ano, com a manutenção de todas as jogadores do ano anterior – mais a Kelly, já com reforços da Silva Gustavo e da Camila – e com mais tempo para um trabalho individualizado, em que preparação física e técnica (fundamentos) estão sendo priorizados, com certeza estaremos em condições de disputar o título da Liga Nacional”, contou Barbosa.

Itabom/Bauru bate Franca de “cestada”

Time de guerreiros fecha primeiro turno em segundo de seu grupo

Bábby fez 24 pontos, mas nosso grandão Jeff levou a melhor

Quando um time de futebol vence por grande diferença de gols, como se sabe, usa-se o termo goleada. E no basquete, pode usar “cestada”? Em Minas, certamente se tornaria “cestaiada”! Foi o que aconteceu na noite desse domingo (4/9) em que o Itabom/Bauru venceu Franca, no ginásio da Luso, por 93 a 69. Quase teve lanche de graça pra galera, mas ninguém saiu frustrado por isso. A vitória convincente foi uma resposta ao tropeço em Limeira – que, aliás, foi surpreendida por Araraquara.

Pelo regulamento, Limeira termina o primeiro turno como líder da chave A, pelo confronto direto. Notícia da Federação Paulista, porém, cita Bauru como primeiro. Enfim, ambos têm seis vitórias e uma derrota e sete partidas decivias pela frente para definir seus posicionamentos para o playoff.

A partida começou pegada, com Bábby dominando o garrafão de um lado, e Fischer mandando bola pra redinha, do outro. O camisa 14, aliás, está com o calibre cada vez mais apurado e, quase sempre, tem sido o cestinha das partidas. Nesta, foram estupendos 28 pontos. Depois de um grande primeiro quarto, Franca foi dominada pelos guerreiros, que tiraram a diferença e a aumentaram nos períodos seguintes.Larry ficou 37 minutos na quadra e anotou mais um duplo-duplo (13 pontos, 12 rebotes, além de seis assitências). Jeff Agba também conseguiu esse feito, com dez pontos e 11 rebotes. E Pilar quase chegou lá, faltaram dois rebotes (17 pontos e oito rebotes) – camisa 11 é aclamado pela torcida cada vez que é substituído, por sua habitual raça.

A certa altura do segundo tempo, Fischer roubou bola e quase enterrou. Deu risada da situação, olhando para os colegas de banco, mas Guerrinha seguiu sério. Na jogada seguinte, foi a vez de Gaúcho recuperar a bola, mas fez firula e, claro, levou bronca. Mais tarde, porém, fez linda jogada individual e foi elogiado pelo treinador.

Outro grande destaque da partida foi Gui, que finalmente correspondeu às expectativas, pois espera-se dele uma temporada mais madura, com a oportunidade de ficar mais tempo em quadra. Muito bem defensivamente – “Ele deu uma nova energia ao time”, disse Guerrinha -, o camisa 9 ficou 18 minutos em quadra e ajudou bastante no revezamento. O mesmo vale para Mosso, cada vez mais importante em quadra. Gaúcho e seus 13 pontos também contribuiu com o rodízio.

A seguir, trechos de algumas entrevistas concedidas ao Canhota 10 ao final da partida, inclusive do presidente da Liga Nacional de Basquete, Kouros Monadjemi. Mais abaixo, fotos do confronto (de Sergio Domingues/HDR Photo).

PILAR
Ídolo da torcida:Eu tenho essa energia. Dou tudo de mim na quadra, não gosto de perder, gosto do confronto, me atiro na bola. Temos uma torcida guerreira, a Fúria, então a gente se reconhece.”
Fazendo ioga: “É bom fazer ioga, conhecer. Comecei há pouco tempo, não dá pra falar ainda que está dando resultado. Mas é um trabalho de relaxamento, o Guerrinha que teve essa ideia [de fazer ioga]. A preocupação dele é que eu entro muito afoito e acabo fazendo muitas faltas. A ioga vem me ajudar mais paciência e concentração.”

