Bauru 3, Franca 2: semifinal, Dragão!

Direto da Panela

Este jornalista/torcedor passou o jogo inteiro de mão gelada, suando. Não consegue, agora, fazer um texto decente que abra essa crôncia com precisão. Preciso respirar. Fique com o relato abaixo, esse que saiu sabe-se lá como durante o jogo. E depois eu volto com mais análise, números e as costumeiras aspas. Ufa!

O JOGO
Foi um primeiro quarto alucinante. O Dragão entrou com todo o estoque de fogo nos olhos. Com defesa impecável e contra-ataque  fulminante, não deixou Franca respirar até abrir 17 a 2. Todo o quinteto titular, à sua maneira, brilhou. Inclusive Mosso, quando entrou, mandando bola de três. Os visitantes entraram no jogo, mas não a tempo de evitar uma larga parcial (27 a 14).

O segundo quarto foi igualmente de tirar o fôlego. Com menos transição e mais cinco contra cinco, entretanto.  Nessas horas, Bauru contou com o retorno de Ricardo Fischer. No sacrifício, o Ligeirinho parecia mesmo estar com movimentos limitados, mas foi esquentando, soltando-se em quadra e suas bolas de fora começaram a cair. E Larry… Bem, o Alienígena arrepiou: 18 pontos no primeiro tempo. E Pilar pegou sete rebotes, enquanto o todo o time francano capturou nove… Depois de abrir 23 pontos, uma leve desacelerada e os guerreiros foram para o vestiário 16 na frente: 48 a 32.

Na volta do intervalo, não houve relaxamento. Bauru voltou intenso, agressivo e com Larry enterrando de vez o estigma de falhar num jogo decisivo de playoff. O gringo-brasuca assumiu a responsabilidade, foi um solista frio, determinado, imparável. Do outro lado, porém,  havia a camisa  pesada de Franca. E pela primeira vez na partida eles jogaram de igual para igual, a ponto de vencer o período (17 a 20).

Veio o último quarto e a diferença de 13 pontos parecia pequena para tamanho desdobramento dos guerreiros em quadra até então. Mas chegou a hora da verdade e o time de Lula Ferreira encostou: as bolas de três começaram a cair e a distância caiu para um ponto a 2min13 do fim. Inacreditável: aquele Larry impecável dos três períodos iniciais começou a pecar pelo individualismo. De repente, a tensão aniquilou as unhas e passou aquele filme chato na cabeça… Mas o ginásio não se calou, Larry fez uma bandeja providencial e voltou a ser o herói que merece ser. Será que eu ainda estou vivo? Que isso é um sonho? Não, Bauru ganhou, 78 a 71. Está na semifinal da Liga!