Diário do Gui (4)

Com mais uma boa atuação do ala Welinton (19 pontos, seis rebotes e cinco bolas roubadas), o Itabom/Bauru venceu Uberlândia, até então invicto, por 87 a 62. O guerreiro Gui anotou 17 pontos, pegou cinco rebotes e roubou cinco bolas. A nota triste da terceira vitória foi a nova contusão de Luquinha, como conta o camisa 9 bauruense, em seu diário:

Gui e os colegas Bruno Manzoni e Fernando

“Ganhamos hoje de Uberlândia. Fizemos um bom jogo, que foi mais difícil que os outros. Estamos no caminho certo. Claro que descobrimos que temos muito o que acertar a cada jogo. Descobrimos e fazemos ajustes, mas está de bom tamanho. Amanhã [26/10], jogo contra Vitória, não estarei presente, pois volto hoje para Bauru. Primeiro jogo da semi muito importante, como todos os outros, mas por jogarmos em casa acredito que os dois primeiros sejam cruciais. Lamento pelo Lucas, que torceu o mesmo pé no jogo de hoje e dificilmente estará bom para jogar amanhã conosco em Bauru. Até amanhã. Abraços!”

Guerrinha vai capacitar professores da rede pública em Bauru

O técnico do Itabom/Bauru, Guerrinha, fechou parceria com a Secretaria Municipal de Educação para capacitar professores de educação física da rede pública em Bauru. O projeto pode se estender assim que a Panela de Pressão estiver reformada: criar uma escolinha para revelar talentos – e os jogadores do time profissional que estudam Educação Física ajudariam nas aulas. Uma iniciativa bacana. Para ver todos os detalhes, confira o comunicado de imprensa no site do Bauru Basket, clicando aqui.

Por essa e outras, eu sempre digo que esse time é um barato. Enquanto isso, o projeto do Noroeste de criar escolinhas em 20 cidades da região – outra ótima ideia – ainda não saiu do papel.

Vera Casério (Secretária de Educação), Guerrinha, Elisabete de Oliveira (diretora do Depto. de Ensino Fundamental) e Simone Tereza (diretora da divisão de Ensino Fundamental)

Diário do Gui (3)

“Hoje, apesar de não ter jogos, foi um dia muito produtivo, tivemos clínicas separadas por posições. Eu participei de duas (ala e armador) e foram muito intensos esses treinos, valeu demais. Além das clínicas, ábritros nos deram dicas de boas defesas e a interpretação deles, tudo muito válido.
À tarde, fomos a uma palestra do Fausto Gianecchini, que foi um grande jogador e representou muito a Seleção. Palestra muito boa, alegre, de muita motivação. De forma descontraída, ele contou sobre sua carreira e deu muitas dicas a nós, atletas, e a todos que trabalham no esporte.
Amanhã [terça], nós jogamos contra Unitri/Uberlândia às 18h e, na sequência, volto para Bauru: preparativos para a semi contra São José. Estou muito animado com todos esse jogos e os playoffs do Paulista, acreditando muito nas chances do nosso time fazer uma final do Paulista e, quem sabe, da LDO. Abraços!”

Quem é quem no futebol brasileiro: balanço dos pontos corridos

Por Arthur Sales

A era dos pontos corridos modificou a organização dos clubes no Brasil. Melhor planejamento e regularidade passaram a ser premiados e, enquanto antes da nova fórmula era muito difícil fazer prognósticos, agora podemos tentar escolher os cinco, seis candidatos sem dar um total tiro no escuro. No Brasil, existem no mínimo 12 grandes equipes (quatro paulistas, quatro cariocas, duas mineiras e duas gaúchas) que em uma fórmula de mata-mata podem crescer e faturar o caneco. Nos pontos corridos, a situação é outra e o que já se pode enxergar nesses oito anos de disputa (estamos prestes a conhecer o nono campeão dos pontos corridos) é que alguns desses grandes se consolidaram entre a real elite do futebol brasileiro:

Os seis melhores ano a ano desde os primeiros pontos corridos

2003 2004 2005 2006
1º Cruzeiro  Santos Corinthians São Paulo
2º Santos Atlético Paranaesnse Internacional Internacional
3º São Paulo São Paulo Goiás Grêmio
4º São Caetano Palmeiras Palmeiras Santos
5º Coritiba Corinthians Fluminense Paraná
6º Internacional Goiás Atlético Paranaense Vasco
2007 2008 2009 2010
1º São Paulo São Paulo Flamengo Fluminense
2º Santos Grêmio Internacional Cruzeiro
3º Flamengo Cruzeiro São Paulo Corinthians
4º Fluminense Palmeiras Cruzeiro Grêmio
5º Cruzeiro Flamengo Palmeiras Atlético Paranaense
6º Grêmio Internacional Avaí Botafogo

São Paulo, Internacional e Cruzeiro são os mais regulares desde 2003. O Tricolor tem seis aparições no top 6, ficou de fora em 2005 (ano do título da Libertadores) e no ano passado. Inter e Cruzeiro têm cinco aparições, ficaram apenas três vezes fora do top 6. Nesse período, além da regularidade no Brasileirão, o Inter trouxe duas Libertadores para casa.