GUERRINHA
Ausência contra Santos (resposta ao Gustavo Longo, do BOM DIA): “Segue o mesmo esquema e é bom o time trabalhar essa autodefesa, ficar sem o técnico. E o Hudson [Previdello, auxiliar] tem capacidade e está muito integrado com o time. Vai ser uma vitória importantíssima.”
• Como a vitória se construiu: “Franca estava jogando bem, fez 26 pontos no primeiro quarto. Nós é que os tiramos da zona de conforto. Não foi simplesmente Bauru jogou bem e Franca mal. É que nós tiramos Franca do jogo no próprio jogo.”
• Relaxamento e firula: “No basquete, as coisas erradas se paga à vista. Perdeu essa bola, deixamos de fazer dois pontos e levamos cinco, isto é, foram sete pontos em menos de um minuto. E a diferença pra gente é importantíssima, do saldo de cestas no confronto, no caso de um empate.
Andrezão em quadra: “Nós revezamos de acordo com a necessidade. Geralmente, os técnicos colocam o jogador quando está ganhando, colocam para a torcida. Nós colocamos em situação real de jogo. Quando precisa, põe, pois cada jogador é uma ferramenta do técnico. Tem dia que não precisa, não sua. Outros tem mais recursos e ficam muito tempo na quadra, como o Larry e o Fischer.”

KOUROS MONADJEMI, presidente da LNB
A força de Bauru: “Bauru não precisa de apresentações, tem muita tradição. Desde que me entendo por gente, Bauru prestigia o basquete, é um centro poderoso. Hoje assistimos um espetáculo, fruto de um trabalho do Guerrinha, que provou que uma equipe de basquete se faz com o tempo. Formá-la e caminhar com ela. E aí está o fruto. Uma equpe que pode chegar à decisão do Paulista e também do NBB.”
NBB 4: “Acredito que teremos 16 ou 17 equipes. Há 18 equipes tentando, mas há critérios que devem ser mantidos. Estamos aguardando, demos prazo até dia 15 e, se Deus quiser, a maioria das equipes vai complementar o que está faltando. Teremos um belo espetáculo no NBB4, que será bem superior ao NBB3. Temos equipes muito fortes, muitas de São Paulo. Quem é que pode dizer quem será o campeão?”
Pré-olímpico: “Vamos levar nosso apoio e torcer para que o Brasil volte com a classificação, que é muito importante.”

Larry briga no garrafão: 12 rebotes

 

Entre broncas e elogios, Gaúcho foi importante

 

Pilar: incansável guerreiro

Boa Esporte segue sua gangorra na Série B

Tricolor perdeu para o Paraná Clube na abertura do returno

Prepare o coração, torcedor boveta. Será sufoco até o fim. Como já disse neste espaço, uma vitória na concorrida Série B é subir de elevador. Uma derrota é queda livre… Ao perder para o Paraná Clube, pela 20ª rodada, o Boa Esporte estacionou na 13ª posição, sete pontos atrás do G-4 e apenas três acima da zona do rebaixamento.

O Tricolor não se acanhou, atacou bastante, mas o time paranista foi eficiente nas poucas vezes que subiu ao ataque. Escalado num 4-4-2 que variava para o 4-5-1 (com os recuos de Ramon), o Boa segue desfalcado do lateral-direito Jackson. Marcelinho tem sido escalado improvisasdo no setor. E Waldison, depois de dois pênaltis perdidos, foi parar no banco.

Uma curiosidade, apra quem não viu. Na camisa do time, sem patrocinador master, estava escrita a frase “Venha para Varginha”. Mais um sinal da proximidade da diretoria com a prefeitura da terra do ET. E novamente o prefeito Eduardo Corujinha viajou com a delegação e atuou como médico da equipe. Ah! Teve telão de novo na praça do ET, no palco da concha acústica.

O próximo desafio da Coruja é sábado, em Varginha, contra o São Caetano.

