CANHOTA 10

Coluna PAPO DE FUTEBOL de 31 de janeiro

Fernando BH comenta a demissão de Luciano Dias no Noroeste

Texto publicado na edição de 31 de janeiro de 2011 no jornal Bom Dia Bauru

QUE VENHA UM CALEJADO

Nada como um gol após o outro… Após a inapelável goleada imposta pelo Americana no Alfredão, não coube outra atitude à diretoria noroestina senão demitir o treinador Luciano Dias. Que seja a única troca neste Paulistão, pois é sabido que muitas mudanças no comando técnico costumam mesmo resultar em descenso. E que venha um mais calejado do que o anterior, para não se repetir o erro de 2009, quando Fahel Júnior substituiu Ruy Scarpino e a coisa desandou de vez…

Continuo achando que o Noroeste sabe articular jogadas ofensivas. O que mata o time é o posicionamento da defesa, que assiste atacantes receberem a bola livres dentro da área. Os gols do Americana pareciam de treinamento, com trocas de passes.

É possível se reerguer, começando por dar uma injeção de ânimo no elenco e, principalmente, reajustar as peças em campo. Está na hora de o zagueiro Halisson jogar e o volante Marcelinho voltar. Aos que pedem Hernani: ele se recupera fisicamente e não tinha condições de jogo até então.  E enquanto Otacílio Neto e Vandinho não puderem atuar, há três guerreiros no ataque: Aleílson, Diego e Aidar.

Não é puro otimismo: o Alvirrubro tem condições, sim, de se reerguer no campeonato. Está faltando mais brio do que qualidade. Reforço, nessa altura do campeonato, só se for craque para chegar, vestir a camisa e estrear logo.

Tchau, Luciano
Com cinco gols na cabeça, fica difícil mesmo controlar o que sai da boca. Mas não se pode esquecer que é só um jogo, gente. As críticas a Luciano Dias beiraram a ofensa moral, como se tratasse de alguém desonesto ou mal intencionado. Foi somente um profissional que deixou a desejar – e que seja feliz em outro clube. Simples assim.

Novo treinador
Imediatamente surgiram prováveis substitutos de Luciano Dias, como Estevam Soares – este na categoria nome de peso, pelas inúmeras passagens na Série A do Brasileiro. Nessas ocasiões, Paulo Comelli é sempre lembrado – mas não se esqueça de que ele é ótimo montador de elenco, não se sai muito bem quando pega time montado. Para enquadrar os jogadores, contrataria alguém com o perfil de Jair Picerni ou Vagner Benazzi.

Estrelinha
O colega Gustavo Longo, diariamente no Complexo Damião Garcia, comentou antes do início do Paulistão que Zé Carlos daria problemas com a concorrência no ataque. Dito e feito. Amparado pelo status de herói do acesso, julgou-se intocável e já tumultuou o ambiente ao ser sacado do time titular. Acabou afastado do grupo e não participa da partida de quarta, contra o Paulista. Na terça, uma reunião com o jogador irá definir sua situação no clube.

Verdão!
Da mesma forma que é cedo cravar o Noroeste no fundo da tabela, foi precipitado o diagnóstico de que o Palmeiras faria feio em 2011 após estrear mal contra o Botafogo. Começa a se acertar, com Kléber invocado na frente e Marcos (interminável!) novamente defendendo bonito.

San-São
O Santos segue firme e muito parecido com o início do ano passado: até quando não joga bem, leva. Passou longe de ser brilhante contra o São Paulo, mas manteve sua boa média de gols e foi pouco ameaçado. Já o Tricolor segue buscando sua formação ideal – e batendo cabeça.

Timão…
O jogo de volta contra o Deportes Tolima, na Colômbia, deverá ser mais fácil do que o do Pacaembu, acredite. Jogando para contra-atacar, o Timão poderá fazer o(s) valioso(s) gol(s) como visitante e se garantir na fase de grupos da Libertadores. Aí virão os reforços prometidos por seu presidente.