CANHOTA 10

Brasileirão: análise da 17ª rodada

A tarde foi de festa total no Pacaembu. O Corinthians fez seu jogo de festa do Centenário – não atuará no dia 1/9 -, com uniforme comemorativo, a volta de Ronaldo depois de quase quatro meses e com o anúncio do novo estádio, o Fielzão, em Itaquera, sede paulsitana na Copa de 2014. Invicto jogando em casa, e com tantos motivos para comemorar, o Timão passou bem pelo Vitória. E mandou bem na hora de secar.

Pois o Flu, líder, deixou o Alvinegro encostar de novo. Encontrou um São Paulo guerreiro no Marcanã, disposto a fugir do Z4. Com Rogério Ceni num daqueles dias inspirados, fazendo gol (seu primeiro e provavelmente único no Maracanã, que fechará para reforma) e pegando pênalti. O empate em casa, entretanto, não faz do Tricolor carioca um time menos forte, menos favorito, menos obstinado em buscar o gol – como fez nos minutos finais.

Impressionante o vacilo do Flamengo no Brinco de Ouro (virada bugrina nos acréscimos). Silas, o novo técnico, viu quanto trabalho terá. Segundo Zico, ele foi escolhido por seu estilo ofensivo combinar com o desejo da torcida rubro-negra. Mas para esse momento seria melhor um treinador mais experiente e até mesmo disciplinador, para orientar um elenco ainda sem identidade e abalado pelos escândalos policiais.

Enquanto o Santos, sem Ganso, tenta mostrar ainda ter forças para lutar pela tríplice coroa, o Internacional é uma certeza: irá perseguir os líderes, torcendo por tropeços. Só espero que não desacelere o bom futebol quando chegar às vésperas da disputa do Mundial – exatamente nas últimas rodadas do Brasileirão.

O Ceará já não é o mesmo do período pré-Copa, o Cruzeiro segue buscando mais uma disputa de Libertadores – rotina azul – e seu arquirrival…

O Galo tem um elenco recheado de estrelas, o treinador que mais ganhou Brasileiros, mas é o time que mais perdeu no campeonato, 11 vezes… Como explicar? Segredos escondidos vestiário adentro: inimizades, grana (salários, bicho)? Ou apenas um grupo de não deu liga? Só sei que tem muito estouradinho vestindo a mesma camisa e o Atlético-MG pode estar se tornando uma bomba-relógio. Fábio Costa, Ricardinho, Diego Souza, Tardelli, Obina, Luxemburgo… Haja, coração, torcedor alvinegro!