Halisson não é mais jogador do Noroeste

Zagueiro, que poderia voltar em 2012, rompeu contrato com o clube e foi para Portugal

Halisson durante treinamento em seu novo clube

Conforme o chefe da equipe Sem Limites de esportes da 87FM, Zé da Barca, adiantou no final da última semana no programa Giro Esportivo, o zagueiro Halisson rescindiu contrato de empréstimo com o Targus Mures, da Romênia. Segundo o radialista, que conversou com a mãe do jogador, a passagem pelo país da Europa oriental foi frustrante. O beque baurense atuou apenas duas partidas pela Liga romena – e foi expulso em uma delas.

A partir daí, Halisson, que já havia adiantado ao Bom Dia (na época do empréstimo aos romenos) que não queria voltar da Europa ano que vem para disputar a Série A2 pelo Noroeste, foi buscar novo rumo. E fechou contrato de três anos com o Gil Vicente, da primeira divisão de Portugal.

Três anos? Sim. O atleta encerrou definitivamente seu vínculo com o Noroeste, que aceitou mediante pagamento de multa, antes de assinar com os portugueses. A informação do término do contrato é do próprio Alvirrubro, em resposta oficial a questionamento do Canhota 10 (veja a íntegra do comunicado logo abaixo).

No Gil Vicente, hoje sétimo colocado do Campeonato Português, Halisson encontra outro ex-noroestino, o lateral-direito Eder Sciola. Segundo a imprensa lusa, o treinador Paulo Alves ficou satisfeito com a chegada do jogador, exaltado por lá por ter servido as categorias de base da Seleção Brasileira.

A seguir, o comunicado do Noroeste:

“O zagueiro Halisson rescindiu com o Targus Mures (Romênia) e não poderia retornar ao Noroeste neste ano tendo em vista que a janela de transferências internacionais para o Brasil já havia sido encerrada. Desta forma, o Noroeste aceitou liberar o atleta em definitivo mediante pagamento de uma multa, deixando o zagueiro livre para negociar com outra equipe.”

Atualizado: horas depois da publicação deste texto, a Assessoria de Comunicação do Noroeste enviou release sobre o assunto para os demais órgãos de imprensa. Apesar de questionável, tudo bem, está fazendo seu trabalho, mas fica uma dúvida no ar: se o assunto não tivesse vindo à tona, o Noroeste ia se fazer de mudo sobre o fato? Afinal, o jogador foi contratado pelo Gil Vicente há mais de 15 dias…

 

Boa cumpre obrigação e vence Duque

Recebendo o lanterna em casa, Boa foge do Z-4

Será assim até o fim. Na concorrida Série B, cada três pontos rendem boa subida no elevador da classificação – e derrota é sinônimo de queda livre. O Boa recebeu o lanterna Duque de Caxias no estádio Melão, na última sexta (27/8), e cumpriu sua obrigação: vitória por 2 a 0 e classificação bem no meio da tábua (décimo lugar, 26 pontos, a quatro do G-4 e a cinco do Z-4).

O lindo gol do experiente meia Ramon (ex-Grêmio) abriu a vantagem, selada no finalzinho da partida por Waldo.

O boa encara o Paraná clube, fora de casa, na abertura do segundo turno.

E você que é leitor de Ituiutaba, não perca o Canhota 10 no caderno Mais Esporte do semanário Mais Notícia. Nesta segunda (29/8) nas bancas!

Noroeste vence Rio Preto e encosta no G-4

Formação mais experiente dominou a partida; Saran busca time ideal

Texto publicado na edição de 29 de agosto de 2011 do jornal BOM DIA BAURU

Procurando o time ideal

Tem gente que diz que futebol é simples, não tem segredo. Bota a bola no chão, toca direitinho e o gol sai. Mas como é difícil fazer esse beabá! E não existe fórmula. É o decorrer das rodadas que forja um time vencedor, testando a paciência dos torcedores nesse trajeto. Veja o Noroeste, ainda longe da excelência: há um clamor pela escalação dos garotos, que têm resolvido em algumas partidas, mas na vitória do último sábado (2 a 0 sobre o Rio Preto), a experiência prevaleceu. Um time titular com média de 24 anos de idade se impôs no primeiro tempo, construiu o resultado e cozinhou o jogo no segundo, já com um atleta a menos em campo.