No segundo pelotão do futebol brasileiro, na era dos pontos corridos, aparecem Santos, Grêmio e Palmeiras. Destaque para o Alvinegro praiano, que além de ter quatro presenças no topo da tabela, conquistou uma Copa do Brasil e uma Libertadores.

Flamengo, Corinthians e Fluminense estiveram entre os seis melhores em três ocasiões e foram campeões da Copa do Brasil. Outro que esteve três vezes na parte de cima da tabela foi o Atlético Paranaense.

O Goiás, que está na Segundona, apareceu em 2004 e em 2005, enquanto Paraná, Avaí, São Caetano e Coritiba tiveram seus 15 minutos de fama com uma aparição. Vasco e Botafogo que ressurgem de dois anos para cá, também chegaram no top 6 uma vez nos últimos oito Brasileiros.

Número de presenças no top 6:
6  São Paulo (+ 1 Libertadores)
5  Internacional  (+ 2 Libertadores) e Cruzeiro (+ 1 Copa do Brasil)
4  Santos (+ 1 Libertadores + 1 Copa do Brasil), Grêmio e Palmeiras
3  Fluminense (+ 1 Copa do Brasil), Flamengo  (+ 1 Copa do Brasil), Corinthians  (+ 1 Copa do Brasil), Atlético-PR
2  Goiás
1  Vasco (+ 1 Copa do Brasil), Botafogo,Paraná, Avaí,São Caetano e Coritiba

São Paulo, incontestável
O São Paulo é o grande clube brasileiro da era dos pontos corridos, quando não ganhou estava ali e, quando não esteve ali, é porque estava lá, em Yokohama, conquistando o mundo. Nunca terminou um Brasileiro, desde 2003, na metade de baixo da tabela.

Internacional, o segundo
O Inter segue a mesma linha do São Paulo, sempre com bons times, com um pequeno desvio de rota em 2007, quando foi o 11º. Lembrando que o Inter foi o único brasileiro duas vezes campeão da Libertadores nesse período.

Palmeiras e o jejum de títulos
Santos, Grêmio, Palmeiras, Corinthians, Flamengo e Fluminense são os outros grandes que fazem bem o seu papel, nem sempre estão por lá, o que é absolutamente normal em um cenário com muitos outros fortes adversários – a oscilação é inevitável. Se analisarmos que o Palmeiras esteve tantas vezes entre os seis melhores quanto Santos, mais do que Corinthians, Flamengo e Fluminense e MUITO mais do que o Vasco (esses todos já puderam gritar É CAMPEÃO de 2003 para cá), é de se estranhar que o Alviverde esteja tanto tempo sem ganhar nada. Estar entre os seis melhores do Brasil significa ter uma equipe de respeito que faz frente a qualquer outra do país e da América do Sul. Ou falta sorte e competência na hora de decidir ou o extracampo atrapalha muito os jogadores do Palestra. Se tiver que escolher uma, fico com a segunda.

A verdade sobre os Atléticos
O maior Clube Atlético do Brasil é o Paranaense, não o Mineiro. O Furacão vira e mexe esta aí, foi vice em 2004, chegou à final da Libertadores em 2005 e foi quinto colocado no brasileiro do ano passado. Tudo bem que briga diretamente com o Galo para não cair em 2011, mas isso não é nenhum absurdo, e diga-se de passagem já aconteceu com o Alvinegro em 2005. Além do rebaixamento em 2005, o Alético Mineiro não tem sequer uma presença entre os seis melhores do país desde que a era dos pontos corridos começou. É um time que se consolida ano a ano como não-força do futebol brasileiro, apesar da apaixonante torcida.

