CANHOTA 10

NBB: entrevista exclusiva com Lula

O Canhota 10 falou com o novo gerente técnico da Liga Nacional de Basquete

Conheci pessoalmente Lula Ferreira na festa de lançamento do Itabom/Bauru para a atual temporada. Ele viera prestigiar o amigo Guerrinha, mas já estava conversando com a Liga Nacional de Basquete – o gerente executivo da LNB, Sergio Domenici, também estivera em Bauru na ocasião – a respeito de seu novo desafio profissional: a gerência técnica da entidade.

Na ocasião, penso ter tido a mesma reação de todo amante do esporte: feliz por estar ao lado de um campeão (é atual treinador campeão brasileiro, por Brasília). Feliz sobretudo por ser alguém acessível, bom de papo. Guardei seu cartão de visitas e, oportunamente, entrei em contato com Lula para uma entrevista.

Ele me atendeu durante a abertura oficial no NBB3, na partida entre São José e Brasília, por telefone. Com dificuldades em me ouvir, tamanho o barulho da galera ao fundo, Lula respondeu a algumas perguntas, num papo rápido e proveitoso.

Quais são suas principais atribuições como gerente técnico e como encara esse novo desafio?
Aceitei o convite da LNB com muita satisfação e cuido de toda a parte técnica: regulamento, arbitragem e também o campeonato sub-20.

Como foi a receptividade dos colegas treinadores? E estando no ginásio, bateu uma vontade de estar à beira da quadra?
Tive muito apoio de todos os colegas, a receptividade foi a melhor possível. Eu não costumo me arrepender das minhas decisões. São sempre muito bem pensadas. Estou muito feliz com essa nova função e com a oportunidade que tenho de contribuir com o desenvolvimento do basquete brasileiro.

Que resultados espera da aplicação das novas regras?
Novas regras vêm sempre para tornar o jogo melhor, mais competitivo. A linha de três mais longe, o tempo de reposição de bola… Tudo isso dará mais dinamismo ao jogo.

Qual sua opinião sobre a decisão dos clubes de não fazerem uma final em jogo único, na TV aberta, (preferindo manter o playoff melhor de cinco)?
Foi um erro de interpretação. Não seria simplesmente jogo único. Essa partida decisiva seria antecedida de seis partidas – um quadrangular em que todos se enfrentariam em turno e returno). Foi um grande mal entendido, até porque a final pode nem chegar a cinco jogos, pode terminar no terceiro. Na outra fórmula teríamos sete jogos garantidos.

Que panorama faz da terceira edição do NBB?
É um campeonato muito equilibrado. Há pelo menos sete times favoritos. E um desses times pode ficar de fora de uma fase decisiva por causa de outro, menos badalado, tamanha a competitividade. E é isso que dá graça ao esporte, à competição.

Da outra vez que conversamos, você destacou o custo-benefício do time de Bauru…
Realmente, é um custo-benefício muito bom. O investimento é bem menor do que o de outros times e, mesmo assim, consegue ser competitivo.

Até pela sua amizade com o Guerrinha, você tem acompanhado o assunto Panela de Pressão?
Sim. É uma pena que uma cidade do tamanho de Bauru fique refém de uma questão de ginásio. Espero que isso se resolva para o bem da cidade, que ama o basquete.

O que dizer do seu amigo Guerrinha, que vem travando essa batalha pró-basquete na cidade?
O Guerrinha é um dos meus melhores amigos, então, ao falar dele como amigo, não consigo apontar defeitos. Prefiro falar sobre o profissional, que é melhor ainda. Um treinador irrepreensível, que com um baixo investimento consegue montar um time competitivo. Ele merece o apoio da cidade. Afinal, ele deu um título brasileiro para Bauru.

Lula Ferreira falou ainda do NBB Sub-20, que está em fase de captação de recursos, após ter seu projeto aprovado para se beneficiar da Lei de Incentivo ao Esporte. “Estamos atrás de empresas dispostas a apoiar, que terão dedução no imposto de renda”.

Foto da homepage: Tico Utiyama/Divulgação LNB