Dos 11 que foram a campo, apenas quatro são formados formados pelo Norusca e nenhum deles do atual elenco sub-20. Nas substituições, entraram mais três frutos da base. Isso não quer dizer que o treinador Jorge Saran encontrou o tempero perfeito. Está quase: Mizael entrou bem na lateral-direita, a zaga se comporta melhor sem Cris e, como era esperado, Tales deu qualidade ao meio-campo. Resta acertar o setor ofensivo, pois falta melhorar armação – o meia Altair tem mais gols do que assistências no campeonato e o centroavante do time, Anderson Cavalo, ainda não balançou as redes. Na evolução dos reforços Da Silva e Daniel Grando – que se encaixaram bem, mas falta entrosamento e ritmo de jogo –, mora a esperança de o quarteto da frente deslanchar.

Nessa procura por eficiência, pelo time ideal, é importante seguir adiante na Copa Paulista. E a rodada ajudou. A vitória sobre o Rio Preto, concorrente direto, deixou-o mais longe, a quatro pontos do Noroeste, quinto colocado. E como o Penapolense (quarto) apenas empatou com o laterna XV de Jaú, a distância para o G-4 é de apenas dois pontos.

Cautela pode
Ganhando de 2 a 0 e com um jogador a menos desde o fim do primeiro tempo, era de se esperar que Jorge Saran deixasse o time um pouco mais cauteloso, para garantir os três pontos. Iniciou a etapa final, porém, ainda com dois atacantes e só mais tarde deixou o jovem Vitor Hugo isolado na frente. Treinador é cobrado, de forma equivocada, a ser sempre ofensivo. Contra os rio-pretenses, ok, o time era fraco, não ameaçou e o Noroeste poderia perseguir melhor saldo de gols. Mas haverá partidas que exigirão prudência maior, pois o resultado é mais importante do que o espetáculo e, quando ele já está construído, deve ser mantido.

Mais uma noroestina
Levei minha filha Ana, de dois anos e meio, pela primeira vez ao Alfredo de Castilho. Assim que avistou o gramado, disse “Que lindo, papai!”, encantada pela imagem inédita para seus olhinhos. Durante o jogo, ocupou-se mais com sua boneca e devorou dois picolés. Ela, que chama tanto futebol quanto basquete de “gol” e diz que é palmeirense, já bateu palmas com a torcida no ginásio da Luso e, à sua maneira, gosta do ambiente esportivo. Se o Noroeste vive uma crise de identidade e viu nascer poucos torcedores nas últimas décadas, pelo menos nesse sábado mais uma sementinha alvirrubra foi semeada.

O calor rendeu
Além dos dois picolés da pequena Ana, o sêo Célio vendeu outros 68, faturando R$ 70 durante Noroeste x Rio Preto. Bom número, considerando a concorrência com pipocas e amendoins e o pequeno público no Alfredão – 244 pagantes, além de credenciados, familiares de jogadores e de 93 crianças da Escola Estadual Stela Machado (ação do projeto Primeira Pele). A média de público do Norusca como mandante é de 268 torcedores.

Papo de basquete
Perder de Limeira fora de casa não é nenhuma catástrofe. Problema foi o Itabom/Bauru sofrer apagão no segundo tempo. Contra um adversário qualificado, os erros ficaram evidentes: excesso de violações e a volta da “Larry dependência”. Muito trabalho para Guerrinha acertar o time durante a semana: o Bauru Basket recebe Franca no próximo dia 4, jogo termômetro das pretensões da equipe no Campeonato Paulista

Itabom/Bauru perde para Limeira

Termina a invencibilidade dos guerreiros no Campeonato Paulista

Mosso e Jeff na briga do garrafão. Foto de Edielson Teixeira/Divulgação (inclusive home)

Depois de cinco triunfos seguidos – vitórias que estavam na conta -, o Bauru Basket perdeu um jogo que poderia perder. Mas era aquele jogo que, nas contas de Guerrinha, a vitória faria muita diferença no chaveamento dos playoffs. Ou, pelo menos, perder de pouco. Os 12 pontos de diferença (79 a 67 para Limeira) obrigam o time a fazer bom placar no segundo turno…

Em seu primeiro grande teste no Campenato Paulista, os guerreiros abusaram das violações. Foram 15 bolas perdidas. O aproveitamento nos lances livres também foi fraco: 52%. E o rodízio no garrafão ficou comprometido com o desfalque de Douglas Nunes, pois Alex Passilongo e Andrezão (que nem entrou em quadra) ainda estão naquela fase de desenvolvimento – ao contrário de Mosso, cada vez mais importante (oito pontos e oito rebotes nesse domingo).

