CANHOTA 10

Noroeste se despede de Xandu

Morreu nesta quarta-feira (28), o ex-jogador Xandu, que defendeu o Noroeste nos anos 1940 e 1950. O Canhota 10 republica a íntegra do comunicado da Assessoria de Imprensa do clube, que recentemente registrou a visita do presidente Damião Garcia ao atleta. A foto em destaque na homepage foi reproduzida da seção Que Fim Levou? do site do jornalista Milton Neves.

Xandu Noroeste futebol Bauru

Xandu era o único vivo do time campeão de 1943 e foi o que mais vestiu a camisa do Noroeste. (Foto: Evegntos Assessoria)

Por Erlinton Goulart

Com pesar profundo o EC Noroeste comunica o falecimento de Armando Padroni, o Xandú, ocorrido nesta quarta-feira, em Bauru, e que em 10 de dezembro próximo completaria 91 anos.

Xandú jamais foi expulso de campo e atuou como lateral e depois como zagueiro nos times do Noroeste, nas décadas de 1940 e 50. Foi o jogador que mais vezes, por mais de 12 anos, vestiu a camisa do Noroeste. Encerrou a carreira em 1955 e era o único atleta vivo do time campeão do Interior em 1943.

O presidente Damião Garcia emocionado lembrou-se de Xandú. “Era o meu ídolo. Na minha infância em Bauru, quando tinha 13 anos, ia ao campo ver maravilhado o futebol do Xandú, um dos maiores jogadores que vi atuar. Este é um dia muito triste para todos nós do Noroeste, especialmente para mim”, lamentou.

Em 7 de julho deste ano, o presidente Damião Garcia visitou Xandú. Encontrou o ídolo debilitado, na cama. Ao deixar, emocionado, a casa humilde, na Vila Cardia, Damião solicitou a compra de uma cadeira de rodas e a imediata internação hospitalar de Xandú.

O gerente de futebol do Noroeste, Ricardo Occhiuto, através da assessoria de imprensa do clube, destaca “o momento de tristeza e comoção que abate sobre o Noroeste com a perda histórica do Xandú”.

Segundo o gerente, Xandú seria homenageado, pelo Centenário do Noroeste, antes do jogo amistoso internacional contra o Estoril de Portugal, em 21 de julho passado, “mas já não tinha, infelizmente, condição física de ir ao campo”, lamentou igualmente Evaldo Armani, assessor de marketing do clube.

Xandú nasceu em 1919 em Avaí, a 30 quilômetros de Bauru, criou-se em Jaú onde iniciou a carreira no Palmeiras daquela cidade, transferindo-se depois para o Noroeste onde brilhou intensamente.

Xandú estava internado havia mais de uma semana no Hospital Beneficência Portuguesa, em Bauru. Deixa a esposa dona Floraci de Almeida Padroni, as netas Ana Cláudia, Juliana e Amanda e dois bisnetos Lucas e Lorena. Seu único filho Armando Aparecido Padroni, o Manduca, também ex-zagueiro do Noroeste, morreu em março de 2009, vitima de hepatite.

O corpo de Armando Padroni, o Xandú, está sendo velado no Centro Velatório Terra Branca, na quadra 5 da Rua Gerson França. O sepultamento está marcado para as 16 horas, nesta quarta-feira, em Bauru.

Comentários

  1. Júlio disse:

    Tive o prazer de entrevistar Xandu em 2007. E que memória memorável tinha esse noroestino! Lembrou de várias passagens dele ao lado de Pé de Boi, com quem formou a zaga do clube naquele título de 1943. Bauru perde uma figura encantadora e parte da história do Noroeste.

  2. Nilton Santos disse:

    Xandu…sem palavras…
    tanto q hj é 19 de outubro e ainda continuo pensando na perda desse idolo vermelho.Tenho 33 anos e minha imaginação vai longe qdo me contam coisas que esse noroestino fez.Quem é eterno marca até em pessoas que nunca viu nenhuma jogada.
    Deus ganhou um reforço !!!