CANHOTA 10

Lenílson, canhota 10 noroestino

Craque da histórica campanha de 2006 é eleito em enquete

Quem foi o melhor canhota 10 da história recente do Noroeste?
LENÍLSON 53%
Edno 34%
Bruno César 13%

Sim, craque. Levando-se em conta que armou as principais jogadas ofensivas, fez gols (três) e teve o melhor destino após aquela destacada campanha – foi para o São Paulo ser vice-campeão da Libertadores (fez gol na final) e campeão brasileiro (artilheiro do Tricolor, com oito gols, ao lado de Rogério Ceni).

Mas, a exemplo de Edno e Bruno César, Lenílson também passou raiva na torcida em alguns momentos. Caía muito pelas pontas – sobretudo pela direita -, mas não tinha velocidade. Ciscava, tocava, procurava o melhor momento de encaixar um passe. E conseguia! Rodrigo Tiuí cansou de receber bolas nas costas dos zagueiros.

Edno – esse seria meu voto – chegou recuperando-se de fratura no pé no final de 2006. Com experiência no futebol holandês e polonês, andou em campo na Série C. No Paulistão seguinte, entretanto, virou protagonista. Fez dez gols, quebrou o galho na ala esquerda a contragosto em algumas partidas, e foi para o Atlético-PR. Voltou em 2008 para fazer outro bom campeonato. Três gols, muita briga no meio e assistências. Se não foi brilhante como Lenílson, os elencos em que atuou não alcançaram o mesmo nível de entrosamento.

Por fim, Bruno César foi um dos poucos que se salvaram da vexatória campanha de 2009. Na época, eu comentava os jogos do Paulistão na Bandeirantes 1160AM e recordo-me de, em sua estreia, ter dito “Achamos o 10”, pela cadência que conferiu ao time. Mas sua lentidão contrastava com a necessidade do time de se reerguer na tabela, abafar adversários na correria. Encontrou no Santo André e agora, no Corinthians, sua posição ideal: próximo da área, para arrematar da meia-lua ou servir companheiros.