Outro problema corriqueiro do Bauru Basket tem sido as faltas. Antes um time que pouco faltoso, a ponto de Guerrinha dar bronca por não pararem as jogadas, agora as eliminações por estouro de cinco infrações têm sido frequentes. Desta vez, foi Jeff Agba. Pilar, acredite, foi até o fim e fez duplo-duplo (13 pontos e dez rebotes).

A maior preocupação, entretanto, foi a volta da “Larry dependência”. Durante o apagão* do segundo tempo, o Alienígena se desdobrou. Terminou a partida com 19 pontos, sete rebotes, quatro assistências e quatro bolas roubadas – e atuou por mais de 38 minutos! Fischer também ficou bastante tempo em quadra, mas não era sua noite. Acostumado a pontuar em dois dígitos, seu gatilhaço falhou, como reconheceu ao microfone do repórter João Paulo Benini, do Jornada Esportiva: “Não jogamos coletivamente, nem fizemos o que treinamos. Só o Larry teve bom aproveitamento. Faltou o meu jogo e o de alguns. Precisamos melhorar a execução. Viemos para ganhar, mas nos perdemos no segundo tempo”, resumiu bem o camisa 14.

No próximo domingo, 4/9, o desafio é contra Franca, na Luso. Aí sim teremos um termômetro do time que, claro, está entre os favoritos deste Paulista, desde que alcance a regularidade que não ocorreu em Limeira.

O Winner, aliás, está muito forte. Venceu bem desfalcado de Benite e do técnico Demétrius (ambos na Seleção), de Ronald Ramon (selecionado dominicano) e do ala Diego, suspenso. Do lado bauruense, além de Douglas, Thyago Aleo segue se recuperando de contusão no púbis. Sinal de evolução do Thyaguinho: ele fez falta.

* O termo apagão é tão apropriado para o comportamento do Bauru Basket em quadra que foi usado, inclusive, pela assessoria de imprensa do time. Um refresco na dura vida de ser vidraça – no Noroeste, o time não perde, “deixa de marcar três pontos”.

Análise do GP da Bélgica

Como foi a 12ª etapa do Mundial de F1, vencida por Vettel

Por Renato Diniz

O problema não é largar nas primeiras posições ou no fim do grid. A complicação está em largar no meio do pelotão. Esse ensinamento atribuído a Ayrton Senna (pelo menos segundo Galvão Bueno) não foi passado ao seu sobrinho Bruno Senna. Isso em Spa, onde a “reta” de largada é um curva, seguida de mais outra, é informação valiosa.

Logo em sua primeira corrida na Lotus-Renault, o brasileiro se atrapalhou e acertou em cheio Jaime Alguersuari, que, com toda razão, revoltou-se. Mas é o esporte. Bruno foi punido com uma parada nos boxes para trocar o bico e com uma passagem pelo mesmo local como punição dos comissários, capitaneados por Nigel Mansel.

O erro e o 13º lugar não apagam sua boa participação nos treinos e nem põem em risco seu retorno à principal categoria do automobilismo.

No pelotão da frente, Sebastian Vettel voltou a vencer depois três corridas “apenas” entre os cinco primeiros (Alemanha, Hungria e Inglaterra). A corrida foi marcada pela instabilidade dos pneus, já castigados na longa volta de classificação do sábado. Isso, somado ao recurso da asa móvel e ao fato de vários pilotos de equipes de ponta terem largado atrás, fez com que a corrida da Bélgica fosse intensa, com várias trocas de posição e de liderança: Alonso, Vettel, Webber e até Rosberg estiveram na ponta. Aliás, 40% do desempenho de Nico foi graças à sua largada.