Arthur Sales é estudante de Jornalismo da Unesp/Bauru, colaborador da webrádio Jornada Esportiva e edita o blog Doente 91

Coluna da semana: a derrota do Noroeste e o “acerto” de Nathan Thomas com o Bauru Basket

Texto publicado na edição de 24 de outubro de 2011 no jornal BOM DIA BAURU

FALTAM DOIS JOGOS

Muito já se falou desse controverso segundo semestre do Noroeste. Laboratório, uso da base e daí por diante… Todo ano é a mesma coisa. “Semestre perdido” é a expressão recorrente, aquela muleta de discurso tratada pela coluna na semana anterior. No mundo ideal, o time que disputará a Série A-2 de 2012 já deveria estar pronto e entrosado. Mas a realidade não é tão generosa assim. Nem com o clube bauruense, nem com ninguém. Cada metade de temporada tem vida própria. Somente planejamento e continuidade refletem resultados de uma competição para outra. E até que o Noroeste já colhe frutos de suas categorias de base – reativadas há cerca de um ano – que deverão encorpar o grupo ano que vem.

Vamos combinar assim: o Alvirrubro tem dois jogos para decidir sua permanência na Copa Paulista. Esse é o foco. Deixemos a roupa suja para outra hora.

Apatia
No sábado, na derrota para a Ferroviária, o Norusca se arrastou em campo em rede nacional. Praticamente não incomodou a defesa grená. Altair, que alterna lampejos de armador cerebral com sumiços em campo, foi pouco produtivo. Sem Anderson Cavalo, não se viu um noroestino marcando presença na área – nem quando Vitor Hugo entrou no segundo tempo. O volante França novamente se desdobrou, enquanto Tiago Ulisses não é nem sombra daquele marcador voluntarioso que chamou a atenção no Paulistão. Já o jovem goleiro Léo assumiu a fogueira em sua estreia no profissional e não comprometeu. E o meia Lucas ainda não justificou o oba-oba lançado sobre ele – uma espécie de “Neymar da Vila Pacífico”.

Não cola
Mais uma vez, o treinador Jorge Saran usou a justificativa da juventude da equipe. A média de idade de alvirrubros que estiveram em campo foi de 22 anos – contra 26 do time de Araraquara. Engraçado é que, na Copinha do ano passado, o clube bauruense tinha um elenco mais velho e atribuía seus insucessos à correria da molecada dos adversários. A grande vantagem de quadrangulares decisivos é que todo jogo “vale seis pontos”, isto é, sempre há confronto direto entre postulantes a vaga. Apesar de estar na lanterna do grupo, com três pontos, o Noroeste ainda está vivo.

Papo de basquete
Com início arrasador – duas vitórias por “cestadas” – na Liga de Desenvolvimento Olímpico (o NBB sub-21), o Itabom/Bauru já virou sensação do grupo B da competição, que classificará três equipes para o hexagonal final, que já tem Flamengo, Franca e Paulistano classificados. O ala Gui, sobrando fisicamente, tem ficado mais de 30 minutos em quadra, mesmo sem haver essa necessidade – lembrando que Luquinha e Ferrugem se machucaram na estreia. Entre os jogadores do Regatas de Campinas (clube que fez parceria com o Bauru Basket), o ala Weliton roubou 15 bolas na partida de ontem, contra a Liga Sorocabana (106 a 48), e ainda foi o cestinha do jogo (20 pontos). Olho nele, Guerrinha!

Enquanto o futuro está garantido, o presente é a semifinal do Paulista. Abrir 2 a 0 sobre São José nos jogos em casa é primordial. Gui, Luquinha e o assistente Hudson Previdello (que treina o sub-21) voltam de São Sebastião do Paraíso para reforçar o time.

Papo de basquete 2
Segundo o site Basketeria, o norte-americano Nathan Thomas assinou com o Bauru Basket um contrato de dois meses para ser experimentado em condições de jogo, no início do NBB 4. A posição oficial da diretoria, entretanto, é de que o ala continua em fase de testes – o que o próprio jogador confirmou à coluna. O diretor financeiro Eder Poli afirmou que é preciso levantar recursos para a contratação, se houver o aval de Guerrinha. O certo é que o carismático gringo já caiu no gosto da galera.

Atualizado: apesar de todas as pistas de que Nathan deve defender o Bauru Basket no início do NBB 4, o Canhota 10 tomou o cuidado de ouvir o lado oficial da história, que não confirmou o acerto.

Diário do Gui (2)

Hoje o guerreiro Gui passou rapidinho na internet. Reproduzo o recado que ele deixou no Facebook:

“Aqui em São Sebastião, tudo tranquilo. Conquistamos nossa segunda vitória, contra Sorocaba. Parabéns Bauru sub-21! Jogamos na terça contra Unitri/Uberlândia, vai ser jogão. Na sequência, eu volto para Bauru – preparar para o primeiro jogo da semi.”

