CANHOTA 10

Coluna da semana: Noroeste ainda está devendo

Apesar da invencibilidade, time precisa fazer mais gols e jogar bem em casa. É disso que fala o texto publicado na edição de 13 de agosto de 2012 no jornal BOM DIA Bauru, que também trata do basquete, da bola da Copa e das cornetas de Londres

AINDA DEVENDO

O Noroeste fechou sua participação no primeiro turno da Copa Paulista no G-4 de seu grupo. Invicto. Mas ainda é pouco. Afinal, é apenas o quarto colocado entre sete times, estando os três restantes bem distantes na pontuação – e dois deles são os únicos que o Alvirrubro conseguiu venceu. Portanto, ainda está devendo.

Para ser possível projetar o Norusca como real candidato ao título da Copinha, Amauri Knevitz e seus comandados precisam cumprir duas tarefas.

A primeira é vencer um adversário mais qualificado. A oportunidade já será no próximo sábado, em Araraquara, contra a líder Ferroviária, no duelo dos únicos invictos. Quer jogo melhor para ganhar moral?

A segunda é uma obrigação: jogar bem em Alfredo de Castilho, o que ainda não aconteceu – por enquanto, só vaias. Obrigação porque os visitantes serão exatamente Barretos e Santacruzense, figurantes na disputa. Além deles, o Marília, combalido por uma eterna crise política e desgastado pela campanha na Série D. Mas clássico é clássico e tudo o que a torcida noroestina quer é ganhar um presente desses, ver o Norusca sacramentar o fim de uma temporada melancólica do rival. Perder, nem pensar!

Para tanto, o Noroeste precisa fazer o que fez pouco até aqui: gols. Foram apenas cinco em seis jogos. Chamado de retranqueiro por boa parte da torcida, Knevitz ousou no último sábado, em Santa Cruz do Rio Pardo. Deixou de lado o meio-campo em losango (um cabeça-de-área, dois volantes que sabem sair para o jogo e um meia de ligação) por um quadrado (dois volantes e dois meias). E os dois da contenção, Johnnattan e Cesinha, têm certa qualidade para o apoio. Resta saber se, com a volta de suspensão do lateral-esquerdo Ralph, Giovanni volta para o meio. Sua permanência na ala concretizaria a titularidade de Romarinho. E afastaria o apelido incômodo que é atribuído ao treinador.

Diego de volta
O atacante Diego teve seu contrato de empréstimo rescindido pelo Bahia. Depois de apenas duas partidas disputadas no Brasileirão, o jogador (que tem contrato com o Noroeste até 2014) deve se reapresentar em Bauru nos próximos dias. É possível inscrevê-lo na Copinha até o dia 30. Ele está se tratando de contusão no púbis (problema que persegue sua carreira). Especula-se que o clube baiano não honrou o compromisso financeiro com o Norusca. Procurado pela coluna, o Alvirrubro não se pronunciou sobre o assunto.

Que bola é essa?
Foram divulgados os três nomes candidatos a bola da Copa do Mundo de 2014. Nem Caramuri nem Gorduchinha – duas ideias muito simpáticas. As opções são um nome composto (Bossa Nova), outro muito longo (Car-na-va-les-ca) e, pior, um com grafia errada (Brazuca). Brasuca é com S, segundo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras. Que várzea.

Papo de basquete
No próximo sábado começa o Campeonato Paulista de basquete para o Paschoalotto/Bauru. Não se sabe se o ídolo Larry Taylor, depois da disputa olímpica, estará em quadra. Assim que chegar, ele combinará seu descanso com a comissão técnica. O Alienígena pode (e deve) descansar tranquilo, pois Ricardo Fischer encarou com personalidade a oportunidade de armar as jogadas dos guerreiros. Se os outros dois reforços, os norte-americanos John Thomas e DeAndre Coleman, repetirem oficialmente o que renderam nos jogos-treinos, o torcedor pode ficar bem animado. O grupo é forte, entrosado, e a meta é ser finalista. Nada menos do que isso.

Londres 2012
Acabou. Ufa. Meus ouvidos já não aguentavam tanta corneta. Na era das mídias sociais, as besteiras se multiplicaram nessa Olimpíada. E não é exclusividade de torcedores. Muitos colegas de crônica abusaram do direito de falar bobagem – provavelmente eu também, em algum momento. De repente, todo mundo vira especialista em boxe, natação, vôlei de praia, pentatlo moderno! Acham-se aptos a eleger vilões, criam heróis, tecem filosofias sobre a monocultura esportiva o Brasil, mas nesta segunda já estão todos novamente de olho prioritário no futebol.