Não foi só Bruno que errou. Hamilton exagerou na dose na briga por posições com Kobayashi e acabou levando a pior. Batida forte com direito a instantes de apreensão, já que Lewis não se mexia. Só um susto.

O domingo também não foi bom para Massa, que fez uma prova apagada. Mesmo que seu pneu não furasse nas últimas voltas, ele não passaria de um quinto lugar, atrás até da Mercedes, em tese mais fraca.

A grande atuação foi de Button e Schumacher (Alonso, talvez, pela agressividade e precisão). Os dois saíram do fim da fila para ficar no Top 5.

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O domínio da Red Bull é claro, mas não é tão grande. Sempre que vence, o carro da equipe dos energéticos crava de 5 a 10 segundos de vantagem para quem vem atrás – méritos de McLaren e Ferrari. Nada mal, mas num esporte como esse, uma saída de pista e um pneu mal trocado mudam tudo.

Renato Diniz é aluno do quarto ano de Jornalismo da Unesp de Bauru e comanda o Vanguardão, da rário Jovem Auri-Verde (760AM).
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Boa Esporte perto do Z-4

Time se complica no final do 1º turno da Série B

Depois de uma ótima sequência invicta, com seu ápice no vareio de bola que deu no Sport Recife (15ª rodada), o Boa desacelerou. Perdeu para o ASA de Arapiraca, fora, empatou com a Ponte em casa e foi derrotado pelo Náutico. Os dois recentes resultados, é verdade, foram contra times do G-4, mas para quem pretende se manter na Segundona nacional, não se distingue adversário.

Para quem sonhou com o acesso à elite, neste momento o retorno à Série C parece uma realidade mais próxima. Apenas três pontos separam o Tricolor da zona da degola. Como a Série B é muito equilibrada, nada que uma nova sequência positiva não resolva, ainda mais que há todo o segundo turno pela frente. Mas é bom abrir o olho…

De positivo, o ótimo aproveitamento de Jheimy, que tem constantemente marcado seu golzinho. Apesar de Carlos César ter atuações regulares, Jackson tem feito falta na lateral-direita. E espera-se, agora, que Marinho se firme como titular na esquerda, pois o time fica mais ofensivo com ele do que com o improvisado Higo.

A próxima partida, que anuciava-se ser uma baba, requer atenção. O antes saco de pancadas Duque de Caxias vem de três jogos sem perder. Mesmo assim, a disputa é em Varginha, o que sugere obrigação de ganhar três pontos.

Quem é de Ituiutaba e região não pode perder a edição (nº 93) do Mais Esporte (caderno do semanário Mais Notícia). O Canhota 10 fala do impacto da nova resolução da CBF sobre mudanças de cidade de clubes de futebol e como isso afeta o Boa. Fala também da “maquiagem” na média de público em Varginha. Confira nas bancas!

Itabom/Bauru: esse time é mesmo um barato!

Unidos também fora da quadra, os guerreiros deram um show de alegria em confraternização

Confraternização do Itabom/Bauru no Botequim da Luso

Já passava das 20h30 quando cheguei ao Botequim da Luso, local em que o Itabom/Bauru Basketball Team confraternizava com patrocinadores e imprensa. Evento marcado para as 20h: perdi os discursos, certamente de agradecimento e também de anúncio de muita luta em quadra para orgulhar a todos. O atraso me valeu um bem-humorado puxão de orelhas do Joaquim, vice-presidente. Tudo bem, o que se passou nas horas seguintes valeu tanto quanto o melhor dos dircursos: a cordialidade de todos, o bom-humor, o espírito familiar que move a equipe de guerreiros traduzido em cada gesto.