Atualizado (agora sim, chegou o recado exclusivo do Gui):

“Segundo dia aqui na Arena Olímpica, muito jogos legais e cada vez mais competitivos. Todos já acompanharam os jogos de seus adversários e já se vê a dificuldade e o bom basquetebol. Ganhamos bem novamente, a equipe está de parabéns e já estamos pensando em ajustes para os próximos jogos e fazendo correcçõess. Todos aqui muito empolgados com essa competição, de um nível muito bom, que só tem a aumentar. Amanhã [hoje] é nosso dia de folga e teremos clínicas  que serão separadas por posições. Eu devo participar, além da de ala, de armador também. Isso pode me ajudar bastante como um 2. Até mais, abraços!”

Diário do GUI (1)

Com a palavra, o craque do time bauruense na Liga de Desenvolvimento Olímpico:

“Foi um dia de muitos jogos e de socializaçãoo com jogadores de outros times. Fiquei muito feliz ao ver a empolgação dos dirigentes e a organização deste campeonato, já pensado em 2016 e nos mostrando que muitos de nós temos chances de estar lá… Hoje, fizemos um bom jogo e ganhamos bem de Vila Velha. Nosso time está de parabéns pela intensidade.”

 

Itabom/Bauru estreia arrebentando na LDO

Na abertura do grupo 2 da Liga de Desenvolvimento Olímpico, o Itabom/Bauru (reforçado por atletas do Regatas de Campinas e treinado por Hudson Previdello) venceu o Vila Velha por arrasadores 97 a 34. Como era esperado, Gui (hoje sexto-homem de Guerrinha no time principal) sobrou em quadra: 26 pontos, seis rebotes, oito assistências, sete roubadas de bola e três enterradas.

Para mais detalhes do jogo, sugiro acompanhar o Basketeria, que está cobrindo o evento direto de São Sebastião do Paraíso (reportagem de Rodrigo Bertoni).

O ponto negativo foram as contusões de Luquinha e Ferrugem, ambos no tornozelo. Ainda não há detalhes da gravidade das lesões.

A partir de hoje, durante a LDO, o ala Gui, destaque do time bauruense, irá relatar seus dias na competição – além do vaivém para ajudar o time principal nas semi do Paulista – aqui no Canhota 10. Algo parecido com o que foi o Diário do Larry, quando o Alienígena esteve na Seleção. Agora, é a vez do DIÁRIO DO GUI!

Neste domingo, às 16h, os guerreiros sub-21 encaram a Liga Sorocabana.

Ferroviária acaba com invencibilidade do Noroeste

Doze jogos depois, o Noroeste não tem mais como se escorar na elástica invencibilidade – mesmo que recheada de empates. A derrota para a Ferroviária (1 a 0), em Araraquara, pela quarta rodada da segunda fase da Copa Paulista, colocou o Norusca em situação complicada. Apesar de não ser impossível chegar à terceira fase – pois tem nas duas últimas rodadas confrontos diretos contra os dois líderes -, pela bola que o time vem jogando não dá pra ter muita esperança.

Com Renam nulo em campo e Altair em tarde pouco inspirada, ficou mesmo difícil incomodar o goleiro da Ferrinha. O time grená, que nem jogou tanta bola assim, conseguiu o gol no finalzinho do primeiro tempo, com Tuia, e correu o suficiente para segurar o importante resultado na etapa final – quando o treinador Jorge Saran ainda tentou a virada, mexendo no ataque, mas a frase do volante França após o apito final resume tudo: “O time foi apático, sem vontade de ganhar”.

E não vale dizer que o time é jovem. Somente Mizael e França, entre os titulares, têm idade da base. O problema não está em perder para a Ferroviária fora de Bauru, mas desperdiçar pontos no Alfredão.

Guerreiros contra o câncer

Douglas Nunes e o uniforme engajado

Toda vez que o Itabom/Bauru divulga suas ações sociais, costuma usar a frase de que esse time é um barato. Neste sábado, divulgou mais um cestaço: abraçou a causa do câncer de mama e, neste outubro rosa, vai jogar com a cor símbolo da campanha nas semifinais contra São José.

“A Itabom sempre desenvolveu ações de apoio a luta contra o câncer de mama e resolvemos trazer para o basquete essa dinâmica que acreditamos colaborar com a conscientização e demonstrar o nosso respeito com a causa. O uniforme rosa é uma das ferramentas que decidimos usar para representar que estamos juntos nesta luta”, disse a diretora de marketing do Itabom/Bauru, Juliana Poli, em comunicado à imprensa. No jogo de abertura do playoff semifinal, o grupo Amigas do Peito de Bauru será presenteado com o uniforme.

O Bauru Basket também divulgou a venda antecipada de ingressos, na loja Claro (quadra 8 da Getúlio), a partir das 9h30 de terça-feira, dia 25 – venda limitada a quatro ingressos por pessoa. Preços: R$10 (meia), R$ 20 (inteira) e R$40,00 (cadeira).