Dia desses, no meio da pré-temporada, postei um texto sobre a visita do Bauru a uma colônia de férias com o título “Esse time é um barato!”. Como estas linhas merecem o mesmo elogio, entrou um mesmo para enfatizar. Tem gente que pensa que jornalista só gosta de cutucar, cornetar, achar defeito. Mas, na cobertura esportiva regional, nosso sonho é sempre dar boas notícias. E os guerreiros têm sido inesgotável fonte. De vez em quando eles também merecem puxões de orelha, mas o saldo é positivo. Oxalá o Noroeste chegue nesse ponto…

Enfim, papo animado, boa comida, música ao fundo e muitos contatos. Sempre bom confraternizar com os colegas de imprensa. Basquete e Noroeste passados a limpo em papo com Rafa Antônio, Cris Simão e João Paulo Benini (Jornada Esportiva), Guga Longo (Bom Dia) e Andressa Piri (TV Record).

Entre os jogadores,muita tiração de sarro e a disponibilidade de sempre. Entre uma brincadeira e outra, ainda fiz minientrevistas com os guerreiros.

Larry brinca com pingente de celular da Claro, que virou brinco

Larry contou que Magnano, treinador da Seleção, é exigente, incentiva o trabalho duro, mas não é muito bravo – Guerrinha ganha nesse quesito… O Alienígena contou que assistiu alguns amistoso dos colegas e que está na torcida. Disse que Huertas foi bacana com ele, mas não teve oportunidade de treinar coletivo com o armador titular, na ocasião sem condições contratuais para ir à quadra. “Só arremessos e academia”, contou. Por fim, Larry acredita ser quase impossível o astro Kobe Bryant atuar no Brasil, pelo seu alto salário.

Ainda falando de Seleção, Douglas Nunes desfilava na festa com seu agasalho da CBB. Sinal do orgulho que sentiu pelo período em que treinou entre as feras brasileiras. “Foi uma experiência enriquecedora”, disse o pivô nascido em Uberlândia – quase meu conterrâneo. Quando disse a ele que não entendi até agora porque foi cortado por Magnano, ele foi enfático: “Nem eu!”.

Admirador da música sertaneja, Douglas foi um dos maiores entusiastas quando o gênero tomou conta do cardápio musical da noite. E com um reforço: o pivô Alex Passilongo mostrou seus dotes ao violão e como cantor e mandou bem — arrancou aplausos de todos os colegas. Só foi superado pela saudação ao desempenho musical do patrão: Pedro Poli, o presidente, rasgou a voz em um modão das antigas.

Alex Passilongo pode se dedicar à música depois do basquete

Falei ainda com Luquinha, que com o uniforme novo da Cambs pegou a camisa 10 que era de Alex (que foi para o Paulistano). Como ele conduz a bola com a mão esquerda, brinquei com ele que agora ele era o canhota 10 do time. Ele disse ter guardado a foto de Juliana Lobato, do Bom Dia, em que vibra com os companheiros após uma cesta fantástica sobre Brasília.

E o papo com Jeff Agba foi o mais engraçado. Ele tem uma voz meio tímida, que não combina com seu tamanhão. Já arrastando um bom português, disse que a perna ainda dói um pouco, mas nada que atrapalhe o andamento das próximas partidas. O novo camisa 42 (deixando a 11 para Pilar) disse que conversa em inglês com Larry e com Mosso.

Por fim, tomei o segundo puxão de orelhas da noite. Guerrinha reclamou, com razão, da periodicidade do Canhota 10. O início da coluna semanal no jornal Mais Esporte, de Ituiutaba, tomou bastante meu tempo, tive que me dedicar a esse projeto. Mas não perdi os guerreiros de vista e sigo com meu propósito: trazer um olhar diferenciado, um texto mais leve e analítico, oferecer conteúdo complementar ao que os colegas de outros veículos fazem.

Ao me despedir do treinador — que promove pizzadas em casa reunindo os jogadores, para explorar seus dotes culinários —, ele perguntou-me: “Já viu um time igual a esse, Fernando?”. Não mesmo, Guerrinha. Esse time é um barato.

A seguir, o vídeo feito pela Camila Turtelli, do Bom Dia, e as fotos que ela registrou. Vale também conferir o que ela escreveu em sua coluna.

A estagiária do Bom Dia, Karla Torralba, medindo forças como pequeno Douglas Nunes

 

Guerrinha ao lado do filho Guilherme e da esposa, Renata. Fotos de Camila Turtelli/Bom Dia